Presidente leva à Casa Branca comitiva de peso
Dora Kramer
Folha
Passou abaixo do radar do noticiário o anúncio que o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) fez, na recente entrevista ao UOL, de que pretende levar consigo o ministro da Justiça, o secretário da Receita Federal e o diretor da Polícia Federal na visita a Donald Trump, prevista para o início de março, em Washington.
Comitiva de peso para tratar do combate ao crime organizado. Talvez não por coincidência, Fernando Haddad (PT) tenha dito que sua data de saída da Fazenda pode ser retardada em função de pedido do presidente para que dê conta de “algumas entregas importantes” relacionadas à segurança pública.
PAUTAS EM CURSO – É possível que Lula pense em levar Haddad aos EUA ainda na condição de ministro e, com isso, integrá-lo como ator eleitoral às tratativas internacionais sobre o tema que ocupa o topo das preocupações dos (sobre)viventes nacionais. A gente sabe como o presidente é bom de cenografia. Sabemos também das dificuldades que o governo tem para emplacar suas iniciativas sobre o assunto. As duas propostas em curso no Congresso —a PEC da Segurança e o projeto antifacção— estão no controle da oposição, boa de papo no quesito.
Para contornar o obstáculo, o presidente recorre ao discurso do combate ao crime do “andar de cima”. Providência necessária, mas tampouco deixa de ser urgente cuidar do andar de baixo, sob o domínio da criminalidade nos morros e dos assaltos no asfalto. Levar o assunto à Casa Branca, e ainda nas companhias dos chefes da economia, da pasta da Justiça, da polícia e da instância capaz de identificar trajetos financeiros suspeitos, carrega o tema da segurança a um patamar inalcançável pelos oponentes.
Com a vantagem de estabelecer mais uma linha de contato com Donald Trump. Também um gesto de desestímulo a qualquer ideia do presidente norte-americano de interferir nas eleições, uma hipótese que, embora seja remota, faz parte das preocupações do governo brasileiro. Um parceiro neutralizado é sempre um adversário a menos a ser enfrentado.
Confia…
kkkkkkkkkkkkkk
Ao que parece o que move o Trump não são kô, ideologias ou blá-blá-blá.
O cara está defendendo os interesses materiais dos EUA, que passa pela questão do narcotráfico, e temos que o Brasil tem uma enorme importância geopolítica neste quesito.
De qualquer forma, não devemos menosprezar o kô do cara. Conseguiu imbecilizar grande parte da população, passando-se como pai dos pobres, homem mais honesto e que teria acabado com os problemas sociais do país.
Senhor Delcio Lima , mas são os próprios norte-americanos quem tem o ” monopólio e primazia ” sobre o tráfico e consumo de drogas internacionais , uma vez que são suas próprias ” FFAAs.- EUA “, através de seus destacamentos estacionadas em diversos países , nos quatros cantos do mundo , quem as traficam dentro de seus materiais bélicos transportados por suas aeronaves militares / civis contratadas , através de empresas terceirizadas á serviço das FFAAs.- EUA , isso é público e notório .
Dado a dimensão e a capilaridade das forças armadas americanas, a produção de drogas mundial está sub dimensionada para ser transportada pelos militares. Seria como usar o maior porta aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford para transportar um simples cigarro de maconha e um vidrinho de penicilina pelo meio de cocaína.
O crime organizado brasileiro já pode ir na Organização Mundial do Comércio (OMC) denunciar os militares americanos por concorrência desleal.
Tem um filme novo de Hollywood onde junto com os cadáveres dos soldados americanos repatriados, o ataúde estava repleto de drogas vindo do Afeganistão e adjacências. Muito bom.