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BRB está próximo do limite para a venda de carteiras
Malu Gaspar
Rafael Moraes Moura
O Globo
À procura de uma solução para a crise que enfrenta desde a revelação das fraudes com as carteiras de crédito compradas do Banco Master, o Banco Regional de Brasília (BRB) chegou bem próximo de ficar sem dinheiro para pagar seus compromissos, ou seja, beirou a insolvência, em alguns momentos críticos nos últimos meses. A última vez foi na sexta-feira dia 10 de abril.
Para ganhar liquidez, o banco vendeu um lote de carteiras de crédito consideradas boas pelo mercado, como tem feito desde que a crise começou. Mas, de acordo com fontes a par dos detalhes, as alternativas para conseguir fôlego rapidamente estão se esgotando.
NO LIMITE – Já não restam mais nem tantas carteiras atrativas e em condições de serem vendidas rapidamente, até porque parte dos créditos são lastreados em ativos imobiliários ou fundo de participação dos estados (FPE) e não podem ser repassadas. Além disso, o banco não tem conseguido captar mais empréstimos ou depósitos, o que nos cálculos dos executivos do banco vem encurtando o limite de tempo para que se encontre uma solução.
O BRB afirmou que “trabalha na finalização do processo de capitalização e tem até 29 de maio para fazer a integralização dos recursos”. O BRB alega “que segue sólido, com liquidez e operando normalmente”.
A falta de liquidez é um dos motivos que justifica a intervenção do Banco Central (BC), o chamado Regime de Administração Especial Temporária (RAET). Em uma intervenção, o BC assume a gestão da instituição e os pagamentos são suspensos para serem renegociados, assim como em uma recuperação judicial. O Banco Central não se manifestou.
VENDA DE CARTEIRAS – – No caso do BRB, que já vendeu cerca de R$ 10 bi em carteiras de crédito aos concorrentes comerciais, sempre com descontos, ainda restam cerca de R$ 60 bilhões em empréstimos. O problema é que parte desse valor não tem saída imediata para o mercado. Além disso, o banco não pode se desfazer de todas as suas carteiras de crédito, porque elas são sua garantia de receita futura. Quanto mais um banco vende, mais diminui sua previsão de receita. A menos, é claro, que ele consiga fazer novos empréstimos, o que não vem acontecendo nessa crise.
Nos cálculos de executivos envolvidos na administração da crise, o BRB ainda consegue repassar rapidamente ao mercado algo como R$ 10 bi em créditos. Depois disso, a gordura acaba. Daí a previsão de que o banco precisa de uma solução em poucos dias.
SEM BALANÇO – O BRB está sem publicar demonstrações financeiras há nove meses e, desde 31 de março, vem pagando multa diária de R$ 30 mil por não ter publicado o balanço de 2025. As demonstrações financeiras não estão sendo divulgadas para não ter que trazer um rombo, que também levaria a instituição a sofrer intervenção. Em reunião com o BC no final de março, o banco de Brasília se comprometeu a resolver a situação até o final de maio.
No início de abril, o banco pediu um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, mas segundo fontes da instituição, ainda não enviou os documentos necessários para a análise do crédito – que teriam de trazer informações exatas sobre o tamanho do rombo e das dificuldades de liquidez do BRB.
COMPENSAÇÃO – Em outra frente, negocia a venda de ativos recebidos do Master como compensação pelos R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas. Ao fazer a troca dos ativos, o banco de Daniel Vorcaro estimou que valessem no total R$ 21 bilhões. Mas a única proposta firme para a compra do pacote é de R$ 4 bilhões – que poderia aliviar a situação do banco, mas enfrenta resistência na diretoria.
A governadora Celina Leão (PP), que assumiu o cargo após a desincompatibilização do antecessor, Ibaneis Rocha (MDB), vem pedindo socorro também ao governo federal, mas o presidente Lula já determinou aos bancos estatais como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil que não comprem ativos e nem emprestem dinheiro ao banco de Brasília.
Boa noite, hoje a Celina declarou que o “BRB foi vítima” e que seu CPF é diferente do CPF do Ibaneis. Mentira!!!! São farinha do mesmo saco! Ibaneis tirou seu vice do primeiro mandato, Paco Britto (neto caçula do ex senador Flávio Britto AM e criado por ele) para colocar essa sra numa tremenda traição pois quando se candidatou com poucas chances o Paco com tempo de TV do partido lhe serviu muito bem. Essa Celina perdeu a compostura na festa de comemoração da primeira eleição para presidente da câmara do cangaçeiro Lira. Nas imagens senti vergonha alheia. Descalça e alcoolizada era a que mais gritava e festejava e como não tinha tanta intimidade assim com o ladrão só poderia estar tão eufórica em função das emendas que o PP e ela receberiam. Os assessores parlamentares da câmara e também os policiais legislativos afirmam no reservado que a “queda” da ex deputada Joyce SP foi na verdade uma surra que levou da Celina que luta boxe por causa de uma outra mulher. Essa aí não vale NADA mesmo! Cria da famiglia Roriz que veio de Goiânia infernizar Brasília. Não tem condições morais sequer de se candidatar. Parceira do Ibaneis em toda a picaretagem possível. A folha de pagamento mensal dos assessores da vice governadoria (cabos eleitorais) ultrapassa os dois milhões. Dupla de assaltantes Ibaneis e Celina.
Brasília está no mesmo caminho do RJ onde os governadores e ex governadores todos são presos ou processados. O que temos no Brasil é um simulacro de democracia.
A governadora Celina Leão deu entrevista ao jornal Estado de São Paulo, hoje sobre o rombo de 12 bilhões nos cofres do BRB.
Celina defendeu Ibanéis, dizendo que até agora não há nenhum ato ilícito do ex- governador, porém acentuou que o CPF dela é diferente, querendo manifestar distância do escândalo monumental.
Celina enumerou os defeitos do presidente do BRB, o preso Paulo Roberto Costa: vaidoso, corrupto, presunçoso, dentre outros adjetivos negativos. Sobre Ibanéis, a única crítica foi a personalidade forte do governador, como uma das razões por ele não ter comunicado a ela, as tratativas para a compra do Master pelo BRB.
Esse escândalo vai cair no colo de Celina prejudicando a sua candidatura em outubro. Essa é a verdadeira preocupação dela, o BRB, o Banco do Distrito Federal está em segundo plano.
A governadora Celina Leão do PP, bolsonarista de Brasília, que era vice de Ibanéis Rocha, está pressionando o governo Lula para salvar o BRB com dinheiro da Caixa e do Banco do Brasil. Ela está politizando o caso, com medo da liquidação e da privatização do BRB, que enfrenta sérios problemas de liquidez.
Celina disse, que não sabia de nada. Há coitada, é sempre o mesmo álibi, afirmar que não sabe de nada. Ibanéis Rocha, disse que nas conversas com Vorcaro, entrava mudo e saia calado. Quem acredita?
Ibanéis Rocha deveria ser filiado ao PL e não ao MDB de Ulisses Guimarães.
A Celina Leão também pressiona o FGV- Fundo Garantidor de Crédito, para cobrir o rombo do BRB. Pede 6 bilhões, mas os Banco resistem, porque já perderam 52 bilhões para o pagamento aos investidores do Banco Master. Bradesco, Itaú, Santander , CEF e Banco do Brasil, estão reticentes com mais dinheiro jogado fora.
O artigo da jornalista Malu Gaspar, a estrela que desvendou o escândalo do Banco Master e que continua desbravando todos os elos dessa corrente do mal, contra o Sistema Bancário do Brasil, não deixa a menor sombra de dúvidas sobre o desfecho dessa novela de Brasília, envolvendo os dois atores do elenco da fraude: Ibanéis Rocha e Celina Leão, arrastados pelo bandido Daniel Vorcaro. Não tem mocinho nessa trama macabra, todos são bandoleiros assaltando a caravana do BRB e do Master. Importante salientar, que o xerife está jogando parado, no aguardo do término das investigações oriundas dos celulares do chefe do bando, mesmo sem a senha dos aparelhos. A nuvem está cheia de informações, mas o processo demora. Quando as informações vierem a público, o estrago nas reputações será avassalador.
Importante salientar, que candidaturas de governador, senador e deputado federal estão por um fio e na mão do xerife.
O que faz o bc que ainda não interveio?