Charge do Quinho (Estado de Minas)
Carlos Newton
Foi o banqueiro, senador, governador e ministro mineiro Magalhães Pinto que criou aquela definição imortal de que a política é como as nuvens no céu. Você olha para cima, as nuvens, estão de um jeito; daqui a pouco você olha de novo e as nuvens já estão diferentes. Realmente, assim é a política.
Lula e PT estavam convictos de que, sem Jair Bolsonaro, a próxima eleição seria facilmente vencida. Mas as nuvens se moveram e o quadro agora é outro, com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. E de repente se implantou um clima de terror no PT e no Planalto.
ÚLTIMA CAMPANHA – Todos sabem que é a última candidatura de Lula, que já esta mais para lá do que para cá. Suas condições físicas são precárias, ele vive de uma maneira ilusória, fingindo ser mais novo e saudável, porém a idade pesa cada vez mais.
Para Lula aguentar o desfile do Carnaval, Janja exigiu um quarto fechado no camarote da Prefeitura, para ele dormir entre uma escola e outra. Por isso, Janja ficou de fora e não deixava ninguém entrar, barrando ministros e até Lurian, a filha que ele teve fora do casamento.
Assim, a campanha vai ser uma maratona para um velho que está chegando aos 81 anos, tem de percorrer o país inteiro em viagens cansativas até para jovens, suportando o incômodo “jet lag” e tudo mais.
TUDO OU NADA – Para os petistas, é um lance do tudo ou nada. Eles sabem que, sem Lula, o partido tende à extinção, porque o presidente não quis deixar herdeiros políticos. Aliás, um dos filhos até tentou se eleger vereador em São Bernardo, mas não conseguiu.
Neste cenário negativo, surge o efeito Lulinha, o filho que o presidente considera um fenômeno empresarial. E agora as investigações da Polícia Federal e o cerco político no Congresso transformam Fábio Luís Lula da Silva no centro das preocupações do Planalto.
O fato concreto é que Lulinha ficou rico com apoio da telefônica Oi e de outras empresas, e agora está envolvido com o principal responsável pelas fraudes do INSS, criando o clima ideal para enfraquecer da candidatura do pai.
EMPATE TÉCNICO – As pesquisas já mostram Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate. Esse cenário é interessante, porque indica que uma candidatura de terceira via poderia surpreender a nefasta polarização entre lulistas e bolsonaristas.
Calcula-se que um terço dos eleitores não apoiam diretamente Lula ou Flávio e para votar em um deles teriam de tampar o nariz. Diante dessa situação, o dono do PSD, Gilberto Kassab, que é um termômetro da política brasileira , sabe ler as nuvens, pode lançar a terceira via com um de seus pré-candidatos – Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr. (Paraná) ou Ronaldo Caiado (GO).
Nenhum deles é conhecido nacionalmente, mas Fernando Collor, Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff também não eram. Com esse argumento, Kassab diz que o PSD vai disputar, mas só escolherá o candidato mais perto da eleição, mas nenhum deles entusiasma o eleitorado. Ou seja, o Brasil precisa é de uma quarta via.
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P.S. – A estratégia de Kassab é levar vantagem em tudo. Ele vai lançar um candidato à Presidência pelo PSD que nem precisa ganhar, pois o objetivo real é fortalecer o partido cada vez mais, para se aliar ao futuro presidente, não interessa quem seja, e indicar ministros e dirigentes de estatais. Não importa quem vença as eleições, Kassab sairá sempre ganhando. (C.N.)

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Carlos Newton






