Para convencer o Centrão a apoiá-lo, Alckmin anuncia sua aliança com o PTB

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Alckmin diz estar fechado também com o PSD

Deu no Correio Braziliense

Depois de uma fase ruim, com perda de forças na queda de braço com Ciro Gomes (PDT) pelo apoio de partidos de centro, esta quarta-feira foi um bom dia para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), com a confirmação do apoio do PTB à candidatura dele. Um mês atrás, o nome do tucano era citado em notícias não tão positivas. O assunto, em 18 de junho, era a dificuldade dele em subir nas pesquisas de intenção de voto, preocupação que levou o partido até a encomendar uma pesquisa interna para saber o motivo. Agora, a aposta dos tucanos é de que o jogo comece a virar.

A aliança com a legenda presidida por Roberto Jefferson, que acrescenta um minuto de tempo de televisão aos 2,5 minutos a que o PSDB tem direito, será oficializada em 28 de julho, na convenção do partido de Alckmin.

APOIO DO PSD – Com o outro minuto garantido pelo apoio firmado com o PSD, na semana passada, especialistas avaliam que ele se consolida como o candidato que mais terá exposição durante a campanha. Pode chegar a sete minutos de tevê, caso consiga atrair as outras seis legendas com as quais tem conversado — PPS, PRB, Podemos, PSC, PSDC e PV, pela lista que ele mesmo citou ontem, em entrevista coletiva, após participar do Fórum de Mobilidade ANPTrilhos.

Apesar de se manter com pouco mais de 5% nos índices de intenção de voto, de acordo com as pesquisas mais recentes, é atraente, para os partidos, o fato de que Alckmin já tem garantida uma exposição muito maior que a de candidatos que costumam aparecer com bom potencial de votos, mas que não terão visibilidade durante a campanha. É o caso de Jair Bolsonaro (PSL), que, apesar de liderar as pesquisas, tem apenas sete segundos de tevê, e Marina Silva (Rede), com quatro segundos, ambos sem nenhum indicativo de aliança com outras legendas.

INJEÇÃO DE ÂNIMO – A sinalização emitida pelo apoio do PTB também dá fôlego para que Alckmin avance nas negociações com o chamado “centrão”, grupo que inclui DEM, Solidariedade e PP. “Uma nova aliança, além de mais tempo de exposição, sempre traz perspectiva de poder.

Ao aparecer mais, aumentam as chances de que Alckmin chegue ao segundo turno. Quando ele mostra que está crescendo e que consegue atrair apoio, outros partidos tendem a entrar no barco dele”, explicou o cientista político André César, consultor da Hold Assessoria Legislativa.

Do centrão, o mais inclinado ao tucano atualmente é o DEM, que pode conseguir emplacar um vice, caso se junte a Alckmin. O nome do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), ex-ministro da Educação, tem sido sondado para ocupar o posto, em uma eventual chapa. Além disso, a agenda econômica de Alckmin é mais compatível com a do centrão, em especial com a do DEM, do que a de Ciro Gomes, o que facilita na hora de chegar a um consenso sobre o direcionamento de pautas importantes.

PRESSÃO – As convenções partidárias, fase durante a qual as alianças serão oficializadas, começam amanhã e vão até 5 de agosto. Esse é o prazo limite para que as chapas sejam fechadas. Na avaliação de César, Alckmin deve ser o primeiro a anunciar a chapa, embora ainda não tenha consolidado todas as alianças que devem avançar. “Ele deve continuar querendo mostrar que não está para brincadeira, que é a opção mais consolidada”, explicou o especialista.

Além do calendário apertado, o anúncio do PTB trouxe mais pressão às legendas que ainda não se decidiram. “Ninguém quer ser o último a definir o apoio, porque isso significa perder poder”, ressaltou o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“RECOMPENSAS” – A lógica é que os partidos que fecham primeiro mandam o recado de que estão subindo junto com Alckmin. Assim, caso o tucano vença, eles terão melhores “recompensas” depois, por terem confiado nele primeiro. Ou seja, o partido que deixar para apoiar por último algum candidato que venha a ganhar a disputa será, também, o último na lista de prioridade quando ele for distribuir os ministérios, por exemplo.

Em relação a isso, Alckmin afirmou ontem que não negociou com PTB espaço governamental, como pastas e secretarias. O assunto veio à tona durante a coletiva, quando o tucano foi questionado sobre o fato de o PTB estar na mira da Justiça, com a Operação Espúrio, que investiga fraudes em registros sindicais, e ter protagonizado escândalos no Ministério do Trabalho nos últimos meses. Alckmin afirmou que “todos os partidos têm bons quadros” e garantiu que vai “buscar os melhores deles”. “O partido tem bons prefeitos, bons parlamentares”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta matéria precisa de tradução simultânea. A aliança com o PTB de Roberto Jefferson e Jovair Arantes foi fechada dois meses atrás, mas Alckmin está anunciando novamente agora, na reta final, para tentar convencer o Centrão a apoiá-lo, mas está difícil, porque ninguém acredita que ele vença a eleição. Quanto à coligação com o PSD, Gilberto Kassab ainda não anunciou nada e a aliança pode ser limitada à eleição paulista. (C.N.) 

Centrão decide caminhar unido na eleição e já escolheu até quem será o vice…

Josué Gomes, filho de José Alencar, deve ser o vice

Catarina Alencastro
O Globo

Os caciques dos cinco partidos que formam o bloco de centro – PP, DEM, PR, SD e PRB – reuniram-se na noite desta quarta-feira e decidiram que tomarão uma decisão conjunta sobre quem apoiar na corrida presidencial. Além de resolverem caminhar juntos, esses partidos já escolheram o nome que indicarão para ser o vice da chapa que decidirem apoiar. O empresário Josué Gomes, do PR,  filho do ex-vice-presidente José Alencar, é quem mais vinha sendo falado nos bastidores do grupo.

As conversas continuarão na manhã desta quinta-feira na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que abrirá mão de sua própria candidatura presidencial. O jantar foi na casa do presidente do PP, Ciro Nogueira. Segundo ele, o grupo ainda está dividido entre a possibilidade de apoiar o pedetista Ciro Gomes ou o tucano Geraldo Alckmim.

SEM DIVISÃO — “Vamos decidir, e iremos 100% para o mesmo lado, impossível haver divisão. A gente combinou que mesmo as pessoas que forem voto vencido vão acompanhar a maioria. Está meio a meio. Acredito que até meados da próxima semana a gente anuncia. O vice já está escolhido, isso a gente já chegou a uma decisão” — disse Ciro Nogueira.

Mais cedo, o presidente do PDT, Carlos Lupi, que está em Brasília preparando a convenção que selará na sexta-feira o nome de Ciro Gomes como candidato do partido, disse ao Globo acreditar que o bloco opte por apoiar o pedetista. Mas não deve contar com uma resposta a tempo do evento de oficialização da campanha de Ciro Gomes.

TEMPO DE TV – “Acho que vamos ter o blocão todo conosco. Com isso, o Ciro vai ficar com o maior tempo de TV. Essa aliança vai dar ao Ciro a perspectiva de vitória, viabiliza o Ciro de forma irreversível no segundo turno. E o povo gosta de votar em quem vai ganhar” — avalia Lupi.

Juntos, esses cinco partidos têm com cerca de 40% do tempo de TV. Na Câmara, somam quase 200 deputados. Participaram da reunião, além de Ciro Nogueira, o comandante do PR, Valdemar Costa Neto, o presidente do DEM, ACM Neto, o ex-ministro Marcos Pereira, do PRB, e Paulinho da Força, do SD.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGPosso estar enganado, mas tudo indica que o Centrão vai aceitar a coligação com o PDT e apoiar Ciro Gomes, que esteve com os dirigentes partidários no sábado e se saiu bem na reunião.  E o tucano Alckmin não foi convidado a participar. Depois disso, houve reuniões de economistas do Centrão com Mauro Benevides Filho, que atua como consultor econômico de Ciro. Portanto… (C.N.)

Renan insiste em sabotar a candidatura de Meirelles na convenção do MDB

Calheiros se posiciona contra o governo Temer, que é de seu partido

Renan luta para rejeitar Meirelles na convenção

Bernardo Mello Franco
O Globo

Não é fácil a vida de Henrique Meirelles. O ex-ministro da Fazenda já estava empacado na lanterna da corrida presidencial, com 1% das intenções de voto. Agora enfrenta um adversário de peso no próprio partido: o senador Renan Calheiros.

Nesta terça-feira, o parlamentar alagoano anunciou que ia iniciar uma guerrilha telefônica para sabotar a candidatura, que chama de “ridícula”. Ele prometeu ligar para quase 800 políticos que participarão da convenção do MDB, no dia 2.

Estupidez – “Vou fazer o dever de casa”, desafiou Renan. “Insistir no Meirelles é uma estupidez. Ele tem atributos para ser um bom presidente da Febraban. Não para ser presidente do Brasil”, atacou. “O doutor Ulysses se lançou anticandidato, mas estava contra quem fazia coisa errada. O Meirelles é a favor desse pessoal”.

O senador pretende usar a disputa para medir forças com Michel Temer, padrinho político do ex-ministro. Os dois já se enfrentaram na convenção de 2006, quando o atual presidente apoiava Anthony Garotinho. Renan venceu o duelo, e o partido não teve candidato próprio.

“Não podemos transformar o PMDB num entreposto comercial”, diz o senador, recusando-se a chamar a sigla pelo novo nome. “O Meirelles nunca foi do partido. Nós o conhecemos da JBS e do Banco de Boston”, alfineta.

SEM CHANCES – Para Renan, a candidatura do ex-ministro não tem chances de seduzir o eleitorado. “Ele errou a mão. O desemprego continua alto e a recuperação econômica não veio. Fizeram uma opção pela recessão”, critica. “Insistir nisso vai prejudicar muito o partido. O PMDB não pode ser condenado a arcar com esse ônus do 1%”.

O ex-presidente do Senado planeja uma surpresa para a convenção em Brasília. Ele pretende levar, como seu convidado, um artesão alagoano que fabrica bancos de madeira. “Se a pré-condição é ser banqueiro, vou levar um que dá emprego e paga impostos”, provoca.

Renan aposta no voto secreto e nas traições para melar o projeto de Temer, cujo governo classifica como “desastroso”. Ele apoiou o impeachment, mas não se diz arrependido. “Se eu votasse com a minoria, ficaria desmoralizado. Caía a Dilma de um lado e eu do outro”, justifica. “Não foi fácil. Agora torço pela eleição dela para o Senado”, arremata.

Ruy Castro expressou o sentimento da torcida brasileira em relação a Neymar

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Neymar joga muita bola, mas sonha em ser ator

Pedro do Coutto

 Em sua coluna na Folha de São Paulo, edição de ontem, o jornalista Ruy Castro expressou o sentimento maciço da torcida brasileira em relação ao comportamento negativo de Neymar na Copa de 2018, na qual o Brasil foi desclassificado pela Bélgica. Ruy Castro, a meu ver, tem razão nas críticas que destacou expressando um sentimento generalizado da torcida brasileira. Da torcida só não, da própria população como um todo sobre as encenações do jogador que, com elas prejudicou o desempenho da seleção. Em primeiro lugar. seu comportamento chocou-se com a realidade dos fatos e pode ser considerado uma falsificação como o jornalista colocou no título de sua matéria.

É muito importante o comportamento dos jogadores no desenrolar das partidas. Qualquer atitude que surpreenda o bom senso reflete-se  em toda a equipe. Me lembro de 58 quando numa partida contra a Inglaterra, o centro avante Mazzola sofreu uma falta e rolou de dor no gramado.

DISSE BELINI – O capitão do selecionado, Belini, dirigiu-se a Mazzola em tom ríspido, afirmou que ele deveria enfrentar melhor os lances característicos de um jogo de futebol. E disse que se contorcendo exageradamente, a imagem que ele transmitia era de fraqueza emocional. Mazzola foi substituido por Vavá, e a lição de coragem e responsabilidade ficou para a história do futebol. Uma história que projetou Neymar ao estrelato e fez dele o personagem central das transações financeiras que marcaram seus contratos no Barcelona e no Paris Saint Germain.

Iluminado, não pode se queixar da sorte e de sua tarefa profissional. Equivocou-se. No início da Copa prendia demais a bola em seus pés e driblava em excesso, sem progressividade. Com isso dava tempo a que as defesas adversárias se armassem e, de outro lado, ampliava a distância entre o ataque brasileiro e a área adversária. Foi este aspecto que marcou sua atuação contra a Suíça. Corrigiu em parte o desempenho contra a Sérvia e o México. O treinador Tite e os companheiros da seleção devem tê-lo recriminado.

IMAGEM PATÉTICA – Recriminado ele foi também por questão de sua imagem. Entrou em campo contra a Sérvia exibindo um novo tratamento estético para seu cabelo. Choveram críticas nas redes sociais da internet e manifestações de surpresa por parte dos jornalistas esportivos que cobriam a Copa. No jogo seguinte, contra o México, cortou o cabelo e mudou o penteado. Provavelmente foi alertado da inconveniência que passou a marcar sua imagem. Cabeleireiros não faltavam. Neymar levou dois para a Taça na Rússia.

O comportamento de Neymar foi negativo, apesar de ter sido ele um dos maiores salários registrados em 2017, abrangendo todas as atividades profissionais. Vale assinalar também que a reação contrária ao perfil do craque, pelo que se sente nas ruas e se ouve nas esquinas, é de crítica e restrição.

SEM CABIMENTO – As encenações em campo não tinham cabimento. Ruy Castro. com razão, define o que elas produziram na torcida brasileira e junto aos árbitros da Copa. Neymar tem muito futebol, é um craque absoluto no domínio da bola, excepcional, sem dúvida.

Mas infelizmente, para ele e para nós, brasileiros, sua atuação no gramado na Rússia não foi compatível com seu talento.

 Acrescento: talento é uma coisa, desempenho concreto outra, sobretudo no futebol, único esperte no qual o adversário pode interferir no desempenho do outro. Ruy Castro tem razão. Nós também. Vamos esperar a próxima Copa.

 A decepção de 2018 esperemos que não se repita em 2022.

Quadro político indica que a eleição será decidida entre Bolsonaro e Ciro

Imagem relacionadaCarlos Newton

É impressionante o jogo de bastidores no mercado livre das alianças partidárias. Com o fim do patrocínio das empresas e a criação do Fundo Eleitoral, o quadro político mudou muito nesta eleição. A confusão ainda é geral, mas haverá hoje em Brasília uma reunião decisiva do Centrão (DEM, PP, SD, PRB e PR), com a participação do deputado Rodrigo Maia, que está de volta ao Brasil. Esta reunião deve decidir a questão, mas é provável que a oficialização das alianças só ocorra na semana que vem.

De toda forma, a imprensa vai comparecer em massa, para tentar cobrir a reunião do Centrão, que será a portas fechadas, como sempre ocorre, mas é claro que algum participante sempre acaba revelando o que aconteceu.

APOIO DECISIVO – A decisão a ser tomada pelo Centrão vai ser fundamental para os rumos da eleição presidencial. E a boataria na capital  indica que esses partidos vão fechar com o PDT de Ciro Gomes, embora  ninguém possa antecipar se haverá defecções entre os partidos do bloco.

Nesta hipótese de apoio a Ciro, aumentam as possibilidades de que o embate final no segundo turno seja entre ele e Bolsonaro (PSL). Um mata-mata da melhor qualidade, com dois candidatos que decididamente não medem suas palavras, o show está garantido.

Mas ainda existe a hipótese (remota, convenhamos) de apoio do Centrão ao tucano Geraldo Alckmin, circunstância que mudaria totalmente o quadro e iria aumentar a divisão de votos no primeiro turno, beneficiando Bolsonaro.

MENOS CHANCES – Entre os demais candidatos, correm com menos chances Marina Silva (Rede), Alvaro Dias (Podemos) e Fernando Haddad (PT), mas não necessariamente nesta ordem, até porque o petista é herdeiro de Lula da Silva, o que significa muita coisa em termos eleitorais.

Aliás, dependendo da comoção nacional que haverá quando a candidatura de Lula for definitivamente rejeitada, os votos de Haddad podem aumentar substancialmente.

Os demais candidatos, como diria o padre Quevedo, “não eczistem”. estão apenas empenhados em garantir aqueles 15 minutos de fama celebrizados pelo artista plástico americano Andy Warhol, que se tornou famoso para sempre.

Adeus às ilusões: Toffoli não vai pautar ações sobre prisão em segunda instância

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Será que Toffoli entendeu que nem tudo é possível?

José Carlos Werneck

Em Brasília tem-se como certo que o próximo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, não vai incluir na pauta deste ano as ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância. Mesmo com sua posição pessoal favorável à revisão do entendimento atual do STF, ele tem declarado que o tribunal já fez análises do assunto em 2018 e não teria sentido voltar, ainda este ano, ao assunto.

Em abril passado, no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, o Plenário manteve, por seis votos a cinco, o entendimento do início do cumprimento da pena antes de serem apreciados todos os recursos cabíveis.

CÁRMEN NÃO PAUTA – A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, está entre os membros da corte que são favoráveis à prisão após condenação em segunda instância. Apesar das constantes pressões que vem sofrendo, tem resistido a colocar em pauta as ações referentes ao tema.

Ministros favoráveis à mudança da jurisprudência atual do STF, tomada em 2016, têm esperança de que Dias Toffoli paute as ações, relatadas pelo ministro Marco Aurélio Mello, ao menos a partir do ano que vem, ou após as eleições de outubro.

TRF-4 reverte a sentença do juiz Moro e condena a mulher de Eduardo Cunha

Cláudia Cruz: absolvida por Moro e condenada no TRF-4

DIMITRIUS DANTAS
O Globo

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que julga os processos da Lava-Jato na segunda instância, condenou a jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a dois anos e seis meses de prisão por manutenção de valores no exterior. Como a pena é menor que quatro anos, ela deverá ser substituída pela restrição de direitos ou punições alternativas.

Neste processo, ela foi condenada por ter utilizado valores provenientes de vantagens indevidas recebidas por Eduardo Cunha em troca de interferência em um contrato da Petrobras. O ex-deputado foi condenado pelo esquema a 14 anos e quatro meses de prisão, sentença já confirmada na segunda instância.

MORO ABSOLVEU – No caso de Cláudia Cruz, os desembargadores discordaram do juiz Sergio Moro, que havia absolvido Cláudia em maio do ano passado. Moro considerara que não havia prova de que ela teria participado do crime de corrupção praticado por Eduardo Cunha, ou de que sabia das condutas de ocultação e dissimulação dos valores.

As contas dos cartões de crédito usadas por Cláudia Cruz seriam abastecidas pela propina recebida por Cunha. Os valores foram utilizados para bancar gastos em viagens ao exterior, sobretudo em lojas de grife, como um Réveillon em Miami, compras nas lojas Louis Vuitton, Chanel, Chavret, Place Vendôme e Hèrmes. Entre 2008 e 2014, ela gastou mais de US$ 1 milhão. Gasto, de acordo com a denúncia do MPF, “totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito” dela e de Cunha.

Em nota, o advogado advogado de Claudia Cruz, Pierpaolo Bottini, destacou que a decisão não foi unânime e disse que a defesa irá recorrer. Além disso, o advogado comemorou o fato do tribunal ter mantido a absolvição de Moro em relação a outro crime, de lavagem de dinheiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moro estava certo ao absolver Cláudia Cruz. Quando foi trabalhar com Eduardo Cunha prestando serviços à antiga Telerj, ele já era rico. Condenar Cláudia Cruz é a mesma coisa que condenar a mulher de Eike Batista, a mulher de Aécio Neves ou a mulher de Geddel Vieira Lima. Apenas isso. (C.N.)

Temer diz que Meirelles já tem maioria no MDB para viabilizar sua candidatura

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Cálculo realista feito no Palácio do Planalto indica que Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer, está com a candidatura à Presidência da República consolidada pelo MDB. Do total de 629 votos previstos na convenção nacional do partido, marcada para o início de agosto, Meirelles teria 440 votos já consolidados. Até então, havia dúvidas sobre a viabilidade de o MDB lançar um nome próprio.

Ainda há resistências, mesmo com a maioria dos votos do partido, como o MDB de Alagoas, que tem influência direta do senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado.

INDICATIVO – No último fim de semana, em conversa com o próprio presidente Michel Temer, em São Paulo, Meirelles recebeu o indicativo de que já há maioria no partido pela sua candidatura.

O que facilitou a viabilidade do ex-ministro da Fazenda é que ele deixou claro que está disposto a bancar integralmente os gastos de sua campanha. Com isso, vai sobrar dinheiro para candidatos da legenda ao Senado, à Camara dos Deputados e aos governos estaduais.

Agora, o MDB está em busca de um nome para ser o vice na chapa à Presidência da República, de preferência, de outro partido. Há tentativa de aliança com o PRB que, recentemente, desistiu da candidatura do empresário Flávio Rocha, executivo do grupo Guararapes, que controla a rede de lojas Riachuelo, entre outras empresas.

É preciso implantar “tolerância zero” às agressões sofridas por professores

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Charge do Cícero (Arquivo Google)

Antonio Carlos Fallavena

O problema da educação e do ensino começa e termina em casa. Lamento que a imensa maioria da sociedade ache que a solução nasce e cresce na escola. A culpa é sempre do outro ou dos outros. O individualismo fincou raízes na sociedade e agora, para arrancá-las, teremos de lutar muito, e calar nunca. Acreditem, toda mudança terá de ser feita à força – pela lei, pela fiscalização e pela punição. Somente assim poderemos recomeçar o primeiro processo, a educação. O segundo, do ensino ou escolarização, pode ser mais facilmente resolvido, selecionando melhor os professores e oferecendo remuneração à altura.

Na verdade, queremos uma feijoada educacional da década de 60, mas usamos produtos com outra qualidade e acabamento nos dias atuais. Resultado: temos a feijoada, mas sem o gosto experimentado na década de 60.

NOVAS GERAÇÕES – Assim são as crianças. Décadas atrás, eram educadas pelos pais, notadamente pelas mães. Nos últimos tempos, tudo mudou e as mães são as primeiras a largar seus filhos na escolinha. É dessa forma que moldamos as novas gerações.

Sem perder a noção, não confundamos as coisas – a escola não educa. Embora, erroneamente sejam identificadas como “secretarias de educação” na verdade são “secretarias de ensino”.

Assim, enquanto a educação acabou (ou nem começou) em casa, a escola está sem qualidade para ensinar, não tinha e não tem mais capacidade e condições de educar.

MESMOS ERROS – Quem fez nascer as crianças que se responsabilize por educá-las. Como isso não ocorre, agravam-se os problemas do setor, com a degradação profissional dos professores, que hoje são ameaçados e até agredidos por alunos.

Cada vez mais assistiremos tais absurdos. E não escondamos que pelo menos parte da situação vivida hoje pelos professores foi plantada por uma parcela deles, que defendem a ocupação de escolas, participam de passeatas em defesa de corruptos e ladrões e tantas “coisinhas” mais.

Lamento que muitos professores atuais, na sua maioria, continuem repetindo os mesmos erros daqueles que foram seus professores no passado recente.

AGRESSÕES – Acompanho a escola pública nas últimas três décadas. Vivenciei muitos episódios e suas facetas nos temas educação e ensino. As agressões a todos os segmentos envolvidos (o correto seria comprometidos) demonstram não apenas a queda da qualidade no ensino, mas o desmonte das responsabilidades, das referências positivas e dos resultados produzidos.

Com a experiência  de alguém que sempre defendeu a escola pública e a recuperação da qualidade do ensino, através da valorização do magistério e da participação organizada e qualificada dos pais junto aos filhos, posso afirmar: a escola pública faliu e hoje vive das memórias de um tempo que não existe mais.

Quando um(a) professor(a) é agredido(a) e fica por isto mesmo, é preciso concluir que fracassamos como sociedade, como pais e como pessoas. Como poderemos ter uma escola de qualidade se aqueles que detêm formação e capacidade para escolarizar não conseguem sequer ser respeitados por seus alunos. Para ser respeitado, é preciso se dar ao respeito.

Delator cita repasses para empresa dos filhos de José Yunes, o amigo de Temer

Adir Assad descontava o seu percentual nas propinas

Fabio Serapião
Estadão

O operador financeiro Adir Assad afirmou em acordo de delação premiada ter repassado, entre 2010 e 2011, de R$ 1,2 milhão a R$ 1,4 milhão em espécie para a Yuny Incorporadora – empresa que tem como sócios Marcos e Marcelo Mariz de Oliveira Yunes, filhos do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer.

Assad é apontado como o maior “noteiro” a atuar nos desvios apurados na Lava Jato e em pelo menos outras duas operações: a Monte Carlo e a Saqueador. Segundo o Ministério Público Federal, as empresas de fachada do operador firmavam contratos fictícios com grandes empresas. O valor dessas notas, descontado o porcentual cobrado por Assad, era transformado em dinheiro em espécie e devolvido à empresa ou a operadores de propina indicados por ela.

PREVENTIVA – O operador financeiro teve a prisão preventiva decretada quatro vezes desde 2015. Ele foi solto por duas vezes, mas novamente levado à prisão por decisão do juiz Sérgio Moro, em agosto de 2016. Assad foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

José Yunes, por sua vez, deixou o governo Temer após ter sido citado na delação de Cláudio Mello, da Odebrecht. O executivo disse que parte dos R$ 10 milhões solicitados em reunião no Palácio do Jaburu, da qual o ministro Eliseu Padilha e Temer participaram, teria sido entregue no escritório de Yunes, na capital paulista.

O advogado também é investigado no inquérito sobre o chamado Decreto dos Portos. A hipótese da Polícia Federal é de que ele seria um dos intermediários para recebimentos ilícitos de Temer. Os dois negam irregularidades.

DINHEIRO VIVO – A delação de Assad, firmada com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio e São Paulo, já foi homologada pela Justiça Federal. Segundo o operador, um funcionário de suas empresas foi responsável por apresentar o representante da Yuny que propôs a assinatura do contrato fraudulento que deu origem aos valores em espécie. Assad não nomeou quem seriam as pessoas que o procuraram nem o destinatário dos valores.

O Estadão revelou em março do ano passado que empresas ligadas à Yuny Incorporadora pagaram ao menos R$ 1,2 milhão para empresas de Assad. As empresas de Marcos e Marcelo Mariz de Oliveira Yunes aparecem em 113 transações com a SM Terraplanagem e em 28 operações com a Legend Engenheiros.

NOTAS FRIAS – A Legend e a SM, segundo o Ministério Público Federal, não possuíam condições para funcionar e eram emissoras de notas frias utilizadas para produzir dinheiro em espécie. Esses valores abasteciam o caixa 2 de empresas interessadas em pagar vantagens indevidas a agentes públicos e a partidos políticos, conforme a Procuradoria.

Do grupo Yuny, repassaram valores às empresas de Assad a Yuny GTIS Leopoldo, Yuny GTIS Abell, Yuny VCEP, Yuny Pirap Empreendimentos, Yuny Vila Romana, Yuny Apollo, Yuny Polaris Participações, Yuny Gemini, Yuny Halley Participações, Yuny Vila Carrão e Yuny GTIS Atillio Innocenti.

Aécio Neves sinaliza a aliados que pretende se candidatar a deputado federal

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Alckmin acha que Aécio devia abandonar a política

Cristiane Jungblut
O Globo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) sinalizou a parlamentares mineiros que vai concorrer a deputado federal nas eleições de outubro. Segundo aliados, o tucano concluiu que não há condições políticas para tentar obter nas urnas um novo mandato ao Senado. Apesar de aparecer em segundo nas pesquisas, o senador teria um índice de rejeição elevado, o que, na avaliação dos tucanos de Minas, inviabilizaria sua candidatura. Aécio é réu em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça no episódio do repasse de R$ 2 milhões de Joesley Batista. Ele também é investigado no Supremo em inquéritos derivados da Operação Lava-Jato.

Oficialmente, a assessoria do tucano afirma que ele ainda não se manifestou sobre seu futuro político. Parlamentares do PSDB de Minas ouvidos em caráter reservado pelo GLOBO, dizem, no entanto, que Aécio, além de pensar na disputa da Câmara, tem refletido inclusive sobre a hipótese de deixar a política e não ser candidato.

PRAZO FATAL – A convenção do PSDB de Minas Gerais será dia 28 de julho. O presidente do diretório mineiro, deputado Domingos Sávio, afirma que os tucanos esperam um pronunciamento formal de Aécio até lá.

— A posição que o senador Aécio tomar será respeitada. Essa dúvida sobre o destino dele (Senado ou Câmara) toma conta de todos nós, mas ele irá responder sobre isso até o dia da convenção — diz Sávio.

Os tucanos mineiros relembram que a candidatura de Aécio ao Senado começou a naufragar na negociação da cúpula do PSDB que tornou o senador Antonio Anastasia o candidato do partido ao governo de Minas Gerais. Ex-governador mineiro sucedendo o próprio Aécio no cargo, Anastasia, que foi vice do tucano, teria incluído como condição para disputar o Palácio da Liberdade o veto do partido à reeleição do ex-companheiro de governo ao Senado.

ALTERNATIVAS – Nas conversas com tucanos de sua confiança, Aécio tem debatido a possibilidade de seguir dois caminhos: a candidatura a deputado e a desistência de disputar as eleições. A segunda opção, segundo os tucanos, agrada a própria família de Aécio, que pressionaria o tucano a deixar a política. Concorrer à cadeira na Câmara é considerado uma saída atrativa para Aécio porque ele manteria, caso eleito, as prerrogativas parlamentares que lhe asseguram tratamento especial nos casos em que é investigado.

O acerto em torno da candidatura de Anastasia contou com o aval do presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, que já confidenciou a aliados não querer “carregar” Aécio numa campanha a presidente. Alckmin é o pré-candidato do PSDB à Presidência e deve ter seu nome oficializado em convenção, no próximo dia 4 de agosto.

ALCKMIN OPINA – Em abril, pouco depois de o STF tornar Aécio réu, Alckmin afirmou afirmou que seria “ideal” para o partido que Aécio não fosse candidato ao Senado. O tucano argumentou que o veto a Aécio seria uma forma de demonstrar que o PSDB lidaria de forma diferente que o PT com as denúncias de irregularidades praticadas por seus filiados.

— Claro que o ideal é que não seja candidato, é evidente — afirmou Alckmin, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Para o PSDB mineiro, a prioridade é eleger Antonio Anastasia governador. Neste contexto, o partido poderá usar a vaga na chapa que seria de Aécio para atrair partidos que possam engrossar a aliança em torno do tucano. O PSD, por exemplo, indicou o deputado Marcos Montes (MG) como potencial vice de Anastasia.

Partido rejeita general Heleno e deixa Bolsonaro com apenas 8 segundos na TV

Rejeição dos partidos a Bolsonaro é impressionante

Gabriel Castro
Veja

O general Augusto Heleno Ribeiro não será o vice de Jair Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. Plano B do deputado após a recusa do senador Magno Malta (PR-ES), Heleno havia aceitado o convite, mas o PRP – partido ao qual o general está filiado – rejeitou a aliança com o PSL.

O PSL pretendia firmar o acordo em uma reunião ocorrida na noite desta terça-feira. Mas, na conversa, os representantes do PRP alegaram que já haviam se comprometido com algumas alianças regionais e que não haveria viabilidade de consultar os diretórios para fechar questão em torno de Bolsonaro.

“O que eles alegaram é que não daria tempo de reunir os estados, que tem estados que já estão fechados com o governador e gente querendo apoiar outro candidado (à Presidência)”, disse Bolsonaro a Veja nesta quarta-feira.

NEGATIVA – Mesmo quando o PSL ofereceu uma aliança apenas no plano nacional, com liberdade nos Estados, a resposta foi negativa. “Todo mundo ficou chateado. Nós achamos que seria bom para o PRP”, afirma Bolsonaro.

Um dos estados em que o PRP já fechou aliança é a Bahia, onde o partido anunciou recentemente seu apoio à reeleição do governador Rui Costa, do PT.

Agora, Bolsonaro tende a escolher alguém do próprio PSL para o posto. A advogada Janaína Paschoal, filiada à sigla, tem sido citada por ele como o nome mais provável depois de Malta e Heleno. Com a recusa de PR e PRP, Bolsonaro pode disputar a eleição com apenas 7 segundos diários de propaganda eleitoral na TV. O deputado ainda guarda esperança de atrair outra sigla para a coligação: “Até 5 de agosto, tudo pode acontecer”, diz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA rejeição da classe política a Bolsonaro é impressionante. Apesar de favorito, não consegue apoio. (C.N.)

Ciro envia cartas a Boeing e Embraer pedindo que a fusão seja suspensa

Não é negócio a ser feito em fim de governo, diz Ciro

Luís Lima
O Globo

Em encontro com empresários e sindicalistas patronais, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, defendeu a dissolução do acordo em que a Boeing comprou 80% da área de aviação comercial da Embraer. Ciro disse que enviou uma carta aos presidentes das duas empresas orientando a não consumarem a fusão até que o próximo presidente tome posse, sob justificativa de que não vê uma possibilidade “saudável” de acordo.

— Esse acordo feito no estertor de um governo e na iminência de 84 dias de uma eleição presidencial é clandestino e absolutamente ameaçador da segurança nacional brasileira. Portanto, ele não deveria ser consumado, e, se for, tem que ser desfeito — declarou Ciro, alegando que o conteúdo da carta será divulgado nesta quarta-feira.

NOVA REFORMA – Ainda no evento, Ciro, que é defensor da revogação da reforma trabalhista, aprovada pelo presidente Michel Temer, moderou o tom. O presidenciável justificou a declaração de revogar pura e simplesmente a reforma, a que já classificou como uma “porcaria”, por sua origem de militante.

— O que farei é trazer a bola de volta para o meio do campo e rediscutir a reforma trabalhista — disse, reforçando que nada será revogado sem que uma nova proposta seja aprovada.

A mudança de tom também é vista como uma tentativa de se aproximar dos partidos do chamado “blocão”. Ao moderar o tom, ele atenderia, inclusive, a uma demanda do DEM, partido que ele também luta para ter o apoio. .

BLOCÃO – Em meio às negociações para o fechamento de alianças na disputa presidencial, Ciro disse que todas as sugestões em discussão com partidos de centro-direita do chamado “blocão” são bem-vindas e nenhuma fere princípios, ou seja, são possíveis de serem conciliadas ao seu plano de governo. O presidenciável falou à tarde em um evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista.

— Não quero ser dono da verdade, não quero ser ditador do Brasil. Quero reunir as melhores ideias para que o país celebre um novo projeto nacional de desenvolvimento — disse, a jornalistas, após o evento.

Para tentar dar celeridade à conquista de apoio de partidos como DEM, PP, PRB, SD e PR — chamado de blocão —, o assessor econômico de Ciro, Mauro Benevides, foi escalado para dialogar com técnicos indicados por algumas das siglas. O objetivo, segundo um dos caciques do blocão, é o de chegar a um consenso sobre as propostas até o fim da semana que vem.

Os caciques do blocão já tiveram duas grandes reuniões em Brasília e em São Paulo desde sábado passado. Questionado sobre quais pontos foram debatidos na ocasião, Ciro limitou-se a dizer que os parlamentares pediram para conversar sobre seu programa de governo, mas que não entraram em detalhes. As negociações continuam nesta semana, com um novo encontro marcado para esta quinta-feira, com a presença do deputado Rodrigo Maia.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA Embraer é um sucesso impressionante. Anunciou ontem o fechamento da venda de  300 aeronaves, por US$ 15 bilhões, em negócios fechados sem a participação da Boeing. A meu ver, Ciro Gomes tem razão em pedir a suspensão da tenebrosa transação, que não é uma fusão, com foi anunciada, e sim uma absorção da Embraer pela Boeing. É preciso examinar a questão com maior transparência, creio eu. (C.N.)   

Comunismo só não deu certo porque o homem é o lobo do homem

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Charge do Helmut Jacek (Arquivo Google)

Francisco Bendl

Li, mas não me lembro onde, que os três maiores avanços que a humanidade teve foram com relação a três notáveis homens pensadores e ativos, ao mesmo tempo: Karl Marx, a respeito das relações capital/trabalho; Sigmund Freud, sobre a Psicanálise; e Charles Darwin, com vistas à evolução, cujo termo grego usado à época queria dizer mudança, adaptação.

Já foi dito na TI inúmeras vezes e até por mim, leigo no assunto, que jamais o comunismo daria certo ou o socialismo, em face do ser humano. A vaidade, a ganância, o egoísmo, a busca pela superioridade sobre as demais pessoas, o exercício do poder, tudo isso impediria que movimentos com vistas à coletividade fossem aceitos, porque o homem seria o seu maior inimigo – o lobo do homem, na visão do filósofo inglês Thomas Hobbes.

CONTRIBUIÇÃO – Teoricamente, Marx e Engels contribuíram e muito para que os trabalhadores tivessem algum direito reconhecido pelos patrões, além de terem criticado o modo como o capitalismo seria cruel para a vida humana, explorador e alimentador de desigualdades sociais.

Dito isso, precisamos lembrar que Cuba se tornou comunista por causa dos americanos. Foi comandada pelo corrupto ditador Fulgêncio Batista, que havia transformado a ilha em cabaré da América, além de esconder o dinheiro da máfia dos Estados Unidos em seus bancos, até que o Movimento 26 de julho, liderado por Fidel Castro, destituiu o criminoso em 1959.

Foi uma das maiores importantes revoltas que o mundo conheceu, de um país se livrar do seu ditador mediante as forças do povo, comandado por um líder verdadeiro e autêntico.

SEM ELEIÇÕES – Fidel teria sido um dos maiores exemplos para o mundo se, após dois, três anos, do término da Revolução, ele tivesse instituído eleições e ter devolvido o poder ao povo.

Tendo optado forçosamente pelo lado soviético, porque os americanos lhe negaram apoio, e precisando de ajuda econômica, Fidel teve de seguir o modo soviético de governar, através da ditadura.

Mais: Emprestou o seu território para que Kruschev instalasse seus foguetes a poucos quilômetros dos Estados Unidos, gerando a famosa Crise dos Mísseis, em 1962, que por um triz quase nos levou à Terceira Guerra Mundial, sem previsibilidade de qual seria o desfecho, mas, certamente, o mundo seria riscado pelas bombas atômicas!

AMO E SENHOR – Fidel adorou o poder, os holofotes, a fama conquistada, e foi permanecendo como amo e senhor do país insular.

Seus dissidentes eram mortos fuzilados no “paredón” ou presos para o resto de suas vidas, e assim controlava o povo e o que acontecia na ilha.

Portanto, há quase sessenta anos, dificilmente Cuba irá alterar a sua Constituição, pois as gerações que lutaram a revolução, que dela fizeram parte, praticamente não existem mais, pois a população de hoje se acostumou a viver com as carências que A ditadura lhe impingiu, a ter direitos cerceados, tanto individuais quanto coletivos.

FALSO HERÓI – Fidel foi o herói que se transformou em um criminoso; um homem brilhante, que se deixou apagar por si mesmo; uma personalidade que deveria ser reconhecida e homenageada mundialmente, porém hoje o mundo o conceitua como um personagem maligno, um verdugo para o seu próprio povo.

Sem liberdade, não pode haver democracia nem justiça social.

Coca e Ambev racham as esquerdas, na guerra das renúncias fiscais

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É preciso agradecer a “generosidade” dos políticos

José Casado
O Globo 

Estava eufórica: “Comemoro nossa grande vitória, vitória do Brasil”. Vanessa Grazziotin, senadora pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) do Amazonas, celebrava a garantia de uma renúncia fiscal de R$ 3,8 bilhões por ano no Orçamento da União para os produtores de refrigerantes instalados na Zona Franca de Manaus. Os principais beneficiários são empresas multinacionais, donas de mais de 80% das vendas no país.

Grazziotin exalava alegria porque conseguira impedir um corte de R$ 1,6 bilhão nas benesses estatais a essas empresas privadas. Michel Temer havia decretado redução nos incentivos, para usar o dinheiro em subsídios ao preço do diesel da Petrobras. A senadora do PCdoB comandou a derrubada da decisão do “governo golpista” no Senado, semana passada.

PETROLEIRAS – “Esses recursos iriam bater, diretamente, no caixa da Ipiranga, da Shell e outras”, disse, abstraindo a Petrobras, que é dona de 80% do mercado de diesel.

Houve desconforto no bloco oposicionista. “O que a gente anda votando aqui?”, protestou o líder do Partido dos Trabalhadores, Lindbergh Farias. “Isso é subsídio. Sabe quanto recurso público entra numa lata de refrigerante? De R$ 0,15 a R$ 0,20. É escandaloso!”

A cena era inusitada: a autodenominada esquerda rachou num embate sobre privilégios do Estado para dois ícones do capitalismo global, Coca-Cola e Ambev, beneficiários de dois terços dos incentivos dados ao setor de refrigerantes.

ZONA FRANCA – O PCdoB defendia o ajutório estatal às multinacionais em Manaus, como “alternativa à devastação da Floresta Amazônica”. A Zona Franca custa R$ 20 bilhões anuais aos cofres públicos.

O PT atravessou a última década apoiando subsídios de R$ 1,5 bilhão por ano às multinacionais de automóveis. Resolveu condenar subsídios às de refrigerantes, perfilando-se ao “golpista” Temer.

Adversário de ambos, e com família dona de concessionárias da Coca-Cola, Tasso Jereissati (PSDB-CE) interveio: “Senador Lindbergh, eu gostaria de saber por que, durante os 12 anos do PT, esse benefício foi concedido?” Ouviu insultos.

MEIO SÉCULO – Sob Lula e Dilma, a Zona Franca de Manaus foi prorrogada por mais meio século, até 2073. Eles aumentaram o bolo de renúncias fiscais ao ritmo de 16% ao ano acima da inflação. Subsídios diretos somaram R$ 723 bilhões entre 2007 e 2016, valor maior que os gastos do sistema público de saúde durante sete anos.

Outros R$ 400 bilhões foram transferidos a grupos privados via empréstimos do BNDES, com aumento da dívida pública.

De cada dez reais em subsídios concedidos, oito são repassados sem transparência. Não há controle de eficiência, e a maior parte sequer tem prazo de validade — em tese, é perene.

LUCROS/ROYALTIES – As dádivas estatais multiplicam lucros das empresas privilegiadas, nacionais ou estrangeiras. Remetidos ao exterior, esses lucros são taxados como royalties nos países-sede dos grupos controladores.

Nesse enredo, o Brasil presenteia impostos, as empresas ganham, e os governos ricos abocanham fatias do lucro verde-amarelo ao tributá-los pesadamente.

No embate sobre quais multinacionais merecem privilégios do Estado, PCdoB e PT reafirmaram a velha política de transferência de renda dos pobres para os mais ricos.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

“Estou pronto para a missão”, diz o general Augusto Heleno, vice de Bolsonaro

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Bolsonaro ganha ou perde votos com um vice militar?

Jussara Soares
O Globo

Cotado para ser anunciado nesta quarta-feira como vice de Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira (PRP) afirma que está pronto para a função. “Estou preparado para cumprir a missão, caso ela aconteça, mas não estou pleiteando isso, nem almejando” — disse o militar.

Nesta terça-feira, em viagem ao interior de São Paulo, Bolsonaro afirmou que nesta quarta-feira anunciará um general para ser seu vice. Mas o general Augusto Heleno disse que ainda não tinha conhecimento de que havia sido confirmado para o cargo. “Eu ainda não fui informado. Isso está para ser decidido, mas sem prazo. Não sei se as coisas se precipitaram” — disse.

NA ACADEMIA – O general Heleno e Bolsonaro se conheceram no final dos anos 70 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no sul fluminense. Na época, Augusto Heleno era tenente, e Bolsonaro, hoje um ex-capitão, era cadete. Os dois se aproximaram graças ao paraquedismo e jamais perderam o contato. No Planalto, o general diz que a patente não influenciará.

— A hierarquia militar não vale no Planalto, nem em nenhum outro lugar fora do quartel — garantiu general Augusto Heleno, que se filiou ao PRP graças ao incentivo de Bolsonaro.

LIDERANÇA – Mesmo na reserva, Heleno ainda é uma liderança no Exército. Ele ficou mais conhecido do público em geral em 2004, após assumir o cargo de comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti. De volta ao Brasil, trabalhou no Alto Comando do Exército, antes de ser nomeado comandante militar da Amazônia, em 2008, no governo Lula. Na época, entrou em choque com o governo petista por causa da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

Em 2014, já na reserva, criticou o ofício enviado pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, à Comissão Nacional da Verdade (CNV) reconhecendo que as Forças Armadas praticaram tortura. Para Heleno, as Forças Armadas não devem admitir e nem pedir desculpas por violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A pergunta continua valendo: com a presença de um general linha-dura na sua chapa, Bolsonaro ganha ou perde votos?  (C.N.)

Sem a Boeing, a Embraer anuncia venda de 300 aeronaves, por US$ 15 bilhões

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O modelo E 195-E2 já é um grande sucesso de vendas

Célia Froufe
Estadão

A Embraer anunciou nesta terça-feira, 17, vendas, opções e cartas de intenção de oito clientes para suas aeronaves. O potencial dos negócios é para 300 aviões – avaliados em US$ 15 bilhões – para serem entregues nos próximos anos, de acordo com a companhia. Os anúncios foram feitos durante a Farnborough Air Show, uma das principais feiras de aviações do mundo, que ocorre na cidade de mesmo nome, a sudoeste de Londres.

A Farnborough Air Show é a primeira feira da qual a Embraer participa após ter anunciado, na primeira semana de julho, a venda de 80% de sua divisão de aviação comercial para a americana Boeing. O acordo, que deverá ser totalmente concluído no fim de 2019, está sujeito a aprovação do governo brasileiro e dos agentes reguladores.

OUTRAS VENDAS – A fabricante brasileira detalhou que a companhia aérea Republic assinou contrato para 100 aeronaves com opção para adquirir mais 100. A Mauritânia Airlines adquiriu dois E-175, avaliados em US$ 93,8 milhões. O modelo é o menor da área de aviação comercial da Embraer, com capacidade para até 90 passageiros.

Já a Azul, como havia informado mais cedo a companhia, assinou uma carta de intenção para 21 aeronaves E195-E2, o maior avião da família mais moderna de jatos da Embraer, com cabine para até 146 viajantes.

A Aérea Watanya Airways, do Kuwait, será o cliente-lançador dessa nova família de aeronaves (E2) no Oriente Médio, com a assinatura para 10 aviões E195-E2 com mais 10 direito de compra do mesmo modelo.

MAIS NEGÓCIOS – Já Hervetic Airways, da Suíça, assinou uma carta de intenção para 12 aeronaves E190-E2 , com capacidade para até 114 pessoas, com direito de compras para mais 12, que podem ser convertidos para E195-E2, um modelo maior. Um cliente não revelado da Espanha adquiriu três unidades de E195-E2, com opção para mais dois. A empresa de leasing NAC comprou três unidades da E190-E2.

Além dessas vendas que foram formalizadas durante a Farnborough Air Show, a United anunciou ontem a compra de 25 aeronaves E175, que foi celebrada oficialmente hoje, totalizando os 300 pedidos potenciais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
E ainda dizem que o acordo com a Boeing vai salvar a Embraer… Na verdade, a Embraer faz um sucesso tão grande que nem precisa da Boeing. O novo avião militar KC-390 está destinado a vender milhares de unidades, podem apostar. Vai deixar para trás o C-130J, Super Hercules, da Lockheed. (C.N.)

Com os salários perdendo para inflação, como pagar os planos de saúde?

Resultado de imagem para planos de saude chargesPedro do Coutto

A pergunta acima sintetiza de forma bastante clara o problema maior das 47 milhões de pessoas que em todo o país possuem planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar está calculando um reajuste este ano de 10% percentual a incidir sobre os contratos individuais, com percentual maior para planos realizados através de empresas. A indagação transporta uma realidade absoluta. O funcionalismo público, especialmente não teve reajuste algum nos dois últimos anos. A inflação em 2016 foi de 4,5%. A inflação oficial divulgada pelo IBGE, em 2017 atingiu 2,9%. Temos aí uma acumulação de 7,4% a partir de 2 anos atrás.

As demais categorias de assalariados, incluindo servidores de empresas estatais, não passaram dos 3%. Portanto, aqueles que possuem contratos de planos de saúde, em sua grande maioria, vão encontrar sérias dificuldades para arcar com o aumento projetado pela ANSS.

SUSPENSÃO – O problema dos planos de saúde não se esgota nessa colocação. A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal FeDeral, atendendo a uma representação da OAB determinou a suspensão da medida estabelecida pela ANSS com base em pretensão dos planos de saúde, a qual determinava que os novos titulares dos planos arcassem com 40% de determinados dispêndios junto às redes hospitalares e consultórios, num sistema da franquia ou compartilhamento.

A ministra Carmen Lúcia revelou que enviará a matéria ao plenário da Corte Suprema no mês de agosto e resolverá em definitivo a questão. 40% é um percentual altíssimo impeditivo de ser repassado aos titulares dos planos. Além do mais, a Corte Suprema vai confrontar essa participação com as cláusulas dos contratos em vigor. Isso porque, digo eu, não se pode alterar contratos nos quais não havia tal solução. Os contratos, como se sabe, não podem ser modificados de forma unilateral.

A reportagem de André de Souza, Luciana Carneiro e Glauce Cavalcanti, edição de ontem de O Globo, ilumina totalmente a controvérsia em questão.

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FOLHA DO INSS É DE 546 BILHÕES E NÃO DE 860 BILHÕES

Reportagem de Carla Araujo e Andrea Jubé, Valor de ontem informou que o presidente Michel Temer assinou decreto determinando o pagamento de metade dp 13º salário no mês de Julho. Os 32 milhões de aposentados e pensionistas vão receber no início de agosto. Mas a matéria revela que o custo dessa antecipação é de 21 bilhões de reais. Logo a folha mensal do Instituto Nacional de Seguro Social é de 42 bilhões de reais, exatamente o dobro do pagamento antecipado.

Mas se a folha do INSS é de 42 bilhões mensais, multiplicando-a por 13 dará um resultado de 546 bilhões e não dos 800 bilhões que reiteradas vezes o Ministério da Fazenda disse que atinge. Agora, observa-se que a versão verdadeira é muito diferente. Se a folha anual é de 546 bilhões como dizer que o desembolso com aposentados e pensionistas atinge uma escala no mínimo 50% maior?

A partir de ontem os números verdadeiros prevalecem na matéria do Valor e também a publicada pelo O Globo.+

Jamais as coligações eleitorais foram tão importantes quanto na sucessão de 2018

Resultado de imagem para ortega y gasset frasesCarlos Newton

Trata-se de uma sucessão muito peculiar, que mais parece uma eleição “solteira”, como aconteceu em 1989, quando Fernando Collor (PRN) venceu. As alianças eleitorais nunca foram tão importantes na sucessão presidencial, mas o fechamento das coalizões somente será feito na chamada undécima hora, já no início de agosto. E o resultado será uma maluquice total, com os partidos se coligando na eleição presidencial, mas dando liberdade a que se fechem alianças diferentes em cada estado, dependendo das circunstâncias políticas imortalizadas pelo mestre espanhol Ortega y Gasset.   

Jair Bolsonaro não é considerado da classe política. Desde sempre, tinha eleitorado militar cativo, colocou a família no negócio, sempre fez questão de não se misturar, digamos assim. Agora luta desesperadamente por uma coligação que não se concretiza, porque ele não se tornou político. Queria o PR que tem votos e espaço na TV, acabou se aliando ao PRP, sigla do antigo partido integralista de Plínio Salgado, que filiou o general Augusto Heleno, o vice de Bolsonaro. 

TUDO NO AR – Aliás, Bolsonaro não é o único a se frustrar buscando apoio, pois tudo ainda está no ar e nenhuma coligação foi verdadeiramente concretizada. Parece brincadeira, mas tudo depende do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é um falso pré-candidato à Presidência, mas pode ajudar a decidir a eleição.

Nos últimos anos, Rodrigo Maia revelou um talento enorme para operações nos bastidores da política. Sabe-se que não disputará a eleição à Presidência, será reeleito  deputado e continuará a presidir a Câmara, é imbatível no baixo clero.

Maia tem méritos. Conseguiu ressuscitar o DEM, que estava em extinção, e formou um bloco muito forte com o PP e o Solidariedade, atraindo também o PR e o PRB. Articulou a volta do velho Centrão criado na Constituinte pelo deputado Roberto Cardoso Alves (PFL-SP) , e agora ressurge em nova versão, sempre muito influente.

ALCKMIN E CIRO – O apoio do Centrão é disputado ferozmente por Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Se não conseguir fechar a aliança com o grupo de Maia, o tucano Alckmin sabe que estará fora do páreo.

Acontece que ninguém acredita que Alckmin possa vencer esta eleição, que está entre Bolsonaro e Ciro Gomes, porque Marina Silva (Rede) não tem jogo de cintura, sempre esnobou os partidos, pensa que é a Rainha Elizabeth de Xapuri, equanto Bolsonaro é considerado uma espécie de Napoleão de hospício. Lidera as pesquisas, no Centrão há quem o defenda, mas a maioria não acredita nem confia nele. Sua credibilidade junto aos partidos é rarefeita. Tem votos, mas não sabe dialogar politicamente.

SUSPENSE – A expectativa é enorme. A eleição ainda não começou, porque até agora quem está vencendo são os votos brancos, nulos e indecisos, que passam de 50% e formam maioria absoluta. Por isso, nunca antes, na história deste país, as coligações eleitorais foram tão importantes. Mas somente serão decididas na primeira semana de agosto.

A meu ver, o Centrão vai apoiar Ciro Gomes, por saber que Alckmin não tem chances e Bolsonaro é do tipo autocarburante, que pega fogo sozinho.

O maior cabo eleitoral de Ciro é o deputado Rodrigo Maia, que mandou fazer uma pesquisa e o resultado deu o candidato do PDT em viés de alta.

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P.S
. – No meio da confusão, não se pode desprezar a força política de Lula da Silva, que tenta enfraquecer Ciro Gomes. Uma expressiva parte do eleitorado está convencida de que Lula é um larápio, mas julga que os outros políticos são piores do que ele. É por isso que estamos diante de uma eleição verdadeiramente eletrizante. (C.N.)