Decepção! TV CNN Brasil será um “puxadinho” da Record para apoiar o governo

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Charge do JR Mora (Arquivo Google)

Deu no Portal Imprensa

A CNN Brasil anunciou nesta segunda-feira (dia 11) mais três integrantes de sua estrutura. Os jornalistas Leandro Cipoloni e Virgilio Abranches serão, respectivamente, vice-presidentes de jornalismo e de programação e multiplataforma. O jornalista Fabiano Falsi será o chefe de redação. A dupla será responsável pela gestão editorial a operacional da emissora em todas as plataformas. Abranches deixou a Record TV, onde estava desde 2014, para se juntar ao novo projeto.

EX-RECORD – Cipoloni era diretor de jornalismo tanto do portal R7 quanto da TV. Ele comandava a estrutura técnica e operacional de 11 horas de telejornalismo na emissora e também liderou o núcleo investigativo da casa tendo sido responsável pelas reportagens que culminaram com a renúncia da antiga presidência da CBF e que originaram o livro “O Lado Sujo do Futebol”, finalista do prêmio literário Jabuti. A dupla atuará junto ao vice-presidente de conteúdo, Américo Martins, anunciado no cargo na semana passada e que trabalhou na RedeTV e na EBC.

Falsi também trocou a Record TV pela CNN Brasil. Nos três últimos anos, ele foi responsável por comandar o jornalismo da Record na Bahia. Antes, teve passagens pelas rádios Globo e Eldorado, jornal Agora, portal Terra e pelas TVs Globo e SBT.

Até o momento, única emissora nacional afetada pelas movimentações com a chegada da CNN Brasil, a Record TV inicia a semana promovendo mudanças em seu departamento de jornalismo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É mais uma decepção. Quando se pensava que estava surgindo uma nova emissora de TV no Brasil, o fato é que a CNN não passa de um “puxadinho” da TV Record, pois será dirigida por Douglas Tavolaro, o “biógrafo” de Edir Macedo.  A esperança da Record com a CNN Brasil é enfrentar a GloboNews, que jamais teve sua hegemonia ameaçada pela RecordNews. Na verdade, o jornalismo brasileiro precisa de veículos independentes, mas a CNN Brasil será uma emissora criada exclusivamente para agradar e apoiar o governo Bolsonaro, de olho nas verbas publicitárias que serão parcialmente retiradas do grupo Globo. Isso nada tem a ver com jornalismo. (C.N.)

Governador Zema, de Minas, dá exemplo e manda leiloar o jatinho estadual

Deu em O Tempo

Uma publicação postada na tarde desta quarta-feira (dia 13), na conta oficial do governador Romeu Zema, no Instagram, intrigou os seguidores do administrador. O post em questão anuncia a venda de um avião “muito usado, mas bem conservado”.

A aeronave Learjet, modelo 35A, pertence à frota aérea do governo de Minas Gerais e, de acordo com a legenda postada, é apenas o primeiro avião colocado à venda entre aqueles que serviram aos ex-governadores do Estado. No post, Zema afirmou que “a farra dos voos em Minas vai acabar”.

O lance inicial para o leilão, realizado pelo Sistema Eletrônico de Leilões, gira em torno dos R$ 2 milhões e foi informado que, além do bom estado de conservação, a aeronave está com a manutenção em dia. Até o momento, a assessoria do governador não informou qual o destino da quantia arrecadada no leilão e nem se outras aeronaves terão o mesmo destino do Learjet.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Parabéns ao governador mineiro, que enfrenta uma crise terrível. O exemplo se dá em casa, diz o ditado. Na verdade, R$ 2 milhões nada significam no Orçamento estadual, mas valem uma fortuna em termos de ética e respeito ao interesse público. Espera-se que seu exemplo seja seguido em outros estados e municípios que gastam os recursos públicos com mordomias para os governantes. (C.N.)

Nas histórias de ministros da Agricultura, Severo Gomes piando feito macuco

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Severo Gomes entendia muito de cachaça e de macuco

Sebastião Nery

Nereu Ramos assumiu a presidência da República em 1955, para garantir a posse de Juscelino, e pediu a Antonio Balbino, governador da Bahia, um nome para o Ministério da Agricultura. Balbino mandou chamar o deputado baiano Eduardo Catalão, fazendeiro de cacau, elegante e britânico, depois seu suplente no Senado:

– Catalão, indiquei seu nome para representar a Bahia no Ministério. Já dei seu nome ao presidente Nereu, que quer conversar com você hoje.

– Não, Balbino, de maneira alguma. Não posso aceitar. A Bahia tem homens experientes e mais bem preparados para a função do que eu. Não é justo que seja eu o ministro. E você sabe que não tenho ambições políticas.

– Não é nada disso, Catalão. Você está é com medo da situação nacional. Você sabe que este é um governo eventual, de crise. Se fosse em período normal, um governo tranquilo, você aceitaria. Mas como poderá sair do gabinete ministerial para ser fuzilado em praça pública, não aceita.

Catalão levantou-se, inteiramente surpreendido com a veemência do amigo, bateu a mão na mesa e encerrou a conversa:

– Pois se é para ser fuzilado, aceito.

Foi ministro da Agricultura. Não foi fuzilado.

GOVERNO CASTELO – Oscar Thompson era secretário da Agricultura do governo de Adhemar de Barros em São Paulo, em 1964. Depois do golpe militar, o presidente Castelo Branco mandou Adhemar indicar o ministro da Agricultura. Adhemar fez uma vasta lista. Castello vetou todos. Até que aceitou Oscar Thompson, formado pela Escola Agrícola Luiz de Queiróz, em Piracicaba.

Assumiu em 14 de abril. Em 16 de junho, Castello lhe telefonou mandando fazer uma demissão no ministério. Oscar Thompson respondeu:

– Tudo bem, Presidente. Mas antes vou comunicar ao governador.

– Quer dizer que o senhor vai comunicar antes ao Adhemar? Pois não vai ter tempo de comunicar nada. Já está demitido.

Bateu o telefone e o substituiu por Hugo Leme, diretor da Escola Agrícola Luiz de Queiroz de Piracicaba. Só durou seis meses, até o AI-2 de outubro de 1965, porque Castelo precisou do cargo para dar a Ney Braga, que deixava com sucesso o governo do Paraná.

COSTA E SILVA – Em 15 se março de 1967, o general Costa e Silva assumiu a presidência da República. Ivo Arzua, ex-prefeito de Curitiba, foi indicado para presidente do BNH (Banco Nacional de Habitação), mas Mário Trindade, o então presidente, não queria sair e conseguiu ficar. O jeito foi Costa e Silva convidar Ivo Arzua para Agricultura.

Mas Ivo Arzua não distinguia um morango de um mamão. Desesperado, internou-se 30 dias na Copamar (Cooperativa Agrícola de Maringá), onde fez um curso concentrado de agricultura. E assumiu.

SEVERO GOMES – No governo Castelo Branco, o saudoso Severo Gomes era ministro da Agricultura. Em Feira de Santana, na Bahia, presidiu uma solenidade. Depois, pediu uma cachacinha. Trouxeram sem rótulo, com o desafio:

– Queremos ver se o senhor diz de onde ela é.

Severo provou, gostou, arriscou: – Esta cachaça é de Januária.

Era. Ao lado, sorriso mole e olhos vidrados, escarrapachado numa cadeirinha de vime, um puxa-saco gordo, muito gordo, não se conteve:  – Vá entender de agricultura na puta que o pariu.

IGUAL A MACUCO – Ministro da Industria e Comercio de Geisel, Severo foi caçar macuco, um fim de semana, em sua fazenda perto de Parati. Macuco se caça piando, para chamar. O ministro estava piando mato adentro, veio um puxa-saco:

– Dr. Severo, o senhor pia macuco melhor do que muito macuco.

Deveria haver um certo recato da TV Globo no apoio à reforma da Previdência

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Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Rubens Barbosa Lima

Alguém poderia orientar os jornalistas da Globo e da Globonews a mostrarem um certo recato…, um certo pesar…, na divulgação da pretendida “reforma” da Previdência Social e do apoio explícito ao ministro da Economia, Paulo Guedes, afinal de contas, as Organizações Globo são oposição ao Governo Bolsonaro. São? Ou não são?

Alguém poderia ainda explicar para estes jornalistas que se recomenda o recato, porque esta “reforma” pretende única e exclusivamente retirar direitos conquistados com sacrifícios pelo Povo Brasileiro, ao invés de combater privilégios de alguns (como por exemplo – juízes, procuradores, deputados federais, senadores e militares).

A alegria eufórica demonstrada por estes jornalistas, além de não pegar bem, ofende o Povo Brasileiro e sugere que são interessados neste crime que se pretende praticar contra a cidadania, em benefício da manutenção criminosa do Sistema da Dívida Pública no Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente suelto, como antigamente chamávamos os pequenos editoriais. Além d postura tendenciosa denunciada por Rubens Barbosa Lima, é preciso lembrar que muitos desses jornalistas são “pejotas” (falsas pessoas jurídicas), ganham altíssimos salários e “legalmente” sonegam Imposto de Renda e INSS, permitindo que a empresa também sonegue “legalmente” estes Impostos e também o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Mas quem se interessa? (C.N.)

Membro da equipe econômica elogia a Vale e compara tragédia à queda de um avião

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Mattar é um personagem sinistro, saído de um filme de terror

Manoel Ventura
O Globo

O secretário especial de Desestatização e Desinvestimentos, Salim Mattar, responsável por tocar a agenda de privatizações do ministro Paulo Guedes (Economia), defendeu, nesta quarta-feira, não “demonizar” a Vale após o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho. Ele comparou o desastre em Minas Gerais a queda de um avião.

— Nós temos uma média de um ou dois grandes aviões (que caem) por ano. Morrem 120, 250 pessoas. Quando acontece um acidente dessa monta pede-se que a diretoria caia, demoniza-se a companhia, ou os órgãos buscam as causas? Em Brumadinho caiu um grande avião, ou dois aviões. Como seria um tratamento de uma companhia aérea? — perguntou o secretário.

NO SEU CPF – Para o secretário, os responsáveis devem responder no seu CPF, mas a empresa tem que ser preservada para manter empregos e a arrecadação de impostos. Segundo ele, cabe às empresas reparar os danos ambientais e pagar as indenizações devidas.
– Eu sou a primeira voz dentro do governo a defender a Vale. Defendo que um gerador de riqueza e emprego que tem um histórico espetacular, já foi penalizada perdendo bilhões de reais. Não deveríamos separar a empresa dos CPFs responsáveis? — questionou.

— Quando aconteceu o evento da Samarco, eu presenciei e fiquei horrorizado a que ponto chegamos. Eu presenciei a imprensa, Ministério Público, Polícia Federal, sociedade civil como eles destruíram a reputação de uma companhia espetacular chamada Samarco. Nem uma única voz levantou a favor da Samarco se não fosse eu — relatou. — Demonizaram a Samarco, quando nós devíamos correr atrás dos CPFs, das pessoas que foram responsáveis pelo desastre. A empresa tem que arcar com os aspectos indenizatórios.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esse empresário sinistro e calculista (grupo Localiza) precisa ser demitido imediatamente, não pode fazer parte do governo, sua participação depõe contra a honorabilidade de Bolsonaro. Quando um avião cai por descaso da manutenção ou da empresa, como a Lamia do time da Chapecoense, a imprensa imediatamente divulga. No caso de Brumadinho, já se sabe que a culpa é da diretoria da Vale, que deveria estar atrás da grades, mas isso não acontecerá. Aliás, esse tal de Samir Mattar faz jus ao sobrenome. Nota-se que não se importa em matar, se for para ganhar dinheiro. Mas se uma filha dele estivesse entre as vítimas, será que ele defenderia a Vale???. (C.N.)

Filho de Bolsonaro desmente Bebianno, que deve pedir demissão do governo

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Carlos Bolsonaro desmentiu o ministro Bebianno no Twitter

Deu na Folha

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (dia 13) em rede social que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, mentiu ao dizer que conversou três vezes com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, no dia anterior. “Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: ´É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano [sic] que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista´”, disse Carlos Bolsonaro.

A postagem do filho do presidente, em rede social, foi feita na conta do vereador no Twitter.  Minutos depois, o filho do presidente adicionou um áudio de Bolsonaro se negando a atender uma ligação. E publicou mais uma mensagem: “Não há roupa suja a ser lavada! Apenas a verdade: Bolsonaro não tratou com Bebiano o assunto exposto pelo O Globo como disse que tratou”: pic.twitter.com/pJ4bkvMMGj

DISSE BEBIANNO – Nesta terça-feira, o ministro Bebianno negara que estivesse protagonizando uma crise no governo Bolsonaro e disse que trocou mensagens sobre o caso com o presidente.

Para negar seu desgaste, especialmente após a revelação pela Folha do esquema de candidaturas laranjas do PSL, Bebianno declarou ao jornal O Globo: “Não existe crise nenhuma. Só hoje falei três vezes com o presidente”.

A manifestação pública do filho do presidente da República reforçou o cenário de fritura do ministro, que enfrentou críticas internas após as suspeitas de laranjas nas eleições de 2018 pelo fato de ele ser presidente interino do PSL na época.

PEDE PARA SAIR… – A pressão de Bolsonaro levou Bebianno a cancelar agendas, e aliados do presidente têm dito extraoficialmente esperar que ele peça para sair do governo.

Nesta quarta-feira (13), a Folha revelou que Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

Anteriormente, após a Folha revelar a suspeita sobre candidatura laranja em Pernambuco, Luciano Bivar, fundador do PSL e atual presidente da legenda, disse que a decisão de repasse de dinheiro para ela era do então presidente nacional do partido —no caso, Bebianno.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Folha diz que, oficialmente, Bebianno alegou que sua viagem ao Pará foi suspensa porque o presidente pediu que todos os ministros estivessem em Brasília. Mas é “menas verdade”, como diria Lula, porque Bolsonaro mandou o ministro também cancelar agendas, inclusive uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais da Rede Globo, que é considerada hostil ao governo. A crise existe, portanto, e é grave. (C.N.)

Furioso com Bebianno, Bolsonaro proibiu a viagem de três ministros ao Pará.

Gustavo Bebianno

Bebianno iria hoje a Belém para discutir o pacote amazônico

Tânia Monteiro e André Borges
Estadão

 O governo ia começar o seu plano de desenvolvimento pela região amazônica e enviaria três ministros ao oeste do Pará para avaliar investimentos de infraestrutura e definir grandes obras na região.  Mas o presidente Jair Bolsonaro, insatisfeito com o ministro  Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, mandou abortar a viagem dele, em companhia de Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Eles estariam nesta quarta-feira, 13, em Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname.

ENERGIA – A nova hidrelétrica teria, na avaliação do governo, o propósito de abastecer a Zona Franca de Manaus e região, reduzindo apagões. A ampliação da BR-163 – construída nos anos 1970, ainda inacabada e notícia por causa de seus atoleiros – cumpriria uma meta de integração da Região Norte. Já a ponte ligaria as duas margens do Amazonas por via terrestre, ainda feita por travessia de barcos e balsas. O projeto serviria como mais um caminho para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.

Bebianno comparou as iniciativas à retomada do Calha Norte, projeto do governo José Sarney para fixação da presença militar na Amazônia. “A retomada do Calha Norte é fundamental para o Brasil como um todo. Estamos fazendo um mapeamento da região e vamos lá olhar pessoalmente”, afirmou o ministro ao Estadão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro está furioso com Bebianno, por causa das candidaturas-laranjas do PSL, denunciada pela Folha de S. Paulo, com repasse de R$ 400 mil à candidata Lourdes Paixão, secretária do partido em Recife, quatro dias antes da eleição e R$ 380 mil foram gastos numa gráfica também fechada. Espera-se a demissão de Bebbiano ainda hoje, é o que se diz em Brasília. (C.N.)

Sérgio Moro prepara novo pacote para acelerar uso do dinheiro de criminosos

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Luiz Beggiora é um dos criadores da legislação anticrime

Renata Mariz
O Globo

A equipe do ministro da Justiça, Sergio Moro, prepara um segundo pacote de alterações legislativas para ser enviado ao Congresso, desta vez com o objetivo de antecipar a arrecadação do dinheiro decorrente dos bens apreendidos com traficantes e outros criminosos. Além de permitir a venda antecipada de móveis e imóveis produto do crime, o projeto define que o recurso obtido nessa transação já seja depositado na conta do Tesouro para ser destinado a políticas públicas.

Nas regras atuais, essa destinação final dos bens apreendidos só ocorre quando a ação penal transita em julgado, ou seja, esgotam-se as possibilidades de recursos. Se o dono do patrimônio for inocentado ao fim do processo, o governo ficará com o encargo de devolver o montante corrigido em três dias, prevê o projeto em elaboração.

DOIS OBJETIVOS – Mas essa hipótese de devolução é bastante residual, de menos de 10% dos casos, segundo Luiz Beggiora, titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), vinculada à pasta de Moro.

À frente da elaboração dos projetos, Beggiora disse ao Globo a medida tem dois objetivos principais: evitar a deterioração dos bens apreendidos que hoje ficam em pátios a céu aberto e tornar mais dinâmico o repasse dos recursos confiscados do crime para projetos de prevenção de drogas, aperfeiçoamento das polícias e programas de reinserção social de dependentes.

— É melhor inclusive para o próprio acusado. Digamos que ele seja absolvido dali a cinco anos, vai preferir receber um bem deteriorado ou o valor corrigido pela Selic? — diz Beggiora.

DEPÓSITO EM JUÍZO – Hoje, é possível fazer a venda antecipada dos bens apreendidos do crime. Uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2010, orientou juízes criminais nesse sentido no caso de patrimônios que perdem valor com o tempo. O montante arrecadado, no entanto, fica em depósito judicial, rendendo pelo índice da poupança, até o encerramento do processo. O governo quer a correção pela Selic nos cofres do Tesouro, explica Beggiora, com a permissão de gastar.

Apesar da recomendação do CNJ, a venda antecipada dos bens ainda não é uma realidade. Um inventário feito pelo atual governo verificou que há nada menos que 30 mil itens aptos a serem leiloados, cujos processos já transitaram em julgado, e outros 50 mil em poder da Justiça que poderiam ser vendidos. Não há estimativa do valor total do acervo. Ano passado, cerca de 1,2 mil bens foram leiloados, com arrecadação de R$ 6 milhões.

VENDA ANTECIPADA – A atual gestão quer deixar claro em uma futura lei que os bens imóveis, como casas e apartamentos, também podem ser vendidos antecipadamente. Isso porque o próprio Código de Processo Penal (CPP) prevê regras mais rígidas para a alienação desse tipo de patrimônio. A recomendação do CNJ, por sua vez, também é interpretada com a mesma restrição por falar em bens que podem perder valor no tempo, o que, em tese, excluiria os imóveis.

A equipe da Senad quer apressar essa modificação específica, recomendando uma emenda ao projeto de revisão do CPP, cujo relator na Câmara, deputado João Campos (PRB-GO) pediu sugestões da pasta.

UM EXEMPLO – O caso de uma fazenda em Mato Grosso do Sul, avaliada em R$ 20 milhões, que era de um traficante, mas foi dada pela Justiça em favor da União, é usada como exemplo. Sem destinação por anos, a propriedade foi retomada pelo tráfico.

O governo pretende, nesse mesmo pacote de mudanças na lei, criar um sistema de repasse para agilizar a transferência dos recursos provenientes da venda desses bens para as polícias.

— Isso vai estimular esses parceiros estratégicos. Se fizerem um bom trabalho para alienação daqueles bens, terão recursos de imediato — afirma Beggiora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moro está comandando uma revolução legislativa que vai permitir que se combate a impunidade. É isso que se espera dele, que está cumprindo a missão a contento. (C.N.)

Neto de Helio Fernandes relembra seu relacionamento com Ricardo Boechat

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Ricardo Boechat era torcedor do Flamengo e “peladeiro”

Carmen Lins

O jornalista Helio Fernandes, em seu blog, compartilhou este texto com o seguinte comentário: “Felipe Fernandes, que texto maravilhoso. Que memórias lindas. Vc é realmente meu neto amado”. Felipe é filho de Rodolfo Fernandes, que foi diretor de O Globo e morreu precocemente, aos 49 anos. Como diz o ditado, que sai aos seus não degenera:

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JOGANDO PELADA COM RICARDO BOECHAT
Felipe Fernandes

A morte do Boechat, além de todo o contorno trágico da situação, me bateu ainda mais fortemente pelas imagens da minha própria vida que isso trouxe. Senti, de certa forma, como se morresse um ente querido. E sim, por muito tempo ele foi como um parente pra mim. Um tio divertido e carismático, daqueles que tem o raro talento de se comunicar com crianças sem infantilizá-las. Eu me perguntava por que ele não era chato que nem os outros adultos, e por que os outros adultos não podiam ser mais que nem ele.

Durante anos, ele e meu pai foram muito próximos. Além de trabalharem juntos, jogavam bola religiosamente todo domingo no Grajaú, e volta e meia pegávamos carona na sua Mercedes creme dos anos 70, com estofado de couro marrom – a única que eu já tinha visto daquele tipo, o que reforçava ainda mais a peculiaridade daquele personagem e o fascínio que ele me causava.

Viajamos também juntos muitas vezes e frequentamos a casa dele na Rua José Linhares, no Leblon – a última da rua que ainda não tinha sido engolida pela especulação imobiliária, coisa que só alguém como o Boechat conseguiria peitar.

Chegamos até a dividir quarto numa estação de esqui na Argentina, e nunca esqueci da quantidade de bobeiras que ele falou pra me entreter. E por algum tempo naquela viagem também esqueci que aquele não era um genial amigo meu do colégio, e sim um amigo do meu pai. E esse talento que foi tanto ressaltado nas homenagens: conseguia conversar com a mesma desenvoltura com um taxista ou um ministro STF, com um adulto ou uma criança de 7 anos.

Nos anos seguintes, passei a conviver com ele à distância praticamente todas as manhãs, no Bom Dia Brasil. Quando eu acordava irritado por ter que ir à escola tão cedo (todo dia, basicamente), ouvir aquela voz e vê-lo na TV tão lúcido e divertido melhorava meu dia.

Mesmo agora, sem encontrar com ele há quase 20 anos, toda vez que o escutava no rádio sentia aquela mesma sensação de familiaridade, como se a gente tivesse acabado de jogar uma pelada no domingo anterior. E sei que muita gente que nunca nem esteve com ele pessoalmente tinha essa mesma impressão, tamanho era o carisma e naturalidade dele.

Eu achava que ia reencontrá-lo fortuitamente algum dia e a gente ia rir e relembrar esse passado, não tão distante e importante assim pra ele, mas longínquo e imensamente marcante pra mim.

Então, acompanhar as notícias e a retrospectiva da carreira dele é especialmente doloroso. Principalmente por ver uma vida interrompida dessa forma, mas também por me trazer fortemente lembranças do meu pai, da geração dele e do ambiente onde eu cresci. E por ver que, junto do Boechat, do Moreno e de outras pessoas tão emblemáticas, morre um pouco e se distancia cada vez mais a minha própria memória.

Bolsonaro recebe alta e continuará a se recuperar no Palácio da Alvorada

Bolsonaro deixou o hospital em SP nesta quarta (13) — Foto: Divulgação/Presidência da República

Radiante, Bolsonaro deixou o hospital e voltou para Brasília

Deu na Agência Brasil

 O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, às 12h20 de hoje (13). Cerca de dez carros, acompanhados de batedores da Polícia do Exército e carros da Rota fizeram a segurança do presidente. Um helicóptero da Polícia Militar também auxiliou na segurança.

Segundo o último boletim médico, de ontem (12) à noite, o presidente mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e com o quadro pulmonar em resolução.

Ele segue uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro estava internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia e a reconstrução do trânsito intestinal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
0 advogado e jornalista José Carlos Werneck acertou em cheio, mais uma vez, ao garantir que Bolsonaro seria liberado hoje. É claro que ainda está é em recuperação, seu estado inspira cuidados e terá de manter acompanhamento médico durante meses, que será exercido pelo Serviço Médico da Presidência.  Depois vamos comentar com mais profundidade o estado de saúde de Bolsonaro e os riscos que corre com a alta prematura. (C.N.)

Reflexões sobre o “não-voto”, que era defendido pelo jornalista Ricardo Boechat

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Charge do Son Salvador (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

Concordo com a historiadora Clarinda Béja, nesse maravilhoso contraditório com o jornalista Ricardo Boechat, reproduzido aqui na Tribuna da Internet. Boechat infelizmente não está mais entre nós, mas a polêmica é necessária para esclarecimento sobre a arte de votar. Primeiro, porque só aprendemos a votar, ao exercer esse direito ao longo da vida e nos decepcionando a cada votação, até que finalmente o exercício da experiência nos torne menos suscetível aos políticos retóricos e mentirosos.

O sistema de poder tem essa consciência do poder da repetição, tanto que já tentaram a reunificação de todas as eleições (municipais e as federais) numa mesma data e de quatro em quatro anos, alguns propuseram até de cinco em cinco anos.

ABRE ESPAÇO – Além do mais, o cidadão consciente que não vota simplesmente abre espaço para o predomínio dos milhares de eleitores que são controlados pelos políticos e pelos partidos, no que se chama comumente de currais eleitorais, comandados pelos caciques do campo e da cidade.

O que Boechat propunha era o voto de protesto, que não serve para nada, apenas é o jus sperniandi, o direito sagrado de espernear, contanto que tudo permaneça como está.

Fiquei feliz em saber do doutorado da historiadora Clarinda Béja em Idade Média e Revolução Francesa, pois considero fundamental o conhecimento desses acontecimentos históricos de extrema relevância para compreender o mundo atual. Idade Média e Revolução Francesa (Renascimento) são o contraponto ao mundo antigo e o mundo moderno.

ERA DA TREVAS – No que concerne a Idade Média, muito se fala sobre esses tempos considerados de trevas, de perseguição religiosa (cruzadas), períodos de muitas doenças, uma era negra da humanidade. Porém, hvaia também lá a arquitetura, a pintura, a arquitetura, a construção de castelos, igrejas e também experimentos científicos, portanto, há de tudo um pouco.

Agora, vejamos a nossa contemporaneidade, com tantas tragédias, perseguições, injustiças sociais e sofrimento, principalmente para os cidadãos mais humildes. Vejo que há semelhanças, do que vivemos hoje com o período medieval.

DIVINA COMÉDIA – Recomendo a todos o estudo da “Divina Comédia”, que é uma obra-prima de Dante Alighieri, para se compreender melhor àqueles tempos medievais. Nesse particular, agradeço a professora Denise Andrade, uma das mais conhecedoras mestres da obra de Alighieri, que ao longo de seis meses de 2018, todas as sextas –feiras, na Cidade das Artes, nos conduziu ao universo medieval através da “Divina Comédia”.

Sobre a Revolução Francesa, não se pode entender o capitalismo e a democracia, sem mergulhar nos motivos que levaram a união dos jacobinos e do povo para tirar o rei do poder e implantar depois o terror total, que acabou ceifando os líderes do triunvirato da Revolução, Danton, Robespierre e Marat, o que culminou com a ascensão de Napoleão Bonaparte.

Jacobinos, Planaltinos e Girondinos são o que chamamos hoje de esquerda, centro e direita. Pergunto, qual a diferença daqueles temos e desses nossos agora?

Parabéns à mestre Clarinda e ao seu esposo, Jorge Béja.

Aliados de Bolsonaro tentam dar golpe do pijama para dominar o Supremo

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Bruno Boghossian
Folha

Há 50 anos, os generais da ditadura decidiram mandar para casa três ministros do STF considerados obstáculos ao regime. Victor Nunes Leal tinha 54 anos quando ouviu no rádio a notícia de sua aposentadoria forçada. Ele se virou para um colega que jantava em sua casa e disse: “O senhor já não está falando com um ministro do Supremo”.

Aliados de Jair Bolsonaro querem dar um novo golpe do pijama no tribunal. A ideia é mudar a Constituição para antecipar a idade de aposentadoria dos ministros de 75 para 70 anos e abrir caminho para que o presidente possa indicar, de uma só vez, quatro integrantes para a corte.

OPORTUNISMO – A manobra é mais do que oportunista. Em 2015, o Congresso aprovou a PEC da Bengala, que aumentou a idade de aposentadoria no Judiciário para 75 anos — uma malandragem para impedir Dilma Rousseff de fazer novas indicações para o STF. Bolsonaro votou a favor da proposta.

Agora, o casuísmo pode ser duplicado. Numa artimanha para acomodar a lei a seus interesses políticos, os parceiros do governo querem revogar a PEC para tirar da corte Celso de Mello, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Mudariam o equilíbrio do tribunal sem precisar chamar um cabo e um soldado.

Bolsonaristas colhem assinaturas de apoio ao projeto. A deputada Bia Kicis (PSL) subiu à tribuna nesta terça (12) para dizer que a proposta atende ao “clamor das redes sociais”.

COMEÇA MAL – Bia Kicis quer presidir a Comissão de Constituição e Justiça, mas começa mal ao tentar torcer a legislação para favorecer seu grupo político.

Em entrevista ao SBT em janeiro, Bolsonaro festejou a PEC de 2015 e disse que não faria “gestões para revogar” a medida. Ele deveria passar essa orientação a seus seguidores.

O novo Congresso decidiu enfrentar o Judiciário, mas flerta com uma crise que pode pulverizar a relação entre as instituições. A popularidade do STF está no buraco, mas um expurgo seria injustificável. Mudar a regra do jogo quando for conveniente é só um truque barato para atropelar desafetos e concentrar poder.

Reformar a Previdência sem fazer auditoria é um crime contra os trabalhadores

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Charge do Gilmar (Arquivo Google)

Carlos Newton

A cada dia surgem novas especulações sobre a reforma da Previdência, chega a ser irritante. Como se sabe, a equipe do ministro da Economia trabalha em cima de três projetos anteriores – as propostas originais de Paulo Guedes, o plano encabeçado por Arminio Fraga e o projeto de lei apresentado pelo governo de Michel Temer, que teve relator em comissão especial da Câmara e tudo o mais. Mesmo assim, não se consegue chegar a uma conclusão.

Os jornalistas se esforçam, buscam informações e as divulgam, aumentando a confusão, porque cada repórter surge com uma versão diferente, as notícias não se completam, muito pelo contrário, é sempre uma contradizendo a outra, não há seguimento.

FARSA PATÉTICA – No meio dessa chatice, a equipe econômica tenta criar no Congresso e na opinião pública a sensação de que, reformando a Previdência, todos os problemas do país estarão resolvidos.

É uma farsa grotesca, bizarra e patética, que jamais poderá ser aceita, porque a Previdência Social é um assunto do máximo interesse para os brasileiros, mas os números são sonegados aos cidadãos, pois a equipe econômica só divulga as estatísticas que lhe interessam.

Em tradução simultânea, ninguém sabe nada sobre a verdade da Previdência brasileira nem sobre a suposta reforma que hipoteticamente iria salvar o país, mas não vai, mesmo.

E A DÍVIDA – Enquanto as discussões se concentram e se eternizam na reforma da Previdência, o crescimento desmesurado da dívida pública, que na realidade é o maior problema brasileiro, continua estrategicamente camuflado pela equipe econômica, jamais entra em debate, é como se não existisse, e a mídia segue conivente.

Os banqueiros (eles, sempre eles…), partem na frente e fortalecem seus planos fajutos de Previdência Privada, que não protegem o trabalhador de doenças e invalidez permanente, nem tampouco garantem pensão à viúva e aos filhos menores.

São os planos de Previdência Privada VGBL e PGBL, que mais parecem siglas de novos gêneros de variações sexuais, que os gerentes das agências bancárias tentam empurrar nos clientes com uma avidez impressionante.

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P.S. 1
O governo deveria ser o primeiro a defender a auditoria, para justificar a reforma. Estranhamente, porém, não o faz. Os banqueiros, que serão os grandes beneficiários dessa reforma da Previdência, lançaram uma campanha bilionária nos meios de comunicação, para alegar que não são responsáveis pelos juros altos. É Piada do Ano, com toda certeza.

P.S. 2Por exclusão, votei em Bolsonaro no segundo turno, mas tenho a impressão de que seu governo vai ser vitorioso no combate ao crime, mas um tremendo fracasso em termos econômicos e sociais. (C.N.)

Major Olímpio critica Onyz e diz que Bolsonaro precisa se reaproximar do MDB

Major Olímpio

Olímpio lembra que o governo precisa ter 49 votos no Senado

Vera Rosa
Estadão

O PSL no Senado articula uma política de boa vizinhança com o MDB para obter os votos do partido em propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, como a reforma da Previdência. Disposto a retomar as relações com o partido de Renan Calheiros (AL) depois de o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ter apoiado a eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para o comando do Senado, o líder do PSL na Casa, Major Olímpio (SP), disse aos colegas que o ministro não agiu em nome do presidente Jair Bolsonaro.

Major Olímpio também se candidatou à presidência do Senado, mas desistiu da disputa, no último dia 2, a pedido do PSL. Embora a estratégia do partido de Bolsonaro tenha sido montada às pressas, naquele dia, para tentar unificar a oposição a Renan no plenário, o líder da sigla no Senado afirmou que Onyx “nunca deveria ter interferido” na eleição e muito menos se posicionado a favor de Alcolumbre.

CURAR FERIDAS – “Onyx é interlocutor político do governo, mas não é o governo. Foi impróprio o que ele fez. Agora, vamos curar as feridas. Nós precisamos do MDB, assim como do PP de Esperidião Amin, por exemplo”, comentou Olímpio, em uma referência ao senador de Santa Catarina, que também concorreu à eleição.

Ao lembrar que uma proposta de emenda à Constituição, como a reforma da Previdência, precisa do apoio de 49 senadores, Major Olímpio fez mais uma crítica a Onyx. “Davi Alcolumbre foi eleito com 42 votos e o governo precisa de 49 para aprovar uma PEC. Não necessariamente esse resultado vai se refletir nas votações, mas é um indicativo”, argumentou o líder do PSL no Senado.

O que mais contrariou Major Olímpio foi o fato de Onyx ter “dado a impressão” de que agia em nome de Bolsonaro. “Se o grupo do ministro estava ali na eleição representando o governo, quer dizer que todos os outros candidatos eram contra o governo? E eu era o quê? Não existe ninguém mais governo do que eu”, afirmou o senador.

ONYX SE CALA – Articulador político do Planalto no Congresso, Onyx não responde a críticas de aliados sobre sua atuação no Senado. “Isso faz parte”, desconversa ele, sempre que questionado sobre o assunto. “Eu estou na paz.”

Mesmo assim, apesar de capitanear a estratégia para derrubar Renan, o chefe da Casa Civil afirmou que vai conversar nos próximos dias com o MDB, a maior bancada no Senado. Na prática, o Planalto quer investir no racha do MDB e se aproximar da ala do partido que é contrária a Renan.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), por exemplo, será presidente da Comissão de Constituição e Justiça. No último dia 2, Simone – desafeta de Renan – retirou a candidatura avulsa no Senado e apoiou Alcolumbre. O MDB também deverá comandar a Comissão Mista de Orçamento. Na Mesa Diretora da Casa, porém, o partido ficou apenas com a Segunda-Secretaria.

RENAN DE VOLTA – Depois do confronto do último dia 2, Renan se refugiou no interior de Alagoas. Em conversas reservadas, disse ter sido “traído” pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Ele contava com o respaldo de Flávio, mas, na segunda votação, o filho de Bolsonaro foi à tribuna e, pressionado pelas redes sociais, rompeu o sigilo. Abriu o voto, anunciando aval a Alcolumbre.

A volta de Renan ao Senado está prevista para esta semana. Nos bastidores, seus interlocutores argumentam que, com o “ódio encapsulado”, ele será o líder da oposição. Para o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), no entanto, nada é definitivo. “Renan já se reinventou várias vezes. Não custa se reinventar de novo”, amenizou Bauer, secretário especial da Casa Civil para cuidar de assuntos do Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, Bolsonaro terá de retomar a velha estratégia do toma lá dá cá, que sempre funciona, nunca falhou, porque na prática a teoria é outra. (C.N.)

O testamento do partideiro, na criatividade do mestre Candeia

Resultado de imagem para candeiaPaulo Peres
Site Poemas & Canções
 

O cantor e compositor carioca Antônio Candeia Filho (1935-1978) compôs o bonito samba “Testamento de Partideiro” gravado, em 1976, pelo grupo Os Originais do Samba no LP Em Verso e Prosa, pela RCA Victor.

TESTAMENTO DE PARTIDEIRO
Candeia

Pra minha mulher deixo amor, sentimento, na paz do Senhor
E para os meus filhos deixo um bom exemplo, na paz do Senhor
Deixo como herança, força de vontade, na paz do Senhor
Quem semeia amor, deixa sempre saudade, na paz do Senhor
Pros meus amigos deixo meu pandeiro, na paz do Senhor
Honrei meus pais e amei meus irmãos, na paz do Senhor
Aos fariseus não deixarei dinheiro de jeito nenhum, na paz do Senhor
É mas pros falsos amigos deixo o meu perdão, na paz do Senhor

O sambista não precisa ser membro da academia
Ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal
O sambista não precisa ser membro da academia
Ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal

E se houver tristeza que seja bonita, bonita demais, na paz do Senhor
Pois tristeza feia o poeta não gosta, na paz do Senhor
Um surdo marcando no som da cuíca, na paz do Senhor
A viola pergunta mas não tem resposta, na paz do Senhor
Quem rezar por mim que o faça sambando, sambando no pé, na paz do Senhor
Porque um bom samba é forma de oração, na paz do Senhor
Um bom partideiro só chora versando, na paz do Senhor
Tomando com a mão a batida de limão, dá um limão aí, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Pra minha mulher deixo amor, sentimento, na paz do Senhor
E para os meus filhos deixo um bom exemplo, na paz do Senhor
Deixo como herança, força de vontade, na paz do Senhor
Quem semeia amor, deixa sempre saudade, na paz do Senhor
Pros meus amigos deixo meu pandeiro, na paz do Senhor
Honrei meus pais e amei meus irmãos, na paz do Senhor
Aos fariseus não deixarei dinheiro, na paz do Senhor
É mas pros falsos amigos deixo o meu perdão, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Eu sou o Sombrinha lá de São Vicente, na paz do Senhor
Que deixa a viola e o cavaco contente, na paz do Senhor
Eu sou o Arlindinho lá de Piedade, na paz do Senhor
Esbanjo no banjo pra deixar saudade, na paz do Senhor
Sou Leci Brandão nasci em Madureira, na paz do Senhor
Mais o meu coração eu deixei na Mangueira, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Desculpe Candeia do papo contrário, na paz do Senhor
Mais ainda é cedo pro nosso inventário, na paz do Senhor

Governo ainda não sentiu firmeza para aprovar a reforma da Previdência

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Charge do Tacho (Jornal Novo Hamburgo)

Pedro do Coutto

Reportagem de Geralda Doca e Eduardo Breciani, edição de ontem de O Globo, revelou que o governo Jair Bolsonaro ainda não sentiu firmeza no Congresso para aprovar a Emenda Constitucional da reforma. Esta realidade encontra-se explícita no fato da busca de apoio por parte dos governadores. Tanto assim, que está propondo uma troca que traga o apoio dos governadores, a ser exercido sobre pressão junto às bancadas federais para que votem a favor do governo para aprovar a mudança no sistema previdenciário.

Falei em troca de medidas capazes de indiretamente fornecer ao Palácio do Planalto os 2/3 necessários para que ela passe de um projeto para a realidade concreta. O toma lá dá cá prossegue, portanto, nas relações entre o Executivo e o Legislativo.

MÁQUINA DE FAVORES – O Palácio do Planalto está colocando a ideia de repassar para os atuais governadores a participação nos créditos tributários que se transformariam na canalização de receitas dos Fundos de participação dos estados em impostos como ICMS, IPVA, Imposto de Transmissão e liberação de recursos financeiros da dívida ativa.

Como se vê uma máquina de favores está sendo montada sem levar em conta que destinar créditos tributários representa diretamente transferir recursos da esfera federal para o âmbito estadual, sob o compromisso de os governadores pressionarem as bancadas federais de seus estados no sentido de votar a reforma.

Isso de um lado. De outro, no fundo da questão, encontra-se uma simples antecipação do apoio financeiro do poder central para o crédito dos estados e consequentemente, permitir aos governadores meios suficientes para que possam acelerar seus programas e cumprir as promessas que fizeram na campanha eleitoral.

MAIA APOIA – Enquanto isso, matéria de Bruno Góes destaca que o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também deseja uma mobilização dos 27 governadores para que empenhem-se a fundo para aprovar o que o governo deseja em matéria de sistema previdenciário.

O presidente da Câmara Federal também se dispõe a participar do trabalho junto aos governadores. Essa participação, tanto por parte do Palácio do Planalto quanto por parte do Presidente da Câmara revela claramente que o Palácio do Planalto ainda não sentiu firmeza capaz de assegurar a tramitação da emenda constitucional que sustenta o projeto da PEC.

Tudo isso converge para o fato de, sozinho, o governo federal não ter certeza do êxito da iniciativa, que se transformou em pedra de toque da administração do país. De onde se conclui que, na verdade, o Planalto não tem a sensação prévia da vitória. Pois se tivesse certeza do êxito, não iria propor vantagens em troca do voto parlamentar.

Documentos comprovam que a Vale sabia dos riscos da barragem desde 2017

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Nas ruas de Brumadinho, a impunidade da empresa é denunciada

Deu em Globo

Documentos internos da Vale mostram que a empresa já tinha conhecimento sobre o risco de rompimento da barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), desde novembro de 2017. A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters e confirmada ao Globo por investigadores do caso.

Esse relatório interno da mineradora aponta que a barragem — que se rompeu em 25 de janeiro, causando a morte de ao menos 165 pessoas — tinha chance de colapso duas vezes maior que o “nível máximo de risco individual” tolerável pela empresa.

Outro documento da companhia, elaborado em data posterior, foi anexado recentemente às investigações e mostra mais um alerta sobre o risco do rompimento da barragem. Datado de outubro de 2018, este relatório interno diz que a estrutura tinha duas vezes mais chances de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da Vale.

AÇÃO PÚBLICA – Na segunda-feira, o blog do colunista Lauro Jardim revelou que, segundo o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a mineradora sabia do risco de rompimento da barragem em Brumadinho e ao menos de mais oito barragens desde outubro de 2018. As informações constam numa ação civil pública movida pelo MP contra a Vale, em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas.

Na decisão a qual o Globo teve acesso, o juiz do caso, Sergio Fernandes, refere-se ao documento interno da empresa de 2018 abordado pelos promotores: “Com efeito, os documentos colacionados pelo Ministério Público (cita os documentos) aventam que em outubro de 2018 já havia sido constatado pela ré o grau de risco de rompimento das barragens indicadas”, diz a decisão.

No mesmo despacho, o MP diz que requisitou à Vale informações do setor de risco da companhia “sendo apresentados documentos que demonstram que, em outubro de 2018 a requerida (Vale) tinha ciência de que 10 barragens dentre as 57 avaliadas, estavam em zona de atenção (Alarp Zone)”, entre elas a barragem 1 da mina córrego do Feijão, que causou a tragédia em Brumadinho. 

A VALE NEGA… – Em nota, a Vale afirma que não consta em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

 Afirma ainda que a estrutura tinha todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais e que ela estava “dentro do limite de risco”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Afinal, o que falta para prender o presidente e os diretores da Vale que foram responsáveis por tantas mortes? Os engenheiros, que eram menos culpados, foram presos de imediato. Porque essa impunidade? (C.N.)

Bolsonaro precisa atacar as reformas de que o Brasil realmente necessita

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O atendimento nos hospitais tornou-se o exemplo do descaso

José Carlos Werneck

Todas as pesquisas que perguntam à população brasileira sobre o que deveria ser urgentemente corrigido vêm sendo desprezadas, mas é nelas que o Presidente Jair Bolsonaro deveria concentrar seus esforços para resolver os problemas que realmente incomodam a unanimidade dos habitantes do País.

Jair Bolsonaro deve prestar atenção nos dados abaixo transcritos e fazer os necessários acertos nesses itens, sempre lembrando que a área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira sempre é desaprovada por maioria de nossa população, seguida pelas áreas de saúde e segurança pública .

JUROS DE AGIOTA – As altas taxas de juros cobradas nos empréstimos também são motivo de profundo descontentamento para aqueles que necessitam de capital para investir em empresas ou mesmo para equilibrar o orçamento doméstico.

No Brasil, o spread bancário é altíssimo, o que inclusive desestimula a poupança e é sabido que nenhum país consegue ter uma economia autossustentável sem uma poupança interna robusta. Os bancos brasileiros cobram juros de agiotas aos tomadores de empréstimos e remuneram os poupadores com taxas ridículas.

Quanto aos juros praticados pelos bancos,  Bolsonaro já deu a resposta quando sinalizou que deseja a redução nos estabelecimentos governamentais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, medida que quando for efetivamente posta em prática posta receberá efusivos aplausos por parte de nossa sofrida e espoliada população.

CARGA TRIBUTÁRIA  – O presidente já começa a tomar algumas medidas, embora ainda muito tímidas, no que diz respeito a nossa carga tributária, uma das mais altas do mundo, com o agravante que a população tem um péssimo retorno daquilo que lhe é cobrado por parte do governo.

Os serviços públicos são de péssima qualidade nos setores de Educação, Saúde e Segurança, representando uma verdadeira ofensa à população.

São nesses os pontos que o eleitor brasileiro gostaria que o Governo fizesse com urgência as devidas correções. O povo está coberto de razão e não está pedindo muito. Não interessa a ninguém viver num país bem cotado junto às agências internacionais, sem que a população usufrua dos benefícios que deveriam advir desta condição. Seria o mesmo que levar uma pessoa faminta a um banquete e lhe dizer: “Veja que beleza e variedade de pratos! Você pode olhar tudo, mas não pode provar nada!”

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA – Nossa desigualdade social é cruel, fruto de uma distribuição de renda perversa, e, ao contrário do que se vem apregoando, se agrava a cada dia. Até a década de 70 a população brasileira tinha acesso a um Sistema de Educação e de Saúde com níveis de qualidade. No caso específico da Educação, as escolas públicas, geralmente, ofereciam um ensino de excelente nível.

Escolas públicas de vários estados brasileiros eram referências em matéria de Educação. No então Estado da Guanabara, eram comuns escolas públicas com níveis de excelência, tanto na rede estadual, como naquelas mantidas pelo Governo Federal. Para ficar só em alguns exemplos, podemos citar o Colégio Pedro II, onde estudaram brasileiros do calibre de Afonso Arinos de Mello Franco, Manuel Bandeira e tantos outros nomes de destaque da cultura nacional. Outro estabelecimento que servia de modelo era o Instituto de Educação, que formava normalistas, que quando optavam por ingressar no ensino superior, obtinham os primeiros lugares, nas mais renomadas Universidades. O mesmo pode-se dizer do Colégio de Aplicação, da Faculdade Nacional de Filosofia.

EDUCAÇÃO DE NÍVEL – Em Brasília acontecia o mesmo com estabelecimentos como os Colégios CASEB, Elefante Branco, CIEM, dentre outros tomados como referência em matéria de educação. Enfim, inúmeros exemplos semelhantes podem ser lembrados em todo o Brasil.

Hoje a realidade é totalmente diferente e presente no cotidiano de toda a população brasileira, que se vê obrigada a imensos sacrifícios financeiros quando quer dar a seus filhos uma educação de qualidade, porque tem de recorrer ao ensino particular.

Em suma, é péssimo o retorno dos impostos pagos. Na Saúde, os hospitais públicos, outrora bem equipados e hoje inteiramente sucateados, onde falta tudo, desde médicos ao básico em matéria de equipamentos, remédios e até material de higiene e limpeza.

TUDO ERRADO – No setor de transportes, nossas ferrovias foram totalmente abandonadas e nossas rodovias são o retrato do desleixo a que foram relegadas.

A Segurança Pública atualmente pode ser chamada, sem ironia alguma, de Insegurança Pública. Para isso não precisamos consultar estatísticas. Basta sair às ruas, ou mesmo ficar em casa, pois nem no recesso do lar, as pessoas se sentem tranquilas!

Em resumo: o povo brasileiro paga impostos altíssimos e não recebe nada em troca. E quando se aposenta, após ter contribuído, por muitos anos, para a Previdência Social, recebe remuneração indigna para sobreviver.

ENDIVIDAMENTO – A chamada “nova classe média”, tão anunciada pelo governo e meios de comunicação, está pendurada junto aos bancos, tem dívidas enormes em todas as modalidades de empréstimos, do consignado ao CDC, sem falar das impagáveis dívidas do cheque especial e do cartão de crédito, com juros dignos de agiotas.

Andam em carros que não são seus, por serem financiados e estarem com cláusula de alienação fiduciária. Se atrasam por uns dias uma prestação do veículo, são acordados, bem cedo, com telefonemas ameaçadores das financeiras, que fazem todo o tipo de pressão, menos entrar na Justiça para retomar o bem, pois sabem, que lá terão os juros de seus empréstimos, questionados por qualquer juiz de bom senso.

Por tudo isto não acredito que possa haver um país rico e bem cotado junto aos organismos internacionais, enquanto seu povo for pobre e enfrentar enormes obstáculos para sobreviver com alguma dignidade.

Bolsonaro está em “boa evolução clínica”, mas as visitas continuam restritas

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Dr. Macedo anunciou ao Estadão a alta nesta quarta-feira

Deu no G1 SP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantém “boa evolução clínica, está sem febre, sem dor abdominal e o quadro pulmonar encontra-se em resolução”, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (12) pelo Hospital Albert Einstein onde ele está internado desde o dia 27 de janeiro.

De acordo com a equipe médica, exames mostraram que ele está quase curado da pneumonia que foi diagnosticada no último dia 7.

“Segue com dieta leve e suplemento nutricional, com boa tolerabilidade. Prossegue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados a períodos de caminhada. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas”, diz o texto.

Nesta segunda-feira (11), Bolsonoro recebeu alta da unidade de terapia semi-intensiva. Ele teve a nutrição parenteral (via venosa) suspensa com a introdução da dieta leve, sendo mantido o suplemento nutricional.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Depois da surpreendente entrevista do cirurgião Antonio Luiz Macedo ao Estadão, prevendo alta para esta quarta-feira, o boletim foi uma frustração, ao manter restrições às visitas e sem nenhuma informação sobre a possibilidade de alta. Afinal, o presidente recebeu três ministros ontem e também o governador Dória e o secretário de Segurança de São Paulo,  e o médico disse ao Estadão que a alta só dependia do Planalto, porque Bolsonaro estava “perfeito”. Será que a alta será confirmada? Vamos aguardar. (C.N.)