
Configuração do palanque local do senador segue embolada
Luciana Amaral
CNN
O Partido Liberal (PL) no Distrito Federal vive um racha interno e enfrenta dilemas sobre quem realmente apoiará ao governo da capital. Portanto, a configuração do palanque local do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), segue embolada.
Embora o Distrito Federal seja a menor unidade federativa em tamanho, o perfil populacional – com muitos funcionários públicos e protagonistas da administração pública federal – é sempre importante para os candidatos ao Planalto.
ORIENTAÇÃO – Até o momento, a orientação da presidente do diretório distrital do PL, deputada federal Bia Kicis, é de que os integrantes do partido apoiem Celina Leão (PP) – vice-governadora que assumiu a titularidade após Ibaneis Rocha (MDB) se descompatibilizar do cargo – ao Palácio do Buriti.
A vontade inicial era que o PL tivesse candidato próprio ao governo do Distrito Federal. No entanto, o apoio a Celina foi determinado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Celina e Michelle são muito próximas, e fazem questão de reforçar isso nas redes sociais, por exemplo.
Michelle também foi um apoio fundamental para Kicis se lançar como pré-candidata ao Senado pelo PL — deixando de lado Ibaneis Rocha, que esperava ter o apoio da sigla. O PL lançará tanto Michelle quanto Kicis ao Senado pelo Distrito Federal, numa chapa puro-sangue à Casa. Por isso, a avaliação interna é de que não há como Kicis negar ao menos um apoio branco a Celina — quando não há um suporte explícito, mas também não há críticas ou trabalho efetivo contra.
MONITORAMENTO – A princípio, portanto, o PL local pretende seguir com Celina. De todo modo, como já adiantou a CNN, o partido ainda monitora se Celina não será mencionada em eventual delação do caso Master ou cairá nas pesquisas eleitorais por conta de suspeitas de irregularidades de ex-dirigentes do BRB, do qual o GDF é acionista majoritário.
Até o momento, não surgiram elementos envolvendo Celina. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, porém, é citado nas conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio do Master também ajudou o PL a desistir de apoiar Ibaneis ao Senado. Nestes últimos dias, Celina tem tentado distanciar o GDF do escândalo, especialmente com a prisão do ex-presidente da instituição financeira, Paulo Henrique Costa, nesta quinta (16).
O vice na chapa de Celina será Gustavo Rocha (Republicanos), muito próximo a emedebistas e que já fez parte do governo distrital de Ibaneis Rocha e do governo federal de Michel Temer. Enquanto isso, o senador Izalci Lucas, cujo mandato se encerra no início do ano que vem, busca se posicionar dentro do PL como pré-candidato ao governo.
CANDIDATURA PRÓPRIA – “Temos 90 dias para as convenções [partidárias]. Vou trabalhar muito nisso para a gente poder realmente mostrar que o PL pode ter uma candidatura própria. Minha perspectiva é ir para o governo [distrital]”, disse Izalci à CNN.
Há cerca de uma semana, ele recebeu durante sua festa de aniversário um vídeo de parabéns de Flávio Bolsonaro, sem que este necessariamente tenha se comprometido com a pré-candidatura de Izalci.
“Todos vocês que estão aí agora neste momento são muito felizes de terem alguém como Izalci para poder se dirigir, para poder representá-los aqui no Distrito Federal. Izalci, tô contando contigo aí pra, junto com a gente, resgatar o nosso Brasil. Pessoal que tá aí, bora resgatar o Brasil junto comigo e o Izalci? Espero que sim! Abraço, fiquem com Deus”, disse Flávio em trecho do vídeo.
DIVERGÊNCIAS – Parte do PL vê Izalci com dificuldades para sair candidato pelo partido. Ao mesmo tempo, há quem ainda veja com bons olhos apoiar José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do Distrito Federal, que tenta voltar à política oficialmente, embora haja eventuais divergências sobre sua elegibilidade.
O atual deputado federal Alberto Fraga (PL) se colocou à disposição para ser vice de Arruda, mas a composição é impossível se não houver uma coligação entre PSD e PL. Caso não dê certo, o plano de Fraga é tentar a reeleição à Câmara dos Deputados.
APOIO – À CNN, Fraga disse que apoiará Arruda com a benção do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Arruda, inclusive, tenta atrair o PL para apoiá-lo oficialmente com a vaga de vice ao partido, mas reconhece que uma definição só deve sair em julho.
O ex-governador já começou a pré-campanha em atos e conversas pelo Distrito Federal. Ele inclusive esteve na festa de aniversário de Izalci, de quem também é amigo. Num panorama nacional, Arruda tende a dividir o apoio tanto a Flávio Bolsonaro quanto a Ronaldo Caiado, do PSD, ao Planalto.
Arruda é um grande corrupto,unir a esse Ladrão será uma prova que os nomes do PL não estão interessados em melhorar o Brasil,mas apenas estarem no Poder a qualquer preço.
Rixa entre Micheque e Rachadinha: Maquiador ‘chuta o balde’
Michelle não se conforma em ter sido preterida pelo pai de Flávio
A maior ameaça à candidatura de Flávio a presidente da República está mais perto dele do que pode parecer. Trata-se da resistência disfarçada ou explícita ao seu nome de pessoas com livre acesso aos ouvidos do pai dele.
Ocorre que Michelle, e os que a cercam mais de perto, não se conformam de ela ter sido preterida em favor de Flávio. E quando não é Michelle que critica diretamente a escolha do enteado, é alguém a ela ligado, ouvinte privilegiado de suas confidências.
Aconteceu no último fim de semana. O maquiador Agustin Fernandez, amigo de longa data de Michelle, afirmou em entrevista ao canal Iron Studios que Flávio não consegue dialogar com as classes mais baixas e previu dificuldades eleitorais para ele:
“O estereótipo do Flávio é o que a direita já teve e, por conta disso, nunca chegou à Presidência. Porque esse perfil é polido, engessado, sem um fio de cabelo fora do lugar. Ele não se conecta com a empregada doméstica, nem com o vendedor ambulante.
[Michelle] é a única que consegue herdar 100% do capital político de Bolsonaro. Se eles não têm essa estratégia, esse discernimento, o ego e a vaidade são maiores que a própria causa, então a gente tem que se foder com mais um mandato do Lula”.
Agustin também disse que não pretende apoiar a pré-candidatura de Flávio:
“Não vou me incomodar fazendo vídeo, e perder meu tempo sabendo que a gente vai sofrer uma puta derrota. Pois o Lula tem o Judiciário, tem a mídia, tem bala na agulha, a máquina e ainda tem carisma e ele consegue chegar em todo mundo”.
Agustin ainda afirmou que a atitude de Flávio foi “deplorável” ao anunciar a pré-candidatura enquanto o pai estava internado para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal:
“Bolsonaro, internado, vai passar por uma cirurgia de alto risco. E aí eu pego uma carta, tipo um testamento, e eu leio isso para imprensa na porta do hospital. Isso para mim é uma das situações mais deploráveis que o ser humano pode passar”.
Vá tentar convencer Flávio que o maquiador não falou por encomenda de Michelle. E se não foi por encomenda, que ele não se limitou a repetir o que Michelle costuma lhe dizer.
Antes da leitura por Flávio da carta-testamento de Bolsonaro, era Michelle que ganhava destaque como estrela ascendente da família. Se abençoada pelo marido, concorreria à Presidência. Ou então poderia ser vice na chapa de Tarcísio.
Com Flávio candidato, sobrou para ela disputar uma cadeira no Senado pelo DF. Não o bastante para satisfazer Michelle. Nem para Valdemar, presidente do PL, ‘admirador’ confesso dela.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 20/04/2026 05:30 Por Ricardo Noblat
Eleita senadora, chutaria o ex-mito e pularia fora do barco sob auspícios do boy de mogi?
Notem o olhar desse cara. É a marca registrada do ódio, do mau humor. Juntando esses detalhes à sua falta de experiência e à sua descendência, tem-se o que ele poderia ser, se vencer.
Vou voltar a rezar para que São Sebastião nos proteja desses tipos.E haja reza!