O governo Lula diante do implacável espelho da opinião pública

Promiscuidade entre Supremo e BTG compromete o novo evento “Gilmarpalooza“

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Weslley Galzo
Estadão

A pouco menos de 20 dias para a edição deste ano do Fórum de Lisboa, evento organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, apelidado de “Gilmarpalooza”, seis ministros da mais alta Corte já foram anunciados como palestrantes, assim como três representantes do alto escalão do BTG Pactual, banco que é parte em processos no STF.

Em nota, a organização do evento disse que “a participação de executivos de empresas se dá exclusivamente na condição de palestrantes convidados para contribuir com discussões temáticas de interesse público e sem quaisquer contrapartidas”.

CURADORIA PLURAL – “A escolha dos nomes segue critérios de relevância acadêmica e técnica, definidos por uma curadoria plural e independente”, completou. O BTG afirmou que não é patrocinador do Fórum e é frequentemente convidado para este tipo de evento por ser referência em sua área (leia mais abaixo).

A organização do Fórum tem divulgado diariamente os nomes de peso da política, do Judiciário, da advocacia e do mundo dos negócios que viajarão a Lisboa para falar no evento. Dos 11 ministros do STF, devem estar presentes no Fórum o presidente Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino e o próprio Gilmar Mendes, é claro.

Dentre as empresas privadas, BTG, Eletrobras, Grupo Yduqs e Light, todos com processos em tramitação na Suprema Corte, tiveram representantes anunciados como palestrantes no Gilmarpalooza.

LAÇOS COM BTG – O banco enviará à capital portuguesa a sócia Bruna Marengoni, o diretor jurídico, Bruno Duque, e o chairman, André Esteves, que já foi preso a mando de ministro e teve o seu processo arquivado pelo STF por falta de provas.

A presença de executivos da cúpula do BTG mostra o estreitamento de laços entre a instituição financeira e o evento liderado por Gilmar Mendes sob a batuta do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição da qual Gilmar é sócio-fundador.

A Light, a Eletrobras e Yduqs serão representadas, respectivamente, pelo CEO, pelo o vice-presidente de regulação e relações institucionais e pela vice-presidente do grupo.

HAPPY HOUR – Na edição do ano passado, o BTG ofereceu um “happy hour” fora da agenda oficial do evento para autoridades do Judiciário e Legislativo no luxuoso restaurante SUD Lisboa. Como mostrou o Estadão na época, o coquetel foi disputado entre advogados e lobistas. O local foi pensado para que as autoridades e os empresários tivessem mais privacidade.

Em nota, o banco afirmou que, “como qualquer empresa referência em seu mercado de atuação“, é ”frequentemente convidado a participar de eventos diversos que abordam temas relevantes para o Brasil e o mundo”.

O BTG disse ainda que os assuntos abordados no Fórum “são parte da expertise de porta-vozes do Banco” e adicionou que não é patrocinador do evento, arcando com as despesas de seus executivos sem recebimento de cachê ou outros recursos.

TAMBÉM A LIGHT – A empresa de energia Light, outra instituição cujo CEO foi anunciado como palestrante do Gilmarpalooza, é parte em três recursos extraordinários que tramitam no STF. Uma dessas ações era relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso e passou para a relatoria de André Mendonça — os dois ministros vão viajar a Lisboa para participar do Fórum. Procurada, a empresa não se manifestou.

No processo, a Light disputa contra a Concessionária da Rodovia Presidente Dutra e saiu vencedora nas votações em plenário realizadas até o momento. O caso segue em tramitação no STF com diversos embargos e, na votação mais recente em plenário virtual, Mendonça votou contra embargo da Concessionária da Rodovia Dutra, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Já a Eletrobras é corréu (litisconsorte passivo) em um processo movido pelo Estado de Alagoas contra a União por “ter deixado, há mais de 20 anos, de realizar a privatização” da Companhia Energética de Alagoas (CEAL), que é subsidiária da empresa de geração e transmissão de energia. A causa é estimada em R$ 1 milhão e tramita sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Promiscuidade, teu nome é Supremo. (C.N.)

Ganha força a chapa Tarcísio-Michelle para pôr fim à hegemonia do PT no Brasil

Pesquisa Quaest: Tarcísio e Michelle lideram para substituir Bolsonaro

Tarcísio e Michelle formarão uma chapa imbatível em 2026

Gustavo Zucchi
Metrópoles

Aliados de Jair Bolsonaro enxergam um possível caminho para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) consiga chegar ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026: como candidata a vice.

A avaliação desse grupo é de que, por nunca ter ocupado um cargo eletivo, Michelle não teria apoio político para ser a cabeça de chapa. Nesse cenário, o melhor caminho seria ser vice de Tarcísio de Freitas.

MELHOR CANDIDATO – O atual governador de São Paulo é o favorito do Centrão, do mercado financeiro e de parte dos bolsonaristas para ser o candidato de Bolsonaro, que está inelegível para o pleito do próximo ano.

Caso aceite ser vice de Tarcísio, Michelle abriria espaço para outro aliado de Bolsonaro disputar o Senado pelo Distrito Federal (DF), vaga para a qual a ex-primeira-dama é cotada originalmente.

Em 2026, duas vagas de senador estarão em disputa por estado. No DF, o campo da centro-direita está engarrafado, com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a deputada Bia Kicis (PL-DF) de olho no Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A chapa Tarcísio-Michelle é imbatível, porque terá os votos massivos dos evangélicos, que se somarão aos bolsonaristas, aos tarcisistas e aos antipetistas como um todo, sob os auspícios do Centrão. Aliás, não será uma eleição, vai ser um massacre. (C.N.)

Jogo já tem resultado antes de começar: STF 4 x 1 Bolsonaro, com viés de 5 x 0

Fux vai rasgar a CLT ? — Conversa Afiada

Charge do Bessinha (Conversa Afiada)

J.R. Guzzo
Estadão

A única questão que de fato interessou os atores da vida pública brasileira nos últimos dois anos, e que como sempre não teve nada a ver com qualquer necessidade real do País neste período de tempo, chegou enfim aos seus melhores momentos. Já foram os gols, os pênaltis e as corridinhas do juiz para o VAR; agora, é esperar que acabe a transmissão.

Como estamos no Brasil, o jogo já estava com o resultado acertado antes de começar. Ainda falta aparecer no placar do estádio, mas pelo que está dando para se entender, foi STF 4 x Bolsonaro 1, com viés de 5 x 0.

INIMIGO POLÍTICO – A partida vem sendo uma dessas coisas da política brasileira desde a “redemocratização”: não há adversário político, e sim inimigo a ser abatido a qualquer custo, como é o caso, o tempo todo, nessas ditaduras de fim de mundo que se espalham por aí afora.

O inimigo da ocasião, ou homem marcado para morrer, é Bolsonaro. O pelotão de fuzilamento é o consórcio Lula-STF. Decidiram que ele tem de ser banido da vida política do país. E está chegando a hora de executar a sentença de condenação.

É uma comédia que tenta dar a si própria a cara de julgamento segundo os ritos da lei, com inquérito policial, denúncia do Ministério Público, juízes, testemunhas e até advogados de defesa. Mas, no mundo dos fatos, sempre foi uma operação de vingança política por parte de quem tem a força armada a seu favor.

JOGO JOGADO – Como o jogo ainda oficialmente não acabou, a prudência recomenda esperar. Mas a menos que a arbitragem mude de ideia, o desfecho já está pronto.

O público pagante pôde ver, nestes últimos dias, os movimentos finais da partida. Foi interrogada, enfim, a testemunha-bomba da acusação – o tenente-coronel Cid, que há dois anos aparece na mídia como o homem que iria provar, acima de qualquer dúvida, que Bolsonaro pensou, ou quis, ou preparou, ou tentou, dar um golpe de Estado.

Apareceu, enfim, a prova-bomba do MP, a “minuta do golpe” – ou melhor, não apareceu, mas foi oficialmente apresentada à plateia como se fosse mesmo uma prova-bomba. Veio à linha de frente, enfim, o réu-bomba em pessoa, Jair Bolsonaro.

POTÊNCIA ZERO – Tudo isso somado, em termos do que realmente tinha de aparecer – provas materiais do crime e da culpa dos acusados – rendeu zero elevado à potência zero. Cid disse “não” a quase tudo o que lhe perguntaram – ou então que não se lembrava mais, não poderia dizer, não tinha visto.

Não provou o pouco que disse – ficou a sua palavra contra a palavra dos outros. A “minuta do golpe”, agora de forma oficial, não existe no mundo da matéria: não está nos autos, não tem autor, não é assinada por ninguém.

Tudo o que sabe é o que a polícia e a PGR Tribuna da Internetdizem dela: um desfile (“em mau português”, na opinião de Cid) de suposições sobre a viabilidade de se solicitar ao Congresso, conforme está na Constituição, um estado de sítio, ou de defesa, que levaria a uma nova eleição em 2022.

NÃO HOUVE GOLPE – O único fato realmente indiscutível a respeito, além da inexistência física da “minuta”, é que não foi assinado, nem apresentado, nem requerido e muito menos executado qualquer estado de sítio. Não se suspendeu a eleição. Não aconteceu nada. Falaram do que poderia ter sido feito. Não fizeram nada do que se falou.

Quanto a alguma prova séria sobre a tentativa de “golpe armado” e sobre a culpa que Bolsonaro teria tido nela, o depoimento supostamente fatal do ex-presidente em juízo acrescentou nada ao nada que existia até agora.

Na verdade, ele repetiu que depois da eleição só se manifestou contra a intervenção militar ou outras viradas de mesa. Não foi contestado em nada do que disse pelo MP, nem desmentido com algum fato pelos interrogadores.

TRIBUNAL OU FACÇÃO – Só que tudo isso, na vida real, pode não ter nenhuma relevância para o STF. Quem acha que a nossa “suprema corte”, como diz Lula, precisa de alguma prova, do apoio da lei ou da mera lógica elementar para fazer o que bem lhe der na telha?

No fim das contas, o que vai decidir a questão não é o devido processo legal; a lei já foi violada dezenas ou centenas de vezes por esse STF desde que deixou de ser um tribunal de justiça para se transformar em facção política.

O que vai decidir tudo é a realidade objetiva na hora de darem a sentença – a sentença para valer. Aí, como diziam os intelectuais de épocas menos estúpidas do que a que vivemos hoje, vai valer a “correlação de forças”. Quem puder mais vai chorar menos.

Não critiquem Israel pelo fulminante ataque ao Irã. Agradeçam a eficiência

Ali Khamenei, lider supremo do Irã -- Metrópoles

O regime dos aiatolás do Irã é uma ameaça à paz mundial

Mario Sabino
Metrópoles

Ao contrário do que você pode ser levado a pensar, o mundo está mais seguro desde que Israel lançou o seu ataque fulminante contra o Irã. Pouco antes do ataque, a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) divulgou que o regime iraniano havia violado o acordo assinado em 2015, com Estados Unidos, China, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido, e que o país já contava com urânio enriquecido suficiente para fabricar nove bombas nucleares.

“A Aiea declara que não pode garantir que o programa atômico iraniano seja exclusivamente pacífico”, disse a agência.

NÃO AO ACORDO – Junte-se a isso a recusa do Irã em ceder a Donald Trump nas exigências de um novo acordo, não restava outro caminho a Israel, se não o de atacar instalações nucleares e militares do país. O regime iraniano é uma ameaça existencial ao país. É objetivo declarado da ditadura dos aiatolás eliminar o Estado judaico.

Até que Israel reagisse ao massacre de 7 de outubro de 2023, o Irã vinha promovendo uma guerra por procuração contra o seu grande inimigo, via Hamas e Hezbollah, principalmente. Mas a invasão bárbara do território israelense mostrou a Tel Aviv que o confronto direto com Teerã era questão de pouco tempo, a necessária etapa seguinte à dizimação dos grupos de sicários palestino e libanês.

Em abril do ano passado, Israel bombardeou a embaixada iraniana em Damasco para matar oficiais graduados da Força Quds, unidade do exército do Irã responsável por treinar, equipar e financiar os terroristas aliados do regime dos aiatolás.

DRONES E MÍSSEIS – Em retaliação, o Irã lançou centenas de drones e mísseis contra o território de Israel. O que era para ser uma demonstração de força virou o seu contrário: o ataque inédito e aparentemente grandioso causou mais ansiedade do que vítimas entre os israelenses, graças ao sistema de defesa antiaérea que os protege e que contou com a ajuda dos Estados Unidos e de outros países.

Com ou sem Benjamin Netanyahu, Israel empreenderia uma guerra contra o Irã para destruir as suas instalações nucleares. Os israelenses nunca acreditaram na conversa fiada de que o programa atômico iraniano tinha fins pacíficos.

Só não atacaram antes porque o acordo firmado em 2015 criou obstáculos políticos no plano internacional, que foram removidos pelo 7 de outubro e, agora, pelo reconhecimento da Aiea que, durante todo esse tempo, os iranianos levaram no bico os países que acreditaram que a assinatura de aiatolás e de seus prepostos valia alguma coisa.

OUTROS ATAQUES – Agora, Israel apenas começou o serviço no qual as suas forças armadas operam em conjunto com agentes do serviço secreto, o Mossad, infiltrados em território iraniano. Outros ataques virão nas próximas duas semanas, como anunciado.

Além de destruir parte das instalações nucleares e militares do Irã, os israelenses mataram os cientistas que conduziam o programa nuclear e os comandantes das Forças Armadas do Irã. Outros oficiais graduados também foram eliminados.

A cadeia do comando militar iraniano foi quebrada por mais uma ação prodigiosa de Israel. Os israelenses prestam um grande serviço a si mesmos, ao Oriente Médio e, portanto, ao mundo ao atacar as instalações onde o regime medieval dos aiatolás, opressor do próprio povo e patrocinador de grupos terroristas que desestabilizam perigosamente a região, vinham preparando bombas atômicas e fabricando mísseis que as pudessem carregar, ao mesmo tempo que mentiam sobre as suas reais intenções.

Hipocrisia habitual – Os protestos ouvidos contra Israel dos governos de países muçulmanos e ocidentais são a expressão da hipocrisia habitual da qual o país é alvo.

Enfraquecer e derrubar o regime iraniano, tanto pela mão militar como pela política, é passo fundamental a ser dado para a paz no Oriente Médio, e ele inclui a constituição de um Estado palestino que conviva em harmonia com o Estado israelense, objetivo impossível de ser alcançado enquanto houver aiatolás e cúmplices para ressuscitar continuamente Hamas e Hezbollah.

Não critiquem Israel pelo ataque ao Irã. Agradeçam a Israel.

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PS:
A nota do Itamaraty é mais do mesmo. O Brasil se compraz na sua irrelevância. (M.S.)

 

Advogado diz que Cid não deve explicações sobre a família e manda PGR se danar

Advogado de Mauro Cid criticou prisão “ilegal” de Lula e “asseclas de  Bolsonaro” pelo 8 de janeiro | CNN Brasil

Cezar Bitencourt falou grosso com relação ao procurador

Cézar Feitoza e Mariana Brasil
Folha

Chefe da equipe de defesa de Mauro Cid, o advogado Cezar Bitencourt afirmou que o tenente-coronel não deve explicações sobre a viagem de sua família aos Estados Unidos e disparou contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. “Dane-se o PGR. A vida do Cid segue indiferente à existência do processo”, escreveu Bitencourt à Folha.

O comentário foi feito depois de Gonet pedir a prisão do militar por suspeitar que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) planejava sua fuga do Brasil.

DEPOIS, SE RETRATOU – Após a publicação da reportagem, o advogado se retratou pela declaração. “Peço desculpas pela expressão equivocada”, disse.

Na petição enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o PGR afirmou que as viagens dos familiares de Cid associada às suspeitas de que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado —do governo de Jair Bolsonaro (PL)— tentava conseguir um passaporte português para o militar indicaram possibilidade de o réu tentar fugir do país.

Machado foi preso pela Polícia Federal no Recife, mas teve a prisão preventiva revogada na noite de sexta-feira (13). Contra Cid, por sua vez, foi iniciada uma operação para investigar um possível plano de fuga, suspeita desencadeada após a viagem da família dele aos Estados Unidos.

MANDATO DE PRISÃO – Segundo a defesa de Cid, os policiais chegaram à casa do militar com um mandado de prisão, mas foram informados, já na residência do oficial, que a detenção havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a operação.

A assessoria do STF confirmou que o militar não foi preso, sem dar detalhes. Cid chegou à sede da PF em Brasília por volta das 11h de sexta para prestar depoimento.

A família de Mauro Cid viajou aos Estados Unidos no dia 30 de maio para as comemorações do aniversário de 15 anos da sobrinha do militar. Os pais, a esposa e uma das filhas de Cid pegaram um voo da Copa Airlines de Brasília (DF) rumo a Los Angeles, com escala na Cidade do Panamá.

SE JUSTIFICAR? – Para o advogado, a família do tenente-coronel não tem “nada a ver” com o processo que Cid enfrenta no Brasil e não precisa se justificar.

Ele afirma ainda que os familiares não têm previsão de retorno ao Brasil, contradizendo as compras de passagens de volta para o dia 20 de junho, conforme mostrou a Folha.

“[A família] está nos EUA SEM DATA PREVISTA PARA RETORNAR. Ela não tem nada a ver com o processo do Cid e não deve explicação a ninguém! O Cid não pode viajar há mais de ano! E ninguém morre por não poder viajar! Ele está bem e cumprindo as condições processuais!”, escreveu Bitencourt em mensagem.

CID FAMILY TRUST – Parte da família de Cid mora nos Estados Unidos. Daniel, irmão do militar, mora na Califórnia e abriga uma das filhas do tenente-coronel há pelo menos três anos. O pai de Cid também morou nos EUA durante o governo Bolsonaro, nomeado para comandar o escritório da Apex em Miami de 2019 a 2022. 

Pai e filhos são donos da empresa Cid Family Trust, que tem uma mansão cinematográfica em Los Angeles e outro imóvel em Miami.

Mauro Cid deu entrada em 11 de fevereiro de 2023 em um pedido de reconhecimento de sua cidadania portuguesa. A mãe do militar é cidadã de Portugal, o que dá ao tenente-coronel o direito de ter a carteira de cidadão do país. O processo junto à Embaixada de Portugal foi concluído em 2024, e o militar recebeu uma carteira de identidade com validade até 3 de janeiro de 2035.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moraes está cada vez mais patético. A ordem de prisão era um recado a Cid, com o ministro avisando que o prende quando bem entender. A resposta do advogado mostra que ele já está de saco cheio com as sandices de Moraes. Cid não é flor que se cheire, mas o ministro e o procurador não podem se servir dele da forma que mais lhes aprouver. (C.N.)

Aliados de Bolsonaro criticam perseguição de Moraes a futuros candidatos

'Sóstenes denuncia que Moraes quer atrapalhar os bolsonaristas

Sóstenes denuncia que Moraes quer atrapalhar os bolsonaristas

Letícia Casado
do UOL

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) veem perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na decretação da prisão do ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

Machado foi detido por suspeita de obstrução de justiça em uma investigação que apura se ele atuou para tentar tirar o tenente-coronel Mauro Cid — delator no processo que investiga a trama golpista — do Brasil.

NOMES NA LISTA – O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), diz que todos os pré-candidatos do bolsonarismo ao Senado em 2026 serão alvo de ações do ministro. Machado é o nome da legenda para concorrer a uma vaga em Pernambuco. “Todo e qualquer candidato ao Senado vai ser alvo do Moraes”, afirma.

De acordo com a investigação, Machado trabalhou pela emissão de passaporte português para Mauro Cid no consulado de Portugal no Recife.

À coluna, Cid disse desconhecer a iniciativa de Machado e afirmou que tentou obter a cidadania, não passaporte, de Portugal.

PASSAPORTE? – “Desde quando Gilson virou embaixador de Portugal, com capacidade de emitir passaporte?”, questiona Sóstenes. Ele disse, ainda, que a decisão de prender o ex-ministro era uma “cortina de fumaça” para tirar o foco da revista Veja, cuja reportagem de capa nesta semana acusa Mauro Cid de ter mentido no interrogatório no Supremo Tribunal Federal.

Uma das figuras mais próximas de Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia afirma que “o inquérito do golpe tem que ser anulado, Alexandre de Moraes joga uma cortina de fumaça, prendendo o ex-ministro de Bolsonaro”.

Em caráter reservado, outro aliado do ex-presidente diz que a consequência sobre a prisão é “imprevisível”. No meio da confusão, o inesperado – Moraes soltou Machado, que nem chegou realmente a ir para a cela da PF.

Em comerciais com Tarcísio, PSD de Kassab reforça a “aliança sólida”

Kassab se decola de Lula para apoiar Tarcísio em 2026

Fernanda Tavares
da CNN

O PSD vai exibir, a partir desta segunda-feira (16), cinco vídeos de 30 segundos na TV aberta de São Paulo. O material publicitário, que vai ao ar até dia 27 de junho, conta com imagens que reforçam a aliança estratégica do partido de Gilberto Kassab, atual secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

As imagens mostram Tarcísio inaugurando obras, participando de eventos públicos, abraçando eleitores. A edição conta com o logotipo e número do PSD ao lado do governador. Em um dos vídeos, a narração afirma que os dois formam “uma parceria que leva São Paulo para frente”.

QUALIDADE DA GESTÃO – À CNN, Gilberto Kassab, mesmo integrando a base do presidente Lula (PT), no comando de 3 ministérios, diz que o movimento de aproximação é “mais do que natural” e fruto da “qualidade da gestão” de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em uma eventual disputa à Presidência em 2026, Kassab também reforça apoio ao governador de São Paulo como um “aceno espontâneo”.

Kassab tem forte influência como uma espécie de conselheiro na gestão de Tarcísio. O cacique do PSD também marcou presença na indicação do atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD).

E RATINHO? – Kassab não descarta lançar candidatura própria à Presidência em 2026. Nos bastidores, o nome mais cotado dentro da sigla, é o do governador do Paraná, Ratinho Jr., que chegou a empatar com Lula em uma simulação de segundo turno divulgada pela Quaest no início deste mês.

Duas semanas atrás, em um jantar em São Paulo e na véspera da filiação do economista Paulo Hartung ao PSD, Tarcísio esteve em jantar promovido pelo partido com diversas lideranças da sigla, como governadores, prefeitos e congressistas.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), estava no evento e brincou: “Vem para o PSD, Tarcísio”.

A genial e eterna aquarela de Ary Barroso, amada no mundo inteiro

Ary Barroso: álbuns, músicas, shows | Deezer

Ary começou a carreira como pianista de jazz

Paulo Peres
Poemas & Canções

O radialista, músico e compositor mineiro Ary de Resende Barroso (1903-1964), na letra de “Aquarela do Brasil”, escrita em 1932, exalta a beleza, a grandeza, a miscigenação e seu amor pelo Brasil.

Historicamente, como foi gravada durante o governo Getúlio Vargas, a música sofreu críticas por iniciar o movimento samba-exaltação, que tinha meios ufanistas de enaltecer o potencial brasileiro, suas belezas naturais, riqueza e povo.

Vele ressaltar que, na época, o patriotismo que os brasileiros tinham pelo país não pode ser comparado com o atual. Era um sentimento de amor pelo país, que mesmo não concordando com o governo que tinha poder no Brasil, o compositor consegue esquecer todos os problemas e ainda assim, presta um tributo ao povo e a sua terra. É a segunda música brasileira mais gravada no mundo, superada apenas por Garota de Ipanema.

AQUARELA DO BRASIL
Ary Barroso

Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Prá mim! Pra mim, pra mim

Ah! abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Prá mim! Pra mim, pra mim!

Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver a sá dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Pra mim, pra mim, Brasil!
Brasil!

Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
O Brasil, samba que dá
bamboleio que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil!, Pra mim, pra mim, pra mim

Oh!, esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil!, Pra mim, pra mim, pra mim.

Ah!, e estas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah! esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil! Pra mim, pra mim! Brasil!
Brasil! Pra mim, Brasil!, Brasil!

Desejo e cobiça, quando reprimidos, sempre têm uma vida mais longa

A imagem apresenta uma composição abstrata com figuras humanas estilizadas, onde duas faces se entrelaçam. As figuras têm olhos grandes e expressivos, e estão cercadas por linhas que sugerem movimento e conexão. As cores predominantes são tons de rosa, vermelho, amarelo e azul, criando um contraste vibrante. O fundo é de um tom avermelhado, que destaca as formas e as expressões das figuras.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Suspeito que o desejo, sexual ou qualquer outro, quando reprimido, tem vida mais longa e consistente do que quando é liberado de forma geral. A máxima “é proibido proibir”, como aliás quase tudo que é fruto da contracultura, é infantil. A contracultura foi um surto de regressão cognitiva e afetiva erguida em comportamento de consumo.

Um comportamento antissocial oculto, praticado por adultos interessados em sexo fácil e no direito de serem preguiçosos sem culpa.

POBREZA DE ESPÍRITO – O desejo respira melhor quando acossado. Entendo que o que acaba de ser dito, provavelmente, será compreendido pelos inteligentinhos digitais como uma defesa da repressão contra uma sexualidade livre.

Inteligentinhos digitais são um perfil específico dentro da comunidade inteligentinha que se constitui a partir da semântica miserável das redes. Pobreza de espírito sob uma chuva colorida de purpurina.

Falar de desejo e repressão como pares necessários à vida do desejo é assunto, exclusivamente, para adultos. Adolescentes biológicos, psicológicos ou morais nada têm a dizer aqui.

REVOLUÇÃO SEXUAL – A conhecida “revolução sexual” foi um dos primeiros grandes produtos de comportamento de consumo. Muitas mulheres sempre fizeram sexo antes de se casar, às vezes com aquele que viria a ser o próprio marido, ou não. Quer ver? Pergunte às suas avós.

A simples ideia de que as mulheres passaram a fazer sexo com a “revolução sexual” é parte da commmodity do comportamento contracultural. Os anos 1960 marcaram o nascimento do marketing de comportamento.

E se as “meninas de família” não faziam sexo papai e mamãe, faziam sexo oral e anal adoidado. A contracultura é responsável por muitas das baboseiras que hoje viraram mainstream na cultura, no mercado, na política e no mundo jurídico no século 21. A infantilidade do século 21, até agora, é fruto direto da vagabundagem contracultural e seus produtos.

DESEJO CIDADÃO – A melhor forma de matar o desejo é “oficializá-lo como cidadão”. Existe ideia mais brocha do que desejo cidadão? As “políticas do desejo” são um modo ou de querer legitimar suas próprias taras ou de tornar o desejo inofensivo. A proibição do desejo é um estímulo profundo do desejo.

Voltemos à concupiscência. A palavra é usualmente entendida como cobiça ou busca de prazer descontrolado. O cristianismo entendeu isso muito bem. Paulo, falando em Gálatas 5 e santo Agostinho, falando das três concupiscências —carne, espírito e vontade—, depois de Paulo, fundaram a reflexão sobre a concupiscência.

Em Gálatas 5, as “obras da carne” descrevem exemplos dos frutos da concupiscência da carne. Aqui ele extrapola claramente o entendimento mais comum de concupiscência da carne como desejo sexual. Vai de lascívia a inveja, de prostituição a idolatria, vai de heresias a homicídio.

REPRIMIR É INTENSIFICAR – O desejo descontrolado pelo sexo é a forma mais comum de se entender a concupiscência da carne. Nada como reprimir o desejo sexual por alguém para que esse desejo se torne mais intenso.

“Sem querer”, o cristianismo deu a rota para a intensificação do imaginário sexual. Ao contrário do que a dita revolução sexual que nos levou ao estado de inanição sexual em que vive o mundo contemporâneo, principalmente entre os jovens, muito limpinhos, livres e corretinhos —mas quando se olha as redes vemos a violência babando pelos lábios.

Mas o melhor significado de concupiscência é cobiça. Por exemplo, como nos dez mandamentos se fala “não cobiçarás a mulher do próximo”. Entretanto, cobiça pode ter toda uma gama de objetos variados do desejo.

COBIÇA-SE TUDO – Vivemos num mundo organizado ao redor da cobiça. Ela move o mundo. Poderíamos nos referir ao nosso contrato social como um contrato de concupiscência. Todo o esforço social, político e econômico que fazem as sociedades para não mergulharem no mundo hobbesiano pré-Estado, na barbárie absoluta, é um esforço para equilibrar as concupiscências entre as pessoas, instituições, empresas, nações.

Santo Agostinho estava coberto de razão quando pensava numa espécie de contrato de concupiscência como modelo da vida em sociedade. A cobiça pelo dinheiro, pelo sucesso, por seguidores, por uma melhor versão de si mesmo, pelo poder político, pelo sexo, pela corrupção, pela melhor mentira, enfim, a cobiça é o motor da sociedade.

O capitalismo não sobreviveria sem a cobiça. O socialismo histórico, ao contrário do que pensou Karl Marx, tampouco eliminou a cobiça. Vivemos numa luta contínua contra a hegemonia da cobiça, apesar de todas as mentiras que se contam hoje sobre os seres humanos.

A resiliência de Lula e a emergência de Michelle: lições do último Datafolha

Levantamento divulgou intenções de voto para 2026

Pedro do Coutto

Por mais que a política brasileira tenha se acostumado com reviravoltas dramáticas e imprevisíveis, os dados da mais recente pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026 reiteram uma constante quase inescapável: a polarização segue firme como eixo central do debate nacional. O levantamento mostra que, se as eleições fossem hoje, Lula da Silva teria 43% das intenções de voto contra 42% de Tarcísio de Freitas. No cenário com Michelle Bolsonaro, a vantagem do presidente é ligeiramente maior: 46% a 42%.

A princípio, esses números podem parecer apenas mais uma fotografia momentânea do eleitorado. Mas, sob um olhar atento, revelam movimentos significativos – tanto no campo do lulismo quanto na seara bolsonarista. Primeiro, é preciso reconhecer a resiliência de Lula. Mesmo enfrentando críticas recorrentes sobre a condução administrativa e tendo de gerir uma base parlamentar muitas vezes hostil, o presidente mantém-se competitivo. Não há, neste momento, um desgaste fatal à sua imagem que o impeça de disputar em pé de igualdade uma reeleição.

SEM ALTERNATIVAS – A força de Lula parece residir não em uma aprovação exuberante de seu governo, mas na ausência de alternativas robustas no centro político e na capacidade de sustentar sua narrativa histórica – aquela que associa seu nome à superação, inclusão social e resistência democrática. A memória coletiva do lulismo ainda funciona como lastro emocional para boa parte do eleitorado, sobretudo diante de adversários que representam uma guinada conservadora com traços autoritários.

No campo oposto, o avanço de Michelle Bolsonaro é, sem dúvida, o dado mais surpreendente da pesquisa. A ex-primeira-dama, que jamais disputou uma eleição, desponta com 42% das intenções de voto – um desempenho expressivo para quem não possui trajetória político-eleitoral própria. Isso revela duas coisas: a força simbólica do sobrenome Bolsonaro e o desejo do eleitorado bolsonarista por uma alternativa mais “palatável” à figura do ex-presidente, cuja rejeição ainda é considerável fora de sua base fiel.

Michelle é a personificação da tentativa de ressignificar o bolsonarismo. Sua imagem de mulher religiosa, discreta e sem os escândalos diretos que rondaram o marido pode ser uma aposta estratégica do grupo para furar o teto de rejeição que Jair Bolsonaro enfrenta. Ainda é cedo para dizer se ela conseguirá sustentar uma candidatura presidencial, mas o recado do Datafolha é claro: ela tem potencial competitivo.

PEÇA IMPORTANTE – Tarcísio de Freitas, por sua vez, surge como uma peça importante no tabuleiro, mas que ainda não mobiliza paixões fora de São Paulo. Seu desempenho está no limite do empate técnico com Lula, o que é notável, mas talvez ainda insuficiente para consolidar-se como líder incontestável da direita no pós-Bolsonaro. A depender do grau de apoio que receba do ex-presidente e da disposição em nacionalizar seu discurso, pode se tornar o nome viável do campo conservador. Mas enfrenta o desafio de ser reconhecido para além de sua base estadual e de não ser engolido pelo peso simbólico do bolsonarismo de raiz.

No fundo, o retrato desenhado pelo Datafolha sugere uma eleição que pode repetir a lógica das últimas disputas: um país dividido entre dois polos, com os nomes mais conhecidos à frente, mesmo que cercados de críticas e controvérsias. O centro político, mais uma vez, parece órfão de lideranças que encantem ou mobilizem o eleitorado de forma contundente. Isso, por si só, fortalece a polarização, que continua sendo o motor do debate público nacional.

A disputa de 2026 ainda está longe, e muitas águas vão correr debaixo da ponte. Mas o que já se pode afirmar é que Lula permanece como um competidor formidável, mesmo sob o peso do governo. E que o bolsonarismo, longe de ter desaparecido, busca novos rostos para reviver sua narrativa – seja pela via de Michelle ou de Tarcísio. O Brasil segue, portanto, em sua encruzilhada cívica, entre a repetição e o reinício.

Zambelli deve se apresentar na Itália, não quer ficar escondida, diz advogado

Constituição da Itália e acordos de cooperação permitem extradição de  Zambelli - Diário do Pará

Carla Zambelli está em Roma, aguardando seu recurso

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Advogado da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), Fabio Pagnozzi afirmou neste sábado que a parlamentar deseja se apresentar às autoridades italianas na semana que vem, após a entrega de uma manifestação da defesa ao Ministério da Justiça do país. Zambelli foi condenada em maio a dez anos de prisão e à perda de mandato por invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica, devido à invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

— A deputada é procurada pela Interpol para uma prisão para fins de extradição. Ela não é procurada pela polícia italiana por um crime no país em que ela está. Existe a possibilidade dela ser presa na Itália, mas para isso acontecer cabe ao país aceitar. Não apenas o Ministério da Justiça do Brasil pedir — diz Pagnozzi.

PROCESSO ITALIANO – O defensor cita o devido processo legal italiano:

“Existe um devido processo legal a ser cumprido antes de uma extradição. O acordo bilateral brasileiro com a Itália não é para todos os crimes, por exemplo. A deputada não quer ficar foragida. Tem a vontade de se apresentar às autoridades italianas na semana que vem, depois que protocolado o recurso. Ela não quer ficar escondida” — completou.

MOBILIZAÇÃO – Na sexta-feira, o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca, afirmou que há uma “mobilização” da polícia italiana para prender a deputada, que fugiu para o país após ela ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao GLOBO, o diplomata brasileiro disse que o país europeu tem um “compromisso com a Interpol de efetuar a prisão”.

— A polícia italiana já se empenha não somente por reciprocidade diplomática, mas porque ela tem um compromisso com a Interpol de efetuar a prisão, de acordo com a solicitação de inclusão do nome da deputada na difusão vermelha. Isso é realizado em todos os casos, com todos os países — afirmou o diplomata.

Zambelli também tem cidadania italiana e declarou antes de ir ao país acreditar que não poderia ser presa por esse motivo. Mosca afirmou haver indícios de que ela não saiu da região metropolitana de Roma, capital italiana, mas disse que a polícia do país ainda não sabe o paradeiro da deputada.

SEM REJEIÇÃO – O embaixador brasileiro disse que, nos contatos que tem tido com autoridades italianas, não viu qualquer rejeição sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Mosca enfatizou que, neste primeiro momento há um processo sendo examinado sob o ponto de vista técnico, que será submetido à Justiça.

— Não vejo nenhum tipo de movimento no sentido de que uma pessoa que está foragida, condenada com amplo direito de defesa, condenada por um crime comum, seja protegida pela nacionalidade. Não tenho essa preocupação. Nossa cooperação é profunda, histórica. Temos uma tradição de cooperação, o nosso tratado de extradição data do início dos anos 1990, são mais de 30 anos. Não é algo que nós vamos começar com a deputada — disse o embaixador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O embaixador Renato Mosca, que pelo nome não se perca, deveria dizer a verdade: não há “rejeição” da Itália a prender Carla Zambelli nem “mobilização” para fazê-lo. Os italianos simplesmente estão pouco ligando para a deputada brasileira e têm mais o que fazer. Primeiro, vão analisar o recurso que seus advogados já apresentaram, depois a decisão. Aliás, os italianos não esquecem que Lula, em 2011, evitou a extradição do terrorista Cesare Battisti, réu confesso de quatro assassinatos. Como se sabe, o mundo dá voltas. (C.N.)

Era só o que faltava! Já se fala até em anular a delação de Mauro Cid…

Defesa de Mauro Cid diz que mensagens não são verdadeiras e deve ir ao STF | CNN Brasil

Mauro Cid já depôs onze vezes e foi preso duas vezes

Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura
O Globo

Aliados de Jair Bolsonaro avaliam pedir a realização de diligências e a anulação do acordo de colaboração premiada firmado entre a Polícia Federal e o tenente-coronel Mauro Cid, após a revista “Veja” publicar mensagens que sugerem que o ex-ajudante de ordens mentiu no depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e usou, sim, um perfil no Instagram para se comunicar com um aliado do ex-presidente sobre o conteúdo de sua delação premiada.

Mas, embora não admita publicamente, o entorno de Bolsonaro não acredita que qualquer iniciativa nesse sentido tenha qualquer chance de êxito – pelo menos a curto prazo.

FUTURA NULIDADE – A aposta, no entanto, é a de que o pedido sirva para “envergonhar o processo” e estabelecer bases para alguma futura nulidade no âmbito das investigações da intentona golpista que culminou com a invasão e a depredação da sede dos três poderes, em Brasília.

“Numa turma que tem o Alexandre de Moraes, o ex-advogado do Lula (Cristiano Zanin Martins) e um ex-ministro do governo Lula (o ex-ministro da Justiça Flávio Dino), nós sabemos que não temos a menor chance”, diz um interlocutor de Bolsonaro envolvido nas discussões nos bastidores, em referência a três dos cinco magistrados que integram a Primeira Turma do STF. O colegiado vai decidir se absolve ou condena o ex-presidente até setembro deste ano.

A estratégia, portanto, mira não o presente, mas o médio e longo prazo, quando os aliados de Bolsonaro avaliam que o jogo pode virar a favor do ex-presidente com uma mudança da conjuntura política que incluiria uma eventual vitória de um candidato de direita nas próximas eleições e uma nova correlação de forças no STF, com a chegada de ministros indicados pelo próximo chefe do Executivo.

JOGO É SUJO – Nas mensagens reveladas pela revista “Veja”, Cid reclama da atuação de Alexandre de Moraes, diz que o “jogo é sujo” e acusa o ministro de já ter “sentença pronta” para condenar a ele, Bolsonaro, e os ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno.

“Uma hora lá na frente isso tem que cair”, diz esse interlocutor de Bolsonaro, apostando na “teoria Zanin” para insistir numa tese que leve ao esvaziamento ou até à anulação das investigações que miram o ex-presidente e outras 31 pessoas.

A “teoria Zanin”, como foi batizada pelos próprios defensores, consiste em copiar a estratégia adotada pelo ex-advogado do presidente Lula e hoje ministro do Supremo contra a Operação Lava-Jato, de contestar até o final a investigação, as provas colhidas e a condução do julgamento no STF.

APOIO DE FACHIN – Lula acumulou uma série de reveses na Justiça, até o relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, decidir em março de 2021 que a 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) não era competente para cuidar das investigações contra o ex-presidente da República

Integrantes da cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, avaliam que uma eventual anulação do acordo de colaboração premiada de Mauro Cid não comprometeria as provas colhidas na investigação, mas ameaça a manutenção dos benefícios acertados com o delator.

“Mantém o processo íntegro, mas perde os benefícios da colaboração”, diz uma fonte da PF que acompanha de perto os desdobramentos do caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A notícia tem procedência, devido à fragilidade da acusação, que é inteiramente montada nos onze depoimentos de Mauro Cid, com base em “fulano teria”, “consta que”, “há informações de que”, “comenta-se que” e outras ilações. Como disse o ministro Luiz Fux, semana passada, se houve nove depoimentos, isso significa que não houve nenhum. E depois disso, Cid depôs mais duas vezes, para compor uma delação à la carte, digamos assim, até a acusação se sentir satisfeita para iniciar o julgamento. O fato concreto é que a delação de Cid está totalmente desmoralizada, chega a ser vergonhoso o esforço do ministro Alexandre de Moraes para manter de pé o castelo de cartas montado com a “compreensão” do tenente-coronel, que não tem a menor vocação militar, chega a chorar e até desmaia ao receber ordem de prisão. Com militares desse tipo, o Brasil não consegue enfrentar nem mesmo a Costa Rica, que não tem Exército. (C.N.)

Barroso quer regular as redes sociais para evitar “abismo de incivilidade”

“Viramos um país de ofensas”, diz Barroso após ser interrompido em Oxford

Em nenhum momento Barroso falou a palavra “censura”

João Rosa
da CNN

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu neste sábado (14) a regulação das plataformas digitais e alertou para os riscos da desinformação e da incivilidade no ambiente virtual.

“Agora o mundo inteiro discute a regulação de conteúdo, e isso é muito delicado, porque é preciso proteger a liberdade de expressão. Mas o mundo ficou tão polarizado que nem o senso comum consegue, hoje em dia, alcançar consenso. Não importa se é liberal, conservador ou progressista: não pode haver pornografia infantil, terrorismo, venda de armas ou instigação ao suicídio nas redes”, afirmou o presidente.

COM CAUTELA – As declarações foram feitas durante a abertura do Brazil Forum UK 2025, realizado na Universidade de Oxford.

O ministro ressaltou que a regulação deve ser feita com cautela, para preservar a liberdade de expressão, mas sem permitir que o ambiente digital faça a proliferação para discursos de ódio, teorias conspiratórias e ataques à democracia.

“É preciso regular com muito cuidado, porque a liberdade de expressão é um valor essencial para a democracia, mas precisamos impedir que o mundo desabe em um abismo de incivilidade”, complementou o ministro.

AVANÇOS E RECUOS – Barroso reconheceu os avanços trazidos pelas redes sociais, mas alertou para os efeitos colaterais da comunicação digital sem controle.

“A internet revolucionou o acesso ao conhecimento e à informação. Com ela vieram as redes sociais que facilitaram a comunicação no mundo, mas da mesma maneira abriram as avenidas para a desinformação, para discurso de ódio e para as teorias conspiratórias”, complementou o presidente.

O presidente do STF também destacou que a mentira deliberada tem se tornado uma estratégia política e ameaça os pilares da convivência democrática.

SEM IDEOLOGIA – “A verdade não tem ideologia e a democracia tem lugar para liberal, conservador, progressista. Mas a mentira deliberada é uma coisa muito ruim que passou a dominar o mundo como estratégia política. Portanto é muito importante fazer com que mentir volte a ser errado”, declarou o presidente.

As falas do ministro acontecem em meio ao julgamento que acontece no STF e pode redefinir a forma como as plataformas digitais e empresas de tecnologia são responsabilizadas por conteúdos ilícitos publicados por seus usuários.

Na última quarta-feira (11), a Corte formou maioria a favor da responsabilização das plataformas por publicações feitas por terceiros. No entanto, os ministros ainda precisam definir a tese do julgamento — um resumo que orientará a aplicação prática da decisão.

MAIORIA ABSOLUTA – O placar está em 6 a 1 no sentido de responsabilizar as plataformas. Votaram nesse sentido os ministros: Dias Toffoli, Luiz Fux, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça foi o único que divergiu até o momento.

Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, cujo artigo 19 só permite responsabilização jurídica das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo.

A análise gira em torno da constitucionalidade do artigo 19. Os ministros analisam dois recursos sobre a validade do artigo. O julgamento tem repercussão geral, ou seja, torna o entendimento da Corte obrigatório para todas as instâncias do Judiciário em processos semelhantes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Podem dar o nome que quiserem às restrições que pretendem criar, podem criticar o abismo de incivilidade, o discurso do ódio e tudo o mais. Porém, o verdadeiro tema da discussão é a censura, que as redes sociais jamais aceitarão. Acho que as medidas deviam ser gradativas e a mais importante é o fim do anonimato. Quando não houver mais anonimato, o ar imediatamente ficará menos poluído nas redes sociais. Mas quem se interessa?
(C.N.)

Trump: se Irã atacar, os Estados Unidos revidarão “em níveis nunca vistos antes”

Por que Israel desafiou Trump - e arriscou uma grande guerra - atacando o Irã agora? E o que acontecerá em seguida?

Israel segue a mesma estratégia e destrói populações civis

Mariana Andrade
Metrópoles

Após o governo iraniano ter alertado vários países sobre o risco de ajudar Israel na crise no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, no caso de qualquer ataque do país contra os EUA, as forças armadas norte-americanas vão revidar “em níveis nunca antes vistos”. A declaração foi feita neste domingo (15/6).

“Se formos atacados de qualquer forma pelo Irã, toda a força e poder das Forças Armadas dos EUA recairão sobre vocês em níveis nunca antes vistos”, disse o presidente norte-americano.

NADA A VER – A declaração de Trump foi compartilhada nas redes sociais. Na publicação, o chefe da Casa Branca reforçou que os Estados Unidos “não tiveram nada a ver” com o ataque ao Irã na noite de sábado (14/6).

Ainda de acordo com o republicano, os EUA podem “facilmente” firmar um acordo entre Irã e Israel — que tinham começado a debater questões relacionadas a um pacto nuclear — e pôr fim ao que ele considerou um “conflito sangrento”.

Houve novos ataques neste domingo e o número de mortos sobe para 128 no Irã. Segundo autoridades de Saúde, outras 900 pessoas ficaram feridas devido aos ataques de Israel contra o país. Em Israel, há 14 mortos, sendo três crianças.

A base desabou, e o Centrão não quer discutir sua relação com o governo

À sombra do Estado - Blog do Ari Cunha

Charge reproduzida do Correio Braziliense

Dora Kramer
Folha

Em meio a ultimatos, confrontos e rebeldias, o que a fortaleza do centrão está dizendo ao governo é que não existe mais base aliada. O conceito está superado na forma e no conteúdo. Por base, entende-se o que dá sustentação, e por aliada compreende-se uma associação na defesa de objetivos comuns.

Nada disso se faz presente no relacionamento entre o Palácio do Planalto e os partidos com assento no ministério. Não há alicerce nem aliados de fé no campo dos políticos costumeiramente incluídos naquela expressão já obsoleta.

ANTAGONISMO – Não há oficialização de rompimento, por interesse de parte a parte. Mas em ambas as partes reside a percepção do antagonismo entre os respectivos propósitos: o PT quer se manter na cadeira presidencial e o centrão quer tirá-lo de lá na próxima eleição.

Embora seja esse o resumo da história, há um passo a passo na trajetória que adia o desfecho para o início de 2026. E quanto mais se aproxima a data do mais que provável desenlace, mais fortes e frequentes os atritos.

 O confronto da vez deu-se de novo em decorrência de uma barbeiragem governamental, na edição de um decreto de aumento das alíquotas do IOF ao arrepio das consequências. A coisa transbordou para um embate acerca de quem deveria ter a iniciativa de propostas por cortes de gastos.

IMPASSE SEM SOLUÇÃO – O Executivo joga a bomba para o Legislativo que devolve o artefato ao colo do vizinho. Fica, assim, posto um impasse sem solução porque, de fato, nenhum dos dois quer, na véspera do ano eleitoral, pôr as mãos na cumbuca do corte de benefícios, isenções fiscais, programas sociais, privilégios previdenciários e emendas parlamentares, dentre outras premências orçamentárias.

A votação da urgência do projeto que pode derrubar o decreto do IOF é um gesto político que tem a ver com as eleições, mas pode ter a ver também com a liberação de emendas.

Se forem pagas e o clima hostil arrefecer, restará evidente que no momento pesam mais a ganância por recursos do Orçamento que as futuras ambições eleitorais.

Datafolha: 36% acham que Janja atrapalha Lula, enquanto 14% acham que ela ajuda

Internautas fazem meme com "acrobacia" de Lula em Paris

Lula e Janja fizeram um papel ridículo na visita a Paris

Rafaela Gama
O Globo

Dados da pesquisa Datafolha divulgados nesta sexta-feira mostram que, para 36% dos brasileiros, as ações da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, mais atrapalham que ajudam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 14% têm a percepção oposta: de que as atitudes de Janja mais ajudam a gestão do petista.

Outros 40% afirmam que o comportamento dela não faz diferença, ou seja, nem ajuda nem atrapalha, enquanto 10% dos entrevistados dizem não ter opinião formada sobre o assunto.

INCONVENIENTE – Ao longo do terceiro mandato de Lula, a primeira-dama já foi criticada tanto por aliados quanto por adversários de Lula por sua participação no governo, mesmo sem ter cargo ou mandato.

Um dos episódios mais recentes ocorreu após Janja pedir a palavra durante um jantar da comitiva brasileira com o presidente chinês, Xi Jinping, no mês passado, para abordar a atuação do TikTok.

O caso teria provocado desconforto entre aliados do governo presentes na ocasião e despertou uma nova alta de menções negativas ao nome dela nas redes sociais, puxada pela oposição.

PERCEPÇÃO NEGATIVA – A pesquisa Datafolha também indica que o impacto da atuação da primeira-dama é visto de forma negativa por 40% dos homens. Já entre as mulheres, o índice é de 36%.

A percepção mais negativa sobre a atuação de Janja foi registrada entre eleitores com curso superior, grupo no qual 49% acham que a primeira-dama atrapalha mais o governo que o ajuda. O índice, no entanto, diminuiu para 34% entre quem tem ensino médio completo e para 26% entre os que completaram somente o fundamental.

O Datafolha fez 2.004 entrevistas presenciais entre 10 e 11 junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

EPISÓDIOS SEGUIDOS – Como mostrou o GLOBO, a percepção negativa sobre Janja tem sido puxada por episódios como o de Xi Jinping. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Palver, o comentário crítico ao TikTok feito por ela na ocasião resultou em 456 menções ao nome dela a cada 100 mil mensagens trocadas em grupos de WhatsApp monitorados, das quais 60% foram negativas.

Em resposta à má repercussão do caso, a primeira-dama disse “não há protocolo” que a faça ficar calada.

Um segundo pico de citações ao nome dela, no entanto, foi registrado após ela defender a regulação das redes sociais com base no modelo chinês.

CAMPANHA DO PT – Em participação no podcast “Se ela não sabe, quem sabe”, do jornal “Folha de S. Paulo”, Janja afirmou que naquele país existe prisão em caso de descumprimento das normas.

No mesmo dia, foram contabilizadas pela Palver 154 citações ao nome da primeira-dama a cada 100 mil mensagens trocadas, das quais 35% negativas, 51,4% neutras e 13,6% positivas.

A data coincidiu com o lançamento de uma campanha de apoio a ela pelo PT, com o slogan #EstouComJanja. Na data, foram contabilizadas pela Palver 154 citações ao nome da primeira-dama a cada 100 mil publicações, das quais 51,4% foram neutras, 35% negativas e 13,6% positivas.

PAPA E MUSK – Ainda segundo a Palver, as reações chegaram mais próximas ao equilíbrio somente em 12 de fevereiro, quando ela se encontrou com o Papa Francisco. Na ocasião, 37,8% de menções foram positivas.

O mesmo percentual foi registrado para referências neutras, enquanto as negativas foram 24,4%. O número total de menções a ela, no entanto, foi menor (111).

A nível de comparação, o maior pico de menções a Janja (1 mil a cada 100 mil menções) aconteceu após a primeira-dama atacar o empresário Elon Musk, dono do X, durante o G20 Social, em novembro do ano passado. “Musk, fuck You!”, disse ela (Musk, foda-se!).

 

Bolsonaro já aceitaria apoiar Tarcísio a presidente se Michelle sair de vice

Tarcísio sai em defesa de Bolsonaro e diz que ex-presidente provará  inocência | Band

Bolsonaro começa a entender que Tarcísio vence Lula

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que está disposto a apoiá-lo como candidato a presidente na eleição de 2026 em uma chapa que teria como vice a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

A informação circula entre membros do primeiro-escalão do governo paulista e parlamentares de direita. Pelo menos dois interlocutores de Tarcísio confirmaram a informação. Outro reforçou ao Estadão que a possibilidade da chapa Tarcísio-Michelle “esquentou” nos últimos dias.

ASSESSORIA NEGA – A assessoria de imprensa do governador negou que tenha havido sinalização de Bolsonaro e disse que Tarcísio é candidato à reeleição. Procurada, a assessoria de imprensa do ex-presidente não se posicionou. O espaço segue aberto.

O advogado Fabio Wajngarten, que faz a intermediação de Bolsonaro com a imprensa, disse que está focado no caso do ex-ministro Gilson Machado (PL), preso preventivamente nesta sexta-feira, 13, sob a suspeita de ajudar o tenente-coronel Mauro Cid a planejar uma fuga do Brasil.

Segundo pessoas com trânsito entre ambos, o plano traçado é que Bolsonaro dê à bênção pública ao governador somente na reta final do prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, para não perder força política em meio ao processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF).

MENOS DESGASTE -Na outra ponta, a estratégia também beneficiaria Tarcísio, evitando o desgaste de se colocar como candidato cedo demais.

Um interlocutor que conversa com o governador periodicamente disse ao Estadão que o tom dele mudou. Há alguns meses, segundo essa fonte, Tarcísio era taxativo de que não iria disputar o Palácio do Planalto, possibilidade que passou a admitir recentemente.

Um dos argumentos utilizados por Tarcísio no final de abril para rechaçar a candidatura a Presidência era a falta de garantia de que teria o apoio de Bolsonaro.

NO PALÁCIO – Bolsonaro ficou hospedado no final de semana anterior na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, onde mora Tarcísio, para se preparar para o depoimento à Primeira Turma do STF na ação da tentativa de golpe.

O ex-presidente e o governador estarão juntos novamente na próxima terça-feira, 17, quando participam de uma feira agropecuária em Presidente Prudente (SP).

Tarcísio tem repetido publicamente que não é candidato, mas tem dado sinalizações que pode embarcar na disputa presidencial.

PROGRAMAS SOCIAIS – Ele lançou recentemente um programa de combate à pobreza que classificou como “mais amplo” do que o Bolsa Família, marca associada ao PT, tem feito críticas à política econômica do governo Lula e há 20 dias afirmou ao lado de diversos caciques do Centrão que o “grupo estará unido, tem projeto para o Brasil e vai fazer a diferença”.

Na mesma ocasião, a filiação de Guilherme Derrite ao PP, o presidente do partido, Ciro Nogueira (PP), declarou que o País chamará Tarcísio de presidente “muito em breve, ou agora ou em 2030″.

O dirigente disse que defenderá Derrite como candidato a governador se essa hipótese se concretizar no ano que vem — o evento de filiação foi lido por bolsonaristas como lançamento da pré-campanha de Derrite ao governo de São Paulo.

NÃO HÁ DÚVIDA -Embora ainda não haja uma sinalização pública do governador, nos bastidores a avaliação de parte dos aliados é que que a dúvida não é mais se Tarcísio é candidato a presidente, mas quem disputará a eleição paulista como seu sucessor.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) e o secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), também estão no páreo.

Essa avaliação, porém, não é unânime, já que outra ala de aliados ainda enxerga o cenário como indefinido diante da possibilidade de Michelle encabeçar a chapa ou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro(PL), que tem manifestado intenção de representar o pai na eleição presidencial.

Conflito de Israel e Irã reacende temores geopolíticos e pressiona mercados globais

Irã contra Iraque: a guerra de mártires que levou 2 países à devastação - Patria Latina

O primeiro efeito é sempre o aumento do petróleo bruto

Celso Ming
Estadão

O acirramento das hostilidades entre Israel e Irã impõe desdobramentos não apenas sobre a geopolítica local, mas, também, sobre a economia global.

As questões geopolíticas ainda dependem de como o conflito evoluirá e isso, por sua vez, dependerá do tempo e de como os objetivos militares e políticos das partes direta e indiretamente envolvidas forem atingidos.

QUESTÃO NUCLEAR – O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, ou seja, está sujeito a inspeções da Organização das Nações Unidas, que o governo iraniano vem sabotando por negar transparência em seus programas de desenvolvimento nuclear.

Uma das leituras do que começou a acontecer é a de que Israel dedica-se, agora, a prestar novo serviço aos Estados Unidos, que é o de forçar o Irã a assinar o acordo nuclear proposto pelo presidente Trump.

Essa prestação de serviço por Israel pode ter outra contrapartida: a de garantir a continuidade dos ataques em Gaza e, dessa maneira, a manutenção do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu no poder – apesar do aumento da oposição a ele no Knesset, o parlamento de Israel, e na sociedade civil.

TRUMP PRESSIONADO – Cisões na base de apoio de Trump o pressionam contra envolvimento em conflito no Oriente Médio. Israel destruiu parte das principais centrais nucleares do Irã, mas programa atômico segue de pé. Por que Israel atacou o Irã — e o que pode acontecer agora?

O maior risco geopolítico é o de que esse novo foco de conflagração acabe por envolver diretamente os demais países do Oriente Médio e, assim, estender as hostilidades para o campo regional, com amplo impacto internacional.

O desdobramento econômico imediato pode ater-se à área de energia, uma vez que o Oriente Médio continua sendo um dos mais importantes centros de produção e de exportação de petróleo e de gás. Na última sexta-feira, o barril (156 litros) do petróleo tipo Brent, negociado para agosto, fechou com alta de 7%, a US$ 74,23. No acumulado do mês, o preço do Brent disparou 18,9%.

ESTOQUES BAIXOS – O bombardeio do Irã por Israel pegou o mercado global de petróleo com estoques relativamente baixos, dado o aparentemente bom andamento das conversações comerciais entre Estados Unidos e China.

A evolução futura das cotações dependerá da disposição do cartel da Opep de continuar a aumentar a produção e as vendas. Não está claro quanto esse aumento do custo dos combustíveis e da energia elétrica acabará por aumentar a inflação no mundo e no Brasil.

De todo modo, os grandes bancos centrais terão de levar esse fator em conta na definição das suas políticas de juros.

INDÚSTRIA BÉLICA – Outro desdobramento está na indústria e comércio de armas e equipamentos militares. A Europa e o Japão já vinham sendo empurrados pelos Estados Unidos ao aumento dos seus orçamentos para a Defesa.

A Guerra na Ucrânia atiçou o desenvolvimento de novas armas, como os drones, que agora vêm sendo mais amplamente testados e passaram a exigir novas tecnologias de detecção e destruição pelas potências atacadas.

Se já eram muitas, agora as incertezas na economia global ganham novo impulso, especialmente no curto prazo, quando não se conhecem a extensão e a duração desse novo conflito.

Drummond um dia descobriu que Deus é triste e vive em permanente solidão

Ser feliz sem motivo é a mais... Carlos Drummond de Andrade - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira, no poema “Deus é Triste”, expõe a sua visão sobre a tristeza divina.

DEUS É TRISTE
Carlos Drummond de Andrade

Domingo descobri que Deus é triste
pela semana afora e além do tempo.

A solidão de Deus é incomparável.
Deus não está diante de Deus.
Está sempre em si mesmo e cobre tudo
tristinfinitamente.

A tristeza de Deus é como Deus: eterna.

Deus criou triste.
Outra fonte não tem a tristeza do homem.