Entre bolsonaristas e lulistas, o Brasil está precisando achar uma quarta via

Charge - Angelo Rigon

Charge do Quinho (Estado de Minas)

Carlos Newton

Foi o banqueiro, senador, governador e ministro mineiro Magalhães Pinto que criou aquela definição imortal de que a política é como as nuvens no céu. Você olha para cima, as nuvens, estão de um jeito; daqui a pouco você olha de novo e as nuvens já estão diferentes. Realmente, assim é a política.

Lula e PT estavam convictos de que, sem Jair Bolsonaro, a próxima eleição seria facilmente vencida. Mas as nuvens se moveram e o quadro agora é outro, com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. E de repente se implantou um clima de terror no PT e no Planalto.

ÚLTIMA CAMPANHA – Todos sabem que é a última candidatura de Lula, que já esta mais para lá do que para cá. Suas condições físicas são precárias, ele vive de uma maneira ilusória, fingindo ser mais novo e saudável, porém a idade pesa cada vez mais.

Para Lula aguentar o desfile do Carnaval, Janja exigiu um quarto fechado no camarote da Prefeitura, para ele dormir entre uma escola e outra. Por isso, Janja ficou de fora e não deixava ninguém entrar, barrando ministros e até Lurian, a filha que ele teve fora do casamento.

Assim, a campanha vai ser uma maratona para um velho que está chegando aos 81 anos, tem de percorrer o país inteiro em viagens cansativas até para jovens, suportando o incômodo “jet lag” e tudo mais.

TUDO OU NADA – Para os petistas, é um lance do tudo ou nada. Eles sabem que, sem Lula, o partido tende à extinção, porque o presidente não quis deixar herdeiros políticos. Aliás, um dos filhos até tentou se eleger vereador em São Bernardo, mas não conseguiu.

Neste cenário negativo, surge o efeito Lulinha, o filho que o presidente considera um fenômeno empresarial. E agora as investigações da Polícia Federal e o cerco político no Congresso transformam Fábio Luís Lula da Silva no centro das preocupações do Planalto.

O fato concreto é que Lulinha ficou rico com apoio da telefônica Oi e de outras empresas, e agora está envolvido com o principal responsável pelas fraudes do INSS, criando o clima ideal para enfraquecer da candidatura do pai.

EMPATE TÉCNICO – As pesquisas já mostram Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate. Esse cenário é interessante, porque indica que uma candidatura de terceira via poderia surpreender a nefasta polarização entre lulistas e bolsonaristas.

Calcula-se que um terço dos eleitores não apoiam diretamente Lula ou Flávio e para votar em um deles teriam de tampar o nariz. Diante dessa situação, o dono do PSD, Gilberto Kassab, que é um termômetro da política brasileira , sabe ler as nuvens, pode lançar a terceira via com um de seus pré-candidatos – Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr. (Paraná) ou Ronaldo Caiado (GO).

Nenhum deles é conhecido nacionalmente, mas Fernando Collor, Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff também não eram. Com esse argumento, Kassab diz que o PSD vai disputar, mas só escolherá o candidato mais perto da eleição, mas nenhum deles entusiasma o eleitorado. Ou seja, o Brasil precisa é de uma quarta via.

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P.S.A estratégia de Kassab é levar vantagem em tudo. Ele vai lançar um candidato à Presidência pelo PSD que nem precisa ganhar, pois o objetivo real é fortalecer o partido cada vez mais, para se aliar ao futuro presidente, não interessa quem seja, e indicar ministros e dirigentes de estatais. Não importa quem vença as eleições, Kassab sairá sempre ganhando. (C.N.)

Gilmar agravou escândalo, ao anular quebra de sigilo que incrimina Toffoli

Tribuna da Internet | Segunda Turma: recurso final de Bolsonaro não será  decidido na gestão de Gilmar

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google0

Carlos Newton

Ninguém pode saber como essa crise vai acabar, mas já se pode dizer, sem medo de errar, que as tentativas de blindar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão destinadas a agravar um inevitável confronto entre o Congresso e os outros poderes, porque o governo e o Supremo funcionam como se estivessem em conluio para proteger autoridades envolvidas em gravíssimos episódios de corrupção.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, ao anular nesta sexta-feira, entre outras medidas, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que iria incriminar o ministro Dias Toffoli, vai funcionar como um tiro no pé e provocar revolta na maioria dos parlamentares.

LULA EM MINORIA – Em recente artigo aqui na Tribuna da Internet, destacamos o fato de que o governo Lula da Silva, que já era minoritário no Senado, agora está também em minoria na Câmara, conforme fica comprovado na atuação da CPMI do INSS, que também quer mergulhar de cabeça no caso do banco Master, seguindo o comportamento a CPI do Crime Organizado e da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, .

Para socorrer Dias Toffoli e impedir sua imediata incriminação no caso Master., o ministro Gilmar Mendes tomou a iniciativa de incentivar a reabertura de um antigo processo que ele próprio mandara arquivar no Supremo em 2021. 

Deu certo a jogada ensaiada, como se diz no futebol, mas o jogo ainda não terminou. Pelo contrário, está apenas começando e Gilmar Mendes é apenas o árbitro do VAR. O verdadeiro juiz em campo é André Mendonça, que não gosta de regras criadas de surpresa e deve responder à altura.

UMA RESPIRADA – De qualquer forma, com essa audaciosa e criativa decisão de Gilmar Mendes, ressuscitando um processo que ele próprio arquivara, o ministro Tofolli vai dar uma respirada até terça ou quarta-feira, quando as CPIs voltam a se reunir, para apertar ainda mais o cerco a Toffoli e também a Moraes, que tem 129 milhões de motivos para estar envolvido no caso Master, como diz o jornalista Mário Sabino, do Metrópoles.

Além disso, há várias maneiras de quebrar sigilo, e não se pode esquecer que o ministro André Mendonça pode ser acionado pela Polícia Federal ou pela própria CPI do Crime Organizado para devassar o sigilo fiscal e bancário da empresa Maridt e dos irmãos de Toffoli, o que deixará Gilmar Mendes de calças arriadas, como se dizia antigamente.

Aliás, a direção da CPI do Crime Organizado – comandada por dois delegados de polícia, o presidente Fabiano Contarato (PT-ES) e o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), e tendo como vice-presidente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que é general de quatro estrelas – já anunciou que vai recorrer da blindagem feita por Gilmar Mendes.

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P.S. –
Conforme afirmamos recentemente, o Supremo é comandado informalmente por uma troika, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que se impõem aos demais ministros. Mas todo reinado ilegítimo tem vida curta. Hoje, a maioria do Senado apoia a CPI do Crime Organizado e pode acabar pressionando e obrigando o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) a votar impeachments de ministros do Supremo, algo que já se tornou objeto de desejo da opinião pública brasileira e vai influenciar as eleições deste ano, quando o consumo de pipocas tende a aumentar. (C.N.)

Em minoria no Senado, Lula não terá como impedir impeachments no STF  

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #DiasToffoli #bancomaster #justiça #master #STF #lula #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital

Charge de Thiago Lucas (@thiagochargista)

Carlos Newton

A histórica sessão da CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira, comprovou uma realidade que dificultará muito o governo Lula da Silva em pleno ano eleitoral. A aprovação das quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários representou uma brutal derrota para o Planalto.

O fracasso da base aliada demonstra que o governo está em franca minoria no Senado e mais à frente Lula não terá como impedir os impeachments de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, fato que jamais aconteceu no Supremo.

FORMIDÁVEIS PRESSÕES – Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, houve formidáveis pressões sobre os senadores para blindar o caso Master na CPI do Crime Organizado, que foi convocada originalmente para investigar as principais facções criminosas do país.

Além de Toffoli e Moraes, diretamente interessados, também fizeram pressões sobre a CPI o próprio presidente Lula; o ministro Rui Costa, da Casa Civil; os senadores Jaques Wagner, ex-líder do PT, Randolfe Rodrigues, líder do governo, e Davi Alcolumbre, presidente do Congresso. Mesmo com essa tropa de choque e a caneta nas mãos, Lula não conseguiu formar maioria na CPI nem no Senado.

E o pior é que a CPI mista do INSS, integrada por senadores e deputados, também está em maioria contra Lula e aprovou a quebra de sigilo dos documentos sobre a fraude contra aposentados e pensionistas, além da quebra do sigilo bancário e fiscal do filho Lulinha, nesta quinta-feira, numa sessão tumultuada pela minoria governista, que ia votar também a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão de Lula.

REELEIÇÃO DIFÍCIL – Quando ocorre uma situação dessa natureza num ano em que o presidente está se lançando candidato, é sinal de que não será nada fácil conquistar a reeleição.

Nas duas CPIs, daqui para frente, o tempo todo será paulada nas cacundas da Lula, Moraes e Toffolli. E já alertamos aqui na Tribuna que os dois delegados de polícia que comandam a importantíssima CPI do Crime Organizado – Fabiano Contarato (PT-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE) – são imunes a pressões e têm apoio irrestrito do vice-presidente da CPI, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), um general de quatro estrelas.

Detalhe importante: Contarato não é petista-raiz. Estreou na política em 2018 e foi logo conquistando uma cadeira no Senado, como o mais votado no Espírito Santo. Entrou no PT em 2021, porém jamais foi submisso a Lula. Ele saberá levar a CPI a bom termo, podem acreditar.

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P.S.
Para os eternos descrentes, que não acreditam em CPIs, recordo uma das mais importantes, a CPI Atos de Corrupção, que funcionou na Câmara durante o regime militar e provocou a extinção de duas importantes autarquias – a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) e o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O presidente da CPI era o deputado paulista João Cunha, do chamado MDB autêntico, famoso pela coragem. Ele esteve em visita oficial ao Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi entrevistado e declarou que o general deveria subir de joelhos a escadaria do Palácio de La Moneda, para pedir perdão ao povo chileno. Foi um escândalo internacional, mas Pinochet não teve disposição para prendê-lo, devido à interferência do embaixador brasileiro. Recordar é viver e CPI às vezes funciona. (C.N.)  

Toffoli e Moraes se desesperam com a quebra de sigilo que pode incriminá-los

Saída de Toffoli do caso Master complica situação de Alexandre de Moraes

Moraes e Toffoli estão na mira da CPI do Crime Organizado

Carlos Newton

Conforme anunciamos aqui na Tribuna da Internet, no final do ano passado, com absoluta exclusividade, a CPI do Crime Organizado pode revirar esse país pelo avesso e acabar com a chamada “Ditadura do Judiciário”. E não deu outra.

Logo em sua primeira sessão de trabalhos após o recesso, nesta quarta-feira (25), a CPI aprovou, de uma vez só, requerimentos para convocar ou convidar os principais envolvidos no caso Master, para que prestem depoimentos, incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do Supremo.

EM DESESPERO – Os dois ministros entraram em desespero, porque a CPI conseguiu aprovar também a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do banco Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.

O pior é que extratos bancários indicam que fundos de investimento ligados a Daniel Vorcaro, dono do  Master, foram utilizados para realizar aportes milionários. Mensagens interceptadas mostram Vorcaro relatando cobranças de Toffoli e mencionando pagamentos divididos em “20 milhões lá atrás” e “mais 15 milhões”, muito depois de o resort ter sido vendido por Toffoli.

ENORME VEXAME – Pode-se alegar que o chamamento para depor em CPI é inócuo, porque o envolvido pode ganhar o direito de não comparecer ou de permanecer calado, mas apenas a convocação ou convite já é um enorme vexame, uma mancha indelével na biografia e uma prévia do que pode acontecer no futuro.

Constam da longa lista a mulher de Moraes, advogada Viviane Barci, assim como José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos e sócios do ministro Toffoli, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus principais cúmplices.

O mais importante, porém, é que a CPI conseguiu aprovar também a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

LULA DERROTADO – Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, nesse episódio, saíram derrotados o presidente Lula da Silva; o ministro Rui Costa, da Casa Civil; os senadores Jaques Wagner, ex-líder da bancada petista, Randolfe Soares, líder do governo, e Davi Alcolumbre, presidente do Congresso. Mesmo com essa tropa de choque, Lula não conseguiu formar maioria na CPI.

E como relatou nesta quarta-feira o colunista Lauro Jardim, de O Globo, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também lutaram como leões para impedir que a comissão votasse as quebras de sigilos e as convocações para depoimentos, mas foi tudo em vão.

Motivo: esta CPI é muito diferente das demais. Está sob comando de dois delegados de Polícia (Fabiano Contarato e Alessandro Vieira) e de um general de quatro estrelas (Hamilton Mourão). Eles têm apoio de ampla maioria na comissão e podem conseguir levar as apurações até o fim.

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P.S.
Diante da realidade dos fatos, não tenham dúvidas. A CPI do Crime Organizado pode ser a mais importante comissão da História Republicana. Se o governo não conseguir “comprar” a maioria dos membros, a CPI poderá virar o país pelo avesso, em pleno ano eleitoral, e teremos de importar milho para pipocas. (C.N.)

Fachin envergonhou o país, ao arquivar pedido da PF sobre suspeição de Toffoli

Fachin é contra benefícios fiscais a pesticidas; Mendonça é a favor – O Brasilianista

Enquanto Fachin vacila, Mendonça cresce e aparece no STF

Carlos Newton

Mais uma vez o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, causa surpresa e espanto, ao interpretar e descumprir importantes leis, a pretexto de acomodar situações políticas e/ou criminais envolvendo destacadas autoridades da República.

A primeira vez ocorreu em 2021, quando era relator da Lava Jato. Para permitir que o então ex-presidente Lula da Silva pudesse se candidatar na eleição seguinte, depois de cumprir 580 dias de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em três instâncias, Fachin aceitou um já recusado e desmoralizado pedido do advogado de Lula, Cristiano Zanin, para anular todas as sentenças e acórdãos contra o petista.

REPETINDO A DOSE – A mesma petição já tinha sido feita desde a primeira instância, tendo sido seguidamente recusada pelo então juiz Sérgio Moro, e depois pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Fachin no Supremo.

Porém, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, o ministro Fachin pediu e conseguiu que as condenações de Lula  fossem anuladas por uma alegação vil e inteiramente ilegal – de que a 13ª Vara Criminal de Curitiba tinha “incompetência territorial absoluta” para julgar Lula, porque ele não morava na capital paranaense.

A alegação foi tão vexaminosa que nem Fachin nem qualquer outro ministro do Supremo, na hora da anulação, foi capaz de dizer qual seria o local certo para condenar Lula, ninguém sabia… Somente na sessão do dia seguinte é que se combinou que a vara competente seria de Brasília, onde Lula morava à época dos crimes.

DECISÃO TERATOLÓGICA – Os juristas consideram essa forma de decisão como “teratológica”, ou seja, um ato judicial manifestamente absurdo, ilegal ou irracional, que viola gravemente as normas jurídicas e o senso comum. Outros, mais rigorosos, chamam de “escatológica”, porque emanaria dos esgotos da Justiça.

O motivo da revolta dos juristas é que, no Direito Universal, só existe “incompetência territorial absoluta” em causas imobiliárias. Em causas criminais, a incompetência territorial é apenas “relativa” e não provoca anulação de condenações. Portanto, é algo que não existe em nenhum outro país.

Agora, na presidência do STF, Fachin repete o vexame anterior e arquiva o pedido de suspeição feito oficialmente pela Polícia Federal para impedir que Dias Toffoli continuasse como relator do caso Master – um escândalo dentro de outro escândalo.

FACHIN DESORIENTADO – Arquivar a suspeição de Toffoli foi uma grande mancada de Fachin. Não precisava de nada disso.

Como o ministro André Mendonça foi escolhido eletronicamente como novo relator do caso Master, porque a investigação e o processo correm na Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte. Ou seja, Fachin não precisava estar se curvando a ele, arquivando uma suspeição mais do que evidente, bastava ficar quieto, porque Toffoli já é carta fora do baralho.

O fato lamentável é que Fachin tem diante de si uma chance de limpar o passado e fechar sua biografia com chave de ouro, mas não tem coragem de enfrentar a troika que manda no Supremo, integrada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não necessariamente nesta ordem.

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P.S. – Enquanto Fachin recolhe os flaps, como se diz na Força Aérea, o ministro André Mendonça cresce e aparece. Se realmente fizer uma dobradinha com a Polícia Federal, Mendonça vai entrar direto na História do Brasil, sem pedir licença a ninguém. Comprem pipocas. (C.N.)

Possibilidade de delação de Vorcaro cresce com o escândalo dos bacanais

Banco Master: CPMI do INSS adia depoimento de Daniel Vorcaro para 26 de  fevereiro

Delação premiada é a única alternativa para Daniel Vorcaro

Carlos Newton 

O pedido ao Tribunal de Contas da União para que mande a Polícia Federal investigar os bacanais organizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, região paradisíaca do Sul da Bahia, muda inteiramente de feição o chamado caso do banco Master. Não se trata mais de uma simples maracutaia financeira, mas de um escândalo político da maior gravidade, envolvendo importantes figuras da República em ambientes de sexo, drogas e rock and roll.

Torna-se explícita a estratégica adotada pelo banqueiro, para se proteger da lei e da ordem. Ele se comportava com uma desenvoltura tamanha, que somente poderia haver duas explicações – ou estava com seu equilíbrio mental afetado ou tinha controle sobre importantes autoridades dos três Poderes, a ponto de se julgar totalmente impune.

MAIS VAZAMENTOS – Para desespero dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo, os vazamentos não cessam. Pelo contrário, aumentaram em profusão, devido à quebra da criptografia que blindava o principal celular de Vorcaro, e agora não há como sufocar o escândalo, ao contrário do que ocorreu no episódio anterior, a Lava Jato.

Naquela época, o então senador Romero Jucá, um dos líderes do chamado Quadrilhão do MDB, a mais forte e inatingível facção do crime organizado do país, ensinou como destruir a Lava Jato e “estancar essa sangria, por meio de um acordo com o Supremo, com tudo”…

Agora, não será possível repetir a exitosa estratégia, porque desta vez um dos principais envolvidos na corrupção é o próprio Supremo, cuja resposta corporativista tem sido blindar os denunciados Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ao invés de puni-los por enlamear a imagem da Suprema Corte. É evidente que isso não vai dar certo.

VÍDEOS REVELADORES – Durante o ano eleitoral, a atenção continuará concentrada nos escândalos do grupo Master. São devastadoras as notícias de que existem vídeos clandestinos que Vorcaro mandou gravar nos bacanais, para garantir o apoio dessas festivas autoridades que ele convidava.

Se realmente existem esses vídeos no celular que Vorcaro julgava ser “blindado” pela criptografia, logo saberemos quem são os amigos do banqueiro, que somente convidava políticos e autoridades de grande influência, para desfrutar do apoio deles no futuro.

O novo relator, ministro André Mendonça, que substituiu o trêfego Dias Toffoli, sabe que o caso Master é sua grande oportunidade de se tornar um jurista respeitado. Portanto, saberá usar a lei com seu devido rigor.

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P.S.
Diante dessa realidade altamente adversa, o banqueiro/estelionatário Daniel Vorcaro não tem saída e será obrigado a requerer uma delação premiada, que vai abalar as estruturas da República em pleno ano eleitoral. Por isso a pipoca vai substituir o feijão como principal alimento dos brasileiros. (C.N.)

Bacanais de Vorcaro explicam por que tantas autoridades tentam protegê-lo

Charge do JCaesar: 2 de fevereiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Carlos Newton

A elite brasileira detesta o país e tem um atroz complexo de inferioridade, que faz com que imite os estrangeiros em tudo, inclusive em suas mazelas. Assim, com os países do Primeiro Mundo enlameados no caso Epstein, um monstruoso escândalo de corrupção e pedofilia, o Brasil teve de correr atrás e agora surgem os bacanais organizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para agradar autoridades e políticos que pudessem colaborar para sua bilionária escalada no enriquecimento ilícito. 

Com aval do correto e eficiente subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, a denúncia dos bacanais de Vorcaro exibe o complexo de inferioridade da elite brasileira masculina, que o banqueiro atendia sempre com material importado – jovens arianas da Ucrânia, Croácia e Rússia, que o banqueiro mandava vir em seu superjatinho que foi apreendido pela Polícia Federal.

FESTAS DE ARROMBA – As reportagens de Alexa Salomão e Joana Cunha, na Folha, exibem declarações da proprietária da mansão que Vorcaro alugava em Trancoso, região paradisíaca no Sul da Bahia, denunciando a intensidade das festas sexuais.

Os jornalistas contam que, em mensagens de WhatsApp, reproduzidas no processo, a antiga dona da casa se declarou furiosa com o que aconteceu no local e acabou vendendo a propriedade a ele.

“O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde anteontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior”, escreveu Sandra ao corretor no dia 5 de outubro de 2022. Era a véspera do aniversário de Vorcaro.

FAZIA GRAVAÇÕES – A reportagem revela que era proibido entrar com celulares nas festas, mas Vorcaro mandava fazer gravações clandestinas, que foram encontradas pela Polícia Federal em seus celulares.

O assunto é altamente explosivo e balança a República, porque Vorcaro deu festas simultaneamente a eventos com políticos, empresários e magistrados. Os bacanais aconteceram não somente em Trancoso, mas também em São Paulo e até em Lisboa, durante o chamado Gilmarpalooza, assim como em Nova York, no badalado seminário Semana do Brasil.

É claro que essas gravações estão despertando pânico e explicam o motivo da forte influência de Vorcaro sobre altas autoridades, políticos e magistrados.

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P.S.
Vejam que as elites brasileiras estão se esforçando para serem comparadas ao Primeiro Mundo. A diferença é que, enquanto no Reino Unido o príncipe Andrew foi preso pela polícia britânica, devido ao caso Espstein, aqui no Brasil é enorme a dificuldade para prender um banqueiro, um político ou um ministro do Supremo que tenham enriquecido ilicitamente. Ou seja, ainda temos de pastar muito até nos considerarmos desenvolvidos. (C.N.)

Em causa própria, Moraes descumpre leis e está desmoralizando o Supremo

Lei Magnitsky: Moraes e esposa são retirados da lista de sancionados | Radioagência Nacional

Moraes evita que se discuta o enriquecimento da mulher

Carlos Newton

É inacreditável o que está acontecendo neste país. De uma hora para outra, um ministro do Supremo Tribunal Federal entra em crise existencial, passa a se julgar uma espécie de “dono do Brasil” e começa a pairar acima da lei e da ordem, ultrapassando todos os limites e comprometendo as instituições básicas do país.

E tudo isso acontece impunemente, sem que nenhuma autoridade pelo menos tente impor limites a esse ministro usurpador de poderes, pois nada acontece a ele, nada mesmo. Seu único problema é estar sendo contestado com firmeza pela imprensa livre, que o desmoraliza a cada empulhação, enquanto a imprensa amestrada insiste em aplaudi-lo, vejam a que ponto chegamos.

ABUSO DE PODER – Desta vez, o ministro Alexandre de Moraes atingiu o ápice do abuso de poder, ao determinar operação de busca e apreensão contra quatro servidores da Receita Federal e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em plena terça-feira de Carnaval,  

Não havia nenhuma emergência, nada que pudesse configurar “fumus boni iuris” (fumaça do bom direito), requisito essencial para a concessão de medidas cautelares, liminares ou tutelas de urgência, quando não se exige prova exaustiva imediata.

Nada disso existia, não era caso de emergência, o que havia era a sede de vingança do ministro Moraes para punir antecipadamente quem possa ter vazado informações sobre o enriquecimento ilícito de sua família.

É PRECISO PROVAR – Segundo o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, entrevistado pelo Estadão, para haver punições é preciso comprovar o delito. Assim, se o servidor da Receita acessar sem ter um motivo funcional, como seria o caso de Ruth dos Santos, e a pena é de simples advertência.

Ou seja, para transformar esse procedimento em crime, é preciso provar que houve vazamento oriundo da Receita, porque o já famoso contrato dos R$ 129 milhões pode ter sido vazado por outra fonte ao jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

“Essa apuração que a Receita está fazendo só ficou na superfície, ou seja, apenas mostrou que houve um acesso. Mesmo assim já foi imposto à pessoa o cumprimento de pena final, com tornozeleira eletrônica, como se já tivesse sido condenada. Estou criticando essa falta de proporcionalidade, de razoabilidade”, disse Cabral ao Estadão. E por causa dessas declarações, passou a ser “investigado” no caso e já prestou depoimento, embora tenha alegado o direito à livre manifestação.

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P.S. –
Como se vê, o ministro Moraes paira acima da lei e da ordem. Ele pensa que pode se limpar e se impor intimidando e perseguindo quem possa contribuir para denunciar o enriquecimento ilícito de sua família, cuja fortuna aumentou de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões em apenas um ano, com crescimento de 232%. Aliás, essa informação também é de Lauro Jardim, o mesmo colunista de O Globo que denunciou o contrato de R$ 129 milhões. Será que Moraes vai alegar que esse vazamento também partiu daquela dedicada funcionária que está no serviço público há 32 anos, sem jamais ter cometido a menor falta? (C.N.)

Mendonça destrói blindagem de Toffoli e Moraes, que serão investigados pela PF

STF: Moraes reclama de 'demonização de palestras' - 04/02/2026 - Política -  Folha

Moraes e Toffoli serão investigados livremente pela PF

Carlos Newton

Aos poucos, a imprensa livre vai impondo seu poder e começa a colocar a imprensa amestrada em seu devido lugar. O primeiro resultado dessa demonstração de força é a certeza de que Alexandre de Moraes jamais será considerado salvador da pátria, e a consequência maior é a implosão da chamada “Ditadura do Judiciário”, que está desmoronando a olhos vistos.

Nessa equação, a mais relevante notícia desse pós-carnaval foi a reportagem de Caio Junqueira na CNN, informando que o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo, já anunciou que a Polícia Federal terá “carta branca” para atuar no caso.

PLENA LIBERDADE – Essa importantíssima declaração de André Mendonça, que foi confirmada à CNN pelo gabinete do ministro, mostra que a tal “Ditadura do Judiciário” foi para o espaço antes mesmo de se concretizar.

A direção da Polícia Federal estava precisando desse apoio, porque tem sido abertamente criticada pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, por ter encaminhado diretamente ao presidente do STF, Édson Fachin, o relatório de 200 páginas sobre as revelações do celular criptografado do mega-estelionatário Daniel Vorcaro, mostrando suas ligações intimas com Toffoli e Moraes.

Os três ministros, que formam uma espécie de “troika” (carroça puxada por três cavalos), estão cada vez mais isolados no Supremo.

HAVERÁ PUNIÇÃO – Pelos excessos cometidos e pelo enriquecimento ilícito, Toffoli e Moraes serão punidos, não há dúvida sobre isso. Quanto a Gilmar, por ser muito mais experiente, habilidoso e matreiro, continuará em cena até completar a idade limite, em 2030.

E tudo agora está nas mãos de André Mendonça, como relator do caso Master. Ao dar carta branca à Polícia Federal, ele simplesmente arrebentou com a blindagem que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estavam tentando construir.

No Congresso, enquanto o presidente Davi Alcolumbre (União-Amapá) faz o possível e o impossível para impedir a convocação da CPI do Master, o Senado se prepara para entrar cena na próxima semana, com três frentes de luta – a CPI do Crime Organizado, a CPI do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos.

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P.S. –
Conforme temos avisado aqui na Tribuna da Internet, a novela do Master está apenas começando. Portanto, façam como o cantora Roberta Miranda, que no carnaval comprou logo R$ 800 de pipocas, de uma só vez. (C.N.)

Acuado, Moraes “incrimina” servidores e busca passar por “perseguido político”

Tribuna da Internet | Alexandre de Moraes tornou-se campeão de pedidos de impeachment no Senado

Charge reproduzida da revista Fórum

Carlos Newton

Como diz o jornalista Mário Sabino, do site Metrópoles, o ministro Alexandre de Moraes tem 129 milhões de motivos para achar que não escapará incólume desse escândalo do banco Master. Mesmo assim, sempre que pode, ele ainda exibe injustificada revolta diante das críticas quem vêm sendo feitas ao Supremo e à chamada “Ditadura do Judiciário”, e reage com violência máxima.

Como se sabe, Moraes é o eterno relator do Inquérito do Fim do Mundo, assim apelidado pelo ministro Marco Aurélio Mello em 2021, antes de se aposentar, porque se tratava de uma investigação que começara em 2019, a pretexto de combater fake news, e foi estendida indefinidamente por Moraes para nela incluir qualquer assunto que lhe interessasse.

SETE ANOS DEPOIS… – Bem, o Inquérito do Fim do Mundo já está completando sete anos, mais inchado do que um porco Duroc-Jersey, com alto teor de gordura intramuscular, e o ministro Alexandre de Moraes continua a usar o inquérito qual fora papel higiênico jurídico.

Na tentativa de limpar a esposa e a si mesmo, que jamais deveriam se relacionar com um super-estelionatário como Daniel Vorcaro, agora Moraes mandar incriminar quatro servidores públicos de elite na categoria fazendária.

Eles serão denunciados, julgados e condenados pelo ministro, perderão os empregos duramente conquistados em concursos públicos e até poderão ser presos, para satisfazer a sanha vingativa de Moraes.

SÃO CRIMINOSOS? – É claro que há perguntas a serem respondidas, além da clássica “Que país é esse?”, feita pelo deputado Francelino Pereira, quando defendia o regime militar.

Uma delas: “Esses servidores são criminosos?”. Claro que não. Todos têm ficha limpíssima e serviços prestados ao país. São pessoas de bem, que se revoltaram diante de tanta impunidade e sem-vergonhice de ministros como Dias Toffoli e Moraes. Esses funcionários federais simplesmente caíram em tentação e foram conferir, de forma irregular, o enriquecimento ilícito dessa gentalha que ocupa o poder. Apenas isso.

Agora, esses quatro servidores perderão tudo e colocarão suas famílias em dificuldades, porque Moraes quer sujá-los, na ilusão de que possa se limpar. Mas “isso non ecziste”, diria Padre Quevedo, que nunca fumou charutos nem bebeu vinhos nobres com pilantras.

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P.S. 1
Uma coisa é certa. Enquanto tiver resquícios de poder, Alexandre de Moraes ainda vai prejudicar muita gente neste país. E agradeçam tudo isso a Michel Temer, aquele presidente eventual que nomeou Moraes para o Supremo e depois foi preso pela Lava Jato, porque era chegado a uma corrupção e até recomendava: “Tem de manter isso, viu?”.

P.S. – O Jornal Nacional fez o jogo sujo de Moraes e colocou no ar uma matéria fortíssima contra os servidores, como se fossem uma ameaça à nação. Eles cometeram uma ilegalidade, é certo, mas em comparação às ilegalidades que Moraes e Toffoli têm praticado, os servidores mereceriam uma anistia presidencial, caso estivéssemos numa democracia e realmente houvesse um presidente em Brasília. (C.N.)  

Brasília em pânico! Desbloqueio do celular abre possibilidade de delação premiada

Charge do JCaesar: 29 de janeiro | VEJACarlos Newton

O crise do Supremo se agravou de forma absoluta, porque os peritos da Polícia Federal, após quase dois meses de trabalho intenso, conseguiram quebrar a criptografia e acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gerando um clima ainda maior de apreensão em Brasília.

Com o desbloqueio do celular, cuja senha Vorcaro se recusara a fornecer quando foi alvo de busca e apreensão em dezembro, cresce a possibilidade de o banqueiro fraudador se oferecer para delação premiada, visando a reduzir as penas a que inevitavelmente será condenado.

TENTÁCULOS – O fato concreto é que o escândalo do Banco Master vai ganhando contornos cada vez mais aterradores e mostra claramente que o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro tinha ligações diretas com integrantes dos três poderes.

Com o análise do celular pessoal e dos outros quatro que foram apreendidos, a Polícia Federal vai descobrir as autoridades com as quais o banqueiro se relacionava diretamente, sem intermediários. A partir daí, o desdobramento será um rolo compressor em diferentes campos ideológicos, devido à extensão das relações mantidas pelo empresário.

Vorcaro buscava se aproximar de políticos fazendo doações a suas campanhas, através de seu cunhado e operador em falcatruas, o pastor evangélico Fabiano Zettel. Na campanha anterior, ele fez patrocínios a diferentes candidatos, como os governador Cláudio Castro (RJ) e Tarcísio de Freitas (SP), além de Jair Bolsonaro e outros políticos, independentemente de partidos.

PT ENVOLVIDO – Porém, o banqueiro fraudador  mantinha ligação muito mais estreita com o PT, através de suas relações diretas e pessoais com o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski e  o ex-ministro Guido Mantega, que foi seu assessor durante quase um ano, recebendo R$ 1 milhão mensais, além de o dono do Master ter vínculos com o próprio presidente Lula, que o recebeu fora da agenda no Planalto.

Portanto, os celulares de Vorcaro  aterrorizam esquerda, direita e centro. As autoridades dos três Poderes reagem, é claro, e querem colocar uma pedra no assunto, mas é impossível, devido ao liberação das informações pela Polícia Federal.

Detalhe fundamental: desta vez, não houve vazamento, mas um comportamento exemplar da direção da Polícia Federal, que desconheceu o sigilo imposto por Toffoli, desafiou as ameaças de Moraes e cumpriu sua obrigação de atuar suprapartidariamente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A quebra da criptografia do celular de Vorcaro é uma das mais importantes notícias dos últimos tempos. Ao sofrer busca e apreensão, em 18 de dezembro, Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular pessoal. Agora, com o desbloqueio feito pelos peritos, o WhatsApp do banqueiro fraudados está sendo uma festa para os agentes e delegados da Polícia Federal. Logo saberemos a verdade sobre as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)

Moraes quer se vingar de auditor da Receita que investigou dados sobre ministros

Com medo e raiva, Moraes abre novo inquérito do fim do mundo

No desespero, Moraes quer “blindar” os ministros do STF

Carlos Newton

Em busca de impunidade, o ministro Alexandre de Moraes usou o Inquérito das Fake News, também chamado de Inquérito do Fim do Mundo, para indagar à Receita se os ministros do Supremo Tribunal Federal, junto com seus pais, filhos, irmãos e cônjuges, tiveram seus rendimentos investigados por auditores  do sistema fazendário.

Oportuna reportagem de Catia Seabra, Adriana Fernandes e José Marques, na Folha, confirma que a Receita atendeu à determinação de Moraes e está fazendo o rastreamento nos seus sistemas para verificar se houve quebra de sigilo de dados de cerca de 100 pessoas, incluindo ministros do STF e seus familiares.

SEM COMENTÁRIOS – Procurada pela Folha, a Receita afirmou que, para preservar o sigilo das informações, não se manifesta sobre demandas judiciais.

“Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação. A Receita recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial, como é o caso”, diz a direção da Receita.

Para atender à determinação do ministro Alexandre de Moraes, os auditores da Receita terão de fazer cerca de 8.000 procedimentos de checagem de quebra de sigilo, o que leva tempo, segundo especialistas ouvidos pelos repórteres na condição de anonimato.

BUSCA DE VINGANÇA – Em tradução simultânea, o ministro Moraes não se conforma com a revelação de que sua mulher tinha um contrato de R$ 129,6 milhões com o banco Master, recebendo exatos R$ 3,6 milhões mensais para prestar uma assessoria extremamente ampla, incluindo as principais instituições dos três Poderes, mas que jamais funcionou na verdade, servindo apenas como uma “proteção” às atividades criminosas da instituição financeira.

Na sua ânsia de vingança, Moraes acha que pode identificar o auditor que vazou a informação, para processá-lo e exigir que seja punido.

Os repórteres Catia Seabra, Adriana Fernandes e José Marques procuraram ouvir Moraes, por meio da assessoria do Supremo, mas o ministro não se manifestou.

OS RELATÓRIOS – Segundo a Folha, o trabalho da Receita federal envolve dados de 80 sistemas, e os relatórios que ficam prontos já estão sendo remetidos diretamente a Moraes.

Assim, a história se repete em termos de farsa, porque o famoso Inquérito do Fim do Mundo surgiu em 2019 exatamente para tentar localizar quem teria vazado a mesada de R$ 100 mil mensais que o ministro Dias Toffoli recebia do escritório de advocacia de sua segunda mulher, Roberta Rangel.

Sete anos depois, Moraes deveria estar mais preocupado com o conteúdo do celular pessoal de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

NO DESESPERO – Como se vê, o controvertido ministro entrou na faixa do desespero, mase ainda se comporta como se nada possa acontecer a ele e a Dias Toffoli, apesar de seus comportamentos altamente deploráveis e nada republicanos.

Moraes quer identificar e punir o responsável pelo vazamento do contrato de sua mulher, seja da Receita ou do Coaf, embora ninguém saiba de onde surgiu a informação, que pode ter sido divulgada por outra fonte que nem seja ligada ao governo.

Portanto, pretende que sua determinação funcione como uma blindagem, para que os responsáveis pela fiscalização de crimes financeiros e fiscais fiquem impedidos de investigar as principais autoridades da nação.

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P.S. – O comportamento de Alexandre de Moraes mostra a que ponto chegamos na Ditadura do Judiciário. É a desmoralização completa, pois sete dos nove ministros que examinaram a situação vexatória de Dias Toffoli disseram acreditar na absolutamente questionável inocência dele, simplesmente por que ele tem fé pública. Ou seja, como diz a Piada do Ano, é uma questão de fé demais ou fé de menos, porque o fedor está insuportável. (C.N.) 

Procuradores paulistas cometem “erro” de R$ 1,5 bilhão e não haverá punição

Quando o juiz exige ser tratado de "doutor" - Espaço Vital

Charge reproduzida do site Espaço Vital

Carlos Newton

Não é nada bom o momento vivido pela administração do governador Tarcísio de Freitas. Foi excluído da corrida presidencial pela família Bolsonaro, pode perder a assessoria do presidente do poderoso PSD, o ainda secretário Gilberto Kassab, e se faltar água na Grande São Paulo, o que é possível, deverá ser responsabilizado pela privatização da SABESP, ato muito criticado pelo PT.

Não bastassem tamanhas pragas, a Fazenda do Estado de São Paulo acaba de ser condenada pelo Tribunal de Justiça a pagar cerca de R$ 1,5 bilhão, a título de juros moratórios e compensatórios, em favor da empresa S/A Central de Imóveis e Construções, com sede em Araçatuba. Essa fortuna já foi requisitada na Vara de Execução da Capital contra a Fazenda Pública.

PARQUE VILLA LOBOS – Essa sociedade tem como sócio-diretor José Augusto Calil Otoboni e que registra participação acionária em 13 outras empresas espalhadas pela região. A Central de Imóveis era proprietária de área de 600 mil metros quadrados em São Paulo, na marginal Pinheiros, área desapropriada pelo governador Orestes Quércia, em 1988.

A indenização paga aos titulares do precatório já ultrapassou os R$7 bilhões de reais, a maior de todos os tempos. Nessa área funciona hoje o conhecido Parque Villa Lobos, uma das maiores áreas de lazer da capital paulista.

A Fazenda do Estado de São Paulo, representada por centenas de muito bem remunerados procuradores concursados, com teto remuneratório constitucional e penduricalhos, além de ter deixado transitar em julgado dois processos relacionados com esse mesmo precatório e ajuizou em outra ação, ainda mais importante, um recurso extraordinário, esquecendo que a matéria é infraconstitucional, ou seja, da competência do Superior Tribunal de Justiça e não do Supremo Tribunal Federal.

ERRO VERGONHOSO – Não deu outra. A presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargadora Luciana Almeida Prado Bresciani, notou o erro vergonhoso dos procuradores e negou seguimento ao recurso, em decisão proferida dia 12 de fevereiro.

Para ela, “o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional”.

E acrescentou: “O fundamento utilizado para interposição somente poderia ter sua procedência verificada mediante o reexame das provas colhidas no correr do feito, ante o acordo celebrado entre as partes, que serviu para firmar a convicção da turma julgadora. Incidente a Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal. Por esses fundamentos, inadmito o recurso“.

NÓS AVISAMOS – Há vários meses, aqui na Tribuna da Internet, o jornalista e advogado Afanasio Jazadji alertou o governador Tarcísio de Freitas sobre a negligência da Fazenda do Estado pela perda de prazo para recorrer em processo que já tinha acarretado prejuízo bilionário ao Estado e cujo montante poderia suprir a necessidade de verbas para melhorar a segurança pública, saúde, educação, saneamento básico, moradia etc.

Agora é tarde. Qualquer novo recurso que venha a ser interposto poderá ser interpretado como protelatório, engordando os honorários sucumbenciais e contratuais da banca advocatícia e que já superaram os R$ 600 milhões.

Pelo jeito, a reeleição do governador Tarcísio de Freitas no Estado de São Paulo pode não vai ser um passeio no Parque Villa Lobos.

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P.S. –
Os procuradores erraram justamente num processo de R$ 1,5 bilhão, embora qualquer estudante de Direito saiba a diferença entre recurso especial (ao STJ) e recurso extraordinário (ao STF). O governo do Estado toma esse prejuízo fora do orçamento e nada vai acontecer aos procuradores. O cheiro de corrupção espalha-se por todo canto, mas esses procuradores sequer serão advertidos ou suspensos. Quantos milhões eles ganharam para cometer esse erro de R$ 1,5 bilhão. Existe isso em qualquer outro país? (C.N.)

Homenagem a Lula no Sambódromo pode destruir sua candidatura à reeleição

Lula brincou na Sapucaí e sua candidatura poderá “dançar”

Carlos Newton

Não será surpresa alguma se Lula tiver sua candidatura anulada por campanha antecipada, em função do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, fazendo apologia do petista e ridicularizando seu principal adversário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília, condenado a 27 anos e três meses de cadeia.

Foi grotesco assistir a essa bajulação carnavalesca, que jamais poderia ser autorizada pelo presidente Lula da Silva, que deu força à escola, pois um dos  seus patrocinadores foi uma instituição federal, a Embratur, que é presidida por Marcelo Freixo, ex-deputado federal filiado ao PT, que liberou a verba.

CAMPANHA ANTECIPADA – Jamais se viu nada igual no Carnaval nem na Política brasileira. Bem ou mal, os candidatos – especialmente os que estão no poder – procuram respeitar a legislação eleitoral, que é muito severa no tocante à campanha antecipada.

No caso da Acadêmicos de Niterói, desde que foi anunciado que o enredo contaria a vida de Lula “da miséria ao poder”, começou a ser denunciada a intenção de fazer campanha eleitoral.

Por isso, causou espanto a decisão de Lula aceitar a “homenagem”, que acabou se tornando uma clara manifestação política, com uso do símbolo do partido e até do lema de campanha (“Olê, olê, olá, Lula-lá, Lulá-la”) como refrão do samba-enredo.

VÍDEOS: As cenas de Bolsonaro ridicularizado para o mundo no desfile da Niterói - Revista Fórum

Bolsonaro foi retratado como palhaço Bozo na prisão

BOLSONARO BOZO – Foi chocante o aproveitamento de Jair Bolsonaro, retratado como o palhaço Bozo numa encenação humorística, e depois com um carro alegórico mostrando um boneco gigante do ex-presidente na prisão.

O resultado foi desastroso para a TV Globo, porque a audiência do desfile caiu quase 30% durante a passagem da escola, mostrando o descontentamento de expressiva parcela dos telespectadores.

Agora vamos aguardar a decisão do TSE, porque já estão sendo feitas diversas denúncias contra o PT, e o julgamento será conduzido pela ministra Cármen Lúcia, cuja seriedade não pode ser contestada. Ou seja, Lula corre sério risco de não disputar a eleição.

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P.S. 1Os juristas de plantão neste blog podem alegar que a pena é somente uma multa, que o PT paga e fica tudo por isso mesmo. Ou seja, a campanha antecipada seria um crime perfeito. Ocorre, porém, que houve o patrocínio pela Embratur, e o caso passa a ser de abuso de poder, o mesmo crime que inviabilizou a candidatura de Jair Bolsonaro.

P.S. 2 – Detalhe final: a primeira-dama Janja da Silva foi a maior incentivadora da “homenagem”, porque ela própria iria desfilar, como principal destaque do carro alegórico que encerrava o desfile. No sábado, dona Janja chegou a ensaiar na escola, mas acabou sendo desestimulada, por causa do uso eleitoral. Na hora do desfile, Janja estava inconsolável e foi substituída por Fafá de Belém, que é uma artista de verdade. (C.N.)

Lula ataca a Polícia Federal, porque o celular complica o Planalto e o PT

Photo by Beto Dorigatti (@betodorigatti) · February 1, 2026

Charge do Beto Dorigatti (@betodorigatti)

Carlos Newton

Do alto de sua arrogância de fraudador bilionário, o estelionatário Daniel Vorcaro usou a fortuna que o pai amealhou em Minas Gerais e criou um grupo financeiro na base da multiplicação da lavagem de dinheiro. Assim, um mesmo investimento podia ser replicado diversas vezes, sem levantar suspeitas no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários.

A principal isca para atrair rentistas foi o oferecimento de juros abusivos em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que têm aval do Fundo Garantidor de Crédito), circunstância que tranquiliza o aplicador.  

SEGURANÇA MÁXIMA – Tudo ia bem e parecia ser um crime perfeito, possibilitando que Vorcaro passasse a usar parte dos lucros para investir no suborno de destacadas autoridades da República.

A obsessão do estelionatário era operar em segurança máxima, e assim conseguiu se infiltrar no Supremo, no Planalto e no Congresso. Mas o crime perfeito não existia e os CDBs começaram a vencer, levando Vorcaro a procurar o governador Ibaneis Rocha, para fazer o Banco Regional de Brasília comprar o Master.

Apesar da intervenção do Banco Central e da liquidação extrajudicial do Master, Vorcaro ainda se achava seguro, devido ao enorme rol de autoridades e políticos que subornou.

MALDITO CELULAR – O banqueiro tinha total confiança no caríssimo celular que usava, tido como o mais seguro do mundo, sem possibilidade de sofrer devassa. Realmente deu muito trabalho, mas os peritos da Polícia Federal têm ligação com empresas israelenses criadas por especialistas do serviço secreto Mossad, que derrubam qualquer criptografia.

Deriva daí a irritação do presidente Lula da Silva com o método usado pela PF contra Toffoli no caso Master. O celular de Vorcaro cita ligações com dirigentes petistas e ministro ligados ao Planalto, como Rui Costa, Dias Toffoli. Alexandre Moraes, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega, Jaques Wagner e outros mais.

Lula partiu para o ataque criticando a PF por ter investigado Toffoli sem autorização do Supremo. Disse que o assunto deveria ter sido conduzido pela PF de forma institucional, por meio do Ministério da Justiça, a quem a PF é subordinada.

CRÍTICAS À PF – A notícia distribuída à imprensa amestrada diz que Lula criticou a PF por ter cruzado informações, ao invés de fazer um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.

Lula acrescentou que o diretor Andrei Rodrigues deveria ter primeiro submetido o material à Procuradoria-Geral da República, e não ter levado o relatório diretamente ao STF.

Não é preciso ter mais de dois neurônios para perceber que a Polícia Federal não confia no procurador-geral Paulo Gonet, que obedece Lula cegamente e é amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes.

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P.S.
Agora, “acabou chorare”, como dizia Bebel Gilberto, aos seis anos, quando os pais moravam no México e ela misturava português e espanhol. Lula pode chorar a vontade, bancar escola de samba para homenageá-lo, mandar a Janja rebolar na avenida, tudo isso será em vão.  O Carnaval acaba logo e a CPI do Crime Organizado vai começar a convocar os suspeitos do caso Master. O tempo não para e conspira contra essa gente que é viciada em desviar dinheiro público, conforme confessou Sérgio Cabral, antes de ser solto para desfrutar o que sobrou do enriquecimento ilícito. (C.N.)

Vazamento da reunião secreta do STF desmascara a “Ditadura do Judiciário”

Diretor-geral da PF afirma que imunidade parlamentar não é "direito  absoluto" - SBT News

Andrei Rodrigues enfrentou o Supremo de peito aberto

Carlos Newton

O clima de carnaval que invade o país passa longe, muito longe, da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na capital, que sempre se esvazia nessa época do ano, a crise do Supremo atinge também o Planalto e o Congresso, em função das ligações perigosas do banqueiro Daniel Vorcaro com muitas das principais autoridades da República.

Nesta sexta-feira, 13, as bruxas estiveram soltas em Brasília e não estavam fantasiadas. Eram assombrações de verdade, que na véspera se infiltraram na reunião secreta dos dez integrantes do Supremo Tribunal Federal e depois divulgaram as patéticas e comprometedoras afirmações dos ministros que apoiaram apaixonadamente o companheiro Dias Toffoli.

PODER360 – Certamente influenciadas pelo nome do excelente portal de notícias criado por Fernando Rodrigues (ex-Folha), um jornalista de verdade, as bruxas resolveram demonstrar que o Supremo, o Congresso e o Planalto na verdade não têm o poder que julgam possuir. Nas democracias modernas, o poder de fato é exercido pela imprensa livre, que funciona como fiscal do povo, em todos os sentidos.

E assim, o Poder360 foi escolhido pelas bruxas para revelar, passo a passo, o que aconteceu na reunião sigilosa, mostrando como se posicionou cada ministro e como sete deles tiveram a desfaçatez de apoiar Toffoli, em nome de um corporativismo indecoroso, vexatório e constrangedor.

A transição dessas manifestações deploráveis foi tão perfeita que ficou instalada uma crise de confiança entre os ministros da corte. Surgiu então a suspeita de que Dias Toffoli tenha gravado a reunião, fato que ele imediatamente tentou desmentir.

A QUEM INTERESSA? –  A suspeita surgiu sobre Toffoli, porque a divulgação minuciosa do conteúdo da reunião só interessava a ele, exclusivamente a ele, para mostrar ao respeitável público que o ministro foi “absolvido” de seus “crimes” por sete votos a dois, uma maioria massacrante e ordinária, formada por Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia defendiam que Toffoli fosse afastado da relatoria do caso Master, por suspeição, devido às numerosos e fartas provas obtidas pela Polícia Federal.

Os outros oito – incluindo Toffoli, é claro – fizeram questão de atacar a Polícia Federal, dizendo que seu diretor Andrei Rodrigues descumprira a lei, ao fazer a denúncia diretamente a Fachin.

FIM DA DITADURA – Esse inesperado incidente, provocado pela postura digna e republicana do diretor da PF, mostra que a chamada “Ditadura do Judiciário” é uma balela. A sociedade moderna tem instituições e instrumentos que obrigam a preservação da democracia.

Nos últimos tempos, a Polícia Federal tem mostrado que pode ajudar muito a limpar este país, especialmente quando consegue apoio da parte saudável da Justiça, que existe e não compactua com a atual tendência autoritária, conforme ficou comprovado durante a Lava Jato.

Assim, o Brasil fica devendo a Andrei Rodrigues essa importantíssima iniciativa de enfrentar a ridícula e perigosa Ditadura do Judiciário. Constata-se que é um delegado federal que enfrenta a corrupção de cabeça erguida e peito aberto, sabendo que a História não perdoa aqueles que se acovardam e se curvam diante dos poderosos. É desse tipo de gente que o Brasil precisa.

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P.S. –
Comprem caminhões de pipocas. A briga está apenas começando. (C.N.)

Toffoli está inconsolável, porque a Polícia rasgou sua fantasia antes do Carnaval

Toffoli dá 10 dias para Câmara enviar informações sobre tramitação da ...

Dias Toffoli pretende continuar saindo fantasiado de ministro…

Carlos Newton

De quem é a culpa? Ora, é lógico que os culpados são Lula da Silva e José Dirceu, que inventaram a nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal. É preciso ser altamente irresponsável para ter a ousadia de nomear para o STF um cidadão sem a menor experiência em Direito e com agravante de ter sido reprovado duas vezes para concurso de juiz estadual.

Antigamente, os governantes tinham mais respeito ao interesse público e realmente indicavam juristas com notável saber e reputação ilibada. Mas isso non ecziste mais, diria padre Quevedo.

SEM CONDIÇÕES – Toffoli não tem e não tinha nenhum dos requisitos necessários para chegar ao Supremo. Agora, sabe-se que também não cultivava os pressupostos de honestidade, moralidade e respeitabilidade.

Não é de hoje que se passou a saber que o ex-advogado do PT é um homem sem escrúpulos, dedicado ao enriquecimento ilícito, assim como Dirceu, Lula, Palocci, Frei Chico, Lulinha, Mantega e tantos mais, para citar apenas membros do PT, pois os demais partidos não ficam atrás nesse quesito.

Toffoli já deveria ter sofrido impeachment desde julho de 2018, quando a revista Crusoé publicou que a partir de 2015 ele passou a receber  mesada de R$ 100 mil de sua mulher, a advogada Roberta Rangel.

CASO ABAFADO – Segundo essa publicação do site O Antagonista, Toffoli ja tinha recebido repasses de R$ 4 milhões, sem declarar ao Imposto de Renda, com a área técnica do Banco Mercantil indicando lavagem de dinheiro, mas o caso acabou abafado. Assim, como a impunidade foi facilmente alcançada, Toffoli não parou por aí e saiu dando decisões que protegiam corrutos notórios, como os empreiteiros envolvidos na Lava Jato.

Nesse embalo, o surpreendente ministro não conhecia limites e tomava decisões estapafúrdias, favorecendo empresas que contratavam sua esposa como advogada, como o caso da J&F. 

Foi Toffoli quem cancelou a multa de R$ 10,3 bilhões que tinha sido imposta à J&F dentro do acordo de leniência firmado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Greenfield. Mesmo assim, o audacioso ministro continuou impune.

SEM FANTASIA – Somente agora, quase oito anos depois da primeira denúncia, é que o Supremo foi cobrado a afastar Toffoli de um de seus rentáveis processos – o caso do Banco Master.

E quem denunciou os crimes do ministro foi a própria Polícia Federal, que nem possui poderes para fazê-lo, mas se viu obrigada a recorrer direto ao presidente do STF, Edson Fachin, por não confiar no procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio e amigo íntimo de Gilmar Mendes, que todos sabem ser da mesma coudelaria de Toffoli e Alexandre de Moraes.

Às vésperas do Carnaval, os policiais federais invadiram o Bloco dos Sujos e rasgaram a fantasia de Dias Toffoli, que não mais poderá desfilar na avenida do enriquecimento ilícito.

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P.S.
Apesar do Carnaval, daqui para a frente o noticiário sobre Toffoli vai dominar a mídia. A imprensa livre derrotou fragorosamente a imprensa amestrada. Agora, é todo mundo a favor do impeachment de Toffoli. E o que vem pela frente não parece difícil de prever. Alexandre de Moraes, por exemplo, pode até achar (?) que o escândalo de  Toffoli desviará as atenções sobre ele, mas está enganado, pois já foi escolhido como a próxima vítima, por 129 milhões de motivos, como diz o jornalista Mário Sabino. Quanto a Gilmar Mendes, o poderoso chefão de Toffoli e Moraes, não será surpresa se pedir aposentadoria. Ele acaba se perde a mulher, que pediu o divórcio, e nada impede que perca também o emprego. (C.N.)

“Operação Abafa” do caso Master tem vida curta e acaba depois do Carnaval

Os segredos da Suíte Master. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (9). #meio #charge #bancomaster #vorcaro

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

O governo Lula e importantes figuras do Supremo e do próprio Legislativo, como o senador Davi Alcolumbre (União/AP), presidente do Congresso, organizaram uma “Operação Abafa”, para impedir que a CPI do Crime Organizado venha a investigar o escândalo do Banco Master e suas ligações com os três Poderes.

Alcolumbre faz o pode, expondo-se ao máximo ao sentar em cima do pedido de formação de uma CPI específica para  o caso Master, mas não tem como evitar o andamento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, que já colocou na alça de mira os dois irmãos e o primo do ministro Dias Toffoli, que eram donos de um terço do resort Tayayá, na divisa do Paraná com São Paulo.

MURALHA – A dificuldade maior de Alcolumbre é que a CPI do Crime Organizada está sendo conduzida por três senadores com total independência político-partidária. A comissão é presidida por Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de Polícia aposentado; tem como vice-presidente o general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o relator é Alessandro Vieira (MDB-SE), delegado de Polícia licenciado.

Depois do Carnaval, será realizada a mais importante sessão da CPI, que vai decidir a convocação dos primeiros depoentes do caso Master: os irmãos José Eugênio e José Carlos Toffoli, que foram proprietários do resort Tayayá, e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Como sabe, os irmãos de Toffoli venderam suas participações no resort ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. O piedoso missionário Zettel é alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Master, chegou a ser preso em dezembro e está usando tornozeleira eletrônica. Já a esposa de Moraes será ouvida sobre o contrato de R$ 129,6 milhões com o Master.

ALCOLUMBRE SE VIRA – No desespero para evitar que a CPI do Master seja formada e também para impedir o andamento da CPI do Crime Organizado, o presidente Davi Alcolumbre liberou o comparecimento dos senadores desde a volta do recesso, a pretexto de que as Comissões se reunissem no formato semipresencial. Por isso, o senador Fabiano Contarato nem tentou convocar a sessão da CPI, que somente vai apreciar os requerimentos após o Carnaval.

O relator Alessandro Vieira quer ouvir também Mario Umberto Degani, conhecido como Beto Degani, primo do ministro Dias Toffoli, que é proprietário de um outro empreendimento de luxo vizinho ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Para evitar surpresas (que não serão evitadas), a direção do PT colocou na CPI o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o líder do partido no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE). Mas o presidente da comissão, Fabiano Contarato, e o senador Randolfe Rodrigues não são petistas-raiz e se comportam como parlamentares independentes.

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P.S.
É ilusão pensar que Alcolumbre consegue manter a situação está sob controle para Toffoli e Moraes poderem brincar a Carnaval sossegados. Quando vier a quarta-feira de cinzas, os dois ministros terão de cair na real, porque o resto do ano será marcado por cacetadas diárias na cacunda deles. Portanto, comprem bastante pipocas. (C.N.)

Olho no lance! Senado vai devassar a ligação entre Toffoli, Moraes e Vorcaro

Alessandro Vieira explica pedidos na CPI do Crime Organizado envolvendo familiares de ministros do STF - Fan F1

Está na hora de ministro do STF ir para a cadeia, diz senador

Carlos Newton

Enquanto o governo, o Supremo, as lideranças petistas e a imprensa amestrada fazem o possível e o impossível para evitar a convocação da CPI do Banco Master, os principais envolvidos no escândalo – Daniel Vorcaro, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes – já entraram na mira do Senado e não perdem por esperar.

Ao invés de arranjar blindagem nessas CPIs criadas para proteger criminosos, desta vez até os ministros do Supremo serão desmascarados, porque a CPI do Crime Organizado vai entrar no assunto, conduzida por dois profissionais da investigação, ambos delegados de polícia – o presidente Fabiano Contarato (PT-ES), e o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que estão entre os parlamentares mais honrados e respeitados do Congresso.

TOTAL INDEPENDÊNCIA – Juntos com o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), general da reserva com quatro estrelas, eles formam um trio de senadores com total independência político-partidária, que vai sacudir o país, ao tocar a CPI com a imparcialidade e o alcance necessário, em pleno ano eleitoral.

A CPI foi convocada para apurar a crise da segurança. Mas começou a funcionar e já descobria que a culpa é da desordem que caracteriza o governo brasileiro.

Um dos primeiros convocados foi o diretor de Inteligência Penal do Ministério da Justiça, Antônio Glautter. Em seu depoimento, ele revelou que o governo não dispõe de dados confiáveis sobre população carcerária; reincidência; movimentação entre facções; e gargalos do sistema penitenciário.

GOVERNO INCAPAZ – Suas declarações significam que a culpa pela insegurança é do próprio governo, que desenvolve políticas públicas sem a menor base em fatos reais, sempre fracassando em suas tentativas de combater facções superorganizadas, que estão infiltradas na economia formal para lavagem de dinheiro e já têm forte influência político-eleitoral.

Diante dessa realidade, a CPI então se voltou para o caso Master, por ser a maior ocorrência já vista de crime organizado no país.

Os trabalhos recomeçam pós o carnaval, mas o relator Alessandro Vieira já entrou em campo e pediu à CPI quebra de sigilo da Maridt, a empresa da família Toffoli que fez negócios com o cunhado de Vorcaro, o pastor evangélico Fabiano Zettel.

TRANSPARÊNCIA TOTAL – Com sua experiência na Polícia Civil, o senador do MDB pediu quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, entre 1º de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026.

Em 2025, a Maridt, que possuía um terço do empreendimento, vendeu sua participação no resort Tayayá, no Paraná, onde o ministro Dias Toffoli tem uma mansão e recebe amigos, como o banqueiro André Esteves (BTG), que foi preso na Lava Jato.

A Maridt estava associada ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador de Daniel Vorcaro, do grupo Master. No papel, a firma está registrada nos nomes de dois irmãos de Dias Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio.

DEVASSA COMPLETA – No requerimento à CPI, o senador Alessandro Vieira pede uma devassa total, com laboração de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) por parte do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Quanto ao sigilo bancário, pede a quebra “de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em Instituições financeiras”.

Requer, também um pente fino não somente quanto ao sigilo fiscal, mas também no que se refere ao sigilo telefônico. E isso tudo é apenas o começo, porque todos os envolvidos serão chamados a depor.

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P.S.
Desde o início, estamos avisando aqui na Tribuna que o Senado ia mergulhar fundo no caso Master. O vice-presidente Hamilton Mourão já deu entrevista dizendo que, por onde anda, é sempre cobrado a pedir punição para os envolvidos. “O clamor público é impressionante”. E o relator Alessandro Vieira foi mais direto, ao dizer: “Está na hora de ministro do Supremo ir para a cadeia”. Comprem pipocas. (C.N.)

Não existem santos no STF, porém há ministros mais sujos do que os outros

Tribuna da Internet | Que assuntos o STF trata com Lula e ministros no  escurinho de um jantar?

Charge do Zappa (humortadela.com)

Carlos Newton

É claro que não existem santos aqui na Terra, embora ainda possamos encontrar pessoas tacitamente santificadas, como madre Teresa de Calcutá ou irmã Dulce. Aliás, é bom lembrar que o próprio Papa Francisco, um ser humano verdadeiramente extraordinário, também se confessava pecador.

Na Suprema Corte brasileira, por exemplo, não há santos de nenhuma espécie, devido ao forte espírito corporativista, que fez ministros como Carmén Lúcia e Luiz Fux votarem a favor de 17 anos e outras punições em multa para pessoas de bem, sem maus antecedentes, que apenas invadiram prédios públicos e maioria delas nem participou de depredações.

ALGUMAS EXCEÇÕES – Nesse erro judiciário brutal, que condenou 1,5 mil brasileiros por ”terrorismo” e por “formação de quadrilha armada”, apesar de nem se conhecerem e de jamais terem empunhado armas, apenas dois ministros votaram contra essas penas exageradas e desumanas – Nunes Marques e André Mendonça.

Não se pode dizer que sejam “santos”, mas estão num patamar de imparcialidade superior a outros ministros, sem a menor dúvida.

Nunes mentiu ao apresentar sua biografia, dizendo ter feito mestrado na Universidade Autônoma de Lisboa e doutorado e pós-graduação na Universidade de Salamanca, na Espanha, sem ter saído do Brasil. Foi aberta uma ação contra ele, com Rosa Weber como relatora, mas o corporativismo falou mais alto. André Mendonça, que é pastor da Igreja Evangélica também diz ter feito mestrado e doutorado em Salamanca, parece que está na moda…

SÓ PECADORES – O atual presidente, Édson Fachin também exibe um telhado de vidro, visto que fez mestrado e doutorado em São Paulo ao mesmo tempo que cumpria jornada de 40 horas como servidor público no Paraná. É o que está escrito em seu currículo no portal do STF. Foi ele quem inventou a “incompetência territorial absoluta” para soltar Lula em 2019. Em todos os demais países, a incompetência territorial é sempre relativa.

Flávio Dino estava se saindo bem no Supremo, mas votou pela blindagem das autoridades dos três poderes e não podemos esquecer que se trata daquele ministro da Justiça que sumiu com as gravações do prédio ao lado do Congresso, que poderiam provar a inocência de muitos dos 1,5 mil falsos terroristas.

Quanto a Luiz Fux, seu problema é o amor extremado aos rebentos. Colocou a filha Marianna no Tribunal de Justiça do RJ em 2016 e resolveu também a vida do filho Rodrigo. Antes de o pai assumir no STF, o número de processos do escritório do filho era baixo (cerca de 5). Hoje, o volume saltou para mais de 500 processos (algumas fontes mencionam 544), abrangendo o STF e 0 STJ.

ZANIN NA CORTE – Cristiano Zanin fez carreira no escritório do sogro, Roberto Teixeira, que foi protetor do Lula sindicalista, quando ele era conhecido pelo codinome “Barba” na Polícia Federal, ao atuar como informante do regime militar, sob as ordens do delegado Romeu Tuma. Zanin “libertou” Lula, mediante a cumplicidade de Fachin e da maioria, foi nomeado para o STF e logo em seguida entrou na Justiça contra o sogro, exigindo mais honorários…

Quanto aos outros três – Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, nem é preciso fazer comentários. O noticiário dos jornais fala por si. E a imprensa é a voz do povo.

Assim, neste carnaval o Supremo vai desfilar dividido em vários blocos. Um deles, formado por Fachin e Cármen, defende o Código de Ética. Outro bloco, com Gilmar, Toffoli e Moraes, é contra. Os restantes compõem um terceiro bloco, e ninguém sabe o que eles pretendem. Este é o quadro atual, longe da apoteose.

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P.S.
– Se os dez ministros desfilarem juntos, estarão formando o mais completo Bloco do Sujo da História do Carnaval Brasileiro. Nem precisam de fantasias. (C.N.)