Batalha pelo voto evangélico: cultos, influência e política se misturam na pré-campanha

9 thoughts on “Batalha pelo voto evangélico: cultos, influência e política se misturam na pré-campanha

  1. A anatomia do cerco ao STF: o método da provocação deliberada

    Como a política da extrema-direita converte a indignação popular em combustível para acuar as instituições, como o STF, e ferir a lei.

    Não há, nos anais da política recente, peça de desonestidade intelectual tão cristalina quanto o relatório final da CPI do Crime Organizado. O senador Alessandro Vieira, cuja trajetória como delegado o desautoriza a alegar desconhecimento, produziu um texto provocativo.

    Ele sabia, por ofício e dever, que o pedido de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal por suas interpretações jurídicas era um natimorto técnico.

    O objetivo, contudo, não era investigar, mas sim colocar em pratica um método.

    Vemos uma engenharia de manipulação que cativa o público para, em seguida, acuar as instituições.

    A estratégia é manjada, mas persistente: utiliza-se o descontentamento legítimo do cidadão com as cortes superiores – alimentado por pesquisas de opinião que tentam transformar o Judiciário em um palanque de popularidade – para pavimentar o caminho do arbítrio.

    É preciso que o leitor atento não se deixe converter em fantoche do radicalismo: a justiça não foi criada para agradar e ser popular, mas sim para ser a roda civilizatória e isenta das sociedades.

    A confirmação da prática eleitoreira deu-se no palco iluminado do Congresso. Vieira, ao ver seu parecer rejeitado por absoluta falta de substância, não buscou o refúgio da técnica.

    Ao contrário, posicionou-se no proscênio ao lado de Flávio para entoar o mantra persecutório contra Moraes.

    Ao emprestar sua biografia para servir de escada ao bolsonarismo estridente, o senador deixou claro que o alvo da CPI nunca foi o crime organizado, mas a independência da toga, ou seja, sua remoção como obstáculo para a “liberdade” de tomar o controle e não sofrer consequências.

    Não estamos aqui falando de defesa de ministros do STF, nem os colocando como acima de tudo. Caso a investigação da PF volte com provas do que for contra algum nome do Supremo, cruzaremos então essa ponte.

    É preciso agora não se deixar distrair pelas cortinas de fumaça, pelo excesso de “informação” em uma espiral visceral e sedenta do jogo de poder.

    O perigo reside na sedução pelo aplauso fácil. Quando líderes utilizam o sistema para corroer as regras que sustentam a própria democracia, o colapso não se dá por tanques, mas por decretos e provocações orquestradas.

    Essas provocações ao STF manifestam-se, por exemplo, no descumprimento deliberado de ordens judiciais e na teatralização do desacato em praça pública.

    O banquete dos insaciáveis exige que a verdade seja o primeiro prato sacrificado. Sempre.

    O alvo final dessa encenação não é apenas o Supremo, é a percepção do cidadão, convidado a acreditar que a mordaça na Justiça é, de alguma forma, um ato de limpeza do “mal”.

    Já vimos esse filme antes. Gilmar Mendes, goste ou odeie o mensageiro, explicou muito bem a repetição do cenário aos que não têm memória e àqueles que fazem da alienação, uma escolha.

    Passou da hora de parar de gritar aos quatro ventos clichês do seu político de estimação e perceber que o método de te incitar pela emoção está em movimento.

    O que importa no momento é ter em mente que não existem heróis ou salvadores enviados por Deus (isso é tentativa de consolidar uma guerra Santa). E que as decisões do presente podem significar uma sociedade acuada em um futuro próximo.

    Metrópoles, Política, Opinião, 17/04/2026 08:00 Por Alice Rabello / Ricardo Noblat

  2. EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

    O governo dos Estados Unidos enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções

    O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula.

    O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

    O aviso com antecedência é considerado uma “deferência” ao Brasil, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

    A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança de paradigma na política externa dos EUA para a América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.

    Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

    Por que Lula resiste à medida (Talvez tema que ocorra com ele o que ocorreu com Maduro)

    Essa movimentação coloca o governo brasileiro em posição diplomática delicada.

    Enquanto o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

    A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.

    Metrópoles, Política, Opinião, 17/04/2026 08:07 Por Paulo Cappelli

  3. Há dois documentários na Netflix sobre um grupo que vivia em Utah (Estados Unidos) sob o jugo de um profeta que dizia se comunicar com Deus. Exigia o privilégio de ter tantas mulheres quantas quisesse. E o seu povinho o adorava. Né mole…

  4. Sob os auspícios de uma falsa tentativa de golpe propagada ad eternum para que houvesse a proteção ao estado democrático de direito de cometer qualquer crime, exceto pedofilia ou estupro, chegamos à situação atual, também conhecida como Ditadura da Toga, reconhecida por todo aquele que separa honestidade de ladroagem (nada de meio termo) e avisa aos demais. Bem tenho que reconhecer que há os que pensam: “se eu estivesse lá, roubaria mais ainda”. São os mesmos que não criticam ministros nem vêem Lulinha e “Frei” Chico como ladrões.

  5. Até o ateu tem igreja, a sua.
    A esquerda tem igreja e nela sabemos o que ensinam, o principal mandamento é “Fazer o Diabo”.
    Fazer o diabo é beijar o anel do Papa, puxar saco de evangélico, ser amigos dos banqueiros, jogar com as duas e cabecear no STF. E no varejo blindar trambiqueiros e empalar inimigos ideológicos. Pra isso usam um Tribunal do Santo Ofício com seu próprio Torquemada, e as sentenças parecem inspiradas naquela que usaram no Auto de Excomunhão do Baruch Spinoza.
    Oremos para que o Triunvirato Jurídico não tome conhecimento desse auto de excomunhão, se souber vão provar com sua Guarda Pretoriana que os Bolsonaros extinguiram as baleias, as girafas amazônica e as pererecas peladas, e pra fechar o caixão, Mataram o Mar Morto com a conivência de Netanyahu e Trump.
    Hehehehe
    E tudo isso sob o aplauso da mídia amestrada da qual nos lembra Pulitzer, ” “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma.” – Joseph Pulitzer.

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