Se a servidora provar inocência, poderá processar o ministro Moraes por perdas e danos

Tribuna da Internet | Moraes não sabe como irá responder ao embargo  infringente de Bolsonaro

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Roberto Nascimento

Estimado leitor, gentil leitora, minhas desculpas por voltar ao tema Supremo. Mas o assunto esquentou depois que a Polícia Federal, após recuperar as conversas dos cinco celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o inteiro teor das conversas que dizem respeito a Dias Toffoli, relator do inquérito do Banco Master, sugerindo a suspeição do ministro.

O presidente Fachin imediatamente encaminhou o relatório de mais de 200 páginas para apreciação do ministro Dias Toffoli. No mesmo dia, Toffoli enviou resposta, alegando que, à luz do Código de Processo Penal, art. 145, somente as partes integrantes do processo e o Ministério Público têm legitimidade para arguir a suspeição de juízes e ministros.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Bem, tecnicamente, Toffoli até pode ter razão, mas há outras normas legais que obrigam a Polícia Federal a tomar providências desse teor, especialmente quando o procurador-geral da República dá mostras de favorecimento a determinados ministros, e assim é melhor nem insistir em denunciar erro da direção da Polícia Federal por ter encaminhado o relatório.

Entretanto, é bom lembrar que o ministro Alexandre de Moraes, no dia 12 de janeiro, quando exercia a presidência interina do STF, nas férias de Fachin, abriu um inquérito determinando à Polícia Federal investigar o vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes, em dois órgãos de Estado: o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal.

O objetivo era uma pretensão pessoal – simplesmente saber se algum servidor vazara a informação sobre o contrato de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, pela módica quantia de R$ 129,6 milhões.

FORA DA LEI – Sempre agindo fora da lei, quatro dias após a reunião secreta no STF que afastou Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o ministro Alexandre de Morais deu a ordem para quatro servidores da Receita Federal serem afastados do serviço.

Além disso, tiveram de entregar os passaportes e obedecer a diversas restrições, inclusive usar tornozeleiras eletrônicas, e tudo isso aconteceu sem nenhuma culpa formada, praticamente já condenados e cumprindo pena, sem direito de defesa e sem o competente devido processo legal.

Desta vez, a novidade de Moraes foi o descarte puro e simples do Código de Processo Penal, que destaca a obrigatoriedade de a Procuradoria Geral da República ser ouvida para se pronunciar sobre abertura de inquérito que envolva autoridades do Estado, além de expedir a indispensável denúncia, destinada a tornar suspeitos em réus.

SERVIDORA REAGE – Humilhada e reclusa em sua casa, após sofrer busca e apreensão, a agente administrativa Ruth Machado dos Santos, da Receita Federal, nega ter acessado os dados fiscais da mulher de Moraes.

A funcionária, de ficha exemplar, diz que em 21 de agosto de 2025, nas dependências da Receita em Guarujá, litoral paulista, não poderia ter feito o acesso, porque estava ocupada em atendimento ao público. É claro que há possibilidade de alguém ter copiado e usado a senha dela, e isso deveria ter sido investigado antes dessa busca e apreensão, humilhando a servidora diante de seus colegas de trabalho, de seus vizinhos e de sua família. Se Ruth dos Santos provar inocência, poderá processar Moraes por perdas e danos.

No entanto, Moraes não quer nem saber dessas obrigatoriedades legais. Assim, quando em cada caso um artigo vale e em outros não vale nada, está sacramentada a Insegurança jurídica no país. Portanto, é preciso parar Moraes o quanto antes, e na defesa das leis a Polícia Federal tem notória especialização.

“Vazamento” da reunião do Supremo escancarou o baixo nível dos ministros

VAZAMENTO DE REUNIÃO E SAÍDA DE RELATORIA ELEVAM TENSÃO NO STF - Sem  Fronteiras TV

Toffoli conseguiu apoio e solidariedade de sete ministros

Roberto Nascimento

O surpreendente vazamento do teor da reunião secreta do plenário do Supremo Tribunal Federal, na última quinta-feira, teve uma importância muito especial porque escancarou duas realidades que vêm sendo criticadas nos últimos anos – o danoso corporativismo que impera numa instituição que deveria operar exclusividade com base na lei, doa a quem doer, e o incrível baixo nível dos ministros, revelado por suas afirmações sem o menor sentido.

O ministro Flávio Dino, por exemplo, que foi aprovado em primeiro lugar no concurso para juiz federal em 1994, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e deveria ostentar notável saber, disse que Toffoli tinha “fé pública”.

PÉROLA RARA – Esta afirmação de Dino foi uma pérola rara, porque os atos de qualquer magistrado só têm fé pública quando são corretos, dentro da lei e da ética, sem prova em contrário, o que decididamente não é o caso de Dias Toffoli, cuja fé pública foi inteiramente destroçada pelas 200 páginas do relatório da Polícia Federal.

Outros sete ministros – incluindo Toffoli, é claro – concordaram com essa posição corporativista de Dino, e até consideraram um lixo jurídico o criterioso relatório da Polícia Federa, que passou a ser linchado pelos defensores de Toffoli.

Assim, essa reunião pouco secreta e nada republicana não teve serventia para debelar a crise suprema e apenas registrou  a renúncia de Toffoli ao cargo de relator do Caso Master, atendendo a pedidos.

A CRISE AUMENTA – Com a divulgação de importantes trechos da reunião, o desgaste do Supremo só fez aumentar e já começou também o vazamento de transcrições das reveladoras conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com políticos e autoridades da República.

O resultado dessas decisões teratológicas explícitas, nessa reunião que ia ser secreta, deram mídia para o pastor Silas Malafaia convocar mais um comício em São Paulo, no dia 1º de março. O pastor vai bater duro em Dias Toffoli e Alexandre de Morais, para pedir impeachment dos ministros, pressionando Davi Alcolumbre, presidente do Senado, a abrir os processos.

Por fim, o Brasil está vivendo uma crise anunciada e sem precedentes, mas devemos lembrar que a luz do sol e a transparência são os maiores aliados da democracia, enquanto o sigilo e a censura, ao contrário, são a base de toda ditadura.

Fica explicado por que há tanta disputa para “ganhar” cargo de ministro no STF

Gilmar Fraga | Charge publicada em GZH e Zero Hora. #charge #bancomaster  #fragadesenhos #humor #stf | Instagram

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Roberto Nascimento

Se um ministro do Supremo Tribunal Federal, um desembargador ou um juiz singular – enfim, um togado qualquer – tem fazenda, resort de luxo, é acionista de banco ou grande empresa, por que razão luta tanto para se tornar magistrado ou operador do Direito?

É uma pergunta sem resposta lógica, salvo irresistível vocação, o que representaria uma exceção infinitesimal. Assim, a nação ficou estupefata diante dos argumentos pueris, singelos e desprovidos de razoabilidade, defendidos por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão plenária do Supremo na última quarta-feira.

PIOR A EMENDA – Seria bem melhor se permanecessem calados, pois o ditado ensina que a emenda pode ficar pior do que o soneto.

No início, até custei a acreditar nas afirmações dos dois magistrados, mas conferi a transcrição e minha decepção foi definitiva.

Por que lutam tanto para se tornarem ministros do STF e depois vem com essa choradeira chata, reclamona, de que não podem receber dividendos, não podem participar de palestras patrocinadas por empresários com processos para serem julgados pela Suprema Corte.

NUMA BOLHA? – Ora, se acham que não podem ser fazendeiros, empresários nem banqueiros, que se encontram numa bolha, porque desejaram tanto a entrada no STF. Por que então, não pedem para sair, como Barroso fez e tem dado palestras na Sorbonne, livre, leve e solto?

O pior foi que ainda tivemos que assistir ao Dias Toffoli fazer gracinha. Não combina com a carranca habitual dele.

Enquanto isso, o STF sangra com a imagem arranhada na opinião pública. A meu ver, somente Edson Fackin e Carmem Lúcia lutam pelo Código de Conduta, que ao final e ao cabo, não vai servir para nada.

SIGILO ABUSIVO – E a transparência dos processos judiciais? Foi jogada no lixo. O sigilo está falando mais alto.

É urgente a quebra do sigilo bancário e fiscal do caso Master, inclusive do presidente e dos diretores do Banco Central, que estão proibidos de conceder entrevista e até falarem sobre todos os atos que dizem respeito à liquidação extrajudicial do grupo financeiro.

Mas existe um problema. Quem vai colocar o guizo nos gatos (ou gatunos), que hoje habitam o templo de nossa Justiça? Nenhum Código de Ética será capaz de restituir o que se perdeu.

Dias Toffoli tenta, mas não conseguirá justificar o que é mesmo injustificável

Tribuna da Internet | Audacioso, Dias Toffoli usa o Supremo para praticar  obstrução de Justiça

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Roberto Nascimento

A nota explicativa do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, deixou mais dúvidas do que certezas. Portanto, não teve o condão de cessar as críticas ao Supremo e em particular ao próprio Toffoli. Portanto, o STF permanece sangrando como alvo de críticas nas redes à esquerda e à direita, porque fatos importantes não foram esclarecidos na nota e continuam gerando a suspeição do ministro e a conivência do Supremo

Ou seja, permanecem desconhecidos da opinião pública os fatos e fundamentos que justificaram a decisão de transferir o caso Master para o STF, sem haver fulcro na Constituição.

UMA SURPRESA – Eu jamais poderia imaginar que algum dia viesse a concordar com uma análise feita pela musa das privatizações do governo FHC, a economista Helena Landau, mas ela foi sensacional com seu artigo no Estadão.

A economista descreve as incongruências do ministro Dias Toffoli permanecer na relatoria do Caso Master. E indaga, com veemência: Ele é ou não suspeito? Precisa ou não aceitar seu impedimento? O caso deve ser julgado na primeira Instância ou na última, o STF? São perguntas que estão gritando alto na consciência da sociedade.

Helena Landau observa que a Suprema Corte tem o direito constitucional de errar por último. Portanto, a responsabilidade do colegiado é de extrema relevância.

JUSTIÇA OMISSA – Realmente, quando um ministro erra e o colegiado se omite, passa para o cidadão comum a sensação de que o Judiciário não está cumprindo seu papel de proteção ao Estado de Direito, fica omisso em seu dever de fazer cumprir os preceitos da Constituição.

O pior é que a crise instalada com a relatoria do ministro Toffoli no Caso Master vem precedida de decisões que anularam sentenças da Lava Jato, inclusive de réus confessos e que haviam devolvido de bilhões de reais aos cofres da Petrobrás, libertando e favorecendo diretores e gerentes corruptos, envolvidos na rapina do Petrolão.

Essa impunidade passa também a sensação de que o crime compensa e aí Helena Landau cita o livro: “Como as Democracias Morrem”. Morre um pouquinho mais, segundo a economista, na repercussão de decisões judiciais teratológicas, exóticas, inexplicáveis, absurdas, incríveis, ilógicas, irracionais e por si adiante.

FRACASSO NACIONAL – A economista faz menção também ao livro “Por que as Nações Fracassam”. A meu juízo, isso acontece quando os Três Poderes abandonam a máxima de Montesquieu descrita no seu clássico “O Espírito das Leis”, no qual o francês iluminista cita a independência e a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, como condição sine qua non para a sobrevivência da democracia.

Portanto, a responsabilidade da Suprema Corte é importantíssima para a estabilidade democrática.

Quando a sociedade perde a confiança em seus ministros, a democracia começa a morrer lentamente, como um câncer que vai corroendo as entranhas da sociedade até envolver e destruir o tecido social, abreviando a morte da democracia e provocando o fracasso da nação. Então, morre a democracia e o país morre junto.

Malafaia sabe que os chefões da Faria Lima rejeitam a candidatura de Flávio

Malafaia: Tarcísio não se arrepende de nada do que falou na Paulista

Malafaia quer convencer Tarcísio a disputar contra Lula

Roberto Nascimento     

O pastor Silas Malafaia já sentiu o vapor do vento, vindo pelos lados do Centrão e da Avenida Faria Lima, endereço dos maiores empresários paulistas, que já se decidiram pela chapa com o governador paulista Tarcísio de Freitas, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Jair Bolsonaro se insurgiu contra a decisão da direita empresarial e o pragmatismo do Centrão; resolveu impor o nome do filho Zero Um para herdar o legado do bolsonarismo.

SEM CONDIÇÕES – Ocorre, porém, que Bolsonaro foi abatido em pleno voo e está preso. Portanto, ficou sem condições políticas para impor ao sistema o nome do filho Flávio, que não tem carisma para empolgar o eleitorado.

A direita sabe que aquelas condições políticas que levaram Bolsonaro ao poder não existem neste 2026. Pelo contrário, a tentativa de golpe de estado assustou aos empresários, que preferem um cenário de estabilidade democrática, ideal para o ambiente de negócios.

É por isso que Silas Malafaia há muito tempo vem costeando o alambrado para pular do sítio bolsonarista e entrar no terreno com a grama fresca e abundante da candidatura Tarcísio, antevendo a perda de capilaridade eleitoral de Bolsonaro.

FICAR NA MUDA – Mas o que angustia o pastor Malafaia é a indecisão do governador paulista. Segundo o líder evangélico, Tarcísio deveria ficar na muda. igual passarinho, e não falar em reeleição para não queimar o filme.

Assim, quando a direita que manda der a ordem, indicando Tarcísio como candidato, haverá melhores condições. Esse recado será dado até abril, quando termina o prazo para os governadores deixarem o governo para se tornarem candidatos a presidente, deputado ou senador.

Na hora certa, as cartas de quem realmente manda no Brasil vão chegar ao hóspede da Papudinha. Os chefões da Faria Lima não querem o filho Flávio como candidato da direita e serão respeitados.

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita

Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

Toffoli precisa ser um dos primeiros convocados, se houver CPI do Master

Amigo diligente, é melhor que parente 😎 #imaginasefossepobre #vorcaro #sigilo #bancomaster #tcu

Charge do Iotti (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

O ministro Dias Toffoli tinha que ser investigado e deveria ser um dos primeiros a prestar depoimento na CPI do Master, caso a oposição consiga no Congresso a investigação das fraudes financeiras, pois o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (ele, sempre ele…) tenta impedir a CPI de funcionar.

Neste momento, Dias Toffoli não vai decidir nada. O relator agora sabe que o escândalo é gigantesco e a sociedade está contra o cerco que ele e o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, tentam fazer contra o Banco Central.

MÍDIA REAGE – É impressionante como a imprensa desta vez se uniu. Não há nenhum veículo da mídia se manifestando em apoio a Toffoli e a Jhonatan, que caíram da escada segurando a brocha.

Apesar dessa extraordinária pressão da mídia, os mesmos grupos de sempre vão procurar manter o caso Master em banho-maria, até sair do noticiário, sendo substituído por outro novo escândalo ou a invasão do Trump tomando a Groelândia ou atacando o México por terra.

Tudo parece possível. Porém, desta vez os fatos são de tamanha gravidade que a investigação do caso do Master se tornou irreversível, até porque a liquidação extrajudicial é uma medida definitiva no mercado financeiro. Qual o maluco que vai investir dinheiro nesse banco, depois de terem vindo a público as falcatruas de seu presidente Daniel Vorcaro?

PIZZA INVIÁVEL – É uma lama movediça essa tentativa de ajudar Vorcaro, que está provado ser um criminoso contumaz. Será muito difícil assar essa pizza no forno do Supremo e do TCU, onde a maioria dos ministros agora tenta escapar da podridão.

É preciso lembrar que o povo pode novamente sair às ruas, para exigir o fim da corrupção. Vejam o exemplo do Irã. Mesmo com a forte repressão da ditadura, o povo está indo às ruas, cansado de sofrer.

Aqui no Brasil, que vive uma democracia relativa, precisamos lutar para mostrar que ninguém está acima da lei, seja no caso de quem a elabora, que é o Congresso, de quem analisa a constitucionalidade dela, que é o Supremo, e de quem está obrigado a obedecê-la, que é o governo.

Se Vorcaro fizer delação premiada, a terra vai estremecer em Brasília

Charge do Aroeira | Metrópoles

Charge do Aroeira (Metrópoles)

Roberto Nascimento

O presidente Edson Fachin está isolado na Côrte Constitucional. O projeto do Código de Conduta, proposto por ele antes do caso do Banco Master, conta com um único apoio – da ministra Carmem Lúcia, que é solteira, não tem irmãos nem filhos advogados.

Logo a seguir, com o escândalo do Marques, a credibilidade do Supremo Tribunal Federal junto à opinião pública. no final do ano despencou a quase zero.

APOIO A PARENTES – Mudaram a Lei para permitir que parentes de ministros tivessem autorização para advogar nos Tribunais Superiores nos processos em julgamento. Até Luiz Fux foi a favor, por causa do filho que enriquece advogando nos tribunais superiores.

Somente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Carmem Lúcia e Rosa Weber votaram contra. É por essa razão que Luiz Fux está calado, com seu boi na sombra. Apenas Carmem Lúcia está fora dessa encrenca.

Agora, os ministros estão envergonhados com o supercontrato da esposa de Alexandre de Moraes para salvar o banco Master, somente Gilmar Mendes veio a público defender Moraes, enquanto Dias Toffoli entrava no esquema, e está trabalhando não somente para o Banco Master, mas também para a J&F, a antiga Friboi.

SONHO INÚTIL – Apesar da repercussão negativa do caso Master, o ministro Toffoli ainda acredita que tem condições de suspender a liquidação do Master, embora o efeito possa ser pior do que uma bomba atômica.

No Judiciário e no Congresso, muitos personagens temem a delação premiada de Vorcaro, alguns estão tremendo de medo.

A credibilidade do Brasil no Fundo Monetário Internacional, por causa de Moraes, Toffoli e de Jhonatan de Jesus, novo ministro do Tribunal de Conta da União, pode prejudicar o grau de investimentos no Brasil. E esse TCU, vale algum tostão furado, a não ser como cabide de emprego de parlamentares aposentados?

UM TURBILHÃO – O país está atônito com os fatos que vem sendo revelados.

Chego a sentir pena do ministro Alexandre de Morais. Ele está completamente desconfortável com tudo isso. Quanto a Dias Toffoli, sua frieza é impressionante. Não liga para nada, porque acha que está acima do bem e do mal.

Fachin está tão isolado, que perdeu as condições de agir no caso Master, enquanto Toffoli decretava segredo em fatos de interesse público e marcava acareação  antes dos depoimentos. Depois recuou, mas manteve as perguntas a Daniel Vorcaro (Banco Master), Paulo Henrique Costa (BRB) e Ailton de Aquino (Banco Central), através da delegada federal Janaina Palazzo.

DELAÇÃO NA MIRA – Tentam uma saída para Daniel Vorcaro, que ameaçou delação premiada e assustou gregos e troianos em Brasília. A delação desse fraudador e corrupto causaria um terremoto na capital da gastança.

Ibaneis Rocha, governador de Brasília, não consegue dormir, de tão preocupado. Cláudio Castro, governador do Rio, teme o fim da sua carreira política e vê sua candidatura ao Senado escapar pelos dedos.

Davi Alcolumbre também está metido nessa, através de seu apaniguado no Amapá, que torrou dinheiro no Master através do Instituto de Previdência. Uma delação pegaria todo mundo.

Melhor negócio atualmente no Brasil é ser “dono” de partido político

UMA CHARGE CADA VEZ MAIS ATUAL…

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Roberto Nascimento

Há muitos exemplos da desagregação política de importantes nações, quando perdem o líder que as conduzia. Basta lembrar o marechal Josip Tito e o caso da Iugoslávia, um país que simplesmente não existe mais.

Quando ele morreu, a unidade nacional foi rompida. Houve uma guerra civil violenta. Surgiram, então, sete países independentes: Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Montenegro, Sérvia e, parcialmente reconhecido, o Kosovo.

AQUI NO BRASIL – O PTB era fortíssimo com Getúlio. Sem ele o Partido foi minguando, depois fundiu-se com o Patriota e hoje não existe mais.

A UDN era Carlos Lacerda. Sem ele, até tentaram recriá-la, mas fracassou.

0 MDB perdeu força política com a morte do líder Ulysses Guimarães. E o PSDB virou um partido nanico, com a aposentadoria de FHC e a morte de Franco Montoro e Mario Covas.

SALADA PODRE – Hoje existe uma salada partidária sem ideologia e sem projeto de país, que servem apenas para enriquecer os donos dos partidos.

O MDB livrou de Michel Temer, o chefe do chamado quadrilhão, mas outros partidos estão dominados, como o PL de Valdemar Costa Neto, o PP de Ciro Nogueira, o PSD recriado por Gilberto Kassab, o União Brasil de Antônio Rueda e o Republicanos de Marcos Pereira, que representa Edir Macedo, da Igreja Univeral.

CENTRÃO – Essa fragmentação partidária, reunida sob o codinome de Centrão, não tem como dar certo para o país.

No entanto, no que se relaciona à vida financeira desses dirigentes partidários, eles estão no melhor dos mundos, como diria Voltaire.

O país que se dane, o que eles querem é o dinheiro do Fundo Partidário, do Fundo Eleitoral e das emendas parlamentares.  Ser dono de partido, com ou sem mandato parlamentar, é um verdadeiro negócio da China.

Lula precisa definir Haddad como herdeiro de seu espólio político no PT

Lula e Haddad: reúnem-se no Alvorada sem definir corte de gastos

Lula já está com a data de validade praticamente vencida

Roberto Nascimento

Fernando Haddad é o substituto natural de Lula da Silva no PT e na Esquerda. Mas  a cegueira política do partido, constituído de frentes e tendências desagregadoras, só sobreviveu até aqui, por causa de Lula.

Ocorre que o atual presidente não é eterno e já está bastante idoso. Portanto, é urgente ser destacada uma nova liderança capaz de aglutinar a multiplicidade de egos inflados. Nesse quadro, Haddad emerge como único nome em condições de substituir o cacique, nos próximos anos. No entanto, não observo movimentos nesse sentido. E a direita agradece essa lacuna da esquerda.

DOIS ESPÓLIOS – Importante salientar que a direita brasileira também patina e se divide, sem saber qual figura política herdará o espólio de Bolsonaro, que mingua a olhos vistos. Até Donald Trump, o pragmático milionário, presidente dos EUA, abandonou essa família complicada.

Eles brigam entre si para receberem o aval do réu preso na PF. Será Flávio, o Zero Um, a receber a indicação definitiva, ou a esposa Michelle? O racha na família é de conhecimento público.

E o Centrão tem candidato ungido nesse grupo monetarista e interesseiro. Trata-se de Tarcísio de Freitas, que diz em público que não quer, mas, trabalha nos bastidores pela candidatura, seu sonho de uma longa noite de verão. Esperto, só vai para a guerra se tiver o apoio dos bolsonaristas, porque ainda não confia no seu taco numa carreira solo.

NÓ GÓRDIO – Aceitar ou não o lançamento do governador Tarcísio de Freitas é o nó górdio, que a direita não está conseguindo desatar.

A família Bolsonaro prefere perder com Flávio Bolsonaro, do que ganhar com Tarcísio de Freitas, porque uma vez sentado naquela cadeira, estará decretado o fim do grupo Bolsonaro.

Do lado do PT, Haddad deveria ser candidato a vice-presidente, porque se Lula vencer, já estará com 81 anos, ou seja, com quase 8 anos acima da expectativa de vida do homem brasileira, que é de 73,3 anos.  Homem que passa dessa idade está fazendo hora extra…

Desta vez, a crise entre os três Poderes é grave e ainda vai dar muita briga

Alcolumbre se sentiu traído do Lula e está dando o troco

Roberto Nascimento

As crises institucionais entre os Poderes da República são recorrentes e sistêmicas. Desta vez, porém, a situação se mostra realmente grave, por vários fatores simultâneos. Um deles é a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.

Os senadores devem avaliar o notável saber jurídico e a ilibada reputação, quesitos nos quais Messias é pouco reconhecido e ele chegou ao ponto de “engordar” o currículo na Wikipédia, dizendo ter sido procurador do BNDES, mas o banco é egido pela CLT, tem advogados admitidos por concurso, mas não há vagas de procurador.

ALCOLUMBRE IRADO – No meio do furacão, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, mostra estar muito contrariado com o presidente Lula, que tinha aceitado a indicação do nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas recuou e escolheu Messias, sem comunicar a Alcolumbre, que já tinha até comemorado a escolha de Pacheco com um grupo de senadores.

Agora, o presidente do Congresso trabalha abertamente para recusar a indicação de José Messias e já transferiu a sabatina dele para janeiro. Foi uma inabilidade de Lula, que não pode combinar uma coisa com o presidente do

A liquidação do Banco Master, com prisão de vários envolvidos, também irritou Alcolumbre de uma maneira sobrenatural. Ninguém conhece as razões. Os investigados foram soltos, apesar da abundância de provas. Todos são ricos e podem fugir com facilidade para o exterior.

MUITAS TROVOADAS – O clima está mesmo quente e sujeito a chuvas e trovoadas entre os Três Poderes. O ministro Gilmar Mendes extrapolou na decisão cautelar e monocrática de mudança da Lei do Impeachment, de 1950, que serviu para os Impeachments de Collor e de Dilma. Diante da possibilidade de a oposição fazer maioria na composição do Senado na próxima eleição, podendo aprovar impeachments de ministros do STF, Gilmar decidiu aprovar uma blindagem que evite problemas futuros.

A decisão significa uma blindagem dos ministros do STF, porque atribui ao procurador-geral da República, a decisão de processar e cassar integrantes do tribunal. A fundamentação não se sustenta no arcabouço constitucional e trucida a lógica, pois dá um Poder total ao procurador Paulo Gonet, amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes na Faculdade IPD,

Ocorre que o mandato de Gonet foi sacramentado pelo Senado em novembro deste ano, para um segundo período de dois anos na PGR. Como não há certeza de que Gonet será reconduzido em 2027, seu sucessor na Procuradoria poderá pautar o impeachment de ministros. Ou seja, Gilmar Mendes pode estar apenas adiando o processo.

ADIVINHAÇÃO – Conforme se constata, Gilmar Mendes se antecipa e blinda um provável processo contra ministro do STF, julgando que a oposição conseguirá maioria no Senado nas eleições de outubro de 2026. Mas o que o ministro Gilmar Mendes realmente sabe do resultado das futuras eleições, que nós, simples mortais, não sabemos?

Parece brincadeira. Os candidatos ainda não foram escolhidos e as campanhas eleitorais nem começaram, mas o mundo político e judicial já sabe quem vai ganhar e quem vai perder as eleições de 2026. Isso é “Incrível, fantástico e extraordinário”, nos moldes do programa do pesquisador e cantor Henrique Fróes, mais conhecido como “Almirante”, grande sucesso de audiência na Rádio Nacional.

Até hoje, ainda não existe a democracia perfeita que os gregos idealizaram

Democracia neste sete de abril - Rede Humaniza SUSRede Humaniza SUS - O SUS  QUE DÁ CERTO

Charge do Solda (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

O mundo político é de uma maldade ímpar, não há dúvida, embora o mundo em si, com a natureza e o cosmos, seja de uma divindade fora do comum. Até a escuridão, quando recheada de estrelas, pode acalmar o espírito.

No alvorecer da democracia, Platão ensinava que a Real Política deve visar ao bem de todos, mas até hoje isso é raríssimo de encontrar. No Brasil do Século XXI acontece o contrário, porque em primeiro lugar sempre figura o interesse particular de governantes e parlamentares.

LEMBRANDO O MESTRE – Se for vetado a nomeação de Jorge Messias ao Supremo pela ação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estará declarada a guerra entre Executivo e Legislativo. Alcolumbre tem atuado para não aprovar o nome do atual Advogado-Geral da União.

Hoje, o indicado do presidente Lula para o Supremo, José Messias, só tem 30 votos. Ou seja, precisa de mais 11 votos para ter maioria absoluta. Esses conflitos entre os Três Poderes podem gerar uma crise sistêmica, tudo que os golpistas mais querem nesse momento.

Como Ulysses Guimarães, grande mestre da política brasileira contemporânea, trataria essa crise terrível provocada pelo Congresso? Nesse caso, acho que dr. Ulysses certamente diria que Lula errou ao não indicar o senador Rodrigo Pacheco.

AINDA EM RISCO – O grupo golpista, formado por civis e militares, não desapareceu como num passe de mágica. Eles continuam atentos às falhas da democracia, preparados para tomar o poder, apesar da prisão dos líderes.

Bolsonaro estimulou a divisão nas Forças Armadas, quando demitiu o general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e os três ministros militares, todos legalistas e contrários ao golpe.

Nomeou para o lugar oficiais superiores bolsonaristas, que, entretanto, também eram contra qualquer tentativa golpista, menos o Almirante Almir Garnier, que está preso.

NÃO CONSEGUIRAM – Foi muito pouco para caracterizar a divisão pretendida e inflamar os quartéis, não conseguiram abrir caminho para a quebra da democracia.

O Alto Comando do Exército em maioria se posicionou contra o Golpe do Bolsonaro. Foram chamados de melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro, simulacros de comunistas.

Foi um jogo pesado envolvendo até pressão sobre os familiares dos generais golpistas, com quebra de hierarquia sem precedentes nas Forças Armadas, indicando falta de compromisso com a unidade da nação, sem avaliação das consequências trágicas como uma guerra civil. Mas a democracia falou mais alto e deve ser preservada, a qualquer custo.

Por que Ibaneis Rocha escapou de ser preso pela corrupção no Banco Marques?

Governador Ibaneis Rocha adia reabertura do comércio do Distrito Federal

Não é possível que Ibaneis escape da lei, mais uma vez

Roberto Nascimento

O governador Ibaneis Rocha não consegue explicar suas ações. É um escândalo atrás do outro. O mais recente foi o aval para o aporte de R$ 16 bilhões do Banco Regional de Brasília (BRB) para o saco sem fundo do Banco Master.

A quem interessava torrar essa dinheirama toda? Foi um ato de altíssima irresponsabilidade e o governador também deveria ser preso, mas a Justiça parece estar dominada e vai deixá-lo à solta.

8 DE JANEIRO – Lembrem que Ibaneis já escapou da prisão uma vez, quando se omitiu naquela tentativa de golpe do 8 de Janeiro. Quando a invasão aos prédios públicos estava em curso, ele não atendeu aos telefonemas da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber.

A cúpula da Polícia Militar de Brasília, comandada por Ibaneis, fez vista grossa no episódio do quebra-quebra. Há muitas irregularidades que não foram investigadas.

Quando se dá um desconto para políticos execráveis desse tipo, eles aprontam de novo, porque são incorrigíveis.

FUTURO SENADOR – E o pior de tudo é que Ibaneis Rocha, atual governador, está com o passaporte carimbado para o Senado na eleição do ano que vem. Aliás, em Brasília só aparecem candidatos de direita. A única exceção era o ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque, mas ele hoje está completamente apagado.

No escândalo do Banco Master estão envolvidos o governador Ibaneis Rocha, a vice-governadora Celina Leão e a ex-ministra Flávia Arruda, ex-mulher do ex-governador José Roberto Arruda, considerado um dos políticos mais corruptos de Brasília, que foi filmado recebendo dinheiro ao vivo.

Hoje, por mera coincidência, Flávia Arruda é casada com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, um dos presos no caso do Banco Master. Detido pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, deflagrada na terça-feira (dia 18), Lima era sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master desde 2019. Segundo a PF, as operações fraudulentas chegaram a R$ 12 bilhões.

CASTRO ENVOLVIDO – Por fim, não se pode proteger o governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, que investiu R$ 970 milhões na arapuca do Banco Master. Antes da intervenção do Banco Central, a direção da Rio-Previdência se apressou em resgatar R$ 560 milhões do fundo administrado pelo Master. E os recursos serão usados para pagar a folha de novembro.

É certo dizer que o governador Cláudio Castro lesou o patrimônio público dos servidores. E agora? Quem vai pagar esse prejuízo, que pode quebrar a Rio-Previdência?

Não se pode ter compromisso com o erro de governante, seja de esquerda ou de direita. Quando falta dinheiro, seja dos correntistas dos bancos ou dos participantes dos Fundos de Pensão, ninguém pergunta se é culpa de esquerda ou da direita. No caso, nem se trata de erro, mas de corrupção pura e simples.

Reação forte impediu que Derrite revivesse a PEC da Bandidagem

A aliados, Derrite diz que alterou PL Antifacção para driblar "narrativas"  | Blogs | CNN Brasil

Derrite alterou a emenda para favorecer os governadores

Roberto Nascimento

O capitão Derrite, eleito deputado federal em 2022, licenciado do cargo de Secretário de Segurança de São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas, para relatar a PEC Antifacções enviada pelo governo ao Congresso em regime de urgência, em dois dias conseguiu causar uma polêmica federal.

Ele deturpou o texto, que havia sido feito após seis meses de consultas à sociedade, ao Ministério Público e a outras autoridades.

OBJETIVOS  – A destrambelhada mexida do Capitão Derrite se fixou em dois pontos da proposta inicial:

1- Submeter a Polícia Federal ao controle dos governadores. Qualquer investigação, inquérito, operações contra o tráfico internacional de armas e drogas, contrabando, descaminho na esfera estadual, qualquer dessas iniciativas só poderia começar ou avançar com a aprovação ao dos governadores.

2- Equiparar as organizações criminosas (tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, prejuízo a Fazenda Nacional) ao terrorismo.

LETRAS MORTAS  – O Art. 144, parágrafo primeiro e incisos, I, II, III e IV da Constituição Federal se tornariam letras mortas.

Ora, senhor Derrite, a Polícia Federal é uma Instituição de Estado, portanto, não pode ser subordinada ao governo federal e muito menos aos Governadores.

Bem, além de absurdamente ilógico, abriria a porta para intervenção de potência estrangeira, a pretexto de combater o terrorismo e o tráfico de drogas, aliás e a propósito, o que Trump está fazendo nas costas do Caribe, próximo da Venezuela e nas costas do Pacífico em frente a Colômbia. Será que o Brasil seria a bola da vez?

REDES SOCIAIS – Bem, esse risco de ataque a soberania nacional, ficaria na conta de Hugo Motta, presidente da Câmara, e do capitão Derrite, que aceita ser manipulado.

A sociedade, mais uma vez, protestou nas redes sociais contra o monstrengo que queriam aprovar, fazendo Motta e Derrite desistirem de trair o Brasil.

Deputados e senadores querem usar o dinheiro público, sem transparência e sem controle. Por isso, tentaram reviver a PEC da Blindagem, porque, sem aprovação dos governadores, a Polícia Federal não poderia investigar o destino das emendas parlamentares. Seria a derrocada da República.

Como resolver? No Rio, há muitos bairros sob controle total do crime

Bope, após operação no Rio: "Ninguém vai parar a gente"

Quando a polícia sai, o crime toma conta desses bairros

Roberto Nascimento

O combate ao crime não basta, o Estado tem que estar presente nos territórios ocupados pelos criminosos e impedir o tráfico e o controle dos comércios do gás, da água em garrafão, da energia, da TV a cabo, dos aluguéis de casas e apartamentos, esse conjunto de ilegalidades imposto pelas milicias e que hoje rendem mais do que vender cocaína e maconha.

Passei hoje pelo Rio das Pedras, Muzema, Tijuquinha e Itanhangá em direção à Barra. Qual a razão das avenidas tão estreitas, mão e contramão. O prefeito Paes duplicou só em Rio das Pedras, e mais nada.

CIDADE SEM LEI – Por dentro dessas comunidades controladas por milícias e facções emerge o caos urbano, uma cidade sem lei, sem Estado e sem Município.

Nessa região, há duas Clínicas da Família, nenhum Hospital e dois CIEPs – um em petição de miséria, quase abandonado, e o outro em bom estado.

Nenhum governador e nenhum prefeito construiu um só CIEP para contar a história, invejosos de que Leonel Brizola foi o governador que fez tudo sair do papel, com o apoio de Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer.

ÓDIO ÀS ESCOLAS – Vou citar os gestores do Rio, que odeiam escolas e professores. Garotinho, Marcello Alencar, Rosinha, Cabral, Pezão, Witzel e Castro. No âmbito municipal todos eles e o atual, Eduardo Paes, que odeia escolas públicas e servidores públicos, portanto, é o pior de todos, mas, pasmem, vai piorar quando ele conseguir o mandato de governador em 2026, ao que tudo indica, pois tem o apoio de Lula, de Bolsonaro e do Malafaia.

Será preciso muita oração para salvar o Rio de Janeiro, porque os políticos e gestores não se unem contra o crime e até disputam ferrenhamente os votos dos criminosos.

Mudança de postura de Fux mostra a que ponto chegou a disputa de poder

Charge: FUX deixa a primeira turma - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Roberto Nascimento 

A sociedade brasileira está dividida de forma generalizada. Não há consenso nos Três Poderes, que deixaram de ser harmônicos. O Supremo reflete ao extremo essa divisão entre garantistas, positivistas, lavajatistas, bolsonaristas e lulistas. E o Direito, bem aí é um mero detalhe.

O ministro Luiz Fux declarou que não é demérito algum mudar de opinião, para justificar seu voto pela absolvição de Bolsonaro, o chefe da organização criminosa e condenar seu ajudante de ordens, o tenente coronel Mauro Cid. Considero essa incoerência, essa falta de lógica, completamente injustificável.

Antes do julgamento do processo do golpe de Estado, Fux era o ministro campeão na negativa de habeas corpus, sendo consagrado como um magistrado duro contra benefícios para réus envolvidos em ilícitos não penais.

NOVA POSTURA – Depois de condenar a 17 ou 14 anos os envolvidos no 8 de Janeiro, o ministro carioca mudou de opinião, nesse caso do golpe de Estado, e passou a absolver Jair Bolsonaro, generais, coronéis, só gente boa das classes privilegiadas. Um parênteses: abriu exceção para condenar o general Braga Neto e o tenente coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Bolsonaro”.

São coisas da vida, que nós, pobres mortais, não conseguimos entender ou explicar. Acho que nem Freud explicaria essa reviravolta de 180 graus do ministro Luiz Fux, um inquestionável detentor de notável saber jurídico.

CRISE GRAVE – Para justificar essa reviravolta em seu posicionamento como juiz, Luiz Fux argumentou que as decisões judiciais devem se aproximar do sentimento do povo, para ter legitimidade constitucional. Em tradução, leia-se: no caso, o povo representado por deputados e senadores.

Note-se que em países ocidentais há um sentimento de chefes de Estado e dos Legislativos para  que determinadas decisões judiciais sejam submetidas ao crivo dos parlamentares.

O primeiro exemplo vem de Israel, onde o premier Netanyahu enviou um projeto ao parlamento, no qual as decisões de juízes contra membros do Executivo e do Legislativo só terão validade se aprovada por dois terços das casas Legislativas, Câmara e Senado.

PRISÃO DE JUÍZES – Pior ainda. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, neste ano, ameaçou prender juízes que decidiram contra ele. Está pressionando a Suprema Corte a ordenar processos contra juízes e já entrou na Justiça contra juízes que ousaram puni-lo por assédio sexual e sonegação de impostos.

Por fim, o Congresso brasileiro tentou votar uma Proposta de Emenda Constitucional em regime de urgência, submetendo a aprovação do Congresso (eles mesmos) as decisões judiciais contra deputados e senadores. O que deputados chamaram esse monstrengo de PEC das Prerrogativas, o povo que foi às ruas protestar, chamou de PEC da Bandidagem. Tiveram que recuar no momento.

Bem, os exemplos são amplos: na Hungria, na Turquia, em El Salvador, em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela. Pensem nisso.

Presidente da Câmara prepara-se para pautar o projeto da anistia a golpistas

Charge do Fred Ozanan (Arquivo Google)Roberto Nascimento

Dá até pena do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Não tem liderança nem experiência, dois ativos imprescindíveis para o exercício do importantíssimo cargo. Discreto, o ex-presidente Arthur Lira é quem exerce o comando da Câmara. Motta se tornou refém da liderança de Lira.

O episódio da obstrução da sessão, mês passado, comandada pelo líder bolsonarista do PL, deputado Sóstenes Cavalcante; foi uma ação patética.

IDADE MÉDIA – A mesa da Câmara ocupada pela tropa bolsonarista, integrada por figuras verdadeiramente medievais, raivosas e iradas, com Sóstenes e Altineu Cortes comandando a bancada em fúria.

Teve até um deputado cauboi, o Zé Trovão do PL, de chapelão de couro na escada de acesso à mesa do presidente, como leão de chácara, impedindo qualquer um de subir naquela plataforma, sem aval do representante do Rio de Janeiro, Sóstenes Cavalcante. Nem na zona de baixo meretrício da Avenida Presidente Vargas, muito tempo atrás, se via um espetáculo tão degradante, tão vil.

Ninguém foi punido até agora pela falta de decoro parlamentar, nem será, e vida que segue.

NEGOCIAÇÃO – Em seguida, o ex-presidente Arthur Lira negociou o fim da ocupação da Câmara em troca do compromisso de Motta pautar o projeto da anistia.

Isso significa que o compromisso assumido por Hugo Motta de pautar a votação em plenário da anistia não está no freezer. Pelo contrário, o projeto foi colado no forno e na calada da noite pode ser votado e aprovado.

Só estão esperando o melhor momento para agirem e eles sabem quando poderão dar o bote para ratificar o fato consumado. São formidáveis artistas na arte de enganar e ludibriar a vontade popular.

Quem pode acreditar nesse acordo de paz entre Israel e o grupo Hamas?

Gaza – Wikipédia, a enciclopédia livre

Gaza era uma cidade moderna assim…

Deu em O Globo

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira um acordo entre Israel e Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, primeira fase do plano de paz, após três dias de negociações no Egito, com avanços consideráveis entre os dois lados.

A proposta prevê o fim dos combates, o retorno dos reféns — vivos e mortos — para Israel, a libertação de prisioneiros palestinos e a retomada da entrada de ajuda no enclave. Fontes próximas aos negociadores afirmam que a assinatura acontecerá na quinta-feira, e Trump pode ir à região.

VÍDEO mostra Gaza reduzida a escombros após cessar-fogo; 'Virou uma cidade-fantasma', diz morador

…e está sendo devolvida assim aos palestinos

ANUNCIOU TRUMP – “Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e duradoura. Todas as partes serão tratadas com justiça!”, escreveu Trump em sua rede, o Truth Social.

GRANDE DIA – “Este é um GRANDE Dia para o Mundo Árabe e Muçulmano, para Israel, para todas as nações vizinhas e para os Estados Unidos da América, e agradecemos aos mediadores do Catar, Egito e Turquia, que trabalharam conosco para que este Evento Histórico e Sem Precedentes acontecesse. ABENÇOADOS OS PACIFICADORES!”

Pouco antes de fazer o anúncio, Trump disse a jornalistas na Casa Branca que o acordo estava “muito perto” — um fotojornalista da agência AP chegou a flagrar um bilhete passado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a Trump, o atualizando sobre as conversas e pedindo que aprovasse uma publicação no Truth Social sobre o sucesso nessa etapa da negociação.

De acordo com a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ele deve ir ao Egito na sexta-feira, após exames médicos já previstos, mas a viagem pode ser antecipada.

DIZ O HAMAS – Em publicação no Telegram, o Hamas anunciou a “conclusão de um acordo estipulando um fim à guerra em Gaza, à retirada da ocupação (Israel) dali, a entrada de ajuda e uma troca de prisioneiros”. No texto, o grupo pede a Trump e às demais partes envolvidas no processo que “pressionem o governo de ocupação (Israel) a implementar em sua forma completa os requerimentos do acordo, não permitindo que se evada ou atrase a implementação do que foi acordado”.

A mensagem termina com a promessa de que o Hamas “não abandonará os direitos nacionais do povo, incluindo liberdade, independência e autodeterminação”.

O premier israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que esse é um “grande dia para Israel”, e que na quinta-feira “reunirá o governo para aprovar o acordo e trazer todos os nossos queridos reféns de volta para casa”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Parecia impossível, mas aconteceu. No entanto, é preciso lembrar que Israel destruiu totalmente Gaza, que era uma cidade em desenvolvimento, e agora está devolvendo um monte de escombros a uma população miserável. Disse Netanyahu: “Com a ajuda de Deus, juntos continuaremos a atingir todos nossos objetivos e expandir a paz com nossos vizinhos”. Ora, será que foi mesmo com a ajuda de Deus? É claro que existe proteção divina em todo acordo de paz. Mas a guerra tem outros sinistros protagonistas, que não deveriam citar irresponsavelmente o nome de Deus… (C.N.)

Derrubada da PEC de Bandidagem se tornou numa lição a todos os brasileiros

Hugo Motta: TCU investiga Republicanos por viagem em jatinho

Hugo Motta não tem condições de presidir a Câmara

Roberto Nascimento

Vivemos uma era de grave retrocesso político. O maior exemplo dessa deformação social foi a recente aprovação, na Câmara dos Deputados, da chamada PEC da Blindagem, que recebeu até votos de petistas e imediatamente passou a ser conhecida como PEC da Bandidagem.

Tratava-se de uma emenda constitucional destinada a proteger quem se apropria do dinheiro das emendas parlamentares, numa sinistra reedição do chamado Orçamento Secreto. Aliás, na mesma votação, tiveram a audácia de aprovar também o voto secreto.

SEM TRANSPARÊNCIA – Portanto, logo se conclui que os deputados consideram que transparência só serve para os outros, porque para eles, os espertos representantes do povo, tudo deve ser secreto e na calada da noite.

A aprovação da PEC da Bandidagem foi uma das maiores vergonhas do Parlamento brasileiro. No entanto, teve também um resultado altamente positivo e esclarecedor.

É que a desfaçatez da Câmara fez ressurgir a voz das ruas, provocando, espontaneamente, uma espécie de união suprapartidária com tal intensidade que o Congresso teve de recuar.

UMA LIÇÃO – Uma semana depois, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado arquivou por unanimidade a proposta indecente, embora o influente senador Flávio Bolsonaro tenha feito um apelo pela aprovação, ao afirmar que a PEC da Bandidagem tinha sido apresentada para garantir a sobrevivência dos parlamentares, que, segundo ele, estariam sendo acuados pelo Supremo Tribunal Federal. Havia senadores que apoiavam essa esdrúxula tese, mas acabaram votando pelo arquivamento.

Esse importantíssimo episódio político e parlamentar não pode ser esquecido, pois precisa servir de lição a todos os brasileiros. É um exemplo de que o debate sobre a internet e sua influência sobre a coletividade deve ser travado não somente mostrando os exemplos negativos, mas também os positivos. Pensem sobre isso.

Voto de Luiz Fux vai ficar na História como maior exemplo de contradição

Questionamentos sobre delação premiada de Mauro Cid já foram superados, diz  Moraes

Mauro Cid virou uma espécie de Geni, a ser apedrejado

Roberto Nascimento

Assisti nesta quarta-feira às mais de 13 horas do voto do ministro Luiz Fux. Inacreditável surpresa diante da incoerência do magistrado, detentor do notável saber jurídico.

Fux julgou com a mão pesada os mais de 400 vândalos do 8 de janeiro, pelos crimes contra o patrimônio tombado e tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito.

VOTO CONTRADITÓRIO – Mas no julgamento do núcleo superior, o ministro absolveu a maioria, inclusive o ex-presidente Bolsonaro.

Somente o general Braga Neto, ex-ministro da Defesa e ex-chefe da Casa Civil, e o réu colaborador, tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, foram condenados pelo crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito.

Sobre Bolsonaro, Fux citou o jurista Carrara, sobre a mão não caber na luva, afirmando que a mera cogitação e atos preparatórios não configuram crime.

UMA ESTÁTUA – A direita extremada bolsonarista já está defendendo uma estátua para o ministro Luiz Fux, imediatamente e ao lado da estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Fux condenou o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o ex-ministro da Defesa Braga Netto, mas inocentou o presidente que dava ordens para Cid. Um absurdo inominável.

Nas bocas de Matildes, nos supermercados, nas lotéricas e até ontem no Maracanã, não se fala outra coisa: Absolve o chefe, o cacique, e condena o índio seu subordinado?

INCONGRUÊNCIA – Ninguém entendeu, dizem também, e até juristas consagrados tiveram dificuldade de explicar a seus alunos tamanha incongruência do voto do magistrado Fux. O pastor Malafaia, discursou em live ontem, enaltecendo o voto de Fux e pregou a anulação total do processo, com base no voto do ministro dissidente, novo queridinho da direita bolsonarista.

Em prisão domiciliar em Brasília, o tenente-coronel Mauro Cid lamenta ter entrado nessa furada bolsonarista. Perdeu a carreira no Exército e a expectativa de chegar ao posto de general. Perdeu tudo e mais alguma coisa.

Hoje, Mauro Cid se transformou na Geni nacional pela audácia de ter delatado o protegido de Donald Trump, chamado de mito, mas que não passa de um capitão reformado, um “mau militar”.