PT tenta buscar o apoio de Ciro Gomes e do PSB para enfrentar Bolsonaro

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Ciro e Haddad são amigos, não haverá problemas

Carlos Newton

Não há tempo a perder e o candidato Fernando Haddad já anunciou que vai procurar as forças democráticas do país para fortalecer a coligação do PT, integrada apenas pelo PROS e pelo PCdoB. E quando ele fala em “forças democráticas”, está se referindo especificamente ao PDT de Ciro Gomes e ao PSB de Márcio França, que tenta se reeleger ao governo de São Paulo. Não será difícil Haddad conseguir a adesão do PSB, até porque o socialista França está precisando desesperadamente do apoio do PT para enfrentar o favoritismo do tucano João Doria.

Quanto ao PDT, o partido até recentemente era aliado do PT no Congresso e agora não tem outra opção política. Aliás, ainda em meio à apuração dos votos, Ciro Gomes se adiantou em afirmar que “Ele não, sem dúvida”, descartando a hipótese de apoiar Bolsonaro.

PEDIU TEMPO – Na entrevista que deu em Fortaleza na noite deste domingo, o candidato do PDT deixou claro que não irá se aliar a Bolsonaro, mas evitou declarar apoio a Haddad no segundo turno da eleição presidencial. Disse que precisa de tempo para debater a questão com seus correligionários trabalhistas, mas foi logo afirmando que tem “uma história em defesa da democracia e contra o fascismo”, em referência direta a Bolsonaro. E arrematou: “Ele não, sem dúvida”.

Ciro Gomes está magoado com Lula da Silva, que já lhe passou a perna duas vezes. A primeira oportunidade foi em 2010, quando prometeu que Ciro seria seu sucessor, apoiado pelo PT, mas na hora H lançou Dilma Rousseff. E agora Lula novamente lhe acenou com a possibilidade de uma coalizão, com Ciro na cabeça de chapa, mas era somente conversa fiada.  

HADDAD É HÁBIL – Acontece que Haddad não é Lula. Ele e Ciro sempre foram amigos. Somente se estranharam no final da campanha, quando partiram para o tudo ou nada. No debate da TV Globo, quando já tinha assegurado a participação no segundo turno, Haddad foi muito cortês e respeitoso com Ciro, inclusive elogiando as colocações do pedetista, já agia como se fossem aliados.

Haddad é educado e calmo. Tudo indica que conseguirá o apoio de Ciro e de França, reforçando seu meio do campo e ganhando precioso apoio, especialmente em São Paulo e no Nordeste.  

Mas acontece que Bolsonaro se tornou um imã que vai atrair o Centrão e o resto do baixo clero, com a maior facilidade. Mesmo com Ciro e França apoiando Haddad, a tendência é de que Bolsonaro não terá maiores problemas para se eleger.

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P.S.
Um dos maiores desafios a Haddad será a escolha do ministro da Fazenda. Tem de encontrar um economista confiável que seja aceito pelo mercado, que já está com Bolsonaro e não abre, como se dizia antigamente. (C.N.)

Partidos nanicos brilham na eleição e Bolsonaro quase ganha no primeiro turno

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Bolsonaro vai para o segundo turno como favorito

Carlos Newton

Com mais de 70 por cento dos votos já apurados, o resultado está mais do que claro – haverá segundo turno na eleição para presidente da República, entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e ficará faltando pouco para o pleito ter definição no primeiro turno.

Foi uma eleição que desmoralizou os institutos de pesquisa nos três principais Estados da Federação – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – com as surpresas nas eleições para governados e senador. Ficou parecendo que os institutos de pesquisa só se preocuparam com a sucessão presidencial e fizeram trabalhos de pesquisa verdadeiramente desclassificantes para demais eleições.

Romeu Zema (Novo), Wilson Witzel (PSC) e Márcio França (PSB) jamais tiveram detectados seus verdadeiros potenciais, e essa falha deve ter lhes custado o apoio de muitos eleitores de se iludiram com as pesquisas e preferiram o chamado voto útil em outros candidatos.

Fala-se muito que o Brasil é uma democracia, mas não se pode acreditar nessa balela. Na democracia verdadeira, os candidatos devem ter oportunidades iguais, em termos de campanha, desfrutando do mesmo espaço na propaganda eleitoral pelo rádio e TV. Aqui, existe a ditadura dos grandes partidos, que acaba de ser desmoralizada com as derrotas acachapantes de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Os nanicos venceram este eleito, mas isso não significa que as coisas devam ficar como estão. É preciso democratizar as campanhas eleitorais, para que surjam novos políticos, como Wilson Witzel e Romeu Zema.

O povo brasileiro é democrata, gosta de votar e nem reclama das extensas filas

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As filas eram ao ar livre e se chovesse, haveria o caos

Carlos Newton

Tenho convicção de que o povo brasileiro gosta de votar. Dia de eleição é sempre movimentadíssimo, com trânsito pesado e engarrafamento para todo lado. Mesmo assim, é um dia alegre, em que as pessoas se mostram felizes. Aqui no Rio de Janeiro, na minha sessão eleitoral, instalada no Instituto Nacional de Educação de Surdos, as filas eram pavorosas. Os voluntários da Justiça Eleitoral se desdobravam, tentando colocar as coisas em ordem, mas a votação transcorria lentamente.

O motivo foi a ordem do Tribunal Superior Eleitoral para que as urnas biométricas fosse testadas por todos os eleitores que tivessem carteira de identidade emitida pelo Detran, que é feita com a impressão digital de todos os dedos.

REGISTRO BIOMÉTRICO – A ideia não é ruim, porque objetiva dispensar a ida do eleitor à Junta Eleitoral para fazer o registro biométrico. Como esse registro já existe no Detran, que concentra a emissão de carteiras de identidade, a inscrição dos eleitores estaria dispensada.

Mas as autoridades não contaram com a hipótese de que a atividade extra de conferir a biometria de todos os eleitores fosse retardar de tal maneira a operação de cada voto. Somente no meio da tarde, quando as filas de alongaram ainda mais é que veio a contraordem de parar de conferir a biometria de todos os eleitores.

Quando enfim eu consegui votar, às 15h47m, os mesários já aventavam a possibilidade de distribuir senhas, porque a votação deveria ultrapassar o prazo legal das 17 horas.

De todo modo, ficou patente a civilidade dos eleitores. Nas filas, não se ouvia ninguém reclamando. Todos esperavam pacientemente o momento de exercer o mais democrático dos direitos. Ou seja, o brasileiro é gente boa, o que atrapalha são os políticos e as autoridades.

Pesquisa CNT/MDA indica que ainda há 27,1 de indecisos, brancos e nulos

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Bolsonaro lidera e abre frente em relação a Haddad

 


Carlos Newton

A 140ª Pesquisa CNT/MDA, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) neste sábado (dia 6), não traz novidades e mostra as preferências dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos e o limite de voto nos candidatos. O contrário dos outros institutos, que jamais divulgam no primeiro momento a pesquisa espontânea (“Em quem você vai votar pra presidente?”), o MDA divulgam em primeiro plano justamente esses dados, que são os mais importantes, porque mostram a intenção de voto consolidada, sem vacilações.

O resultado mostra que a eleição ainda é marcada por grande número de indecisos (17,4%) e brancos e nulos (9,7%), que juntos somam 27,1% e só ficam atrás do primeiro colocado Jair Bolsonaro (PLS), que agora tem 33,9% e abre uma distância enorme para Fernando Haddad (PT), que tem apenas 20,4%.

OS OUTROS –  O resultado da pesquisa espontânea Ciro Gomes em terceiro, com apenas 7,3%, seguido por Geraldo Alckmin: 4,1%; João Amoêdo: 1,8%; Henrique Meirelles: 1,2%; Marina Silva: 1,1%; Alvaro Dias: 1,1%; Outros: 1,8%; Branco/Nulo: 9,7%; Indecisos: 17,4%.

 A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

PESQUISA INDUZIDA – Os resultados da 140ª Pesquisa CNT/MDA mostram que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial.

A pesquisa induzida ou estimulada, na qual o entrevistador exibe ao eleitor a lista de candidatos, o resultado é a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Assim como na última pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são os candidatos cujos eleitores se declaram como os mais decididos a confirmar o voto, com 90% para ambos nesse levantamento.

SEGUNDO TURNO – Em simulação de segundo turno, Jair Bolsonaro venceria Fernando Haddad, caso a eleição fosse hoje, por 45,2% a 38,7%. Jair Bolsonaro também venceria Geraldo Alckmin e aparece em empate técnico contra Ciro Gomes. Fernando Haddad perderia para Ciro Gomes, em eventual segundo turno e aparece empatado com Geraldo Alckmin.

Jair Bolsonaro confirma a tendência de crescimento na reta final, liderando os cenários de primeiro turno e ultrapassando Fernando Haddad no segundo. A rejeição do petista, agora, é a maior de todos os candidatos, com 53,2%, enquanto a rejeição de Bolsonaro é de 50,2%.

Datafolha indica que ainda há 28% de indecisos, brancos e nulos, no mínimo

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Charge do Cabalau (Arquivo Google)

Carlos Newton

Parece brincadeira, nunca se viu nada igual. E nesta quinta-feira, dia 4, a pesquisa espontânea da Datafolha (“Em quem você vai votar para presidente?”) confirmou que esta estranhíssima eleição realmente é marcada pelo signo do desânimo, da decepção e do desapontamento com a classe política, que se reflete no alto índice de indecisos (22%), votos brancos e nulos (6%), além de haver uma resposta indefinida pelo Datafolha na rubrica de “outras respostas” (8%), que significa menção a políticos que nem são candidatos a presidente ou que estão no bloco dos que não pontuam na pesquisa espontânea, como Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriotas), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU).

A pesquisa espontânea indica que Jair Bolsonaro (PLS) na terça-feira tinha 28% e subiu para 31% na quinta-feira, enquanto Fernando Haddad (PT) passava de 16% para 17%, que chegam a 18% se forem somados ao 1% de eleitores que ainda acham que Lula é candidato.

O RESTO – Entre os demais concorrentes, Ciro Gomes (PDT) permanece estacionado nos 7%, Geraldo Alckmin (PSDB) continua imóvel com 4%, o estreante João Amoêdo (Novo) consegue ficar em 2%, enquanto a já veterana Marina Silva (Rede) está paralisada em 1%, junto com Alvaro Dias (Podemos).

No bloco dos desesperados, apenas Ciro Gomes ainda vislumbra um fio de esperança, mas na prática é quase impossível arranjar 12% para ultrapassar Haddad e seguir para o segundo turno. Ciro faz as contas e inclui também o grande número de eleitores que declararam que ainda podem mudar o voto, que são 26%.

O fato concreto é que Ciro Gomes é a primeira opção dos eleitores de Fernando Haddad que podem mudar o voto e a segunda opção entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Portanto…

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sonhar ainda não é proibido, mas só um milagre pode levar Ciro Gomes ao segundo turno. Tudo indica uma final entre Bolsonaro e Haddad. Embora o candidato do PSL seja considerado favorito, já está provado que o segundo turno deve ser encarado como uma nova eleição, em que tudo pode acontecer. Mas a tendência é mesmo de vitória de Bolsonaro, em função do imenso rancor que a população passou a dedicar à classe política, depois da Lava Jato. E esse desapontamento da opinião pública vai demorar muito a ser superado. (C.N.)

Indecisos, brancos e nulos ainda estão liderando essa estranhíssima eleição

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A rotina continua na mais enlouquecida eleição da História Republicana, em que os institutos só divulgam no dia seguinte o resultado da pesquisa espontânea, que é a primeira pergunta feita ao eleitor (“Em quem você vai votar para presidente”). É desprezada, mas deveria ser considerada a mais importante, porque indica a intenção de voto que está consolidada ou não. Na prática, só depois de fazer a pesquisa espontânea é que os institutos então ampliam a apuração, apresentando perguntas induzidas ou estimuladas, em que são apresentadas fichas aos eleitores, para que escolham seus candidatos.

A mais recente pesquisa do Ibope, feita nesta quarta-feira, indica que indecisos, outros nomes, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 1º de outubro, segundo o Ibope, totalizavam 34%. Agora, a soma dos três percentuais caiu para 32%, mas permanece liderando a eleição, pois Jair Bolsonaro (PSL), que tinha 29% no dia 1º, só subiu para 30% no dia 3.

OS OUTROS – Na pesquisa espontânea, Fernando Haddad (PT) subiu de 17% para 19%, somente chegando a 22% se absorver os 3% que continuam sendo atribuídos a Lula, vejam como ainda há eleitor desligado dos fatos, em plena véspera das eleições.

Ciro Gomes (PDT) estacionou nos 6%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) caía de 5% para 4%. Já a candidata Marina Silva (Rede), subiu de 1% para 2%, o novato João Amoêdo fez o contrário e caiu de 2% para 1%, ficou empatadíssimo com Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriotas), que não saem do 1%.

E o resto do pelotão, incluindo Guilherme Boulos (PSOL), nem chega a pontuar, é como se não estivessem na disputa. Outros nomes, que nem candidatos são, se mantêm com 1% das intenções de voto, vejam que tem doido para tudo nessas eleições.

DIZ O DATAFOLHA – Na noite desta quinta-feira, antes do debate, o Jornal Nacional divulgou mais uma pesquisa Datafolha, mas apenas com a apuração induzida ou estimulada, circunstância que mascara o verdadeiros número de indecisos, que é o que realmente interessa nesta altura do campeonato.

Deu Bolsonaro 35%; Haddad 22%; Ciro 11%; Alckmin 8%; Marina 4%; Amoêdo 3%; Alvaro Dias 2%; Meirelles (MDB) 2% e Cabo Daciolo %. Os demais não pontuaram.

Da mesma forma, o Datafolha também não se divulgou de imediato outro quesito da maior importância – o número de eleitores que ainda estão na dúvida e admitem que podem mudar de candidato na hora de votar.

Sem essas duas informações – número de indecisos na pesquisa espontânea e número de eleitor troca-troca na hora de votar, nenhuma análise eleitoral pode ter confiabilidade. E o resto é folclore, como diz nosso amigo Sebastião Nery.

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P.S. –
Geralmente, o segundo turno é considerado uma nova eleição, por isso não dou muita bola para essas simulações antecipadas e intempestivas, como se diz no linguajar forense. Mas no caso de uma final entre Bolsonaro e Haddad, tudo indica que o capitão vai vencer a parada, porque até Geraldo Alckmin dá um passeio em Haddad no segundo turno, com 42% a 38%. Posso estar errado, é claro, mas isso só saberemos no dia 28. (C.N.)

Denunciada por Jorge Béja, anistia a Lula desgastou a campanha de Haddad

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Charge do Jota A (O Dia/PI)

Carlos Newton

No início deste ano, em artigo aqui na “Tribuna da Internet”, o jurista Jorge Béja revelou o plano suprapartidário da classe política para esvaziar a Lava Jato, anistiar os condenados e sustar o prosseguimento dos inquéritos que apuram atos de corrupção envolvendo políticos do Executivo e do Legislativo. E assinalou que a manobra já tinha até data para ser desfechada, após as eleições de outubro, aproveitando a troca de comando dos locatários do Planalto/Alvorada.

Na fase final da campanha, o assunto voltou à tona, com grande número de reportagens e artigos sobre a possibilidade de Lula da Silva ser libertado através de concessão de indulto, graça ou anistia, que são formas de extinção da punibilidade e estão previstas no artigo 107, inciso II, do Código Penal. Nenhuma dessas matérias citou Jorge Béja, que já está até acostumado com uso de suas teses sem a menção da autoria.

TRÊS POSSIBILIDADES – No artigo, que republicamos semana passada para demonstrar sua atualidade, Jorge explicou a três possibilidades inexistentes na lei.  O indulto é uma forma de perdão coletivo de penas, concedido pelo presidente da República. É destinado aos sentenciados que cumprem pena privativa de liberdade, que é o caso de Lula.

Já a graça é o perdão da pena individual que foi aplicada a um condenado. O motivo pode ter incidências diversas, como um ato humanitário, por exemplo, como benefício da clemência a uma pessoa determinada, não dizendo respeito a seus fatos criminosos.

A anistia é mais abrangente, atinge todos os efeitos penais decorrentes da prática do crime, referindo-se, assim, a fatos e não a pessoas. Pode ser concedida antes ou depois do trânsito em julgado da sentença condenatória, beneficiando todas as pessoas que participaram do crime ou excluindo algumas delas, por exigir requisitos pessoais.

ANISTIA, CLARO – Segundo a denúncia de Jorge Béja, o plano era (e ainda é) usar a anistia, para descaracterizar que se trata de uma medida para libertar Lula, pois atingiria a todos os envolvidos na corrupção da Lava Jato, sob a justificativa de que a base de tudo teria sido o Caixa 2 eleitoral, não se trata de enriquecimento ilícito, e é absolutamente necessários descriminalizar a política – tese, aliás, defendida abertamente por quatro ministros do Supremo: Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Quando Fernando Haddad substituiu Lula como candidato do PT, os jornalistas o questionaram sobre a possibilidade de libertar Lula. Ele tentou desconversar, os repórteres insistiram e ele tentou negar o óbvio, ninguém acreditou.

DESGASTE DE HADDAD – O fato concreto é que a denúncia de Béja voltou ao noticiário e desgastou fortemente a campanha de Haddad, que vinha em viés de alta. Mas a manobra não foi sepultada. Como a anistia é de iniciativa do Congresso, qualquer parlamentar pode apresentar o tal Projeto de Descriminalização da Política, digamos assim, e tocar o barco em frente.

Será facílimo aprovar, porque se trata de lei ordinária, cuja aprovação se dá por maioria simples, que equivale a apenas um quarto (25%) dos parlamentares, mais um. Ou seja, basta o apoio de 21 senadores e de 129 deputados, uma moleza, não é mesmo.

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P.S.
O assunto é de extrema gravidade e significa o fim da Lava Jato e a impunidade absoluta da classe política, simplesmente isso. (C.N.)   

Indecisos, brancos e nulos ainda estão na frente de Bolsonaro e de Haddad

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Charge do Clayton (Arquivo Google)

Carlos Newton

Aleluia, irmãos! O Ibope enfim revelou a pesquisa espontânea de seu mais recentemente levantamento. E o resultado para a pergunta (“Em quem você vai votar para presidente”) ainda indica que indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 26 de setembro, segundo o Ibope, eram 39% e nesta segunda-feira, dia 1º de outubro, caíram para 34%. Mesmo assim, estão bem à frente, porque o candidato melhor posicionado nas intenções de voto (Jair Bolsonaro, do PSL) subiu de 24% para 29%, mas ainda está cinco pontos atrás da soma de indecisos, brancos e nulos, o que revela a relutância do eleitorado, que está mesmo “por aqui” com a classe política que assola este país.

O segundo colocado é Fernando Haddad, do PT. Tinha 15% das intenções de voto, subiu para 17%, e seu patrono Lula, que recebera 5% no dia 26, caiu para 3% no dia 1º. Quer dizer, Haddad está estacionado, porque a soma dos votos petistas dava 20% e continua empacada neste patamar. E como diria o genial Érico Veríssimo, o resto é silêncio.

OS DEMAIS – O candidato Ciro Gomes, do PDT, que se apresentou como terceira via, caiu de 7% para 6% na pesquisa espontânea, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB, que tinha a mesma pretensão, ficou estacionado lá embaixo, com 2% das intenções de voto, empatado com João Amoêdo, do Novo.

Depois, vem o bloco dos desesperados, com Marina Silva, da Rede, caindo de 2% para 1%, empatada com Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, que estão imóveis no 1%. E os outros, incluindo Guilherme Boulos, do PSOL, nem chegam a pontuar.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – A eleição aparentemente está nas mãos de Jair Bolsonaro, porque Haddad parece ter batido no teto de Lula, que desde o início da campanha jamais passou de 20% nas pesquisas espontâneas de todos os institutos.

O que as pesquisas estão a indicar é que o sentimento antiLula e antiPT é mais forte do que a rejeição a Bolsonaro. Ou seja, a chamada maioria silenciosa, que Richard Nixon celebrizou nos anos 60, ao que parece está com Bolsonaro e não abre, como se dizia antigamente.

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P.S.Infelizmente, o Datafolha divulgou nova apuração nesta terça-feira, mas omitiu a pesquisa espontânea, e a gente fica sem saber o número verdadeiro de indecisos. (C.N.)

Conforme a Tribuna previu, Haddad atingiu o teto do PT e estacionou

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Fernando Haddad está parecendo cavalo paraguaio

Carlos Newton

De vez em quando a gente acerta. Desde o início da campanha, a “Tribuna da Internet” publicou que, nas pesquisas espontâneas (“Em quem você vai votar”, o então candidato Lula da Silva jamais passou de 20% dos eleitores. Em todas as apurações, de todos os institutos, o petista ficava sempre entre 17% e 20% dos votos espontâneos. Por isso, quando Haddad chegou a 21%, assinalamos aqui na TI que ele poderia estar atingindo o teto e se tornaria presa fácil para Jair Bolsonaro, do PSL, que desde sempre vem se posicionando como o candidato antiPT.

Na pesquisa divulgada esta segunda-feira pelo Jornal Nacional, que contratou o Ibope junto com o Estado de S. Paulo, o resultado traz Bolsonaro disparando na reta final. Tinha 27% no dias 26, quarta-feira passada, e agora subiu para 31%, enquando o petista Fernando Haddad ficou patinando nos mesmos 21, dez degraus abaixo.

SEM TERCEIRA VIA – A pesquisa confirma que não haverá terceira via, pois Ciro Gomes, do PDT, caiu de 12% para 11%, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB permanecia estacionado nos 8% e Marina Silva, da Rede, caía de 6% para 4%.

Logo abaixo, aparece João Amoêdo, do Novo, que manteve os 3% da semana anterior, seguido por Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, parados em 2%, enquanto o folclórico Cabo Daciolo, do Patriotas, subia de 0% para 1%, e os demais, incluindo Guilherme Boulos, do PSOL, nem pontuaram. O número de brancos e nulos subiu de 12% para 12%, mas os indecisos caíram de 7% para 5%.

O mais importante é que a rejeição de Bolsonaro ficou parada em 44%, ao passo que a rejeição de Haddad, que sempre foi baixa, subiu de 27 para espantosos 38%.

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P. SInfelizmente, desta vez o Ibope só divulgou a pesquisa induzida ou estimulada, sem revelar os dados da pesquisa espontânea, a mais fidedigna, em que o eleitor responde diretamente à pergunta mais importantes: “Em quem você vai votar para presidente?”. É uma pena. Sem os dados da espontânea, em que o número de indecisos é muito maior, não dá para fazer análise de verdade. (C.N.)

Operação de limpeza da “Tribuna da Internet” é para valer, acredite se quiser

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Se ainda não deu para entender, vamos fazer nova tentativa. A operação de limpeza da Tribuna da Internet é definitiva e não poupará ninguém. As regras são para todos, indistintamente. Não quero saber quem começou a briga, se foi A ou B, se é meu amigo ou não. Isso não interessa. O que consideramos intolerável são o baixo nível, a intolerância, a ofensa, a provocação e a perseguição, seja de que tipo for. Não há razão para isso, embora estejamos em um ano eleitoral, às vésperas da primeira votação.

NÃO HÁ DESCULPAS – Não adianta alegar “estou apenas revidando” ou “quem começou foi fulano”. São desculpas infantis, verdadeiramente patéticas, especialmente quando partem de pessoas bem dotadas e intelectualizadas como os frequentadores do blog, pois todos os participantes daqui são altamente interessados em política, economia e teses filosóficas e sociais. Este é o nosso público.

Aliás, é impressionante que tenhamos milhares e milhares de acessos diários, sem divulgar fofocas de TV, jogos de futebol e outros temas realmente populares. Pense nisso.

UM EXEMPLO – O que resultou de melhor nas discussões aqui travadas a respeito, nos últimos dias, foi o exemplo de educação e cavalheirismo de Alex Cardoso, que há anos frequenta o blog com a missão de defender os interesses de Lula e do PT. Comentaristas que são adversários de Alex Cardoso chamaram atenção para a postura impecável dele. É apedrejado a todo momento, recebe as maiores ofensas e segue em frente, impávido colosso, com o comportamento inalterado.

Há no blog muitos outros comentaristas profissionais, digamos assim, mas nenhum deles tem esse tipo de comportamento, muito pelo contrário. Um dos que defendem Geraldo Alckmin, por exemplo, é um desastre. Ele usa vários pseudônimos, inclusive “Lampião”, e realmente é belicoso – parte sempre para ofensas e palavrões, não há quem aguente.

VAMOS EM FRENTE – A operação limpeza – repita-se ad nauseam, como dizem os advogados – é mesmo para valer, porque esta semana o editor terá mais tempo livre e vai poder ler com mais atenção os comentários.

Nossa esperança é de que os participantes da TI sigam o exemplo de Alex Cardoso e defendam suas teses com galhardia, mas dentro de padrões éticos. Sabemos que a política brasileira é totalmente aética, mas a “Tribuna da Internet” foi criada para ser exceção neste deserto de homens e ideias, como dizia Oswaldo Aranha, um estadista de verdade. Se ele tivesse sido presidente em 1945, o Brasil estaria hoje em outro patamar de desenvolvimento, pois o país saiu da Segunda Grande Guerra com muitos créditos a receber no exterior e Aranha saberia usá-los em favor do crescimento de nossa economia. Dutra fez um governo abaixo da crítica.

A democracia não abre exceções, porque as regras têm de ser para todos

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Charge do Jota (Arquivo Google)

Carlos Newton

A equação é simples, não é preciso ser euclidiano nem pitagórico para entendê-la. Ao criar a Tribuna da Internet, como desmembramento da Tribuna da Imprensa, o editor pensou que poderia ser respeitado e valorizado um espaço na web que abrigasse todas as tendências políticas, filosóficas e sociais que visassem ao bem comum. Um blog simples, no qual as pessoas pudessem trocar ideias a partir das notícias mais importantes, e tivessem uma válvula de escape para essa vida inaceitável que levamos, em que as desigualdades sociais são mantidas a todo custo, não se faz uma correta distribuição de renda, não existem oportunidades iguais nem meritocracia, e ainda há pessoas que acham que as crianças e idosos abandonados nas ruas sofrem por causa do karma, vejam a que ponto pode chegar a desfaçatez humana.   

A ideia do blog parecia boa, logo virou um sucesso, servindo de pauta e influenciando os jornalistas, e o servidor UOL vive reclamando que temos leitores demais, é uma chatice. Mas não sabíamos que o fracasso iria nos subir à cabeça.

MISSÃO IMPOSSÍVEL – Jamais pensamos em agradar a todos, não alimentávamos missões impossíveis. Nossa tese é a defesa do pluralismo democrático, algo consensual, que não admite discussões, mas não funciona. As pessoas não querem expor as ideias, tentam impor suas opiniões de forma bizarra e grosseira. Querem transformar a TI num veículo de mão única, sem notar que praticamente todos os blogs são assim, por isso não têm a menor graça, os leitores logo se enfadiam.

Ontem, um comentarista reclamou que a TI não reproduz matérias do “Jornal da Cidade”, um site sensacionalista, sem a menos credibilidade, que é considerado campeão matéria de fake news e processos judiciais. Como diria o Barão de Itararé, era só o que faltava…

SIGNO DA LIBERDADE – Tentamos viver aqui sob o signo da liberdade. Isso significa que ninguém é proibido de participar do blog, desde que obedeça às regras de não ofender, não perseguir e não usar palavrões. É o mínimo que se pede. Mas nem o mínimo conseguimos…

Decidimos deletar 100 comentários de quem fugir às regras, depois 200, e assim por diante. Mostrou ser um remédio adequado. As ofensas e provocações diminuíram. Mas sempre há os recalcitrantes.

José Guilherme Schossland usou gratuitamente a expressão “couro de pica”, foi deletado e agora diz ser “perseguido político”, alegando que o editor o abduz “por ordens superiores”.

O CASO BENDL – Francisco Bendl é meu amigo há muito anos, mas as regras também valem para ele. Antes de deletar 100 comentários do Bendl, nos últimos dias o editor enviou e-mails a ele, pedindo pela enésima vez que cessasse as provocações a seus desafetos e que não saísse em defesa de outros comentaristas, quando seu nome não fosse citado.

Não adiantou nada. Bendl não somente recusou meu pedido, como me enviou o comentário que pretendia postar esculhambando sua desafeta Carioca da Gema, que nos últimos dias já tinha sido punida em 300 deletações e estava quieta, se adaptando às regras do Blog.

Regras são regras. Bendl não está expulso do blog (ninguém está), pode comentar à vontade, mas não deve ofender aos outros, para também não ser ofendido, como ensina o Pai Nosso, a oração suprema do Cristianismo.

Datafolha confirma Bolsonaro e Haddad, com vitória do petista no 2º turno

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Pesquisa indica que Haddad poderá ser o vencedor

Carlos Newton

Não houve surpresa na nova pesquisa Datafolha, que ouviu cerca de 9 mil eleitores em 343 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Jair Bolsonaro (PSL) ficou estacionado com 28%, enquanto Fernando Haddad (PT) subia de 16% para 22%. O candidato Ciro Gomes (PDT), que poderia se tornar a terceira via, porque as previsões são de que venceria qualquer outro candidato no segundo turno, ao invés de subir, caiu de 13% para 11%. E Geraldo Alckmin (PSDB), que disputava a terceira via com Ciro, também decepcionou e passou de 9% para 10%, muito longe do segundo colocado.

Marina Silva (Rede) continuou em queda e desceu de 7% para 5%. Na sexta posição, o estreante João Amoêdo (Novo) manteve os 3% da pesquisa anterior, feita no dia 18, enquanto Alvaro Dias (Podemos) caía de 3% para 2%. O candidato Henrique Meirelles (MDB) se manteve em 2%, seguido por Cabo Daciolo (Patriotas) Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), com 1% cada.  

SEGUNDO TURNO – As previsões para segundo turno confirmam as altas rejeições de Bolsonaro (46%) e Haddad (32%)

Haddad, candidato do PT, ganharia de Bolsonato, rival do PSL, de 45% a 39%, mas empataria com Alckmin em 39% e perderia de Ciro por 41% a 35%. E Ciro também ganharia de Alckmin por 42% a 36%, e de Bolsonaro por 48% a 38%, ou seja, seria imbatível no segundo turno.

Já Bolsonaro, além de perder de Haddad por 45% a 39%, e de Ciro, por 48% a 38%, perderia até de Alckmin, por 45% a 38%.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Como se vê, o quadro está nítido. Bolsonaro e Haddad vão para o segundo turno, a rejeição do candidato do PSL falará mais alto e o PT voltará ao poder, libertando Lula e tudo o mais. Isso, na teoria.

Na prática, porém, o segundo turno é uma outra eleição, absolutamente nova, e Bolsonaro pode derrotar Haddad. É bom lembrar o exemplo de Hélio Costa, que em 1990 se candidatou pela primeira vez ao governo de Minas e perdeu a disputa por menos de 1% dos votos válidos, no segundo turno, para Hélio Garcia (então no PP). Candidatou-se novamente ao governo em 1994, quando perdeu a disputa para o tucano Eduardo Azeredo, depois de ter obtido no primeiro turno  48,8% dos votos válidos,  quase o dobro de votos do tucano, que o ultrapassou no segundo turno.

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P. S.Há também o exemplo de Geraldo Alckmin, que disputou com Lula em 2006 e teve mais votos no primeiro turno do que no segundo, acredite se quiser. Isso significa que Bolsonaro tem chance de reverter o favoritismo de Haddad. (C.N.)

Datafolha vai mostrar se existe terceira via ou a eleição vai ser mano a mano

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Charge do Kayser (Arquivo Google)

Carlos Newton

A pesquisa Datafolha desta sexta-feira será decisiva, pois vai indicar se haverá terceira via ou se a eleição será mesmo decidida entre os “líderes da aceitação”, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que também vêm a ser os “líderes da rejeição”, vejam bem como é esculhambada a política brasileira. Na reta final, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda tentou criar a terceira via, mas a proposta foi recusada pelos candidatos alternativos, embora seja do interesse dos eleitores que rejeitam Bolsonaro e Haddad.

A pesquisa mais precisa é a espontânea, que precisa ser sempre a primeira pergunta (“Em quem você vai votar”), sem que seja exibida ao eleitor a lista dos candidatos oficiais. E o resultado deste tipo de apuração deixa claro que a eleição ainda está indefinida.

DIZ O IBOPE –  Na apuração anterior do Ibope, que começou a ser divulgada nesta segunda-feira, houve alteração no percentual de indecisos, brancos e nulos, que eram 42% na pesquisa do dia 18 e caíram para 38%, mas continuam ocupando facilmente a primeira colocação, sem conversa fiada de empate técnico na margem de erro, pois nesta pesquisa espontânea Bolsonaro tinha 24% e Haddad chegava a 21%, na soma de seus 15% com os 6% dos eleitores que ainda acham que Lula é candidato.

Na nova pesquisa CNI/Ibope, nesta quarta-feira, e a eleição continua sendo vencida pelos indecisos (20%), brancos e nulos (17%) e outros (2%), totalizando 39% dos eleitores, ante 38% do levantamento de segunda-feira.

Nas análises que tenta fazer neste quadro nebuloso e absurdo, o editor da Tribuna da Internet tem afirmado que o teto de Haddad seria por volta de 20%, que sempre foi o máximo obtido por Lula nas pesquisas espontâneas de todos os institutos.  E Bolsonaro também teria um teto, que seria de cerca de 30%, resultado de sua rejeição por importantes faixas do eleitorado.

CONJECTURAS – Mas o Brasil é como a Macondo de Garcia Márquez, tem um realismo mágico que se recria a cada momento, consegue até montar uma disputa presidencial em que os favoritos são os mais detestados, e um deles representa o grupo político que institucionalizou o maior esquema de corrupção do mundo, não podemos deixar que isso caia no esquecimento.

O mais incrível é que a polarização é entre um candidato a favor da Lava Jato (Bolsonaro) e um concorrente que sonha em demoli-la (Haddad).

Portanto, vamos aguardar a pesquisa Datafolha nesta sexta-feira, dia 28, que pode ser decisiva para que haja terceira via ou a eleição se transforme num mano a mano desde o primeiro turno, com dois competidores que têm gigantescos telhados de vidro.

Tribuna ficou fora do ar, enquanto os hackers invadiam o Ministério da Defesa

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Charge do Pelicano (Charge Online)

Carlos Newton

A Tribuna da Internet esteve fora do ar desde a manhã desta terça-feira, dia 25, um dia muito movimentado na web com a invasão dos computadores do Ministério da Defesa que resultou na exposição de dados pessoais dos generais Villas Boas, comandante do Exército, e Hamilton Mourão, vice do presidenciável Jair Bolsonaro.

A invasão foi identificada pelo DefCon Lab, grupo de pesquisa da maior conferência hacker do mundo, e teria sido feita por injeção de SQL (SQLi). Em nota divulgada na rede de microblogs, os hackers do grupo Anonymous informam que a ação é contra “fascismo e autoritarismo” dos generais.

RISCO À DEMOCRACIA – “Nós somos Anonymous. Essa é uma mensagem direta ao fascismo e autoritarismo que ameaça a democracia brasileira através de seus generais Eduardo Villas Bôas e Mourão julgo vice do Bolsonaro, que sempre mandam recado com viés autoritário por meio de entrevistas, querendo tutelar a democracia por meio da força e do medo. Queremos dizer para vocês que estamos observando-os e estamos dentro de seus sistemas, estamos expondo parte do banco de dados do Ministério da Defesa em resposta a essa postura de ambos generais completamente antidemocráticas e provando que estamos observando de perto cada passo de vocês. Fazemos um chamado aos hackerativistas que defendem acima de tudo a democracia brasileira que se unam contra o fascismo e autoritarismo que rondam a nossa nação. Usem a hashtag #OpEleiçãoContraOFascismo”, diz a nota dos hackers.

INTERVENÇÃO MILITAR – O general Hamilton Mourão, recentemente, deu declarações polêmicas sugerindo intervenção militar caso ocorra uma situação de “caos” após as eleições. E o general Villas Boas é o atual comandante do Exército, e também já sugeriu intervenção militar, sob normas constitucionais.

As informações são de que os hackers tiveram acesso ao banco de dados do Ministério da Defesa e divulgaram informações como endereço, nomes, documentos oficiais e tabelas com informações como dados bancários da ambos os generais.

Quanto à Tribuna da Internet, somos arraia miúda em briga de cachorro grande. O servidor UOL, que nos abriga, insiste em afirmar que nosso problema é que a TI tem acessos demais. Ou seja, em tradução simultânea, deveríamos nos recolher à nossa insignificância. Às 23 horas, desisti de tentar editar o Blog e só estou retomando agora, às 6 horas de quarta-feira, dia 26.

Próxima pesquisa é decisiva, porque pode definir quem será a terceira via

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Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Carlos Newton

O maior problema dos analistas políticos é a racionalização. Em época de eleições, tenta-se encontrar justificativa racional para tudo, o que é uma grande perda de tempo, porque a grande maioria dos eleitores quase sempre age de forma totalmente irracional.  É por isso que se diz que não se deve discutir política, futebol e religião, porque falta racionalidade.

No caso da política brasileira, realmente é a mais indecifrável do mundo, fato comprovado pela desistência dos chamados “brazilianistas”, como chamávamos os acadêmicos estrangeiros que se dedicavam à nobre arte de entender a política brasileira. Ou morreram de desgosto ou abandonaram a lide, não se encontra mais ninguém.

EXOTISMO – Na atual eleição, temos o favoritismo de duas candidaturas verdadeiramente exóticas. Uma delas tenta reviver o passado militarista, enquanto a outra sonha em fortalecer o grupo político que institucionalizou o maior esquema de corrupção do mundo, vejam como as coisas são complicadas por aqui.

O editor da Tribuna da Internet considerava que tanto Jair Bolsonaro quanto Lula da Silva eram candidaturas que tinham prazo de validade e um teto de crescimento que impediria a vitória deles. Seriam suplantados por uma terceira via, especialmente por um candidato que não fosse político profissional, digamos assim.

Mas as coisas mudaram muito: Lula da Silva foi preso, não conseguiu ser candidato; Bolsonaro levou um atentado a faca, teve hemorragia interna e quase morreu; e a terceira via até agora não deu o ar de sua graça.   

MUDOU TUDO – Era sabido que Bolsonaro tinha teto, porque sofreria rejeição de mulheres, negros e antimilitaristas, além do público LGTB. Mas a facada criou um clima favorável a ele. Mudou tudo. Lula também tinha teto, porque jamais passou de 20% nas pesquisas espontâneas. Mas Haddad não é Lula, rapidamente alcançou o teto que o editor da TI imaginava, na sua vã filosofia.

No início da semana passada, foram divulgadas três pesquisas mostrando o crescimento da dupla Bolonaro/Haddad, mas ressalvando que entre 43% a 45% dos eleitores continuavam indecisos ou decididos a votar branco ou nulo. Além disso, as pesquisas indicavam também que um terço dos eleitores que já escolheram candidato poderia mudar de voto, vejam que esculhambação. E isso significa que a terceira via, imaginada lá atrás, de repente poderia até ser viável. Mas até agora, nada.

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P.S. –
Cadê a pesquisa espontânea, que é a mais importante. Certamente será divulgada nesta terça-feira. A gente quer saber se os indecisos, brancos e nulos ainda continuam vencendo a eleição. (C.N.)

Paulo Guedes subiu no telhado e quem manda na campanha são os generais

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Guedes acreditou na capa da Veja…

Carlos Newton

Já era esperado. O economista Paulo Guedes, com sua fama de professor e ex-banqueiro, julgou que seria uma espécie de Rasputin imberbe e meio careca no Palácio do Planalto, caso o candidato Jair Bolsonaro fosse eleito presidente da República, mas na política as coisas não funcionam exatamente assim. Em sua coluna no Estadão, a jornalista Vera Magalhães já cantou a pedra, dizendo que a união de Bolsonaro e Guedes é apenas “um casamento de fachada”. E o fato concreto é que casamentos desmoronam, mesmo sendo somente para constar – ou de fachada, como prefere a excelente colunista.

Neste final de primeiro turno, a crescente possibilidade de Bolsonaro ganhar a disputa presidencial fez eclodir uma precoce disputa de poder dentro do núcleo de campanha, entre os civis e os militares da entourage. E todos sabem quem vai sair vencedor.

FORA DO BARALHO – Como não há condições de Bolsonaro conduzir a campanha, Paulo Guedes foi assumindo a parte que julgou lhe caber neste latifúndio. Na semana passada, ao anunciar seu plano de reforma tributária – que por enquanto substitui atuais tributos por uma única cobrança semelhante à da CPMF –, Guedes pensou que estava abafando, mas tratava-se de uma tragédia anunciada, porque o próprio Bolsonaro votara contra a ressurreição da CPMF e prometera não recriar o imposto.

Guedes também julgou ter reinventado a pólvora, ao propor o fim da independência do voto parlamentar, com fechamento de questão obrigatório em toda votação de interesse do governo.

Resultado: o criativo economista desabou feito o viaduto imortalizado por Aldir Blanc e João Bosco. A queda não deixou vítimas, a não ser o próprio Guedes, que no sábado foi visitar Bolsonaro no hospital e descobriu estar proibido de anunciar qualquer coisa relacionada à campanha.

GENERAIS NA ATIVA – Quem manda agora no QG partidário é o próprio Bolsonaro, assessorado pelos dois filhos deputados (Eduardo e Flávio) e o vereador (Carlos), e por um grupo de generais reformados que estão cada vez mais na ativa, em matéria de política.

Além do general Hamilton Mourão, candidato a vice, participam da campanha os generais Augusto Heleno, Aléssio Ribeiro Souto e Osvaldo Ferreira na linha de frente.

Não há problemas de hierarquia, porque todos sabem que é Bolsonaro quem manda. Em contrapartida, o capitão também sabe que não pode sair da linha e os interesses nacionais terão de ser respeitados. Se ganhar a eleição, que ainda depende do fôlego de Fernando Haddad e da terceira via de Ciro Gomes, a conversa vai ser outra e o reinado dos banqueiros e investidores estará com seus dias contados.

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P.S. –
A situação é curiosíssima, porque nunca houve nada igual em tempo de democracia, nem mesmo no governo do marechal Eurico Dutra. Quanto à direção do PSL, tenta fingir que manda em alguma coisa e o resultado é patético – não manda em nada. O(C.N.)

FHC indicou o candidato único, mas nem às paredes confessa o nome dele…

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Ciro Gomes tem duas semanas para ser alternativa 

Carlos Newton

O editor da Tribuna da Internet tem um amigo que faz previsões políticas com impressionante grau de acerto. É o engenheiro José Novo de Oliveira Borges, que se consagrou construindo aquelas belíssimas mansões de Búzios que tanto impressionam os turistas. Na quinta-feira passada, tomando um vinho no restaurante “Gambino”, José Nono me falava ardorosamente sobre a inevitabilidade da eleição de Jair Bolsonaro. Ele minimiza a alta taxa de rejeição do candidato do PSL e não vê chance de o petista Fernando Haddad conseguir virar o jogo no segundo turno.

Concordo com meu amigo. A meu ver, Haddad não conseguirá derrotar o fenômeno Bolsonaro, que estava em vias de estacionar no teto de 22%, mas ganhou um impulso enorme com o esfaqueamento sofrido em Juiz de Fora, o risco de vida, as duas cirurgias e o procedimento adicional. Se um roteirista/marqueteiro pudesse imaginar uma circunstância para ativar a campanha, não pensaria em nada melhor.

TERCEIRA VIA – Na minha opinião, posso estar errado, claro, mas a única possibilidade de derrotar Bolsonaro seria a união em torno de Ciro Gomes, sugerida de maneira tácita por Fernando Henrique Cardoso, que não quer magoar Geraldo Alckmin, mas já magoou ao defender a união do Centro em torno de um candidato, que ele nem às paredes confessa, como diria Amália Rodrigues, que celebrizou este belíssimo verso português.

Ainda há tempo, estamos a exatas duas semanas da eleição, Ciro Gomes tem experiência e traquejo suficientes para segurar esta onda. Está se beneficiando da exclusão, porque Geraldo Alckmin, Marina Silva e Alvaro Dias não decolaram. Na pista de pouso, só restou Ciro Gomes, que ainda está taxiando, enquanto Bolsonaro e Haddad já têm plano de voo.

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P.S.Só nos resta aguardar a próxima pesquisa, para saber se o candidato do PDT realmente vai decolar ou apenas fazer figuração nessa disputa verdadeiramente enlouquecida. (C.N.)

“Carioca da gema” continua se excedendo e teve 100 comentários deletados

Imagem relacionadaCarlos Newton

O editor da TI não tem tempo para ler todos os comentários e fazer moderação de quem ofende, ironiza e escracha outros participantes do blog. Mas o editor está operando por amostragem. Na semana passada, leu de uma só vez 200 comentários e teve de deletar 47, por falta de educação democrática, digamos assim.

Neste sábado, o editor fez nova amostragem, e encontrou insistentes comentários de alguém que se assina “cariocadagema”, cujo comportamento ofensivo e deletério ofende aos cariocas, que decididamente não se comportam assim. Imediatamente, foram deletados os últimos 100 comentários dela, esperando que passe a respeitar as normas e conviva conosco numa boa.

No almoço de quinta-feira, tivemos o prazer de assistir à confraternização de dois outrora desafetos – Carlos Vicente e Darcy Leite, que no final da reunião trocaram um amistoso aperto de mãos.  Na verdade, é muito fácil conviver e respeitar os outros, mas parece impossível que isso ocorra na internet. Infelizmente. Mas vamos continuar tentando.

 

Em tradução simultânea, FHC está pedindo que o centro apoie Ciro Gomes

FHC preocupa-se com a sucessão no evento da XP

Carlos Newton

Depois de publicar uma carta-aberta no Facebook na quinta-feira, dia 20, quando afirmou que o quadro eleitoral é sombrio e fez um apelo pela união das campanhas de centro para eleger o que chamou de “candidatos mais capazes” contra a “marcha da insensatez”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou à carga nesta sexta-feira, ao afirmar que há uma quebra de confiança no Brasil entre os políticos e a sociedade.

“O momento é difícil, mas temos que ver se alguém tem plano de voo”, disse, ao lado do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, ao participar de um painel no congresso da corretora XP na capital paulista, quando se esperava que Paulo Guedes exibisse o programa econômico de Jair Bolsonaro, mas o economista faltou ao evento, por ter sido desautorizado pelo próprio candidato do PSL. 

DESCONFIANÇA – FHC disse considerar que o Brasil passa por um momento de desconfiança da sociedade na classe política, o que impõe aos atuais candidatos o desafio de transmitir às pessoas uma visão de futuro melhor. “Houve quebra de confiança nos homens que conduzem o País e ninguém ganha confiança sem transmitir a esperança de um futuro melhor”, assinalou o tucano

O ex-presidente defendeu a escolha de uma terceira via, ao observar que, numa democracia, convencer o outro não depende apenas da vontade de uma só pessoa, porque a grande maioria da sociedade talvez não queira escutá-la. Por isso, defendeu que os políticos precisam apresentar à população uma utopia possível e viável. “Tem que ser uma utopia que as pessoas sintam que é o caminho”, comentou.

SEM CITAR ALCKMIN – O tucano FHC se equilibrou em cima  do muro e em nenhum momento citou o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin. “O momento é difícil, mas temos que ver se alguém tem plano de voo. Sem plano de voo não se chega a lugar nenhum”, salientou o ex-presidente.

Como a eleição está claramente entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), as declarações de FHC necessitam de tradução simultânea. É óbvio que ele está se referindo ao terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), ao mencionar “alguém que tem plano de voo”.

Se estivesse falando em Alckmin, FHC citaria o nome dele, mas sabe que o tucano não tem programa nem carisma para segurar essa onda. Da mesma forma, não está se referindo a Marina Silva (Rede) nem Alvaro Dias (Podemos), cujas candidaturas também fracassaram. Nem tampouco se refere a João Amoêdo (Novo) ou a Henrique Meirelles (MDB).

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P.S. –
Se alguém der uma empurradinha nele, FHC vai rasgar a fantasia e implorar: “ Pelo amor de Deus, votem no Ciro para evitar uma nova tragédia nacional!!!”. Basta uma empurradinha.

P.S. 2 – Ciro Gomes, que é bipolar e às vezes se comporta como um idiota, não captou a mensagem de FHC e esculhambou o ex-presidente, dizendo que ele estava querendo “ressuscitar Alckmin”. Se tivesse juízo, Ciro deveria ter agradecido a FHC a força que está lhe dando. (C.N.)

Todas as pesquisas ainda indicam supremacia dos indecisos, brancos e nulos

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Charge do Moises (mcartuns.wordpress.com)

Carlos Newton

O mais importante indicador das pesquisas é o quesito do chamado “voto espontâneo”, em que o eleitor responde em quem pretende votar, sem que lhe seja exibida pelo entrevistador a lista dos concorrentes. Esta é a pergunta mais importante, porque todas as demais são induzidas. O mais surpreendente dos resultados de todos os institutos, até agora, faltando duas semanas para o encerramento da campanha eleitoral, é que todos os institutos indicam que a eleição continua a ser vencida por indecisos, brancos e nulos. Nunca antes, na História deste país, se viu nada igual.

Este fenômeno indica simplesmente a decepção dos eleitores em relação à classe política como um todo, sem se levar em conta partidos e supostas ideologias que representem. O desapontamento é imenso, explica o fenômeno Bolsonaro, que é cada vez mais favorito a vencer no primeiro turno, e também justifica o grande número de indecisos, identificado na mais recente pesquisa Datafolha, que teve impressionante abrangência e ouviu 8.601 eleitores em 323 municípios brasileiros, tendo sido realizada nos dias 18 e 19 de setembro de 2018.

CONFIRMAÇÕES– A pesquisa espontânea do Datafolha aponta que os candidatos continuam sendo derrotados por 30% de indecisos, 11% de votos brancos e nulos e mais 3% que não sabem o que fazer. No total, 44%. E os números batem, porque a pesquisa do Ibope indicou 42% e a CNT/MDA 45%.

Ou seja, os três principais institutos constataram a mesma sisutação, entre 42% e 45% de indecisos, brancos e nulos, com empate na margem de erro.

Por fim, na pesquisa espontânea do Datafolha, Bolsonaro lidera com 24%; Haddad tem 11%; Ciro Gomes, 7%; Geraldo Alckmin, 3%; Lula, 3%; João Amoêdo, 2%; Marina Silva, Henrique Meirelles e Álvaro Dias, 1% cada um, e os restantes com menos de 1% ou zero.

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P.S.
No meu entender, por enquanto o que vale é a pesquisa espontânea, com Bolsonaro imbatível no primeiro turno, Haddad em segundo e Ciro Gomes em terceiro, mas ainda com chances, porque o candidato do PT tem teto e não conseguirá ultrapassar os votos que seriam dados a Lula, que nas pesquisas espontâneas nunca passaram de 20%. (C.N.)