Witzel teve de derrotar a Globo, para conseguir vencer Eduardo Paes nas urnas

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Charge do Nanin (nanihumor.com)

Carlos Newton

Há anos que no Rio de Janeiro (capital e Estado) se ganhava eleição com muito dinheiro e a tática da união de vários partidos, com apoio de prefeitos e políticos das esferas federal, estatual e municipal. Depois, quem pagava a conta era a população, com a divisão da administração pública em várias secretarias, com milhares de cargos a preencher em retribuição a esses apoios. Foi assim a fórmula mais uma vez utilizada por Eduardo Paes  (DEM) para tentar vencer o ex-juiz Wilson Witzel (PSC).

Eduardo Paes se apresentava como gestor moderno, porém tinha os mesmos  vícios dos políticos que dominaram o Estado. Com ajuda de Rodrigo Maia e apoio entusiástico da Organização Globo, Paes e sua trupe fizeram de tudo no segundo turno para enganar o eleitor, chegando a manipular as pesquisas de intenção de voto, com o Datafolha anunciando no sábado que a eleição estava indefinida, vejam a que ponto chegou essa armação…

ATAQUE EM MASSA – Rodrigo Maia conseguiu impedir Bolsonaro de se posicionar a favor do ex-juiz, a Organização Globo não dava trégua, denunciando uma série de “escândalos fakes” para denegrir o candidato, enquanto propositadamente esquecia o passado de corrupção e falcatruas de Eduardo Paes.

No desespero, a TV Globo colocou no ar o general Augusto Heleno na véspera da eleição, para confirmar que Bolsonaro não apoiava nenhum candidato no Rio Janeiro, tudo isso para prejudicar o ex-juiz.

Ao mesmo tempo, durante o segundo turno a Rede Globo intensificou sua campanha permanente contra o prefeito Marcelo Crivella, para tentar enaltecer subliminarmente a gestão anterior de Eduardo Paes.

LEGADO DE PAES – Nesta campanha ardilosa, os jornalistas globais esqueceram de mencionar os legados da Olimpíada e da Copa. Não abordaram, em momento algum, a rapina que o grupo de Paes e do MDB fez nas finanças do município, embora o prefeito Crivella recentemente tivesse convocado uma entrevista coletiva para mostrar o rombo causado por Paes nas contas da Prefeitura.

Na verdade, Eduardo Paes legou uma dívida superior a R$ 3 bilhões, cancelou de forma fraudulenta muitos milhões de reais já empenhados, deixando hospitais sem insumos, e ao mesmo tempo contratou milhares de funcionários para clínicas de famílias e Organizações Sociais, tudo sem constar do Orçamento.

Além disso, deixou obras incompletas e empréstimos a pagar, entre eles a dívida contrariada junto à Caixa Econômica pelo projeto do Porto Maravilha. Em tradução simultânea, Eduardo Paes deixou uma grande armadilha para Marcello Crivella, que há dois anos luta para reequilibrar as finanças do Rio.

A VERDADE, ENFIM –  Apesar da campanha mentirosa e do apoio insensato da Organização Globo, Eduardo Paes desta vez não conseguiu enganar o povo. Aos poucos, está vindo à tona a verdade sobre o ficha-suja Eduardo Paes, que é acusado de corrupção por seu secretário de Obras e cúmplice, Alexandre Pinto.

E um ex-juiz desconhecido, com pouco tempo na TV, sem apoio e sem dinheiro, ganhou por uma diferença de 20%, em média. Os prefeitos que apoiaram Paes não conseguiram em seus municípios derrotar Witzel, que na Baixada venceu por uma diferença em média de 30%.

Eduardo só ganhou por uma margem de 3% na cidade do Rio, em Niterói é no pequeno município de Rio das Flores. Ou seja, essa eleição mostrou que os velhos costumes de fazer política foram banidos pela população.

Desculpem a franqueza, mas Bolsonaro não representa ameaça à democracia

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Esqueçam tudo o que eu disse, poderia alegar Bolsonaro

Carlos Newton

A histeria da mídia é impressionante. Desde sempre o deputado Jair Bolsonaro vem sendo apresentado como uma ameaça à democracia, como possibilidade concreta de um retrocesso que abra as portas a uma nova ditadura militar. Essas teses são fruto de análises políticas exibidas com ares de seriedade, baseadas nas próprias declarações que Bolsonaro vem dando através dos tempos. Isso seria resolvido se o futuro presidente fosse irresponsável e antipatriótico como Fernando Henrique Cardoso, que ao chegar à Presidência pediu: “Esqueçam tudo o que eu escrevi”. Com isso, Bolsonaro escaparia de uma série de críticas e seria saudado como novo líder mundial do pensamento neoliberalista.

Mas acontece que o capitão-deputado-presidente não é muito chegado a pensar e precisa ser assessorado permanentemente. E nem todos os seus assessores apresentam o mesmo furor uterino neoliberal do economista Paulo Guedes, que Bolsonaro chama de “Posto Ipiranga”.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Esta diferença abissal entre o pensamento privatizante de Paulo Guedes e a doutrina mais conservadora de outros assessores presidenciais já foi constatada e vem sendo motivo de debates da equipe de Bolsonaro, que é multifacetada e integrada também por oficiais superiores das Forças Armadas.

Isso significa que nada está decidido. Bolsonaro é paraquedista, mas seu governo não vai funcionar descendo pacotes econômicos em rasantes sobre o Congresso. Cada reforma de importância passará antes pelo crivo – mesmo informal – da assessoria, e os chefes militares não permitirão aventuras irresponsáveis.

Antes mesmo da eleição, o economista Paulo Guedes, cotado para ministro da Economia (Fazenda + Planejamento) já teve as asas cortadas pelo próprio Bolsonaro.

VOTO CONSCIENTE– Alguns comentaristas estranham o voto do editor do Blog. Volto a explicar que, não havia opção, porque não aceito votar em branco nem anular o voto. Prefiro participar e escolher o menos ruim. No caso, o mais ruim era Fernando Haddad, que representa o maior esquema de corrupção do mundo. O coordenador de sua campanha, por exemplo, era Sérgio Gabrielli, envolvido até o pescoço na corrupção da Petrobras,

Além disso, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anunciou na véspera da eleição que Haddad estava comprometido a libertar Lula. Realmente é dose aguentar isso.

Votei consciente em Bolsonaro, sei que não vai perseguir a Lava Jato nem agir contra os interesses nacionais. Confio no general Augusto Heleno, que lidera os demais oficiais superiores da gestão. Acho que Bolsonaro, monitorado pelos militares, pode fazer um bom governo.

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P.S. 1
–  Continuo sendo comunista, mas defendo a democracia de forma intransigente e proponho apenas poucas teses: 1) redução da máquina estatal e dos privilégios da nomenklatura; 2) assistência médica de qualidade à população; 3) garantia de educação pública de nível; com obrigatoriedade da matrícula escolar até 18 anos; 4) redução da diferença entre o menor salário e o maior; 5) amparo a todo morador de rua, com ressocialização; 6) rigor na legislação penal, com obrigatoriedade do detento trabalhar em colônias agrícolas ou industriais; 7) prisão fechada só para criminosos de alta periculosidade;  8) rigor total contra a corrupção; 9) maior participação estatal no transporte público, etc. e tal.

P.S. 2 – Sei de muitas pessoas que não são comunistas e defendem as mesmas teses. Talvez elas sejam comunistas e nem saibam… (C.N.)

Joaquim Barbosa, amedrontado diante de Bolsonaro, é uma imagem patética

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Charge do Aroeira (Jornal O Dia/RJ)

Carlos Newton

Quando esteve no Supremo Tribunal Federal e exerceu a relatoria do processo do mensalão, Joaquim Barbosa se tornou um dos homens mais influentes do país. Enfrentou com coragem e altivez os ataques de ministros ligados ao então presidente Lula da Silva, especialmente Ricardo Lewandowski, que tinha o cargo de revisor e fazia o possível e o impossível para boicotar a condenação dos envolvidos no esquema de corrupção.

O prestígio de Joaquim Barbosa foi crescendo de forma impressionante. Chegou a ser sondado, mas não quis se candidatar à Presidência em 2010, quando a outsider Dilma Rousseff chegou ao poder, bancada por Lula.

VIROU FAVORITO – Em junho de 2013, em meio aos gigantescos protestos de rua contra o governo do PT, apesar de não figurar na lista de pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o então presidente do Supremo apareceu comoo preferido dos manifestantes paulistanos, segundo pesquisa do Datafolha.

De acordo com o instituto, Barbosa foi mencionado por 30% dos entrevistados, contra 22% da ex-senadora Marina Silva, que tentava montar a Rede Sustentabilidade para concorrer ao Planalto em 2014. O levantamento do Datafolha foi realizado durante os protestos na Avenida Paulista, região central de São Paulo.

Em 2014, Barbosa era um dos maiores líderes do país, com amplas condições de ser eleito,  quando decidiu se aposentar aos 59 anos e deixar o Supremo. 

SENTIU MEDO – Sondado para ser candidato à Presidência da República em 2014, o ministro resolveu se aposentar precocemente e abandonar a presidência do STF antes do final do mandato, aos 59 anos. Pensava-se que seria candidato a presidente da República, mas a justificativa era outra. Disse que estava sendo ameaçado. Embora tivesse segurança da Polícia Federal, sentiu medo, entregou o cargo a seu maior inimigo, Lewandowski, e abriu um escritório de advocacia, para complementar o maior salário da República, insuficiente para custear seu luxuoso estilo de vida, na rota Rio-Brasília-Miami, onde comprara um apartamento.

Agora em 2018, o PSB convidou Barbosa para se candidatar, ele não disse sim nem não, muito pelo contrário. Cozinhou o partido durante meses, acabou desistindo. Certamente sentiu medo.

Na reta final do segundo turno, convidado por Fernando Haddad para se integrar à campanha do PT, o ministro embromou bastante e somente na antevéspera da eleição mandou dizer que apoia Haddad, alegando sentir medo de Bolsonaro, que jamais mencionou seu nome.

CIRO APROVEITA – Também acossado por Haddad para lhe manifestar  apoio expressivo, Ciro Gomes saiu de banda e aproveitou a deixa de Joaquim Barbosa para mudar de assunto, dizendo que os eleitores devem votar de acordo com sua ideologia e não ter medo.

“Nada de medo. Não será com medo que nós vamos enfrentar o que quer que venha por aí. Vocês sabem que estarei na linha de frente para enfrentar o que quer que seja”, disse Ciro, curtindo com a posição amedrontada de Barbosa.

Ciro tem razão. Neste domingo, devemos votar sem medo. Escolha seu candidato e vá em frente. E esqueça aquele Joaquim Barbosa que você antes tanto admirava. ele não existe mais.

Simplificando a eleição: ou você vota a favor da corrupção ou vota contra ela

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton

O país está em sua pior crise. O governo federal, a maioria dos governos estaduais e das prefeituras estão em situação de penúria. Se fossem empresas privadas, já teriam ido à falência ou entrado em recuperação judicial, que é o codinome moderno da antiga concordata. Por este motivo,  a eleição de domingo pode ser considerada a  mais importante de todos os tempos. E o eleitor precisa raciocinar com clareza e não se deixar conduzir pela magia/enfeitiçamento dos ataques de marketing, que conseguem transformar o justo em pecador, e vice-versa.

Aliás, o que ocorreu na reta final do segundo turno foi impressionante – um verdadeiro vale-tudo para transformar em criminosos justamente aqueles que lutam contra o crime, ao mesmo tempo santificando os candidatos de fichas sujas e partidos emporcalhados, numa inversão de valores que envolve também importantes institutos de pesquisa, conforme restará provado no início da noite deste domingo 28.

EMPATE TÉCNICO? – Na quarta-feira, dia 24, o famoso Ibope exibia sua face escatológica, ao anunciar uma espantosa subida do candidato Fernando Haddad, que na capital de São Paulo teria ultrapassado em Bolsonaro, num resultado de 51% a 49%, justamente na cidade onde há dois anos o petista não conseguiu se reeleger prefeito e perdeu no primeiro turno para João Doria.

No dia seguinte, esta quinta-feira, o Vox Populi foi além e anunciou que no Brasil todo a diferença entre Bolsonaro e Haddad já poderia ser inferior a 1 ponto – Bolsonaro teria 44% e Haddad 39% dos votos totais. Dentro da margem de erro, que é de 2,2% para mais e para menos, a diferença entre ambos seria de apenas 0,6%, uma Piada do Ano praticamente imbatível.

Na mesma quinta-feira, sai o Datafolha e desmente o Ibope e o Vox Populi. Na apuração do Datafolha, Bolsonaro continua à frente em São Paulo, com folga, e a diferença no Brasil todo entre ele e Haddad ainda era de 18 milhões de votos, vejam como a imprensa tenta esculhambar a eleição.

EXEMPLO DO RIO – O mais estranho estranho e escabroso comportamento da mídia tem ocorrido no Rio de Janeiro. Foi para a final um ex-juiz de Direito, com passado de fuzileiro naval, defensor público, um homem vitorioso e totalmente ficha limpa,  chamado Wilson Witzel,

Está enfrentando Eduardo Paes,um político profissional ficha suja, condenado por unanimidade no TRE estadual, que está disputando sub judice, com base numa liminar monocrática do ministro substituto Jaime Mussi, do TSE. Aliado de Lula e de Sérgio Cabral, Jorge Picciani, Paulo Mello e outros corruptos, deixou a prefeitura do Rio completamente falida. Tinha apenas 90 milhões de reais, mas não era dinheiro em caixa, tratava-se de um empréstimo do BNDES, que Paes contraiu para ser pago por seus substituto  Marcelo Crivella.

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P.S. 1Embora seja um dos maiores corruptos do país, Paes é poupado pela Organização Globo, que tenta denegrir Witzel de uma forma insana. Da mesma forma, o grupo de mídia dos irmãos Marinho tudo faz para destruir Bolsonaro e trazer de volta ao poder a quadrilha capitaneada por Lula.

P.S. 2 – O motivo? Ora, todos sabem. No governo federal, Jair Bolsonaro vai diminuir o percentual de faturamento da Globo. Já no plano estadual, Eduardo Paes é um velho parceiro da Organização Globo, que faturou horrores com a Olimpíada e a Copa bancadas pelo “Nervosinho”, codinome de Paes na planilha de Odebrecht. (C.N.) 

Podem ficar tranquilos, os generais não deixarão Jair Bolsonaro fazer besteiras

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Militares estão de olho no governo de Bolsonaro

Carlos Newton

Às vésperas da eleição, as Forças Armadas promoveram uma raríssima reunião conjunta de seus Altos Comandos no setor Militar Urbano, em Brasília, nesta quarta-feira. Aproxima-se a hora da verdade e os militares querem estar preparados para todas as eventualidades. Daqui para a frente, o mais importante oficial de quatro estrelas é o general Augusto Heleno, que está na reserva e será ministro da Defesa.

Prestem bastante atenção para a circunstância: pela primeira vez, desde que foi criado no governo FHC, o Ministério da Defesa estará nas mãos de um militar que realmente lidera as Forças Armadas. Anotem isso.

VEJAM OS MINISTROS – Até agora, a Defesa tem sido chefiada por políticos sem expressão e sem mandato, como Elcio Alvares, Nelson Jobim, Jaques Wagner, Aldo Rabelo e Raul Jungmann; ou civis sem liderança ou prestígio, como Geraldo Quintão, José Viegas Filho e Celso Amorim.

Na relação de ministros da Defesa, a meu ver somente se salvam José Alencar e Waldir Pires, os demais não fedem nem cheiram, como se dizia antigamente. E o atual ministro, general Joaquim Silva e Luna, é o primeiro militar a ocupar a pasta, mas não tem liderança nas Forças Armadas. Será apenas mais um retrato na parede;

Daí a importância do general Augusto Heleno, que comandou as tropas da ONU na intervenção no Haiti (um país sob controle da criminalidade, tipo Brasil nos dias de hoje) e depois ocupou o estratégico Comando Militar da Amazônia, onde a soberania brasileira está eternamente sob ameaça.

NOVAS REUNIÕES – Ficou acertado que haverá frequentes reuniões da alta cúpula de Exército, Marinha e Aeronáutica. Em tradução simultânea, isso significa que o governo Bolsonaro será monitorado de perto. Este fato é da maior importância, porque serão  evitadas idiotices como a pretendida privatização da Petrobras, um dos sonhos delirantes do economista Paulo Guedes, justamente quando as novas descobertas do pré-sal e a produção a baixíssimo preço (entre e 7 e 8 dólares o barril, só igualada em determinados campos do Oriente Médio) transformam a Petrobras na petrolífera de maior potencial no mundo, acredite se quiser.

Em suma, podemos dormir tranquilos, porque os militares não permitirão  que o governo de Bolsonaro se filie ao neoliberalismo “laissez faire”, como se o mercado fosse capaz de resolver tudo sozinho, vejam como há economistas realmente irresponsáveis.

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P.S. –
 Helio Fernandes costuma defender pena de morte exclusivamente para economistas, mas somente aplicada após cumprirem prisão perpétua… Na verdade, o interesse nacional deve prevalecer, sempre. E o fortalecimento da Petrobras será vital para o próximo governo, se  agir com sabedoria na política de preços internos e souber incentivar as exportações de derivados, ao invés de vender petróleo bruto. Vem aí uma nova Petrobras, podem esperar. (C.N.)  

Bolsonaro e Haddad são dois personagens perdidos numa eleição suja

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A campanha chega ao fim e pouco se sabe sobre os objetivos de cada candidato, na eleição mais suja e manipulada dos últimos tempos, que espantaria até o genial dramaturgo e ator Plínio Marcos, que gostava de conviver com as pessoas nas ruas e tinha exata noção do que pensa o povo, como é denominada aquela faixa da população abaixo da classe média. Como é maioria, o povo acaba decidindo a eleição, e não adianta mais tentar enganá-lo, porque hoje ele usa celular e whatsapp, troca informações o tempo todo e tem muito mais noção das coisas do que antigamente.

No metrô, no ônibus e nas ruas, quando eu via aquelas pessoas de cabeça baixa, mexendo nos celulares, pensava que era uma legião de imbecis, mas estava errando. Na verdade, ao trocar mensagens incessantemente, eles estão deixando de ser imbecis, eis minha conclusão.

EXEMPLOS – Jair Bolsonaro (PSL), Romeu Zema (Novo), Wilson Witzel (PSC) e outros fenômenos que surgiram nesses eleições tinham tudo para serem derrotados, porque seus partidos são nanicos e receberam minúsculas verbas do Fundo Eleitoral. Para complicar, também não tinham espaço na propaganda do rádio e TV, o quadro era desanimador para todos eles, mas foram em frente.

O caso de Bolsonaro é todo especial, porque ele não tinha legenda. Era filiado ao PP há anos, mas sabia que o partido não aceitaria sua candidatura. Migrou para o PSC criado pelo pastor Everaldo Dias Ferreira, que o batizou nas águas turvas do Rio Jordão, mas o dono do partido também não quis lhe dar legenda. Abandonado, Bolsonaro assinou um compromisso de filiação ao PEN, que trocou de nome para Patriotas, mas o candidato acabou desistindo. Na undécima hora, conseguiu fechar filiação no PSL, embora seu nome dividisse o partido.

Seis meses depois, se arrependimento matasse, estaríamos no velório conjunto do PP, do PSC e do Patriotas, que perderam a chance de crescer de uma hora para a outra.

FALA O POVO – A eleição dos outsiders , incluindo Bolsonaro, que não é considerado um “político profissional”, foi toda tramada nos celulares, por quem já cansou da chamada classe política e declarou temporada de caça às velhas raposas.

Já praticamente eleito, Bolsonaro sabe que precisa desesperadamente ter maioria folgada no Congresso. Para formar a base aliada, está se compondo com o Centro, que sabe se contorcer para se amoldar ao governo, digamos, a qualquer governo.

Ao contrário do que dizem, Bolsonaro não vai perseguir nem torturar ninguém. O tempo é curto e o novo presidente vai sofrer muito para tentar solução aos grandes problemas nacionais. Pode até se arrepender de ter se tornado presidente.

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P.S. 1
Nos últimos 28 anos, Bolsonaro teve uma vida de sonhos. Pouco trabalho na Câmara, facilidade de se reeleger, nem fazia campanha. Arranjou emprego para as mulheres e os filhos na política, a família enriqueceu e ele resolveu ser presidente.  

P.S. 2Os problemas são tantos que é preciso muita coragem para enfrentá-los. Os governos federais, estaduais e municipais estão pré-falidos. O Brasil é um país exaurido pela classe política. Aqui no Rio de Janeiro, depois da Copa e da Olimpíada, a cidade está falida. O legado do irresponsável e corrupto Eduardo Paes é tenebroso, mas poucas pessoas têm a exata noção do mal que ele fez à cidade. Mas logo todos saberão, quando acabarem as auditorias em curso. (C.N.)

Piada do Ano! O próprio Haddad desmoraliza as acusações contra Bolsonaro

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Haddad atacou o general Mourão usando fake news

Carlos Newton

As últimas semanas foram marcadas pelo ataque maciço ao candidato Jair Bolsonaro e às fake news que sua campanha desfechou contra o adversário Fernando Haddad. A mídia caiu dentro, abrindo um processo de demonização das redes sociais e das técnicas (digamos assim) que teriam sido utilizadas para destruir o candidato do PT. Quem estivesse alguns anos fora e repentinamente voltasse ao Brasil, ao deparar com a virulência do noticiário, julgaria estar em curso um novo duelo entre o Dragão da Maldade e o Santo Guerreiro, com Fernando Haddad no papel do mocinho e Jair Bolsonaro como bandido.

Mas as coisas não são bem assim. Não há santos aqui nesta eleição, todos têm algum lado altamente negativo, é preciso entender que os eleitores precisam escolher o menor pior. Apenas isso.

NOTÍCIAS ILUSÓRIAS – Na reta de chegada, para quem somente agora passou a acompanhar o noticiário, fica claro que o PT está sendo vítima de insidiosas manobras, como se fosse um partido imaculado, ao invés de condutor do maior esquema de corrupção já implantado no mundo, e com ramais espalhados pelo exterior, financiados pelo BNDES e com garantia do Tesouro Nacional, vejam como Lula da Silva era generoso com seus aliados.

E agora veio a desmoralização – Cuba está inadimplente com o BNDES pelo Porto de Mariel, mas o Brasil continua mantendo em dia o pagamento pelo programa Mais Médicos, uma iniciativa equivocada, pois importar médicos é uma ofensa a seus profissionais. 

FAKE NEWS – Voltando às fake news, na verdade os partidos usaram e abusam de tudo nestas eleições. Culpar exclusivamente Bolsonaro é irreal, injusto e improcedente. A vantagem obtida por ele deriva do simples fato de ser o preferido, e por isso o Whatssapp funcionou mais a favor dele do que para Haddad.

Nesta terça-feira, às vésperas do segundo turno, a Organização Globo mobilizou suas forças numa derradeira sabatina que poderia ser fundamental para Haddad, mas deu tudo errado. Vaidoso e despreparado, o candidato do PT acabou cometendo a mesma irregularidade que denuncia estar sendo cometida pelos adversárioa – difundir a agora famosa fake news.  

HADDAD INSISTIU – Durante a sabatina, ao dizer que o adversário Jair Bolsonaro era “figura desimportante no meio militar”, mas representa “o que sobrou dos porões (da ditadura)”, Haddad o cantor Geraldo Azevedo e chamou Mourão de torturador. Mais adiante na entrevista, voltou ao tema e destacou que teme uma gestão presidencial “com um vice torturador”.

— (Bolsonaro) É figura desimportante no meio militar. Mas o Mourão, por exemplo, ele próprio foi torturador. Geraldo Azevedo declarou até em um show que foi pessoalmente torturado pelo Mourão — frisou Haddad.

Confrontado com a negativa de Mourão, após a sabatina, Haddad indicou que Geraldo Azevedo fosse ouvido sobre o caso. “Entrevista o Geraldo Azevedo” — sugeriu Haddad ao repórter, sem saber que o músico já tinha pedido humildes desculpas ao general vice de Bolsonaro.

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P.S.Conforme já assinalamos aqui na TI, a mídia teme que Bolsonaro corte as verbas de propaganda. Como todos sabem, a mídia é capaz de tudo em troca dos 30 dinheiros, pouco está se incomodando com o interesse público. Apenas isso. (C.N.) 

Midia luta desesperadamente para eleger Haddad e se livrar de Bolsonaro

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Na democracia, é preciso saber ganhar e saber perder, porque a principal regra é a alternância do poder. Mas na cleptocracia à brasileira, tenta-se ganhar a todo custo, seja nas urnas eletrônicas de baixa confiabilidade, seja no tapetão do Tribunal Superior Eleitoral. Agora, antes mesmo de se realizar o segundo turno, o PT e o PDT já se apressaram em recorrer ao TSE para pedir a cassação da chapa do PSL. 

Não há nenhuma prova material, consistente. Sabe-se, com certeza absoluta, que Jair Bolsonaro ou qualquer outro candidato não tem a menor condição de exercer controle sobre as redes sociais de seus admiradores. Mesmo assim, a direção do PDT encaminhou ao TSE, na sexta-feira, um pedido para anular as eleições. Além de não apresentar nenhuma prova material, nada nada, o partido pediu que a Justiça encontre as provas a respeito, vejam que maluquice – as provas para sustentar o processo eleitoral ficarão para depois.

FAKE ESCÂNDALO – O mais incrível é que toda a imprensa entrou na onda do “fake escândalo” criado pela Folha de S.Paulo, possibilitando a ruidosa repercussão de uma denúncia que não tem a menor confirmação e a mídia irresponsavelmente age como se o PT e os demais partidos também não tivessem usado as mesmas armas do PSL.

A imprensa está toda do lado do petista Fernando Haddad, que representa o criador do maior esquema de corrupção político-administrativa da História Universal. E isso acontece  porque todos sabem que vão perder faturamento com Jair Bolsonaro na Presidência w  estão produzindo “fakes escândalos”, uns atrás dos outros. O Estadão é o único que ainda tenta disfarçar, com seguidos editoriais atacando Lula da Silva e o PT. Mas o noticiário do jornal e as matérias distribuídas pela Agência Estado e pelo Estadão Conteúdo batem o tempo todo em Bolsonaro e poupam Haddad, que é sinônimo de faturamento garantido.

BRASIL DITADURA – A campanha difamatória contra Bolsonaro é implacável. No Jornal Nacional da TV Globo, há alguns dias foi divulgada com estardalhaço uma pesquisa indagando se o povo acha possível o Brasil voltar a ter outra ditadura. Diz o Datafolha que  50% dos entrevistados acharam ser possível. Só que, estrategicamente, não foi perguntado se a ditadura seria de direita ou esquerda, para associar diretamente a possibilidade de golpe apenas a um possível governo Bolsonaro…

A imprensa joga duro quando se trata de preservar seu faturamento com recursos púbicos. A crise é devastadora e já levou a Editora Abril à recuperação judicial, que é um codinome da antiga concordata. Outras grandes empresas estão balançando. E nesse clima la nave va, sempre fellinianamente. 

Denúncias da Folha contra Bolsonaro são uma espécie de “fake escândalos”

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Charge do Cabalau

Carlos Newton

Essa série de denúncias de Folha de S. Paulo sobre mau uso das redes sociais na campanha, anunciando a possibilidade até de cassação do futuro presidente Jair Bolsonaro, que ainda não está nem eleito, mas falta pouco, muito pouco, representa uma nova versão das fake news, que apropriadamente podemos chamar de “fake escândalos”. Motivo: é uma espécie de jornalismo investigativo que aponta a ocorrência de gravíssimas irregularidades, mas sem identificar nenhuma delas, sem apontar um só suspeito, a não ser o candidato que vai vencendo a eleição.

As estranhíssimas matérias da Folha – com todo respeito aos jornalistas que as assinam, porque a gente não sabe o que ocorre na redação – seriam oportunas e muito mais importantes se dissessem que as fakes news e as mensagens nas redes sociais foram usadas por praticamente todos os candidatos, especialmente pelos dois que chegaram ao segundo turno. Isso seria jornalismo.

NÃO É JORNALISMO – Decididamente, estas matérias do tipo “Samba de uma Nota Só” (com perdão dos autores Tom Jobim e Newton Mendonça), que atiram repetidas vezes num determinam alvo e poupam o outro, são um grande exemplo do mau jornalismo que hoje se pratica no país.

O tema precisa ser rebuscado pelos jornalistas e pelas autoridades, mas deve ter como objetivo identificar os “canhões” de notícias que porventura tenham sido utilizados. Esses repassadores massivos de mensagens são o  problema. Quem compartilha mensagens de apoio a seu candidato preferido não está cometendo crime algum.

As próprias redes sociais (Face, WhatsApp etc.) já limitam o número de pessoas que podem receber mensagens. Além disso, é preciso lembrar também que a imensa maioria dos usuários não tem compreensão para distinguir o que é fake news ou não. Apenas recebe a notícia e chuta para a frente. Mas ser ignorante ainda não é proibido no Brasil.

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P.S.
O que ficou provado é que as eleições hoje dependem das redes sociais. É uma realidade inquestionável. Os jornais ficaram para trás, as rádios e televisões, nem se fala. Estamos em novos tempos e precisamos todos rejuvenescer, como cantava o Belchior. (C.N.)

Bolsonaro e os generais precisam implantar uma social-democracia no Brasil

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Espera-se que cada um cumpra seu dever, diria Barroso

Carlos Newton

A vida é muito criativa e contraditória. O velho ditado “as aparências enganam” é amplamente confirmado na política brasileira, que é uma esculhambação infernal. Há uma bagunça implacável na eterna briga entre a direita e a esquerda, uma disputa grotescamente arcaica e que já deveria ter sido ultrapassado pelos tempos.

DEU ERRADO – Na minha desprezível opinião, o capitalismo realmente não deu certo em termos de justiça social, oportunidades iguais e meritocracia. Seus resultados são desumanos, abomináveis. Mas o comunismo também não deu certo, teve de sofrer uma injeção capitalista na China e lá só sobrevive por ser um regime ditatorial.

O que dá mais certo, ainda com muitas imperfeições, é a social-democracia praticada nos países mais desenvolvidos da Europa. E não se trata de uma mera tese, mas de uma rude constatação na base do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano(, que nem pode ser discutida.

MENOS FILHOS – O problema das democracias mais avançadas é o egoísmo humano. Para se beneficiarem de uma vida melhor, com mais prazer e menos responsabilidade, os casais têm apenas um filho, as famílias são reduzidas. O resultado desse comportamento egocêntrico é a redução do número de habitantes e o aumento da imigração de trabalhadores não-qualificados, porque não há quem faça os serviços mais subalternos. 

Não foi por caridade, bondade ou humanidade que a Alemanha aceitou receber 1,5 milhão de imigrantes em apenas um ano. Mas a chegada dos trabalhadores (operários e serviçais) estrangeiros bagunça a social-democracia, porque os europeus não se misturam com a gentalha, Surgem os guetos, o racismo e a separação social, como ocorre hoje em muitas grandes cidades, onde se formam os chamados bairros “no go”, nos quais nem a polícia consegue entrar, como ocorre nas favelas cariocas.

Em alguns desses guetos as leis e os juízes são islâmicos, sob a religião que ameaça dominar a Europa, porque seus adeptos não praticam planejamento familiar e logo serão majoritários per capita.

MISCIGENAÇÃO – Neste mundo enlouquecido, o Brasil desponta como a nação racialmente mais misturada do planeta, como Martinho da Vila cantou no samba-enredo Quatro Séculos de Modas e Costumes: “Negros, brancos, índios / Eis a miscigenação / ditando a moda / fixando os costumes / os rituais e a tradição”.

E depois essa miscigenação incluiu os europeus (alemães, italianos, espanhóis, poloneses, austríacos, turcos etc.) e os asiáticos (sírios, libaneses, japoneses, coreanos, chineses etc), um fenômeno somente registrado nos Estados, onde a miscigenação é bem menor.

Agora, com os militares no poder, teremos uma chance de evitar as distorções neoliberais das ditaduras financeiras e caminhar rumo a uma social-democracia de verdade. Para que isso ocorra, é simples – basta o governantes esquecerem as ideologias e apenas fazer a coisa certa.

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P.S. –
 Se o governo Bolsonaro buscar realmente a coisa certa, logo sairemos da crise. Mas, se cair na armadilha do marketing neoliberal, entregando aos estrangeiros a exploração de nossas riquezas, o Brasil estará verdadeiramente liquidado.

P.S. Espera-se que os generais se lembrem do grande almirante Francisco Barroso: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”. Apenas isso. (C.N.)

Quem pedia uma nova ditadura militar vai ganhar uma democracia militar

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Charge do Thiago (Arquivo Google)

Carlos Newton

Tenho dúvidas de que Deus seja brasileiro, mas considero absolutamente compreensível que escreva certo por linhas tortas. Basta conferir o que está acontecendo agora no Brasil. Depois do mensalão, do petrolão, do impeachment e da ascensão de um governo formado quase que exclusivamente por corruptos (Temer, Padilha, Moreira, Gedell, Renan, Barbalho & Cia), uma enorme parcela da sociedade começou a defender a necessidade de uma intervenção militar não prevista na Constituição. Ou seja, exigiam um novo golpe, e o faziam abertamente, sem temer a Lei de Segurança Nacional.

Aqui na “Tribuna da Internet”, essa tese do novo regime de exceção ganhou adeptos entusiasmados, que alinhavam estranhos argumentos, alegando que seria uma intervenção apenas durante algum tempo, para clarear a situação, e depois os militares devolveriam o poder aos civis, como se fosse possível uma bobagem dessas.

FENÔMENO BOLSONARO – O certo é que, com a aproximação das eleições, houve o crescimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, e tudo mudou. O movimento a favor do golpe militar foi arrefecendo à proporção que aumentava a viabilidade da candidatura do deputado-capitão, que percorria incansavelmente o interior do país, conquistando apoio local para implantar outdoors nas estradas.

Em março de 2016, quando anunciou sua pré-candidatura, era filiado ao Partido Social Cristão (PSC), mas já sabia que não lhe dariam a legenda para disputar a eleição e teria de se filiar a outro partido.

Apareceu o PEN, que para homenagear Bolsonaro até trocou de nome, passando a se chamar Patriotas. Mas o candidato acabou se desentendendo com os dirigentes e não se filiou. Continuou a campanha sozinho, até iniciar as negociações com outro partido nanico, o PSL.

A MENSAGEM – O partido nem interessava a Bolsonaro, porque o importante era a mensagem de mudanças. Manteve a rotina das viagens pelo país e sua aceitação foi crescendo, de forma espantosa.

Agora, Bolsonaro se prepara para chegar ao poder e traz consigo um grupo de oficiais-generais, que o ajudaram a montar o governo. Ou seja, quem defendia um golpe militar será atendido com um governo militarista, mas eleito democraticamente, vejam como Deus escreve certo com as linhas tortas.

Pessoalmente, o editor da TI continua achando que Bolsonaro é um idiota completo, mas tem condições de fazer um grande governo, se for bem assessorado. Se isso acontecer, prometo que passaremos a classificá-lo de o idiota que deu certo e foi conduzido por divinas linhas tortas, como as usadas genialmente por Garrincha.

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P.S.
Para evitar que a quadrilha petista volte ao poder, qualquer candidato serve. Até o Tiririca, porque a gente sabe que pior não fica. (C.N.)

 

Helio Fernandes completa 98 anos e continua escrevendo como nunca

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Helio Fernandes, um fenômeno de lucidez aos 98 anos

Carlos Newton

Helio Fernandes, decano dos jornalistas mundiais, completa hoje 98 anos e continua em plena forma, escrevendo artigos diários, que são publicados em seu blog e no site Tribuna da Imprensa Sindical, de Daniel Mazola. Com o vigor de sempre, na coluna de hoje Helio Fernandes aborda determinadas características da vida de Jair Bolsonaro que passam despercebidos pela imprensa.

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BOLSONARO TEM TUDO PARA FAZER UM GOVERNO
DESALINHADO, COMO SUA ESTRANHA VIDA FAMILIAR

Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa Sindical

A comparação é obrigatória e nada surpreendente. Nos dois casos, a vida particular e o exercício da vida pública, ele é o personagem principal. E pela personalidade violenta, sem controle e totalmente inusitada, está sempre em contradição.

Está no terceiro casamento. Não mantém relacionamento com as duas primeiras mulheres, apesar de ter tido 4 filhos com elas. Com eles, confessou, o comportamento é fácil e maravilhoso. “Podemos até falar palavrões”, que deve ser o máximo da intimidade, para um homem com a sua educação e formação.

VASECTOMIA – Aí, tomou uma providência, que eu não conhecia ninguém que tivesse feito: vasectomia. E para completar e complementar a contradição em que vive, revelou: “Fui ao HCE (Hospital Central do Exercito, excelente, já estive preso lá, não estava doente, só queriam me tirar da circulação), fiz outra cirurgia que anulou a vasectomia”.

Motivo: se apaixonou por uma moça que já tinha uma filha, casou com ela, queria ter um filho com ela. Em suas próprias palavras, “deu uma fraquejada” e teve uma filha.  Como tudo o que está aqui, foi revelado por ele, contou: “Isso mudou minha vida, tenho uma filha e uma enteada”. Imaginem o que um homem que faz tudo isso apenas em casa mudando espantosamente a própria família, pode fazer, modificando milhões de famílias, se for presidente.

Bolsonaro vai governar com uma base aliada amplamente majoritária

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Charge do Angeli (Folha)

Carlos Newton

É impressionante a mudança de rumos da política brasileira. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), que tinha o maior índice de rejeição, não somente vai ganhar a eleição para presidente da República como também conseguirá formar uma base aliada amplamente majoritária, tanto na Câmara quanto no Senado. Portanto, terá condições ideais de governabilidade e facilmente conseguirá suportar a carga da oposição, que terá dificuldades até para formar Comissões Parlamentares de Inquérito.

O mais curioso é que Bolsonaro, que apoia o prosseguimento da Lava Jato e não aceita envolvimento com a corrupção, será apoiado pelos legendas mais comprometidas do Congresso, como PP, PSD, PMDB e PTB, vejam como é difícil que os analistas políticos estrangeiros entendam a política brasileira.

A OPOSIÇÃO – Agora, a grande dificuldade é identificar quem fará oposição ao novo governo. Além dos partidos de sempre (PT, PSOL e PCdoB), quem mais pretende enfrentar Bolsonaro?

O PROS, que apoiou o candidato do PT desde o primeiro turno, está mudando de lado. O deputado federal Eros Biondini (PROS-MG), eleito para o seu terceiro mandato, já gravou um vídeo declarando voto em Jair Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial. Biondini é líder católico da chamada Igreja Carismática.

Dois dias depois do primeiro turno, o PTB de Roberto Jefferson anunciou apoio a Bolsonaro. Outros partidos liberaram as bancada. O DEM está se acertando, discretamente, e o PSD já declarou apoio ao candidato favorito, pois sua característica é aderir a quem estiver no poder, não importa o partido ou a ideologia, o presidente Gilberto Kassab se mostra altamente pragmático, digamos assim.

APTO A GOVERNAR – Desde o fim da ditadura, nenhum outro presidente teve tão ampla base parlamentar. Isso significa que Bolsonaro terá facilidade para aprovar importantes mudanças. Mas nem tudo serão flores, porque haverá resistência a determinadas propostas de Paulo Guedes, que pretende transformar a Previdência num simples plano de capitalização, em que o segurado receberá frutos do que depositar.

Não será uma Previdência como a atual, que ampara o segurado e sua família em caso de doença com incapacidade temporária ou permanente. Funcionará como uma previdência privada bancária, que nada mais é do que uma aplicação financeira. Quando a pessoa se aposenta e começa a usar o dinheiro poupado, paga Imposto de Renda a cada retirada, e a poupança vai diminuindo. Se a pessoa viver muitos anos, como é moda hoje em dia, o dinheiro pode terminar antes da hora, que Deus proteja nossos velhinhos desamparados.

P.S.A reforma da previdência precisa começar pelo fim da pejotização e das falsas empresas criadas por empregados de altos salários, que assim sonegam pagamento de Imposto de Renda, INSS e FGTS e ajudam as empresas empregadoras a também sonegar. Bolsonaro já mostrou que conhece esse golpe, vamos ver como se comportará a respeito na hora da verdade. (C.N.)

Eduardo Paes mentiu no RJ TV com tanta convicção que parecia ser verdade

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Em matéria de mentira, Eduardo Paes é mesmo imbatível

Carlos Newton

Eduardo Paes, candidato do DEM ao governo do Estado do Rio de Janeiro, foi entrevistado nesta segunda-feira (dia 15) no RJ TV, segunda edição. A apresentadora Ana Luíza Guimarães atuou com o rigor que se fazia necessário diante de um político de ficha suja, e iniciou a entrevista indagando sobre as delações que demonstram a existência de corrupção na prefeitura do Rio de Janeiro, num esquema que funcionava sob o comando direto de Paes e com a cumplicidade dos dois secretários de Obras por ele nomeados – Alexandre Pinto e Luiz Antonio Guaraná.

O ex-prefeito tentou escorregar, dizendo que jamais houve acusações contra ele e o ex-secretário Alexandre Pinto somente passou a denunciá-lo após o terceiro depoimento à Justiça Federal, para reduzir a pena.

E A ODEBRECHT? – A apresentadora Ana Luiza Guimarães não se deixou iludir e insistiu no assunto, citando as delações da Odebrecht, que também acusam o ex-prefeito, através de depoimentos dos executivos Benedicto Júnior e Leandro Azevedo, que repassaram R$ 15 milhões em propina para Caixa 2 de Paes, apelidado de “Nervosinho”.

Na defensiva, muito nervoso, Paes começou a mentir, alegando que se tratava de patrocínios eleitorais, na época permitidos por lei, mas isso não era verdade, porque Caixa 2 eleitoral é crime e até acarreta cassação de mandato.

A jornalista Ana Luiza Guimarães engoliu a conversa fiada de Paes, mas foi em frente, indagando sobre a condenação dele pelo Tribunal Regional Eleitoral, junto com Pedro Paulo, seu secretário da Casa Civil, por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público.

MENTINDO PARA VALER – A apresentadora afirmou que foi decisão unânime do TRE e Paes ficou inelegível por oito anos, somente conseguindo ser candidato mediante uma liminar provisória no TSE.

Com a maior desfaçatez, Eduardo Paes então desmentiu a jornalista do RJ TV e afirmou que sua candidatura não foi concedida por liminar do TSE, mas “por decisão unânime do relator e do plenário do TRE”. Mentiu com tamanha convicção que a jornalista não reagiu, certamente julgando que a equipe da Globo se equivocara ao fazer a pergunta.

Mas não havia erro algum. Em dezembro de 2017 o plenário do TRE realmente condenou Paes por unanimidade, tornando-o ficha suja e inelegível por oito anos. Somente em maio deste ano a defesa do ex-prefeito conseguiu suspender (não revogar) a decisão unânime do TRR, através de uma liminar provisória do ministro Jorge Mussi, em decisão monocrática que desconheceu a Lei da Ficha Limpa.

Devido à decisão solitária de Mussi, o TRE teve de aceitar de forma precária a candidatura de Paes, que pode ser cassada a qualquer momento pelo plenário do TSE, porque o julgamento atrasou.

PEGA NA MENTIRA – Como diria Jota Silvestre, a pergunta da Globo estava absolutamente certa, mas Eduardo Paes mentiu com tamanha firmeza que balançou a apresentadora.

Mentir é uma técnica que pode ser aperfeiçoada. De tanto mentir, Paes se tornou um grande mestre e conseguiu desviar os rumos da entrevista no RJ TV. Mas a imprensa está de olho nas manipulações dele, que ficou oito anos administrando o Rio e, quando entregou o cargo em 2017, a Prefeitura e a previdência municipal estavam falidas e cheias de dívidas.

Resta saber até quando Paes conseguirá seguir enganando os incautos e garantindo a própria impunidade. Mas quem se interessa???

Organização Globo tenta demolir o ficha-limpa Witzel e eleger o ficha suja Paes

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Carlos Nuzman e Paes enriqueceram na Olimpíada

Carlos Newton

A campanha para governador do Rio de Janeiro está cada vez mais emocionante. Os dois candidatos (Wilson Witzel, do PSC, e Eduardo Paes, do DEM) deixaram as propostas de lado e a campanha descambou totalmente para a baixaria. O mais interessante, porém, é o apoio flagrante da Organização Globo, que usa todas as suas armas – jornais, TVs e rádios – na tentativa de destruir a imagem do ex-juiz Wilson Witzel, que tem ficha-limpa e uma carreira vitoriosa em concursos públicos.

PAES É FICHA-SUJA – O grupo empresarial dos irmão Marinho quer eleger Eduardo Paes, que é um tremendo ficha-suja e somente conseguiu ser candidato com uma liminar no TSE, depois de condenado pelo TRE estadual. Ou seja, Paes conquistou exatamente  o que Lula da Silva pretendia – ser candidato sub judice.

Junto com o Pedro Paulo, seu secretário da Casa Civil, Paes foi condenado em dezembro de 2017 por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público. Foi decisão unânime do TRE.

LIMINAR SALVADORA – Paes e Paulo, que fazem uma espécie de dupla Batman e Robin na política estadual (mas ninguém sabe quem é o Batman e quem é o Robin), conseguiram em maio uma liminar do ministro Jorge Mussi, em decisão monocrática provisória que desconheceu a Lei da Ficha Limpa.

Pedro Paulo foi eleito deputado federal pelo DEM, mas perderá o mandato se o TSE confirmar a decisão unânime do TRE. O mesmo acontecerá com Paes, caso derrote Witzel, o que parece altamente improvável, embora não se possa desprezar o poderio da Vênus Platinada.

E a situação agora se complicou, porque a delação da Odebrecht acaba de revelar que um dos maiores legados da Olimpíada foram as propinas recebidas por Eduardo Paes e seu secretário de Obras, Alexandre Pinto, que depôs na Justiça Federal e acusou o então prefeito de chefiar o esquema de corrupção.

ODEBRECHT CONFIRMA – Muitas empreiteiras estão envolvidas no esquema de Paes. Reportagem do Estadão, publicada na última sexta-feira, dia 12, mostra que o homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, declarou em delação premiada que a empreiteira baiana repassou propinas de R$ 15 milhões ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e está tudo registrado na planilha da empresa, na qual Paes é apelidado de “Nervosinho”.

Na verdade, Paes é um dos poucos líderes da quadrilha do MDB do Rio de Janeiro que continuam à solta, enquanto Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani e muitos outros já estão até cumprindo pena.

IRMÃOS MARINHO – Esta opção preferencial pelo ficha-suja Eduardo Paes depõe contra a nova postura jornalística dos irmãos Marinho, que alegam praticar “jornalismo independente” desde que, em 31 de agosto de 2013, renegaram o passado de Roberto Marinho e publicaram editorial considerando um erro o apoio que o patriarca global deu à ditadura militar.

Quando se pensava que as coisas estivessem melhorando na  Organização Globo, constata-se que nada mudou. Entre apoiar um homem honrado como Wilson Witzel, os irmãos Marinho rasgam a fantasia e se aliam a Eduardo Paes, fazendo um papel tão lamentável quanto o comportamento de Roberto Marinho em 1964. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente.

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P.S. –
Eduardo Paes deixou a prefeitura falida e destruiu o sistema previdenciário municipal. Suas obras principais (Museu do Amanhã, Trenzinho VLT e Cidade das Artes, que herdou de Cesar Maia), dão um prejuízo absurdo à Municipalidade, e o prefeito Marcelo Crivella precisa convocar uma entrevista coletiva, ao lado do secretário da Fazenda, para denunciar a real dimensão do legado de Eduardo Paes e Pedro Paulo. Mas é claro esse tipo de denúncia a Organização Globo jamais divulgará. (C.N.)

Afinal, por que os militares não serão atingidos pela reforma da Previdência?

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Charge do J. Cesar (Humor Gráfico)

Carlos Newton

Economistas de todas as tendências demonstram consenso em dois pontos da crise brasileira, que precisam ser equacionados para que haja uma retomada sólida do desenvolvimento socioeconômico – a reforma da Previdência e a redução da dívida pública bruta, que engloba governo federal, INSS, governos estaduais e municipais. Sem essas duas providências, continuará a falta de recursos para gastos de primeira necessidade, como infra-estrutura, assistência à saúde, serviços de segurança e educação pública. Ou seja, sem solucionar esses dois desafios, o Brasil não tem futuro, será uma gigantesca Grécia tropical.

Diante dessa realidade, seria de se esperar que a campanha eleitoral dos presidenciáveis abordasse prioritariamente esses dois problemas gravíssimos, mas não é isso que se vê nos programas eleitorais, em que os candidatos irresponsavelmente nos prometem céus e terras, representando partidos que mais parecem as Organizações Tabajara a nos informar: “Seus problemas acabaram!”. Mas na verdade eles estão apenas começando…

NÃO HÁ MISTÉRIO – O governo pega dinheiro emprestado com investidores para honrar os compromissos. Em troca, compromete-se a resgatar seus títulos com alguma correção, que pode ser prefixada (definida com antecedência) ou seguir a Selic, a inflação ou o câmbio.

Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano, no menor nível da história. No entanto, por causa das turbulências no mercado financeiro, esse papel continua a ser o mais atraente aos investidores. Como o governo não consegue pagar, vai rolando a dívida através da emissão de mais títulos, e a bola de neve segue aumentando, ameaçadoramente.

Apesar da gravidade da situação, o assunto não é discutido e a mídia se omite, criminosamente, porque está tão endividada quanto o governo e não pode enfrentar os banqueiros.

E A PREVIDÊNCIA – O buraco nas contas da Previdência chegou a R$ 268,8 bilhões no ano passado, em meio às discussões sobre a reforma no Congresso. Mas também no caso do déficit do INSS os candidatos são reticentes. E não é para menos. Os militares pesam 16 vezes mais no rombo da Previdência do que os segurados do INSS.

É espantoso que as Forças Armadas estejam fora da reforma da Previdência. O déficit da reforma (aposentadoria) de cada militar foi de ficou em R$ 99,4 mil no ano passado. E entre os servidores civis da União, o prejuízo do INSS foi de R$ 66,2 mil, contra apenas R$ 6,25 mil de cada segurado do INSS.

Não há um estudo, nenhuma palavra sobre os prejuízos bilionários da pejotização – a transformação de empregados em pessoas jurídicas, para que as empresas e seus funcionários possam sonegar INSS, FGTS e Imposto de Renda.

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P.S.
Este problema da pejotização é fundamental. O único candidato que tocou no assunto foi Bolsonaro, ao criticar os jornalistas da GloboNews por serem pejotizados. É claro que vVamos voltar a esse tema, que não pode continuar encoberto. (C.N.)

Calma, gente! Bolsonaro já ganhou esta eleição e agora só falta tomar posse

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Segundo turno é apenas uma formalidade cívica

Carlos Newton

A votação de 28 de outubro será apenas o cumprimento de uma formalidade. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) já ganhou a eleição com antecedência, até mesmo porque não há outro concorrente. Naquela odiada urna eletrônica, o que existe é a opaca despedida de Lula da Silva, aquele que proclamou que não era mais uma pessoa, pois já se tornara uma ideia. É verdade. Como se diz no Candomblé, Lula realmente se transformou numa “entidade”, hoje personificada por seu “cavalo”, que atende pelo nome de Fernando Haddad e já mostrou ser do tipo paraguaio, que não enfrenta o rojão na reta final.

Não há comparação entre os dois presidenciáveis. Bolsonaro é assessorado por um grupo de oficiais de quatro estrelas, a nata das Forças Armadas, enquanto Haddad está cercado pelo que restou da organização criminosa que assumiu o poder em nome dos trabalhadores, vejam só a que ponto chega o surrealismo político no Brasil.

ELEIÇÃO GANHA – Desde o primeiro turno a eleição está ganha. No exterior, os analistas políticos dão faniquito, achando que o Brasil pode ficar à mercê de uma direita radical e racista, no estilo Le Pen, mas não é nada disso. A política brasileira é uma grande maluquice e os estrangeiros decididamente não entendem nada. Nem mesmo os antigos brazilianistas, que tanto estudaram nosso país, conseguem captar a real visão do que está acontecendo.

A principal explicação para o fenômeno Bolsonaro é que os brasileiros cansaram de corrupção. Somente em segundo plano é que se pode considerar o fundamento ideológico de direita e esquerda, não existe esta dicotomia no Brasil. Nossa maioria silenciosa é rigorosamente de centro, até porque não entende nada de política.

MUITAS CRÍTICAS – Nos últimos dias, entre os comentários às matérias e artigos da Tribuna da Internet, surgiram muitas críticas injustas. Reclamam que estamos perseguindo o inatacável Paulo Guedes, para atingir Bolsonaro e favorecer o candidato do PT. Exigem que sejam denunciados os 32 processos a que Haddad estaria respondendo, querem que apontemos a presença de figuras altamente corruptas em volta do candidato petista, como Sérgio Gabrielli, Gleisi Hoffmann, Jaques Wagner e os que sobraram do tsunami da Lava Jato.

Calma, gente! O jornalismo é assim mesmo. Não existe jornalismo de adesão ao poder, chama-se a isso “assessoria de imprensa”, aqui na Tribuna da Internet isso jamais existirá.

Como a eleição já está ganha, o papel dos jornalistas agora é ficar de olho no governo Bolsonaro, para que não haja desvios manobrados por intrusos como Paulo Guedes, que possam prejudicar os interesses nacionais – do país e do povo. 

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P.S.Ainda bem que Bolsonaro tem os generais em seu governo. Confio mais no patriotismo deles do que nas intenções do próprio Bolsonaro.  Quanto a Paulo Guedes, será ministro por pouco tempo (ou tempo algum), porque a investigação criminal é rápida, pode ser que ele seja denunciado antes mesmo da posse em 1º de janeiro. Mesmo que a investigação demore e Guedes assuma, não vai mandar em nada, porque o quartel-general estará de olho nele. (C.N.)

Explicações de Guedes são ardilosas e tentam encobrir prejuízos dos fundos

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Fundos tiveram altas perdas ao aplicar com Guedes

Carlos Newton

Não adianta culpar o repórter Fábio Fabrini, da Folha, que estava apenas fazendo seu trabalho. A denúncia contra o economista Paulo Guedes, mentor da política econômica do candidato Jair Bolsonaro (PSL) é procedente, as provas são abundantes e o jornal O Globo já teve acesso aos mesmos documentos em que se baseou a reportagem do jornal paulista. A investigação é conduzida pela Força-Tarefa da Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão em todo o país e foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam graves irregularidades em aplicações feitas por fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes.

A força tarefa é formada pela Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Receita, e a investigação não é de brincadeira. As transações foram feitas a partir de 2009 com executivos dos fundos que foram nomeados por indicação do PT e do MDB, dois partidos adversários da chapa Bolsonaro, os quais são investigados atualmente por desvio de recursos desses fundos.

NOTA OFICIAL – O economista Paulo Guedes divulgou nesta quarta-feira uma nota oficial em que tenta se livrar das acusações de fraudes e corrupção no relacionamento com sete fundos de pensão, entre eles o Previ (Banco do Brasil), o Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Escrita de forma ardilosa, a nota alega que Guedes “não exerce qualquer cargo ou função tanto na Gaec Educação, quanto na HSM, desde 22 de outubro de 2014”, como se isso o isentasse de participação, mas acontece que as ilegalidades ocorreram muito antes disso, quando o economista ainda dirigia as empresas, pois a Gaec era controlada pela BR Educacional Gestora de Ativos, que tinha Guedes como acionista majoritário.

R$ 1 BILHÃO – As investigações da força-tarefa, que vêm sendo feitas desde 2016, concluíram que, no período de seis anos, Guedes captou ao menos R$ 1 bilhão desses fundos de pensão.

Agora, as investigações criminais apuram se foram cometidos os crimes de gestão fraudulenta ou temerária, emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias em dois fundos criados por Guedes – o FIP Brasil de Governança Corporativa e o FIP BR Educacional, que captaram R$ 1 bilhão junto aos fundos de pensão. Os dois FIPs eram gerenciados pelo próprio Guedes.

Chamou a atenção dos investigadores o fato de os quatro maiores cotistas dos FIPs na época serem exatamente os fundos de pensão que estavam sob gestão de dirigentes ligados a PT e MDB  e já investigados na Greenfield por suspeita de fraudes em outras operações.

GUEDES EM CENA
– As principais irregularidades envolvem os aportes no FIP BR Educacional, que no primeiro ano aplicou todo o dinheiro recebido dos fundos de pensão na HSM Educacional (que posteriormente passou a se chamar BR Educação Executiva), que tinha Paulo Guedes como um dos membros de seu Conselho de Administração e amargou prejuízos nos anos seguintes.

Conforme assinalamos ao transcrever a reportagem da Folha, as irregularidades envolvendo Guedes já eram conhecidas, mas a força-tarefa ainda estava nas investigações preliminares, que abordam apenas a gestão financeira. Agora já estão em curso as investigações criminais, para que possa haver a denúncia e o processo.

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P.S.
Para poupar Bolsonaro de irregularidades que não tiveram sua participação, Paulo Guedes deveria mostrar que é amigo do candidato do PSL e pedir para sair, como se diz atualmente. E já vai tarde…Dizer que os fundos lucraram 300% é Piada do Ano. Se tivessem lucrado, nem haveria inquérito, é óbvio. (C.N.)

Falta apoio a Haddad para fortalecer a candidatura e enfrentar Bolsonaro

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Haddad já está sentindo o tamanho de seu problema

Carlos Newton

Ganhar apoio do PSOL, do PSTU e de outros nanicos de esquerda pouco significa para Fernando Haddad no segundo turno. Os partidos mais importantes para fortalecer a candidatura do PT são o PDT de Ciro Gomes e o PSB de Márcio França, que tenta se reeleger governador de São Paulo enfrentando o favoritismo do tucano João Doria. Mas o primeiro a tirar o corpo fora foi o PDT, que somente oficializa sua posição nesta quarta-feira, dia 10, mas Ciro Gomes e o presidente nacional Carlos Lupi já anunciaram que o apoio será crítico e sem empenho. Ou seja, os pedetistas não sairão às ruas para defender Haddad, o PT e Lula.

O PSB tomou caminho idêntico. A Comissão Executiva Nacional decidiu nesta terça-feira, dia 9, que o partido apoiará Haddad no segundo turno, mas os diretórios do Distrito Federal e de São Paulo estão liberados para se posicionarem de forma independente.

CONDIÇÃO – Ao anunciar a decisão, o presidente nacional Carlos Siqueira afirmou que o PSB cobrará de Haddad uma postura democrática e a formação de uma frente envolvendo, além de partidos políticos, instituições da sociedade civil.

“No momento difícil que vive o País, queremos que a candidatura se transforme em uma frente democrática. Não estamos apoiando o candidato do PT, mas sim quem vai liderar essa frente para defender a democracia”, ressalvou Siqueira, acrescentando que o PSB deverá ainda entregar a Haddad um documento com pautas programáticas.

Cheio de dedos, o dirigente do PSB chegou a dizer que o PT não pediu apoio formalmente. “Estamos nos posicionando porque é a obrigação de um partido que tem vida republicana”, explicou.

DESÂNIMO PRECOCE – As decisões do PSB e do PDT desanimaram ainda mais a cúpula petista. O apoio concreto desses partidos era considerado pelo PT como fundamental para impulsionar a candidatura de Haddad no segundo turno, dando uma demonstração de forças contra o adversário Jair Bolsonaro.

Haddad também esperava um apoio formal do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que disputa a reeleição no segundo turno. Mas o candidato anunciou que prefere manter a neutralidade.

Em tradução simultânea, já se pode dizer que Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão podem chamar o alfaiate para fazer o terno da posse, no dia 1º de janeiro.

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P.S.
Este ano, 1º de janeiro cai numa terça-feira, depois de um feriado prolongado de três dias. O país vai acordar diferente, ainda em ritmo de festa, mas o dia seguinte será uma espécie de quarta-feira de cinzas, porque as pessoas vão perceber que tudo continua como antes. Se realmente quiser mudar as coisas, o governo Bolsonaro vai ter de se virar, enquanto
la nave va, sempre fellinianamente.  (C.N.)

PDT e PSB esnobam Haddad e não vão fazer campanha contra Bolsonaro

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No segundo turno, Haddad terá de se virar sozinho

Carlos Newton

Na noite de domingo, quando já se conheciam os resultados da eleição presidencial no primeiro turno, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, ligou para Carlos Lupi para marcar uma reunião destinada a acertar o apoio do PDT e de Ciro Gomes ao petista Haddad no segundo turno. O celular tocou, o presidente do PDT conferiu quem fazia a ligação e simplesmente não atendeu. Estava jantando com Ciro Gomes em Fortaleza e na mesma hora decidiram que o PDT daria à candidatura de Haddad apenas “apoio crítico” ou “sem empenho”. Em tradução simultânea, Ciro não vai sair às ruas para fazer campanha defendendo voto em Haddad.

Outras decisões dos pedetistas foi fazer oposição ao provável governo Bolsonaro e lançar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2022. Ou seja, a próxima campanha presidencial terá caráter permanente.

PSB NO MURO – O PT está tentando também reafirmar o acordo de primeiro turno com o PSB, que garantiu a vitória do governador socialista Paulo Câmara em Pernambuco, com mais de 50% dos votos válidos.

O acordo até interessa ao governador Márcio França, que tenta a reeleição em má situação, porque no primeiro turno o tucano João Doria chegou na sua frente com uma diferença superior a 2 milhões de votos.  

Mas acontece que, para derrotar Dória, França precisará não somente atrair votos do PT (Luiz Marinho teve 12,66%), como também do PMDB (Paulo Skaf conseguiu 21,02%), e de candidatos de outros partidos. Por exemplo, o Major Costa e Silva (DC) teve 3,69%; Rogerio Chequer (Novo) chegou a 3,32%; Rodrigo Tavares (PRTB), alcançou 3,21% e a Professora Lisete (PSOL) obteve 2,51%. Ou seja, esses quatro tiveram quase 13 milhões de votos.    

BOLSONARO REINA – Sonhar ainda não é proibido, mas o fato concreto é que Jair Bolsonaro domina esta eleição. As chances de o petista Fernando Haddad ser eleito no segundo turno são mínimas, quem quiser que se iluda.

Como diz nosso amigo Pedro do Coutto, a “falsa esquerda” que o PT representou no teatro da política fortaleceu a direita de tal maneira no Brasil que os verdadeiros esquerdistas tiveram de submergir e vão demorar a voltar à tona, para dar seguimento ao bom combate preconizado pelo apóstolo Paulo.

É claro que há de chegar um dia em que direita e esquerda não existirão mais, porém isso só acontecerá quando o homem descobrir que a única coisa que interessa é fazer a coisa certa, ao estilo preconizado por Sidarta Gautama, o Buda, que nasceu 560 anos antes de Cristo.

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P.S.A Bíblia é uma compilação de parte da cultura existente na época. Contém muitos ensinamentos de Buda, Sócrates e outros grandes pensadores antes de Cristo. (C.N.)