
Lula teria dificuldade em ampliar votação em um 2º turno
Johanns Eller
Rafael Moraes Moura
O Globo
A última pesquisa presidencial divulgada pela Genial/Quaest indica que, a menos de seis meses para a eleição, Flávio Bolsonaro (PL) lidera isolado na transferência de votos dos demais presidenciáveis em um eventual segundo turno disputado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento divulgado na última quarta-feira (15) reflete a dificuldade do petista em ampliar sua votação em uma possível segunda rodada, diferentemente do que ocorreria com o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta pesquisa da Genial/Quaest, Flávio superou Lula numericamente pela primeira vez na simulação de segundo turno, marcando 42% contra 40% do rival.
TRANSFERÊNCIA – Os números mostraram também que quase todos os pré-candidatos que se colocam na disputa até o momento transferem a maioria dos votos para Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno.
A migração de votos é expressiva no caso dos ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que foram escolhidos pelos seus partidos como postulantes ao Palácio do Planalto. No caso de Zema, 75% dos seus eleitores responderam que votariam em Flávio num embate contra Lula, e apenas 10% declararam voto no petista.
Em relação a Caiado, que tem se apresentado como o único capaz de viabilizar uma terceira via na disputa polarizada entre PT e PL, 61% dos que disseram votar no goiano migrariam para a chapa bolsonarista no segundo turno e 16% apoiariam Lula.
DISTÂNCIA – Até o momento, todos os candidatos aparecem a uma distância considerável de Lula e Flávio no primeiro turno. O presidente marcou 37% da preferência dos entrevistados, enquanto o filho de Bolsonaro alcançou 32% das intenções de voto. Caiado surge bem atrás com 6%, seguido de Zema, com 3%.
Completam a lista o escritor Augusto Cury (Avante) e o líder do MBL, Renan Santos (Missão), ambos com 2%, Samara Martins e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1% cada. Aldo Rebelo (DC) não pontuou.
O favoritismo disparado de Flávio no campo da oposição coloca ainda mais peso sobre a transferência de votos em um possível segundo turno. Isso porque, até o momento, Lula é a única candidatura competitiva no campo progressista, e não há um quadro de centro que possa ter um papel determinante no embate contra o bolsonarismo, como ocorreu com Simone Tebet, à época candidata pelo MDB, em 2022.
APOIO – “Estamos falando de uma eleição em que dificilmente Lula terá algum apoio no segundo turno entre os candidatos do primeiro. Isso é inédito”, disse à equipe da coluna o CEO da Quaest e cientista político Felipe Nunes.
A chapa do presidente da República reunirá, além da federação PT-PCdoB-PV, o PSB do vice Geraldo Alckmin, a federação PSOL-Rede e o PDT. Lula conta ainda com o apoio informal de alas de siglas do Centrão, incluindo o PSD de Caiado. Mas o MDB tende a declarar neutralidade, enquanto a federação formada pelo União Brasil e o PP negocia embarcar na chapa de Flávio.
MIGRAÇÃO PARA LULA – A única pré-candidata que teria a maior parte dos eleitores migrando para Lula em um eventual segundo turno é Samara Martins, lançada pelo nanico Unidade Popular, que não tem representação no Congresso Nacional e nem tempo de televisão e aparece com 1% das intenções de voto. Lula tem a preferência de 22% dos eleitores da ativista, contra 21% que optariam por Flávio – um possível reflexo do desconhecimento de Samara entre eleitores.
A pesquisa mostra ainda que Lula receberia na segunda volta 47% dos votos de Aldo Rebelo, em comparação com 53% de Flávio. Mas Rebelo, quadro histórico do PCdoB que foi ministro de Lula e Dilma Rousseff antes de aproximar da extrema direita, não chegou a 1%.
Entre os candidatos que pontuaram acima desse patamar, o presidente tem 22% da preferência dos eleitores de Augusto Cury e 21% dos que declararam voto em Renan Santos, mas ainda assim atrás de Flávio, que marcou 30% e 66%, respectivamente, em relação aos apoiadores da dupla de pré-candidatos.
ACENOS A CAIADO – De olho em uma aliança na segunda rodada, Flávio tem feito acenos a Caiado e ao PSD, que tentou atrair para sua chapa quando o governador do Paraná, Ratinho Junior, ainda era o preferido de Gilberto Kassab para a disputa.
Embora nos bastidores a campanha bolsonarista minimize o potencial do PSD em razão da divisão interna do partido sobre a corrida presidencial em diversos estados, incluindo o Rio de Janeiro e Minas Gerais, a legenda tem forte capilaridade nacional.
PROCESSO NATURAL – Para Felipe Nunes, a migração dos eleitores de Caiado é um processo natural. “Como era de se esperar, em um eventual segundo turno entre Flávio e Lula, a maioria do eleitorado do Caiado faria aquilo que ele mesmo deve fazer: apoiar o candidato de oposição”, afirma o CEO da Quaest.
A nova rodada da Genial/Quaest entrevistou pessoalmente 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro da amostra geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança, por sua vez, é de 95%.
ANOTA AÍ CENTRAL:
Não vou votar em nenhum dos dois, mas podem anotar aí, o RACHA vai se humilhando no primeiro turno.
José Luis
O maior indicador, de que o Lula perde as eleições, é a queda da cotação do dólar abaixo de cinco reais. Se as previsões fosseam a contrário, o dólar já estaria beirando os sete reais.
Brilhante. É quase poético de tão idiota.
Próximo capítulo: quando o Ibovespa bater 200 mil o gado de hospício, vai explicar que na verdade é sinal de desespero do mercado com a reeleição certa. Porque, né, nunca é o que os números mostram. É sempre o que a torcida quer que mostre.
Economia séria agradece por mais um exemplo antológico de como se analiza a situação com as nádegas.
Chama a desentupidora pra limpar esse cérebro de ZAP ZAP!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤦🤦🤦
José Luis