Lula precisa de um conselheiro fiel e deveria recorrer a José Sarney

Sarney defende que MDB apoie Lula em 2026

Lula e Sarney são os mais experientes políticos do país

Vicente Limongi Netto

Lula não precisa ficar queimando neurônios nem se desgastando emocionalmente, atrás de um conselheiro que tenha experiência de vida. Basta olhar para o lado e sacar o nome de José Sarney. Bingo. Jogada de craque. Amigos fidalgos. Conselhos de Sarney seriam preciosos para legítimos homens públicos. Lula administrando, Sarney pensando. Matutando juntos em benefício dos brasileiros.

Dupla de fogosos idosos cuidando dos brasileiros. Idade que fortalece a alma e as ações nasce com a lucidez de gestos e atitudes. José Sarney deixou marcas em todos os cargos que ocupou. Vice de Tancredo Neves, Sarney ocupou a chefia da nação em quadra tumultuada. Teve o bom senso como parceiro. Redemocratizou o Brasil. Mãos à obra.

PT e MDB sempre estiveram juntos, em bons embates pela governabilidade. O figurino é este. No setor de imprensa, desgastado atualmente com Lula, o governo contará com três magos na conturbada área, Fernando Mesquita, Hélio Doyle e Silvestre Gorgulho. Clareando fatos, informando sem escamotear nada. Simples assim.  Marcando gols e correndo para o abraço. 

CADEIRA VAZIA – Cruz credo! Tapa no bom senso e no bom gosto. Machado de Assis irritado no túmulo. Protesta energicamente. A Academia Brasileira de Letras pretende jogar a credibilidade da instituição no lixo. É o fim da picada. A medonha pretensão da ABL não pode prosperar.

Respirem fundo. Intelectualidade estarrecida. Só pode ser fake.  Depois de ler a patética e medonha notícia na Folha de São Paulo, tenham calma. Bebam água. Aguentem o tranco. Mas preparem o passaporte, porque Cristovam Buarque e Miriam Leitão pretendem disputar na Academia Brasileira de Letras a vaga de Cacá Diegues. Meus sais! Barbaridade. Em todo caso a cadeira de Cacá continuará vazia.

Tarifas elevadas por Trump desfazem sonho de patriotismo de bolsonaristas

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Trump eleva com prazer as tarifas que prejudicam o Brasil

Josias de Souza
do UOL

O patriotismo de Bolsonaro e seus devotos, já bem carcomido pela radioatividade do golpismo, passou a ser corroído também pela ferrugem trumpista. Formou-se na direita brasileira uma militância pró-Trump.

O silêncio diante das tarifas que o imperialista laranja impôs aos metais importados do Brasil submete os membros dessa tribo ao risco de atrair uma antiga maledicência do ensaísta inglês Samuel Johnson (1709-1784): “O patriotismo é o último refúgio do canalha”.

ELE E TRUMP – Carbono de Trump no Brasil, Bolsonaro fez da submissão um objetivo de vida. “Acredito que o Trump gostaria que eu fosse elegível”, declarou às vésperas da posse do ídolo. “Tenho certeza de que ele gostaria que eu viesse candidato” em 2026.

O deputado Eduardo Bolsonaro passou a dar mais expediente em Washington do que em Brasília. Já não tinha pátria. As tarifas de Trump o deixaram sem discurso.

Entre todos os silêncios, o mais constrangedor é o de Tarcísio de Freitas. Quando Trump venceu a eleição, o governador de São Paulo correu às redes sociais para celebrar: “Grande dia”, escreveu. Fez pose num vídeo com um boné da “América Grande de Novo”.

TINHA ESPERANÇAS… – Tarcísio informou o que esperava de Trump: “Uma economia mais forte, com menos impostos, uma outra visão acerca da América Latina, uma postura diferente em relação às disputas comerciais que podem virar oportunidades para nós se bem lidas e aproveitadas”.

Deu tudo errado. Trump promete ampliar o leque de tarifas a partir de abril. Mais de um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos saem de São Paulo.

Sabe-se que Tarcísio será candidato a alguma coisa em 2026. Falta definir o cargo. Caindo-lhe a ficha, perceberá em algum momento que precisará pedir votos no Brasil.

O grande poeta Márcio Borges e seus sonhos que não envelhecem…

Letrista, Márcio Borges, fala sobre sua composição na música 'Clube da  Esquina' de Milton Nascimento | Programão de Sábado | Rede Globo

Borges, o poeta que nos ensinou a sonhar

Paulo Peres
Poemas & Canções

O escritor, diretor do Museu do Clube da Esquina e poeta mineiro Márcio Hilton Fragoso Borges é, sem dúvida, um dos melhores letristas do nosso cancioneiro popular, criador da expressão “os sonhos não envelhecem”.

Na letra de “Clube da Esquina II”, feita com seu irmão Lô e Milton Nascimento, Márcio Borges fala de um tempo que não existe mais, de um tempo de lutas, de persistência, de não se render. Vale ressaltar que a letra casa bem com a luta pela sobrevivência do homem na sociedade com a luta contra os absurdos da ditadura militar, então, vigente no país desde 1964.

Além disso, é um canto de uma juventude que soube compreender seu tempo, seus medos, suas angústias e suas derrotas, mas não desistiu, é um Clube da Esquina, esquina de amigos que estavam tentando vencer na vida, assim como os amigos que tentavam vencer a ditadura, belo paralelo, pois acabou a ditadura, mas o Clube da Esquina, a luta e persistência para vencer na vida, sociedade é algo sempre presente, por isso a música “Clube da Esquina II” será eterna.

A música “Clube da Esquina II” foi gravada por Milton & Lô Borges no LP Clube da Esquina, em 1972, pela Odeon.

CLUBE DA ESQUINA II
Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges

Por que se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem se lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço…

Por que se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos…

E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio,
De tudo se faz canção
E o coração na curva de um rio, rio…

E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio,
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente, gente.

Trump quer usar detector de mentiras para conter vazamentos de informações

Trump dá indulto ao amigo Roger Stone, condenado por mentir à Justiça | CNN  Brasil

Trump deveria usar o detector nas suas próprias mentiras

Jamil Chade
do UOL

Sofrendo para cumprir algumas de suas promessas de campanha, a administração de Donald Trump começou a usar detectores de mentiras para tentar descobrir quem são os servidores públicos que estariam, supostamente, vazando informações sobre os locais onde as prisões de imigrantes ocorreriam.

Com operações contra escolas, locais religiosos e até hospitais, a operação de deportação passou a ser denunciada por grupos de direitos humanos, ativistas, líderes espirituais e pela oposição. No próprio governo, as ações vêm causando constrangimento.

DEPORTAÇÃO EM MASSA – No primeiro mês de trabalho, Donald Trump se queixou de sua equipe, alertando que gostaria de ver sua ambição de realizar a maior deportação em massa da história ganhar intensidade.

Kristi Noem, a secretária de Interior, confirmou que o mecanismo de detecção de mentira, questionado por dezenas de sistemas judiciais pelo mundo, seria usado para descobrir quem estava minando as operações.

“As autoridades que tenho sob o Departamento de Segurança Interna são amplas e extensas e pretendo usar cada uma delas para garantir que estamos cumprindo a lei, que estamos seguindo os procedimentos em vigor para manter as pessoas seguras e que estamos garantindo estar cumprindo o que o presidente Trump prometeu”, disse Noem ao programa ‘Face the Nation’ da rede CBS.

VAI MESMO USAR – “O Departamento de Segurança Interna é uma agência de segurança nacional. Nós podemos, devemos e faremos o polígrafo em nossos funcionários”, defendeu.

No último final de semana, e sem dar explicações de como chegou aos resultados, Noem foi às redes sociais indicar que identificou “dois vazadores de informações aqui no Departamento de Segurança Interna que têm contado a indivíduos sobre nossas operações e colocado vidas de policiais em risco”.

“Planejamos processar esses dois indivíduos e responsabilizá-los pelo que fizeram”, disse. Se condenados, eles podem pegar até dez anos de prisão. E a crise interna ainda levou o governo a modificar a direção da agência de imigração, conhecida por sua sigla ICE.

NOVOS CHEFES – Todd Lyons, ex-diretor assistente de operações de campo do setor de fiscalização da agência, passou a ser o diretor interino do ICE. Madison Sheahan, ex-assessor de Noem quando ela era governadora de Dakota do Sul, foi escolhido para ser o vice-diretor da agência.

Entre os funcionários públicos, a ordem de usar o polígrafo foi recebida com uma mistura de preocupação e ironia. Apenas em seu primeiro mandato, Trump recorreu à mentira e a dados enganosos em 30,4 mil ocasiões. Em quatro anos, foram em média 21 mentiras por dia, em levantamento realizado à época pelo Washington Post.

Em janeiro de 2025, no primeiro dia de volta ao poder, Trump usou seu discurso de posse para disseminar mais 20 mentiras.

FUNÇÃO DA MENTIRA – O colunista Adam Serwer, da publicação The Atlantic, desenvolveu a tese de que a mentira tem ainda outra função para o republicano: ela serve como um teste de lealdade, exigindo que seus apoiadores aceitem sua desonestidade para provar seu compromisso com o líder não apenas de um partido político. Mas de uma seita.

Nos seis meses que antecederam a insurreição no Capitólio, em 2021, essa tese foi testada. Nas redes sociais, Trump inundou a opinião pública com falsos relatos sobre fraude eleitoral, sobre seus concorrentes, atacou a legitimidade das instituições de estado e a imprensa profissional.

Promoveu o ódio, costurado com um sentimento de medo, difamação e desinformação.

VERDADE OFICIAL – O resultado foi a violência e até mortes de cinco policiais do Legislativo na invasão do Capitólio. O estado de direito e a democracia no próprio país ficaram por um fio.

E, até hoje, um segmento importante dos republicanos dizem acreditar que a eleição vencida pelo democrata Joe Biden foi um roubo.

Ao voltar ao poder, quatro anos depois, Trump perdoou os invasores do Capitólio, estabeleceu como verdade oficial a suposta fraude da eleição de 2020 e iniciou o constante ataque à imprensa que o desmente diariamente.

Zanin marca para 25 de março julgamento da denúncia contra Bolsonaro

denúncia analisa trama golpista para anular as eleições de 2022

Pedro do Coutto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, marcou para o dia 25 de março o julgamento de denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que analisa suposta trama golpista para anular as eleições de 2022, promovendo um golpe de Estado para derrubar o governo Lula da Silva.

Entre os crimes imputados ao ex-presidente e aos outros denunciados, estão liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

JULGAMENTO  – Em despacho, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, havia liberado o processo e solicitado sua inclusão em pauta para julgamento presencial. Em seguida, o ministro Zanin designou três sessões para a apreciação da denúncia contra o chamado Núcleo 1 de acusados: duas no dia 25 e a terceira no dia 26. Moraes ainda solicitou que o julgamento do chamado Núcleo 1 seja presencial.

Esse núcleo inclui Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Braga Netto.Os ministros Cristiano Zanin, Carmen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino vão analisar se aceitam ou não as acusações. Os ministros Cristiano Zanin, Carmen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino vão analisar se aceitam ou não as acusações.

Bolsonaro achou o prazo curto e se pronunciou nesse sentido. Os seus advogados levantam a tese da presunção de inocência, mas esquecem que presunção é uma palavra que se refere à dúvida. Mas se não há dúvida sobre a sua alegada inocência, não há presunção.

DENÚNCIA – A Procuradoria-Geral da República aceitou a denúncia e remeteu a matéria ao Supremo. Estamos diante de um momento que poderá abalar a posição de Bolsonaro que, se condenado, poderá ir para prisão. Mas surgem notícias de que para evitar ser preso, o ex-presidente irá para uma embaixada e pedirá asilo diplomático.

Em fevereiro de 2024, ele já dormiu uma noite na embaixada da Hungria, mas não pediu asilo. Se pedisse, corria o risco de ficar lá por algum tempo, até que o governo brasileiro lhe concedesse um generoso salvo-conduto, pois a Hungria (como os Estados Unidos) não é signatária da Convenção de Havana de 1928, que regula o asilo diplomático.

Se resolver ir para a embaixada da Argentina, a concessão do asilo é certa e o salvo-conduto não deverá demorar. O asilo diplomático pode ser concedido ao cidadão que entra numa embaixada de país signatário da convenção e se declara perseguido político. Ainda assim,  a possível condenação será um marco da história política do país, marcada inclusive pelo 8 de janeiro através de cenas de vandalismo, organizado e financiado para criar uma situação de descalabro.

Embate entre Gleisi e Haddad só acabará quando Lula escolher seu sucessor

Gleisi se reúne com Haddad e diz que projeto que amplia isenção do IR até  R$ 5 mil será enviado na próxima semana | Brasil 247

Os dois sonham com a Presidência e nenhum aceita ceder

Clarissa Oliveira
da CNN

A nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, hastearam a bandeira branca. Os últimos dias foram marcados por juras públicas de cooperação e parceria, em nome da agenda prioritária do governo na área econômica. A onda de acenos mútuos foi coroada nesta quinta-feira (13), com a primeira reunião de trabalho dos dois titulares da Esplanada.

Gleisi e Haddad marcaram o encontro para a sede do Ministério da Fazenda. Todos os sinais, até agora, vão na direção de uma atuação conjunta e desprovida de atritos. Mas, por trás dessa trégua, a rivalidade entre dois dos mais importantes ministros do governo se estende para muito além da economia.

RACHA NO PT – Expoentes de um racha cada vez mais evidente no grupo que historicamente dá as cartas no PT – a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) –, Gleisi e Haddad já divergiram em mais de uma ocasião a respeito dos rumos do partido e da estratégia que deve guiar este terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um exemplo recente disso é a eleição interna que definirá o novo presidente do PT. Lula endossou o nome do ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, aliado histórico de Haddad dentro da legenda. Mas a ala ligada a Gleisi impôs uma série de resistências à indicação e segue tentando construir uma alternativa para a vaga.

O ponto central é que, no decorrer dos últimos anos, Gleisi e Haddad passaram a protagonizar especulações diversas sobre quem irá suceder Lula. Em reservado, ministros e líderes petistas atribuem a esse embate muitas das divergências que marcaram nos últimos meses a relação entre os dois ministros.

SÃO DOIS TIMES – Nos bastidores, aliados próximos de Gleisi enxergam na ministra vários atributos que a cacifariam para a disputa presidencial – do histórico de militância na esquerda ao respeito dos movimentos sociais, passando pela relação sólida com o Congresso, a experiência como chefe da Casa Civil e o fato de representar uma novidade nas urnas para a Presidência.

Já o time de Haddad enxerga nele o grande favorito para essa vaga. Aliados apontam a relevância da missão de comandar a Fazenda, a relação construída com o mercado e o Congresso, o potencial de aceitação junto a parte do eleitorado de centro. Sem contar o fato de ter chegado primeiro nessa fila.

Afinal, Haddad foi escolhido por Lula para disputar o Planalto quando ele próprio ficou impedido de fazê-lo, ao ser preso na Operação Lava Jato. Mas Haddad nunca teve a oportunidade de disputar uma eleição presidencial desde o início.

DOIS ANOS DE BRIGA – Em meio a esse contexto, Gleisi e Haddad de fato passaram os últimos dois anos discordando publicamente e em reservado sobre a política econômica. Do lado de Gleisi, a ideia de que o governo precisava destravar investimentos para assegurar a continuidade de seu projeto político dava o tom do discurso. Haddad, por sua vez, insistiu na defesa do ajuste fiscal e mirou alto com uma meta de déficit zero.

A trégua sacramentada hoje é reflexo de uma articulação liderada pelo próprio Lula, segundo o relato de pessoas próximas. O presidente, afirma um interlocutor, pediu expressamente a Gleisi que fizesse um aceno a Haddad antes de anunciá-la como nova ministra da articulação política.

No fim das contas, o destino do próprio Lula pode ser crucial para definir se essa trégua vai durar. Em tese, o presidente é candidato à reeleição. Mas há no PT quem acredite que o petista já desistiu há muito tempo de disputar um novo mandato. Por essa lógica, Lula só permanece no páreo para 2026 para estancar a disputa interna para decidir quem será seu sucessor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A definição mais apropriada seria de que se trata de uma disputa de poder. Há quem pense que pode haver conciliação, mas é conversa fiada. Gleisi e Haddad vão continuar assim, brigando nos bastidores para ver quem será candidato em 2026, caso Lula imite Biden e desista da candidatura para cuidar dos netinhos. O assunto é importantíssimo e logo voltaremos a ele. (C.N.)

Apesar de depender do governo, a mídia ainda cumpre seu papel

Pensamento Radical: Charges e imagens sobre Meios de Comunicação de Massa e  Indústria Cultural

Charge do Lattuff (Arquivo Google)

Carlos Newton

Sempre marcando presença na Tribuna da Internet, o comentarista Mário Assis Causanilhas, ex-secretário de Administração do governo estadual do Rio, nos envia importante reportagem de Flávia Albuquerque, da Agência Brasil, revelando que o país perdeu mais de 2,3 mil mídias jornalísticas em 10 anos.

Levantamento do projeto Mais pelo Jornalismo (MPJ) revela que desde 2014 foram criados 10.795 veículos, entre jornais, rádios, TVs e portais, enquanto 13.147 tiveram as atividades extintas. Ou seja, 2.352 mídias jornalísticas desapareceram do Brasil nos últimos dez anos.

NÚMEROS IMPRESSIONANTES – Também foram analisados dados específicos de veículos impressos e rádios em cidades com até 100 mil habitantes. De 2,4 mil rádios analisadas, 1.248 não possuíam portal de notícias (52%). Já entre mil veículos de mídia escrita, 214 ainda não tinham site próprio (21%).

“O saldo em uma década é negativo e nós não estamos falando de mídias pequenas. Muitas empresas extintas eram mídias centenárias, que representavam cidades muito populosas e que simplesmente foram descontinuadas porque a transformação digital e a maneira que as pessoas consomem notícia impactou o negócio do jornalismo”, explica a diretora da plataforma de mailings do I’Max, Fernanda Lara.

Na reportagem, Flávia Albuquerque indica como estão ocorrendo as mudanças na mídia, com surgimento de novos veículos de comunicação, principalmente porque muitos jornalistas são independentes, os chamados de “news influencers”, que estão se colocando como especialistas em algum assunto e criando o próprio espaço na mídia digital.

IMPORTÂNCIA DA MÍDIA – Em meio a essas mudanças repentinas, é certo que a mídia tradicional continuará sendo cada vez mais importante, devido ao crescente festival de fake news e desinformações.

Na verdade, as notícias só passam efetivamente a valer quando são confirmadas pela grande mídia. É o caso do festival de corrupção que envolve o governo federal com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), uma ONG espanhola que se apresenta como se fosse uma entidade formada oficialmente em 1949, com a participação do governo brasileiro do presidente Eurico Dutra, mas “esse registro non ecziste”, diria o famoso padre Óscar Quevedo.

O fato concreto é que até agora foi bem sucedido esse golpe da “organização internacional”, como se o governo brasileiro realmente estivesse participando dessa ONG desde 1949, argumento usado pelos espanhóis para firmar contratos altamente lesivos ao país.

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P.S. 1
É impressionante o número de golpes já aplicados pelos espanhóis da ONG, especialmente após abril de 2023, quando a primeira-dama Janja da Silva assumiu oficialmente a Coordenação da OEI em Brasília.

P.S. 2Portanto, a mídia fez a sua parte e ONG já passou a ser investigada oficialmente pelo Tribunal de Contas da União, porque as denúncias encaminhadas por parlamentares da oposição foram aceitas esta semana pelo subprocurador-geral Rômulo Furtado, do TCU. Amanhã voltaremos ao assunto, que virou tabu no Planalto e no governo, com proibição de comentários de qualquer natureza. (C.N.)

Obsoletos e machistas, Lula e Bolsonaro se igualam na visão sobre papel da mulher

Em outubro, é Lula ou Bolsonaro", diz Lino Bocchini

Lula e Bolsonaro são ridiculamente iguais no destempero

Dora Kramer
Folha

A vida do ministro Sidônio Palmeira está cada vez mais difícil. O interminável repertório de gafes e comentários impróprios do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) a todo momento cria obstáculos à tarefa de dar um jeito na comunicação do governo.

E pior: dada a situação hierárquica, Sidônio precisa fazer de conta que o problema não é o chefe. Assim, vai tomando uma providência aqui, outra ali, orienta para um reforço na comparação com Jair Bolsonaro (PL), vem o presidente e faz parceria no machismo com o antecessor.

MULHER BONITA – Se Lula pensou ter feito um elogio à ministra Gleisi Hoffmann (PT) ao dizer aos presidentes da Câmara e do Senado que nomeou uma “mulher bonita” para a articulação política a fim de facilitar a aproximação com o Congresso, pensou errado.

Não ficou nada a dever à declaração do ex-presidente sobre as mulheres petistas. “Muito feias”, segundo ele e, por isso, desqualificadas para criticá-lo. Com esses modos, ambos explicitam uma das razões pelas quais Bolsonaro sempre perdeu e Lula começa a perder apoio no eleitorado feminino.

São homens de outro tempo? São. Isso pode até explicar a visão retrógrada sobre nosso lugar na sociedade, mas não justifica a desatualização de procedimentos e muito menos o desrespeito à qualificação profissional e o discernimento das mulheres.

A BELEZA DE ELLEN – Fazem lembrar a sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para examinar o nome de Ellen Gracie, indicada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para o Supremo Tribunal Federal. Foi um espetáculo lamentável de exaltação à beleza da nova ministra, com quase nenhuma referência aos atributos jurídicos da sabatinada.

Pelo visto, na concepção dos líderes das correntes de esquerda e direita no Brasil, desse ponto não saímos três décadas depois.

No mesmo dia em que reduziu Gleisi à insignificância da aparência, Lula chamou o deputado José Guimarães (PT) de “cabeçudão do Ceará”. Brincadeira? Talvez em meados do século passado. Hoje o nome disso é assédio moral. Pobre Sidônio.

Bolsonaro organiza pessoalmente a lista dos discursos no ato de domingo

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante o ato em Copacabana

Bolsona quer reviver o sucesso do evento anterior no Rio

Bela Megale
O Globo

O ex-presidente Jair Bolsonaro tem cuidado pessoalmente da lista de autoridades que estarão no ato pró-anistia, em Copacabana, neste domingo. Todos os personagens que estarão nos dois trios elétricos alugados para a manifestação passaram pelo crivo do ex-presidente.

A bancada de deputados do PL e de partidos aliados foi convocada em peso. Até o momento, são esperados 100 deputados.

QUATRO GOVERNADORES – Também comparecerão ao menos quatro governadores: Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Jorginho Mello (Santa Catarina).

Como informou a coluna, o temor de que o ato seja esvaziado tem assombrado os organizadores do evento. O próprio Bolsonaro, que antes alardeava a previsão de reunir 1 milhão de pessoas em Copacabana, recalibrou as contas para 500 mil. Já os deputados do PL avaliam que só chegarão a marca de 100 mil pessoas.

A ideia de fazer o evento no Rio foi do próprio Bolsonaro. Os organizadores preferiam realizar o ato apenas na Avenida Paulista, em São Paulo, mas não foram ouvidos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
“Será que vai dar praia?”, perguntaria o ator David Pinheiro, criador do personagem “Sambarelove” na Escolinha do Chico Anysio. Se der praia, a orla estará repleta, garantindo o sucesso do ato público de Bolsonaro. Quanto ao PT, já desistiu de organizar eventos, porque o fracasso é mais do que certo. (C.N.)

Como exaltar democracia e Constituinte sem lembrar a ação de Bernardo Cabral?

Cenário da atualidade brasileira

Cabral foi o relator da Constituinte

Vicente Limongi Netto

Volto ao assunto por rigorosa necessidade. Os parvos me tiram do sério. Saudável a iniciativa do Correio Braziliense, destacando a importância da democracia, da constituinte e da constituição, pilares da resistência cívica que enchem de orgulho a alma dos brasileiros.

Lamento, contudo, nessa linha, que os organizadores dos eventos tenham deixado de convidar o patriota Bernardo Cabral. Deplorável omissão. Inacreditável ingratidão. Quando se trata de exaltar a Carta Magna, em todo lugar e circunstância, Bernardo Cabral tem que ser tratado como convidado de honra.

NO VOTO DIRETO – Ex-senador, ex-presidente da OAB Nacional e ex-ministro da justiça, Bernardo Cabral trabalhou incansavelmente como relator-geral da constituinte, num gabinete montado no prédio da gráfica do Senado, para ficar livre dos lobistas.

Foi eleito para a função, pelo voto direto dos parlamentares, disputando com Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga. A Constituição jamais poderá ser exaltada, debatida ou escrita, com isenção e grandeza, sem lembrar o nome de Bernardo Cabral.

A legítima história republicana precisa ser escrita com o cérebro. Pena que alguns insistam em escrevê-la com os pés. É patética a quadra de horrores que humilha o Brasil, em todos os segmentos de atividades. 

DESTINO TURÍSTICO – O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, participam da Bolsa de Turismo de Lisboa – maior evento do setor em Portugal. Estão promovendo Brasília como destino turístico e destacam suas atrações, entre elas a Casa de Chá –parceria entre o Senac e a Secretaria de Turismo do DF.

Reconhecida e premiada como novidade do ano de 2024, a Casa de Chá foi um dos destaques no portfólio brasiliense apresentado na capital portuguesa.

Já o Sesc, maior agente de turismo social do Distrito Federal, contribuiu divulgando suas mais de 200 atividades, além de acompanhar novas tendências que podem ser aplicadas na capital federal. Entre elas, o turismo de experiência, que promove a imersão na cultura local, já incorporado às iniciativas do braço social do Sistema Fecomércio-DF e consolidado como uma tendência global no pós-pandemia.

Putin apoia cessar-fogo, mas impõe “condições” para tentar sair por cima

Putin agradece a Lula e Brics ao dizer que aceita cessar-fogo com a Ucrânia  - BBC News Brasil

Putin fez harmonização facial e está todo esticadinho

Madu Toledo e Samuel Pancher
Metrópoles

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmouque o país concorda com as propostas dos Estados Unidos para um cessar-fogo na guerra da Ucrânia, mas ressalvou que qualquer acordo de paz a longo prazo deve levar em consideração a soberania da Rússia sobre o território.

“Concordamos com as propostas de cessar as hostilidades”, disse Putin a repórteres em uma coletiva de imprensa no Kremlin. “Mas partimos do fato de que esse cessar-fogo deve ocorrer de tal forma que levaria a uma paz de longo prazo e eliminaria as causas originais dessa crise.”

CESSAR-FOGO – Na terça-feira (11/3), a Ucrânia concordou com a proposta de cessar-fogo imediato de 30 dias com a Rússia, conforme acordo articulado pelos Estados Unidos.

O país ainda aceitou “tomar medidas para restaurar uma paz duradoura após a invasão da Rússia”, segundo a declaração conjunta das delegações dos EUA e da Ucrânia reunidas em Jeddah, na Arábia Saudita.

Mas o presidente russo demonstrou preocupação sobre os termos do cessar-fogo e afirmou que deve telefonar para o líder norte-americano, Donald Trump, a fim de debater as condições para a pausa no conflito.

PREOCUPAÇÃO – Entre as principais razões apontadas pela Rússia para a existência do conflito estão:

1) A expansão da Otan pelo leste europeu;

2) A possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar;

3) A contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia.

De acordo com ele, a Ucrânia poderia usar os 30 dias de paz para reorganizar tropas e treinar novas unidades. “Como os problemas de verificação serão resolvidos? E como teremos a garantia de que nada assim vá ocorrer? A ideia em si [do cessar-fogo] é correta e certamente apoiamos, mas há perguntas que devemos discutir e pensar”, ressaltou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sem os armamentos dos EUA, sem o apoio da inteligência americana, que detecta qualquer movimentação dos russos, e sem as remessas de dólares, a Ucrânia é presa fácil para a Rússia. Vaidoso e egocêntrico, Putin tem de fingir que está saindo por cima, como vencedor da guerra. O problema é que nenhuma guerra tem vencedores. De uma forma ou outra, todos saem perdendo. (C.N.)

Gleisi na articulação não cura cegueira do governo, diz Waack

Charge da Semana - O (des)condenado e o espelho das pesquisas

Charge do Jindelt (Arquivo Google)

William Waack
da CNN

O presidente Lula trocou “seis por meia dúzia” ao inaugurar hoje oficialmente o início da jornada rumo às eleições de 2026. Pastas importantes que já eram de petistas continuam com petistas. Que prometem de novo fazer o que nunca fizeram: dividir o poder.

Na cerimônia para os novos ministros, a mulher que teve de deixar a cadeira na pasta da Saúde queixou-se de misoginia. Coisa com a qual Lula não está preocupado, enrolado correndo atrás da popularidade perdida.

MEDIDAS PROVISÓRIAS – Daí que os anúncios do dia nada tinham a ver com ministros. É a promessa de que sai ainda nesta semana medida provisória para facilitar o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada. Logo mais vem outra, com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Junto das mudanças de saques do FGTS, o Lula 3 quer recuperar popularidade aumentando a demanda. Não importa o que pense a equipe econômica.

Lula é veterano o suficiente para saber da conexão direta entre economia e aprovação do governo.

FORA DA REALIDADE – Mas talvez Lula seja veterano demais para perceber que não é só o bolso — números do PIB — que movem o eleitor. Além de míope para o fato de falar apenas para a própria base.

Que Lula 3, no fundo, já pouco controla. Um grupo oficial da militância petista, que fala a milhares, comprou nas redes sociais uma briga com um sacerdote católico que fala a milhões. No dia no qual Lula achava que iam dar toda a atenção para o que ele fazia dentro do palácio.

É esta a tal desconexão com a realidade.

Ratinho Jr. defende anistia e diz que pena de 17 anos é muito injusta

Ratinho Junior quer dar R$ 20 mi de fundo para infância do Paraná para o  Rio Grande do Sul - Banda B

Ratinho Jr. é pré-candidato à Presidência pelo PSD

Victória Cócolo
Folha

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), declarou que apoia a anistia dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A fala foi feita durante sua participação no encontro anual promovido pelo movimento Todos Pela Educação nesta quinta-feira (13), em São Paulo.

Ratinho Jr. foi questionado pela Folha se compareceria ao ato pela anistia convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que acontece no Rio de Janeiro no domingo (16). “Sou favorável à anistia, inclusive me coloquei à disposição para trabalhar junto com os deputados que conheço para que isso possa avançar. Não acho justo que aqueles que fizeram vandalismo peguem 17 anos de prisão, mas não vou participar do ato”, afirmou.

CAIADO NÃO VAI – Ao lado de Ratinho Jr., o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), limitou-se a dizer que, no dia da manifestação, estará ocupado com articulações para alavancar sua própria pré-candidatura à Presidência.

“Segundo as pesquisas, sou o governador mais bem avaliado do país. Agora falta ser conhecido. Vou dedicar esse tempo para isso”, disse Caiado.

O pré-candidato voltou a negar que a chapa para disputar a eleição presidencial esteja definida, apesar dos rumores sobre um acordo para a candidatura à vice-presidência com o sertanejo Gusttavo Lima. Segundo Caiado, Lima estará presente no evento de lançamento da candidatura, mas a aliança ainda não é uma realidade. “Minha amizade com o Gusttavo Lima é antiga, sou amigo pessoal dele, mas tem muito tempo até 2026”, disse.

MUITOS CANDIDATOS – Ainda durante a entrevista, Ratinho Jr. comentou sobre a quantidade de opções que têm surgido para a corrida eleitoral para o Planalto no campo da direita. “É bom para a democracia. Quanto mais candidatos, mais opções para o cidadão. E penso que essa pulverização, em algum momento, vai se juntar.”

Os governadores foram questionados sobre a declaração do presidente Lula de que colocou uma “mulher bonita” na articulação política para melhorar a relação com o Congresso, em referência à ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Caiado não respondeu sobre o tema, e Ratinho afirmou que não viu maldade na fala do presidente. “Confesso que não acompanhei, mas talvez tenha sido uma tentativa de elogio. Não vejo maldade nisso”, disse Ratinho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme estamos cansados de anunciar aqui na Tribuna da Internet, a anistia está mais do que aprovada previamente. A classe política não concorda com os destemperos de Moraes, que montou uma fábrica de terroristas no Supremo, sem a menor necessidade. Pena exagerada não pode ser aceita em país democrático. (CN)

Um poema perplexo com o final de um amor que parecia perfeito

Autores friburguenses se destacam na FLINF : Nova Friburgo em Foco – Portal de Notícias

Marina e Affonso, eternos namorados

Paulo Peres
Poemas & Canções

Eles formavam o mais famoso casal da literatura Brasília, num casamento perfeito, até que a jornalista, escritora e editora de TV Marina Colasanti se foi, aos 87 anos, vítima de pneumonia, em 28 de janeiro. Algumas semanas depois, em 4 de março, o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna foi se juntar a ela, também aos 87 anos, com problemas neurológicos.

Deixaram vasta obra, que para sempre será lembrada, como esse “Separação”, com tudo que acontece quando se desmonta a casa e o amor: sentimentos, momentos, conversas, filhos, vizinhos, perplexidade, futuro, indecisão etc.

SEPARAÇÃO
Affonso Romano de Sant’Anna

Desmontar a casa
e o amor. Despregar
os sentimentos das paredes e lençóis.
Recolher as cortinas
após a tempestade
das conversas.
O amor não resistiu
às balas, pragas, flores
e corpos de intermeio.

Empilhar livros, quadros,
discos e remorsos.
Esperar o infernal
juizo final do desamor.

Vizinhos se assustam de manhã
ante os destroços junto à porta:
– pareciam se amar tanto!

Houve um tempo:
uma casa de campo,
fotos em Veneza,
um tempo em que sorridente
o amor aglutinava festas e jantares.

Amou-se um certo modo de despir-se
de pentear-se.
Amou-se um sorriso e um certo
modo de botar a mesa. Amou-se
um certo modo de amar.

No entanto, o amor bate em retirada
com suas roupas amassadas, trocas de insultos,
malas desesperadas, soluços embargados.

Faltou amor no amor?
Gastou-se o amor no amor?
Fartou-se o amor?

No quarto dos filhos
outra derrota à vista:
bonecos e brinquedos pendem
numa colagem de afetos natimortos.

O amor ruiu e tem pressa de ir embora,
envergonhado.

Erguerá outra casa, o amor?
Escolherá objetos, morará na praia?
Viajará na neve e na neblina?

Tonto, perplexo, sem rumo
um corpo sai porta afora
com pedaços de passado na cabeça
e um impreciso futuro.
No peito o coração pesa
mais que uma mala de chumbo.

Janja tranca sua conta de Instagram após sofrer “comentários desairosos”

Janja coordena posse, centraliza e ganha desafetos - 31/12/2022 - Poder -  Folha

Acostumada aos elogios, Janja não gostou das postagens

Mariana Brasil
Folha

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, fechou sua conta de Instagram nesta quinta-feira (13), após ser alvo de comentários desairosos. Procurada, a assessoria de Janja afirmou que muitos comentários deixados em publicações da primeira-dama são de teor machista, misógino e até criminosos, com ameaças à vida de Janja e do presidente Lula da Silva (PT).

“Janja, apesar de ser uma pessoa pública por ser casada com o Presidente da República, tem o domínio sobre seu perfil no Instagram e o direito de decidir restringir sua conta temporariamente para reforçar a moderação dos comentários em suas publicações, bem como de seus seguidores”, diz em nota.

MENSAGENS OFENSIVAS – Na nota, a assessoria anexou capturas de tela de frases escritas por usuários do Instagram em publicações de Janja, com ofensas como “vagabunda”. “Digitei garota de programa no Google e vim parar no perfil de ‘janta’, acho que o Xandão tem que investigar e julgar isso”, dizia um usuário.

O texto do Planalto pede ainda a regulamentação das plataformas digitais no Brasil e no mundo e cita as recentes regulamentações da Meta, empresa de Mark Zuckerberg que detém o Instagram, o WhatsApp e o Facebook.

Também nesta quinta (13), a Meta iniciou a testagem das “Notas da Comunidade”, recurso já utilizado na plataforma X (antigo Twitter) para desmentir notícias falsas veiculadas na plataforma.

EVENTO DO MST – Na última sexta-feira (7), às vésperas do dia da mulher, o presidente Lula passou a palavra para Janja em um evento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), onde a primeira-dama se emocionou ao falar sobre a violência contra as mulheres.

“Eu não tenho medo, eu não tenho vergonha, só tenho coragem. E coragem é vocês mulheres hoje aqui, as mulheres que me abraçam todos os dias e hoje eu queria dividir com vocês isso, a coragem de seguir lutando por um Brasil e por um mundo mais justo e solidário para todas e para todos”, declarou.

Lula diz que colocou “mulher bonita” para mudar relação com Congresso

Gleisi tomou posse na chefia da articulação política

Pedro do Coutto

O presidente Lula da Silva afirmou que escolheu uma “mulher bonita”, referindo-se à ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, para diminuir a distância entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

“O que a gente quer é facilitar que vocês tenham acesso ao crédito. Acho muito importante trazer aqui o presidente da Câmara e do Senado, porque uma coisa que eu quero mudar, estabelecer a relação com vocês, por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra das Relações Institucionais, é que eu não quero mais ter distância de vocês”, afirmou Lula durante a assinatura da Medida Provisória que institui a linha de empréstimo consignado chamada Crédito do Trabalhador, que ocorreu no Palácio do Planalto.

SOBERANIA – “Não quero que alguém ache que o presidente está distante do presidente da Câmara, está distante do presidente do Senado. Temos que mostrar, para a sociedade, que nós somos, em lugares diferentes, pessoas com o mesmo compromisso de defender a soberania do país, o bem-estar do brasileiro”, acrescentou.

Lula não se deu conta, mas provavelmente verificou que foi um desastre sob todos os sentidos a declaração feita, deixando no ar um preconceito fútil, ainda que não tivesse sido essa a sua intenção. Dizer que a aproximação com o Congresso vai se verificar em razão da beleza de Gleisi Hoffmann é colocar um fato aleatório que nada tem de político e que, ao contrário, destaca a presença feminina como um fator de atração, o que não faz sentido.

INADEQUADA – Integrantes do governo avaliam que a declaração não foi adequada. Eles, no entanto, minimizam o episódio, criticando a sua repercussão.Eles dizem que ações e gestos do petista sempre foram na direção de valorizar a atuação das mulheres., citando como exemplo desde programas do governo que privilegiam o papel das mulheres, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, até as nomeações para cargos na política, a exemplo da própria Gleisi e de Maria Elizabeth Rocha indicada por Lula para presidir o Superior Tribunal Militar —tornando-se a primeira mulher a ocupar esse posto.

Lula usou um adjetivo inadequado e isso gera prejuízos a sua imagem, sobretudo com a militância. Além disso, é preciso cuidado, pois Lula não pode “dar margem para críticas”, ainda mais em momentos  em que uma ação do governo considerada positiva acabou sendo ofuscada pela declaração. Lula perdeu pontos com isso e terá que recuperá-los.

O problema não é o STF, mas quem lhe deu poderes e agora finge não lembrar

Tribuna da Internet | Com poder delirante e irrefreado, o Supremo perde o  pudor e escancara seu partidarismo

Charge do Bier (Arquivo Google)

Carlos Pereira
Estadão

Há uma interpretação cada vez mais disseminada na sociedade de que os problemas do sistema político brasileiro decorrem de um fortalecimento excessivo da Suprema Corte. Para alguns, o Supremo se tornou poderoso de forma supostamente unilateral, como se seus juízes fossem “gênios” que tivessem, de forma repentina, saído da “garrafa” por um movimento próprio e, que, agora, seria praticamente impossível contê-los e colocá-los de volta.

Com esses gênios à solta, especialmente a partir do julgamento do escândalo do mensalão, o sistema político estaria sendo “tutelado” pelos juízes do Supremo a partir de uma interpretação desconfiada e equivocada que fazem dos políticos (não apenas do Legislativo, mas também do Executivo) e do próprio presidencialismo de coalizão.

INTERVENÇÃO SEQUENCIAL – A prisão de Lula e a sua posterior soltura, assim como o impedimento eleitoral de Bolsonaro, seriam as expressões mais visíveis de uma suposta intervenção deliberada e sequencial do Supremo para “controlar” o sistema político.

Para os que seguem essa linha de interpretação, isso seria um grande problema, porque o Supremo não saberia como o sistema político funciona e, portanto, não teria condições de reorganizar o sistema a partir de suas ideias “mirabolantes”.

Essa caracterização dos juízes do Supremo como gênios inoportunos e usurpadores, entretanto, ignora um ponto essencial: o fato de a própria classe política ter estrategicamente optado por criar uma Suprema Corte tão poderosa ao desenhar a Constituição de 1988.

SUPERPODERES – Se o desejo fosse ter um tribunal mais moderado e passivo, os constituintes poderiam ter restringido seus poderes, limitando-os à análise da constitucionalidade das leis. Mas, ao contrário, deram ao STF amplas competências, tornando-o também uma instância recursal e um tribunal criminal para autoridades com foro privilegiado.

Além disso, ao estruturarem um Executivo forte para garantir a governabilidade do presidencialismo multipartidário, os constituintes se depararam com outro dilema: quem controlaria esse presidente poderoso?

Como a base legislativa que apoia o governo tende a evitar confrontos diretos com o Executivo, seria ingênuo esperar que o Congresso assumisse esse papel. A solução foi criar um sistema de Justiça independente, capaz de impor limites e dizer “não” a um presidente constitucionalmente forte.

LEGISLATIVO INERTE – Se o atual equilíbrio institucional é de fato problemático e disfuncional, por que o Legislativo não tomou até o momento medidas concretas para reduzir os poderes do STF? Até agora, as ameaças contra a Corte foram majoritariamente retóricas.

A questão, portanto, não é apenas sobre o protagonismo do Supremo, mas sobre a escolha estratégica da própria política brasileira de manter um Judiciário forte como contrapeso ao poder presidencial.

O debate não deveria ser sobre “gênios” incontroláveis que saíram da garrafa, mas sobre a responsabilidade dos próprios políticos na construção e manutenção desse desenho institucional.

Corrupção facilitada por Janja virou uma máquina de desviar recursos

Primeira-dama do Brasil recebe diretor da OEI - Organização de Estados Ibero-Americanos

Janja recebe o diretor da OEI, Luciano Barchini, no Planalto

Carlos Newton

Não há como provar que a primeira-dama Janja da Silva estivesse de má fé quando aceitou o cargo – e os encargos – de Coordenadora da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), uma ONG que se faz passar por organização criada pelos países de origem ibérica e se comporta com tal, para facilitar o fechamento de contratos milionários, sem a menor serventia e utilidade.

No início de 2023, Janja estava na Espanha, em sua primeira viagem internacional ao lado do presidente Lula da Silva, quando foi contatada pelos espertalhões que dirigem a OEI, que a partir de 2003, com a primeira posse de Lula, tinha começado a atuar também no Brasil, fechando um ou outros contratos de cooperação técnica, sem maior expressão.

Empolgada com a recepção à comitiva brasileira em Madri, e decidida a ter uma atuação pró-ativa no governo do marido, dona Janja aceitou a proposta do secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, e passou a trabalhar fortemente junto ao governo, para ajudar a OEI a fechar contratos no Brasil.

JANJA NO TWITTER – Vejam como a assessoria da OEI divulgou uma visita de seu diretor ao Planalto, em 1º de novembro de 2023: “A primeira-dama Janja Lula da Silva recebeu Leonardo Barchini, o novo diretor do OEI (Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil. Conversaram sobre o planejamento da Rede de Inclusão e Combate à Desigualdade no país. Janja é coordenadora da organização desde abril de 2023”.

Em seu perfil no X (ex-Twitter), a primeira-dama deu mais detalhes: “Debatemos ideias para trabalhar transversalmente as questões de gênero e conexões com as iniciativas que já venho desenvolvendo”, disse a primeira-dama E completou: “Assim como este, os próximos anos serão de muito trabalho pela reconstrução do Brasil”.

O resultado é mesmo impressionante: em menos de dois anos, a OEI fechou um número enorme de contratos com ministérios, órgãos federais, estatais, bancos e a própria Presidência da República, foi um nunca acabar, podemos garantir, em função das informações que temos recebido.

INVESTIGAÇÃO ÁRDUA – Para o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal, não vai ser fácil fazer com que a investigação abranja todos os contratos celebrados pelo OEI, porque muitos nem saíram no Diário Oficial, e no embalo a ONG fechou também convênios com prefeituras e governos estaduais.

É uma mutreta atrás da outra. A especialidade da OEI é corromper governantes e oferecer serviços que são da estrita competência do poder público, em contratos sempre milionários e sem licitação ou fiscalização.

Um exemplo é o Museu de Arte do Rio de Janeiro, criado pela Prefeitura do Rio em 2013, que é gerido pela OEI. Mas será que a Prefeitura realmente não tem competência para gerir um museu? Por que a gestão foi entregue à ONG espanhola. Quanto a OEI recebe dos cofres públicos por mais esse serviço?

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P.S. 1
Nada de novo no front ocidental. Janja apenas pedia e os ministros e executivos obedeciam. Se nem mesmo Lula tem coragem de enfrentar a primeira-dama, o que se dirá dos outros?

P.S. 2 O caso mais grave, por óbvio, é o contrato com a Casa Civil da Presidência para administrar a COP-30 em Belém, de 10 a 21 de novembro. O governo pagará R$ 478,3 milhões à ONG internacional, sediada na Espanha, para fazer o trabalho que deveria estar a cargo do Itamaraty e do Ministério do Meio Ambiente. Detalhe incriminador – antes da assinatura do contrato, a Casa Civil já tinha liberado dois pagamentos milionários à OEI. Acredite se quiser. (C.N.)

Governo mira julho como prazo para reverter queda na popularidade

QUEDA DE POPULARIDADE - Jônatas Charges - Política Dinâmica

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Débora Bergamasco
da CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recebido de auxiliares da Secretaria de Comunicação Social (Secom) a promessa de que, até julho deste ano, o governo conseguirá reverter a tendência de queda em sua popularidade.

De acordo com projeções periódicas apresentadas ao presidente pelo titular da pasta, Sidônio Palmeira, esse seria o prazo necessário para que medidas adotadas pelo governo comecem a gerar impactos concretos e sejam percebidas pela população.

APOIO POPULAR – O ministro apresenta projeções periódicas a Lula e aposta em medidas econômicas e estratégia de comunicação para recuperar apoio popular. A aposta da equipe é que ações voltadas para áreas estratégicas, como economia e programas sociais, ajudem a melhorar a avaliação do governo nos próximos meses.

Em primeiro lugar, estão as apostas nos atos para tentar conter a inflação de alimentos. Se, por enquanto, o governo ainda não sabe quais serão os impactos reais da isenção de tarifas de importação de alguns produtos, anunciada na quinta-feira (06), estrategistas apostam na narrativa de que a gestão federal tem o diagnóstico correto e está agindo para reverter os altos preços.

Esse argumento, acreditam os auxiliares de Lula, desde que devidamente empacotado e propagandeado, é visto como um remédio para conter o mau humor popular.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS – Enquanto isso, o setor produtivo faz sua parte: aguardar que as condições climáticas colaborem para melhores safras, algo que, de fato, está sendo previsto para os próximos meses.

Julho também é o prazo necessário para que o crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada esteja operando plenamente em todo o país — o que pode representar um alívio, ainda que temporário, para as finanças dos brasileiros.

Além disso, Lula tem uma agenda intensa de viagens pelo país, com compromissos quase toda semana. As visitas são acompanhadas por entrevistas a rádios e emissoras de televisão locais, reforçando a estratégia de comunicação do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O problema é incompetência do próprio governo Lula, que está fazendo altas maluquices. A redução do imposto de importação de enlatados de sardinha e atum, por exemplo, em poucos meses levará ao fechamento das indústrias do setor. O governo terá de reconhecer o erro e sustar a decisão descabida. (C.N.)

Enfim, até os republicanos começam a reagir contra as decisões de Trump

É verdade que a economia dos EUA nunca esteve tão bem, como diz Trump? - 22/10/2018 - UOL Economia

Trump diz que a economia nunca esteve tão bem nos EUA

Roberto Nascimento           

Demorou, mas até os republicanos, muito diplomaticamente, têm levado a Donald Trump a preocupação do partido com a queda nas pesquisas e o medo dos agentes econômicos de redução dos lucros em seus negócios, além do aumento da inflação e da ocorrência de recessão.

É incrível que Trump ainda não tenha percebido que é um equívoco essa política de isolar os EUA, impondo tarifas a rodo até em aliados históricos, como o Canadá e a Europa, rompendo não somente acordos comerciais, como também militares, pois praticamente abandonou a OTAN e anunciou sua intenção de anexar o Canadá, a Groenlândia e o Canal do Panamá. É muita loucura para tão pouco tempo de governo.

PREÇO A PAGAR – Isso tem um preço, que Trump vai pagar e os americanos, também. É questão de tempo. Já começou com a queda das bolsas e a oscilação do dólar. Trump teve de recuar do tarifaço contra Canadá e México e manteve contra a China, que naturalmente vai adotar a reciprocidade comercial.

Na realidade, Trump suspendeu por um mês a tarifação, a fim de conter a volatilidade da moeda americana. Mesmo assim, as Bolsas aíram fortemente e o mercado ficou assustado. O perigo se concentra numa desaceleração da economia mundial, fruto da guerra comercial comandada por Trump.

O presidente americano está dando um tiro no pé com essa política isolacionista. O resultado da guerra das tarifas será inflação, alta dos preços das comodities e estagflação, a combinação de recessão e inflação, principalmente nos EUA.

CAUSA E EFEITO – Trump adota uma política suicida, parecendo não ter observado as relações de causa e efeito de uma guerra das tarifas. Seus parceiros tradicionais, os europeus, não confiam mais nos EUA, especialmente porque a  OTAN (Organização Tratado do Atlântico Norte) praticamente foi implodida por Trump, que priorizou a parceria com a Rússia de Vladimir Putin.

Em relação ao Brasil, impor tarifas sobre o aço e o etanol do país não se justifica à luz dos fatos. Os EUA têm superávit comercial conosco, portanto, exportam para cá muito mais do que exportamos para lá.

Novamente, mais tiro no pé. Esse tarifaço contra o Brasil mais parece uma vingança do Trump, pelo fato de Lula ter apoiado Kamala Harris. O Brasil não prejudica em nada a economia americana.

ANTIAMERICANISMO – Com essa política de ostra, voltada para dentro dos EUA, principalmente através da taxação de tarifas lineares, em 25 por cento para o aço de todos os países, Donald Trump vai sofrer do mesmo mal que ele atribuiu ao presidente Joe Biden: Aumento da inflação e recessão, está última dita por ele, como inevitável.

Trump conseguiu trazer de volta o antiamericanismo do passado. Na Europa e no Canadá as populações desses países já se movimentam para boicotar produtos americanos.

Trump operou uma ação (taxação das importações). E agora a reação está em marcha.