Processo do golpe coloca em dúvida a credibilidade dos chefes militares

Reinaldo Azambuja recebe comandante do Exército Brasileiro – Agência de  Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Freire Gomes esqueceu muita coisa importante ao depor

João Rosa
da CNN

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, decidiu participar presencialmente da acareação com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. A informação foi comunicada nesta quarta-feira (17), ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela defesa do militar.

Na terça-feira (17), os advogados de Freire Gomes haviam solicitado ao ministro Alexandre de Moraes que o general fosse ouvido por videoconferência, alegando que o deslocamento de Fortaleza (CE), onde atualmente reside, até Brasília (DF), seria “excessivamente oneroso”.

VOLTOU ATRÁS – Entretanto, a defesa voltou atrás e pediu que o pedido anterior fosse desconsiderado. Em novo ofício, os advogados afirmaram que, “apesar de ser um ato oneroso”, Freire Gomes participará da acareação presencialmente.

“Informa-se que o General Freire Gomes irá participar presencialmente da acareação, em razão do profundo respeito do Ex-Comandante do Exército pelas instituições democráticas e de seu elevado senso de dever cívico”, afirmou a defesa.

A audiência está marcada para a próxima terça-feira (24), às 11h, na sala de audiências do STF. A acareação foi autorizada por Moraes após pedido da defesa de Torres, que apontou contradições entre os depoimentos do ex-ministro e do general.

CONTRADIÇÕES – Segundo os advogados de Torres, os relatos de Freire Gomes contêm “contradições relevantes” e divergem “frontalmente” em pontos considerados centrais para o inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Entre os principais pontos questionados está a declaração de Freire Gomes de que Torres teria participado de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e os comandantes das três Forças Armadas para tratar de temas com teor golpista.

A defesa de Torres sustenta que outros comandantes que prestaram depoimento à Polícia Federal não confirmaram a existência dessa reunião. Tanto Bolsonaro quanto o delator do caso, o tenente-coronel Mauro Cid, também negaram que Torres estivesse presente em qualquer encontro com esse objetivo.

LEMBRANÇA EXCLUSIVA – Os advogados alegam ainda que o general não soube indicar data, local, formato ou os demais participantes da suposta reunião, limitando-se a dizer que “lembra” da presença de Torres. Para a defesa, esse relato enfraquece a credibilidade do depoimento.

A acareação deve confrontar diretamente os dois depoentes sobre esses e outros pontos considerados contraditórios no processo.

Como réu no inquérito, Anderson Torres tem direito de permanecer em silêncio e não se compromete a dizer a verdade, diferentemente de Freire Gomes, que participa como testemunha e, portanto, é obrigado a falar a verdade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ triste constatar que esse inquérito do fim do mundo está bagunçando a credibilidade dos comandantes militares brasileiros. Freire Gomes, do Exército, é desmemoriado: esqueceu quem estava na estratégica reunião sobre a minuta do golpe e não lembra também que o general Estevam Theophilo fez-lhe uma visita à noite, para relatar o encontro com Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Dizem que ficou aborrecido porque Estevam aceitou ir sozinho e por isso agora se vinga, fazendo o general passar por mentiroso e correr o risco de ser condenado injustamente. As defesas de Torres e de Estevam deveria exigir que Freire Gomes faça exame de Parkinson e Alzheimer. Talvez esteja doente e até agora não percebeu. (C.N.)

5 thoughts on “Processo do golpe coloca em dúvida a credibilidade dos chefes militares

  1. Como resta amplamente comprovada a já tão óbvia falta de competência do ex-mito e seus adeptos tanto para governar quanto para dar golpe, não seria o caso de defensores arguirem incompetência como atenuante de suas penas?

    • Incompetência como argumento inquestionável

      Como já resta amplamente comprovada a falta de competência do ex-mito e seus adeptos tanto para governar quanto para dar golpe, não seria o caso de arguirem incompetência como atenuante para suas penas?

      (Sem ironia, obviamente).

  2. A “tentativa” de golpe quando não existe “tentativa” de alguma coisa no Ordenamento Jurídico Brasileiro, a criação de uma fantasia na cabeça do Moraes, que deve estar pior que a do Freire Gomes. As FFAA mais perdidas do que cego em tiroteio mas deitadas em berço esplêndido porque trabalhar não é coisa de milico no Brasil. A farsa foi construída mas não conseguem dar o fecho final pois as pontas não se encontram. E as Vestais ululantes com a prisão do Bolsonaro mas o Brasil caindo num poço sem fundo nas mãos de um imbecil, senil e putrefato Lula. Sem dizer analfabeto, bebum, corrupto, misógino e covarde.

  3. E a Abin Paralela complicou ainda mais o futuro de Bolsonaro

    Cada vez mais enrolado no STF, Bolsonaro está sendo aconselhado por seus aliados a anunciar apoio à candidatura de Tarcísio, a presidente.

    O compromisso entre ambos seria de que, caso seja eleito, conceda indulto ao ex-presidente ou apoie uma anistia (…), a ser aprovada pelo futuro Congresso.

    Bolsonaro refuga, porque não confia em ninguém e teme que Tarcísio, se eleito, dispute a reeleição em 2030, o que seria o fim de suas pretensões de voltar à Presidência.

    Por ora, prefere indicar um dos filhos, Eduardo ou Flávio, ou (muito remotamente) a mulher, Michele.

    Fonte: Correio Braziliense, Política, 18/06/2025 – 07:41 Por Luiz Carlos Azedo

  4. Primeiro, o Alexandre de Moraes recusou acareações entre os réus e outras testemunhas; agora, diante das provas irrefutáveis de que a delação do Cid foi forjada pelo STF para condenar adversários políticos da facção criminosa que se apoderou do poder, o inquisidor geral da república resolve fazer acareações “secretas” … a máfia PT/STF está à caça de outros delatores.

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